Santa Catarina de Sena, Virgem e Doutora da Igreja, Padroeira da Europa
Santa Catarina nasceu em Sena, Itália, a 25 de Março de 1347. Dotada por Deus com graças especiais, desde a sua infância, cortou o cabelo e cobriu a cabeça com um véu branco, em sinal de consagração, quando tinha apenas 12 anos e pretendiam casá-la. Sofreu muito com essa decisão, mas manteve-se fiel. Vestiu o hábito das religiosas dominicanas, mantendo-se na família e na cidade, e dedicando-se ao exercício das obras de misericórdia e procurando restabelecer a paz entre as famílias desavindas. Sendo analfabeta, em breve começou a ditar a diversos amanuenses as suas experiências místicas, reflexões e conselhos. Ditou cartas para prelados, pais de família, magistrados, reis e até para o próprio Papa, que, nessa época, se encontrava em Avinhão, incitando-o a regressar a Roma. A 13 de Outubro de 1376 Gregório XI iniciou a viagem de regresso a Roma, acompanhado por Catarina. Depois da morte de Gregório XI, a santa foi conselheira do seu sucessor, Urbano VI. O seu ideal era pacificar a Pátria (a Itália) e purificar a Igreja. Faleceu, em Roma, a 29 de Abril de 1380. Com Santa Brígida e Santa Teresa Benedita da Cruz, é padroeira da Europa.
Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=327
Reflexão
Jesus disse-nos que Deus é luz. O cristão deve caminhar na luz, que alegra, ilumina, símbolo de tudo o que há de bom e puro. O contrário, o mal, é simbolizado pelas trevas. Luz/trevas, bem/mal, verdade/mentira, graça/pecado… são incompatíveis, não podem estar juntos no mesmo sujeito. Mas, estar em comunhão com Deus e andar na luz não significa ser impecáveis. Também o cristão peca e tem consciência disso. A Igreja não é comunidade de puros e perfeitos, que nunca pecaram, mas uma comunidade que acredita que os seus pecados não são obstáculo permanente para nos aproximarmos de Deus. O pecado é superável pela acção de Deus em Cristo. É a partir dessa acção que surge o imperativo de lutar contra o pecado. Se o cristão se dá conta de que a sua comunhão com Deus foi quebrada pelo pecado, deve recordar que Jesus Cristo é seu intercessor e defensor diante do Pai. Mais ainda, que é o meio de expiação pelos pecados cometidos.
No Evangelho, Jesus revela em oração, com palavras simples, o coração de Deus que se dá a conhecer aos pequeninos. E estas palavras servem de introdução para manifestar a sua união com o Pai de tal modo que para conhecer um é necessário conhecer o outro, mas a revelação é feita por Jesus àqueles que ele entende. O Pai revela-se aos pequeninos através de Jesus, por isso ele convida todos os que andam inclinados sobre si mesmos, curvados sob o peso da vida, para que venham e aprendam uma nova forma de viver, uma forma livre de viver.

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