
Santa Clara de Assis - virgem, fundadora
Nasceu em Assis, em 1193 e morreu em 1253. Conterrânea de S. Francisco, Clara foi sua discípula e fiel intérprete do seu ideal ascético. De família nobre, dotada de extraordinária beleza e possuidora de muitas riquezas, aos 18 anos fugiu de casa para se consagrar a Deus mediante uma vida de absoluta pobreza, a exemplo de S. Francisco de Assis. Juntamente com Inês, sua irmã mais nova, e outras companheiras, Clara instalou-se no Oratório de S. Damião: era o início das clarissas, que procuravam viver em tudo o ideal franciscano da pobreza. Atualmente, somam cerca de 19 mil religiosas, espalhadas por todo o mundo.
Nas Florzinhas de São Francisco, conta-se que, um dia, Francisco mandou pedir a Clara que rezasse para que ele percebesse o que mais agradava a Deus: dedicar-se à pregação ou à oração. Depois de muita oração, o mensageiro levou a resposta a Francisco: Cristo respondeu e revelou a Fr. Silvestre e a sua irmã Clara que sua vontade é que vás pregar pelo mundo, pois Ele não te escolheu para ti somente, mas para a salvação dos outros!
O Oratório de São Damião foi um milagre que irradiou pureza como o sol irradia os seus raios: as mulheres queriam ser puras como Clara e os homens aprendiam a respeitar a pureza das mulheres.
Santa Clara é apresentada com uma custódia com o Santíssimo Sacramento na mão, a deter os mouros às portas de Assis.
Por lhe ter sido concedido ver de longe o sepulcro de São Francisco, foi declarada padroeira da televisão.
Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/xix-semana-terca-feira-tempo-comum-anos-pares0/
Reflexão
O profeta, por meio de uma acção simbólica, recebe a missão de anunciar ao povo a palavra de Deus. Ele tem de assimilar primeiro essa palavra para depois a poder anunciar. Essa \palavra, se bem assimilada, é cheia de doçura e suavidade, como disse o Concílio. A protecção que Deus sempre prestou a Moisés continuará agora a dá-la a Josué; um e outro, anunciam a futura salvação trazida ao povo de Deus por Jesus, seu Filho.
Com esta leitura começamos hoje a ler, no Evangelho de São Mateus, o discurso de Jesus sobre a regra da vida comunitária da Igreja. Antes de mais, é preciso fazer-se pequeno como uma criança e defender e respeitar os outros na sua humildade, para se poder viver com verdadeiro espírito de comunidade. Os pequeninos são modelo para os discípulos, porque são dóceis e não se levantam contra quem os ensina e conduz.
Aos olhos de Deus, ninguém é insignificante. Cada pessoa tem um valor infinito porque é vista e amada por Ele. Para Deus, cada filho é demasiado precioso para se perder. A vida de Santa Clara mostra-nos que a proximidade de Deus transforma também o nosso olhar. Quanto mais nos aproximamos de Cristo, mais aprendemos a reconhecer o valor único de cada pessoa. Nenhuma vida é indiferente para Deus. Não deixemos que a indiferença conquiste o nosso olhar.