Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/liturgia/?mc_id=5830
Reflexão
São normais as tempestades fortes e súbitas naquele mar. Jesus parece dormir! Os discípulos, principiantes na fé em Jesus, acordam-no, suplicando que os salve. Uma vez amainado o mar, interrogam-se sobre a identidade deste homem a quem até os ventos e o mar obedecem! As tempestades são muitas, no mar da vida! Deus parece dormir, parece estar ausente! Mas afinal, quem é que está a dormir? Quem é que está ausente? A fé dos discípulos era mesmo principiante. A fé adulta supõe uma confiança incondicional e absolutamente sem limites! Esta deve ser a nossa!
Tuesday, June 30
Terça-feira da Semana XIII do Tempo Comum
Friday, June 26
Sexta-feira da Semana XII do Tempo Comum
Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/liturgia/?mc_id=5827
Reflexão
Depois da deportação do reino de Israel, do norte do país para a Assíria, alguns séculos antes, é agora o reino de Judá, que é deportado para Babilónia, (hoje no Iraque). Tudo isto aconteceu em consequência do abandono a que o povo votara o Senhor, seu Deus. E assim começou o longo e penoso exílio do povo de Deus em Babilónia.
Ao curar o leproso, Jesus manifesta-Se como Senhor da vida e da morte, cheio de compaixão para com os que sofrem, e ainda como Aquele que reconduz os homens à comunhão na unidade do povo de Deus. Tudo o que por fora acontecer é sinal do que acontece por dentro. A simplicidade que envolve este milagre de Jesus manifesta, por um lado, o poder da palavra do Senhor e, por outro, a força da fé do homem que O invocava.
Tuesday, June 16
Terça-feira da Semana XI do Tempo Comum
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Reflexão
O amor toma novos horizontes. Cristo rompe com a estrutura tradicional dos rabinos, ampliando o conceito de próximo, e exigindo o amor aos inimigos, como nova justiça do Reino de Deus. Não são esses os critérios do mundo. Para haver amor efectivo, não supõe que seja necessariamente afectivo. Cristo dá o exemplo, propõe o seu exemplo e os homens que se fazem à perfeição, também dão o exemplo. É possível, portanto, cumprir o programa do Reino que supõe o amor aos inimigos.
Tuesday, June 2
Terça-feira da Semana IX do Tempo Comum
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Reflexão
A ocupação romana obrigava os judeus a pagar um tributo a César. Os saduceus e herodianos eram partidários do imposto; os fariseus consideravam-no ilícito; os zelotes opunham-se, mesmo pelas armas. Jesus lança-lhes em cara a sua hipocrisia e sentencia de forma soberana.
Para os laicistas doentios, Deus e César excluem-se, sendo a fé e a religião assunto privado sem tecto social; para os teístas fanáticos, a autoridade civil deve estar ao serviço do Evangelho, mesmo pela força; para Jesus o César não se opõe a Deus, pois reconhece a autonomia do terreno. Para Jesus, Estado e Igreja não estão sujeitos um ao outro, mas ambos a Deus.
Tuesday, May 26
Memória de São Filipe Néri, presbítero
São Filipe Néri, presbítero
Filipe Néri nasceu em Florença, no ano 1515. Dirigiu-se para Roma e começou por se dedicar ao apostolado da juventude. Fundou uma associação em favor dos enfermos pobres, levando sempre uma vida de grande perfeição cristã. Foi ordenado presbítero no ano 1551 e fundou o Oratório que tinha por objetivo dedicar-se à instrução espiritual, ao canto e às obras de caridade. Promotor de novas expressões culturais e artísticas, notabilizou-se sobretudo pelo seu amor ao próximo, pela sua simplicidade evangélica e pela sua alegria no serviço de Deus. Morreu no ano 1595.
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Reflexão
Jesus esclarece a Pedro e a todos os que o seguirem, que a recompensa já aqui na terra será de cem vezes mais. Certamente não na quantidade, mas sobretudo na qualidade. Deixando tudo, o discípulo encontrará na Comunidade do Reino, maior felicidade que toda a que deixou!... Felicidade que não exclui a cruz, por que esta é consubstancial ao seguimento de Cristo e garantia duma felicidade eterna incomparável. O desprendimento e o espírito de pobreza, livremente abraçados, são já uma antecipação da libertação futura.
Thursday, May 21
Quinta-feira da Semana VII do Tempo Pascal
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Reflexão
Jesus reza pela futura comunidade cristã, em união com os apóstolos. A sua unidade será o sinal perante o mundo de que Jesus é o Messias, o Enviado do Pai. A sua comunhão com o Pai é, por isso, o modelo e fonte de toda a comunidade eclesial. A fraternidade dos seus discípulos dará ao mundo as razões de que precisa para viver. É muito mais o que nos une do que nos separa, embora haja diferenças.
Tuesday, May 5
Terça-feira da Semana V do Tempo Pascal
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Reflexão
Dou-vos a minha Paz: A paz como o conjunto dos bens messiânicos; A paz de Deus e a paz dos homens... que diferença?!; Glorificação do final de Jesus.
Os Mensageiros da Paz: O exemplo de Cristo e dos Apóstolos; A Igreja é quem envia sob o impulso do Espírito Santo; Anunciar a paz é fazer a paz; O Testemunho até ao sangue é a bagagem de todo o verdadeiro apóstolo.
Felizes os construtores da Paz: A paz de Deus nasce no coração e é fruto da comunhão com Ele; Da paz brota a unidade e a partilha com os irmãos; A paz é o dom mais precioso que Deus pode conceder aos homens! O mundo de hoje é todo ele um grito pela paz... Haja paz e nunca mais a guerra!
Thursday, April 30
Quinta-feira da Semana IV do Tempo Pascal
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Reflexão
Da ilha de Chipre, pátria de Barnabé, Paulo e os companheiros passam ao continente, à Turquia actual, e prosseguem a sua viagem missionária. Em cada povoação onde chegam vão à sinagoga ao sábado, tomam parte no culto e anunciam Jesus aos Judeus, antes de o fazerem a todos os demais. Paulo mostra que Jesus é o descendente de David, prometido e esperado, e que assim o Antigo Testamento vem a florir e a dar o seu fruto no Novo Testamento.
A partir deste dia, a segunda leitura é tirada do discurso de Jesus na última Ceia. Hoje, Jesus faz o comentário ao gesto que acabou de praticar, o de lavar os pés aos Apóstolos, como foi lido na Missa da Ceia do Senhor, em Quinta-feira Santa. Foi uma lição de serviço. Deste modo, Jesus manifesta que a missão do Mestre é servir e não ser servido, missão que os seus discípulos hão-de imitar. O maior de todos os seus serviços foi o de dar a vida pelos homens.
Wednesday, April 29
Festa de Santa Catarina de Sena, Virgem e Doutora da Igreja
Santa Catarina de Sena, Virgem e Doutora da Igreja, Padroeira da Europa
Santa Catarina nasceu em Sena, Itália, a 25 de Março de 1347. Dotada por Deus com graças especiais, desde a sua infância, cortou o cabelo e cobriu a cabeça com um véu branco, em sinal de consagração, quando tinha apenas 12 anos e pretendiam casá-la. Sofreu muito com essa decisão, mas manteve-se fiel. Vestiu o hábito das religiosas dominicanas, mantendo-se na família e na cidade, e dedicando-se ao exercício das obras de misericórdia e procurando restabelecer a paz entre as famílias desavindas. Sendo analfabeta, em breve começou a ditar a diversos amanuenses as suas experiências místicas, reflexões e conselhos. Ditou cartas para prelados, pais de família, magistrados, reis e até para o próprio Papa, que, nessa época, se encontrava em Avinhão, incitando-o a regressar a Roma. A 13 de Outubro de 1376 Gregório XI iniciou a viagem de regresso a Roma, acompanhado por Catarina. Depois da morte de Gregório XI, a santa foi conselheira do seu sucessor, Urbano VI. O seu ideal era pacificar a Pátria (a Itália) e purificar a Igreja. Faleceu, em Roma, a 29 de Abril de 1380. Com Santa Brígida e Santa Teresa Benedita da Cruz, é padroeira da Europa.
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Reflexão
Jesus disse-nos que Deus é luz. O cristão deve caminhar na luz, que alegra, ilumina, símbolo de tudo o que há de bom e puro. O contrário, o mal, é simbolizado pelas trevas. Luz/trevas, bem/mal, verdade/mentira, graça/pecado… são incompatíveis, não podem estar juntos no mesmo sujeito. Mas, estar em comunhão com Deus e andar na luz não significa ser impecáveis. Também o cristão peca e tem consciência disso. A Igreja não é comunidade de puros e perfeitos, que nunca pecaram, mas uma comunidade que acredita que os seus pecados não são obstáculo permanente para nos aproximarmos de Deus. O pecado é superável pela acção de Deus em Cristo. É a partir dessa acção que surge o imperativo de lutar contra o pecado. Se o cristão se dá conta de que a sua comunhão com Deus foi quebrada pelo pecado, deve recordar que Jesus Cristo é seu intercessor e defensor diante do Pai. Mais ainda, que é o meio de expiação pelos pecados cometidos.
No Evangelho, Jesus revela em oração, com palavras simples, o coração de Deus que se dá a conhecer aos pequeninos. E estas palavras servem de introdução para manifestar a sua união com o Pai de tal modo que para conhecer um é necessário conhecer o outro, mas a revelação é feita por Jesus àqueles que ele entende. O Pai revela-se aos pequeninos através de Jesus, por isso ele convida todos os que andam inclinados sobre si mesmos, curvados sob o peso da vida, para que venham e aprendam uma nova forma de viver, uma forma livre de viver.
Friday, April 24
Sexta-feira da Semana III do Tempo Pascal
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Reflexão
Cristo declara-Se comida verdadeira... cujos efeitos são a vida e a plena comunhão com Ele... Cristo apresenta já a perspectiva eucarística da Última Ceia, nas expressões comer a minha carne e beber o meu sangue que traduzem a realidade sacramental autêntica da Eucaristia. A Comunhão e a Vida eterna são os frutos desse Pão. A Fé e a Eucaristia, duas realidades do mesmo sacramento, que é Cristo.
Thursday, April 23
Quinta-feira da Semana III do Tempo Pascal
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Reflexão
A Fé é um dom de Deus que o homem assume como seu, em resposta ao Pai que se lhe revela em Jesus. O tempo eterno entrou no tempo presente, para garantir o tempo futuro. Entretanto, o dom da fé está condicionado por uma atitude responsável: escutar o Pai. No constante peregrinar ao encontro de Deus, pelo deserto da vida. Cristo é a Palavra pessoal do Pai neste reencontro com o Criador.
Cristo interpela o homem sobre a necessidade de comer a sua carne feita pão, para manutenção da fé. Através deste pão, se estabelece uma comunhão constante com a divindade que desemboca necessariamente na comunhão fraterna.
Wednesday, April 22
Quarta-feira da Semana III do Tempo Pascal
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Reflexão
Um conjunto de pequenas notícias enche a primeira leitura; mas em todas elas perpassa o sopro do Espírito do Ressuscitado. Até a dispersão de que sofreu a comunidade de Jerusalém foi ocasião para que o Evangelho chegasse às outras províncias mais distantes. E o próprio ardor de Saulo, aquela testemunha ocular da morte de Estêvão, irá transformar-se em zelo pela Boa Nova de Jesus ressuscitado. Está-se verdadeiramente no Tempo Pascal da Igreja, sob o signo do Espírito.
Jesus afirma-Se agora, claramente, o Pão da Vida. Já assim fora anteriormente prefigurado no pão multiplicado e no maná evocado na fala com os Judeus; mas agora é Ele mesmo que Se apresenta claramente como o Pão, o alimento que mata a fome. E este Pão assimila-se pela fé. Por isso, Jesus, como outrora a Sabedoria ergue a voz e clama, convidando para o banquete. Quem d'Ele se alimentar terá a vida eterna na glória da ressurreição, que o Tempo Pascal prefigura.
Thursday, April 16
Quinta-feira da Semana II do Tempo Pascal
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Reflexão
Os sanedritas opõem-se ao anúncio pascal dos Apóstolos e prendem-nos de novo. São libertos e anunciam uma vez mais a Cristo ressuscitado.
Crer ou não crer é o dilema radical. Viver ou não viver o Evangelho, é o desafio, cujo resultado está à vista. Jesus é o Filho de Deus, é o seu porta-voz. Só quem acredita nele, tem a vida eterna. Como os apóstolos, também nós recebemos o Espírito Santo, para dar testemunho, para anunciar a Cristo até ao fim do mundo!
Wednesday, April 15
Quarta-feira da Semana II do Tempo Pascal
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Reflexão
Cristo é o grande Sacramento do amor do Pai pelo homem. Toda a sua vida é um percurso pascal de amor ao homem. Uma definição chave que tudo explica: Deus é Amor. Por isso entregou o seu Filho como oferta perene de salvação.
O pecado é a ruptura do Amor de Deus ao homem. Se Cristo veio salvar o mundo, a nossa vocação é salvadora.
O amor é, portanto, a única resposta à loucura de Deus, de um Deus enamorado dos homens, a ponto de lhes entregar o Seu Filho único!
Tuesday, April 14
Terça-feira da Semana II do Tempo Pascal
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Reflexão
Os Actos dos Apóstolos dão-nos um quadro síntese do que eram e como viviam as primeiras comunidades cristãs. Uma fé vivida a sério, que se traduzia na partilha de bens e total ajuda mútua.
Uma Comunidade Sacramento sinal visível da fé no anúncio de Cristo, como centro vital da sua vida; de vida e de amor, aceitando-se alegremente na comunhão da partilha mútua; de oração e comunhão eucarística; do sentido do envio e de missão.
A fé vivida a sério tem de nos levar à comunhão total no amor fraterno.
Wednesday, April 1
Quarta-feira da Semana Santa
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Reflexão
O servo de Yhavé antecipa a Paixão do Messias que, no meio dos sofrimentos, não perde a confiança no Senhor. Assim é todo o justo, quando perseguido e traído. Os planos homicidas dos judeus compram a consciência de Judas por trinta moedas de prata, o preço dum escravo, o preço da traição. Também hoje, muitos perguntam: quanto há para isso? vendendo a consciência ao diabo! É assim o mistério do coração humano, capaz do mais nobre e também do mais vil!...
Monday, March 30
Segunda-feira da Semana Santa
Reflexão
O servo de Yhavé é a figura do povo de Israel e também do próprio Cristo. Trata-se dum servo compassivo e manso, ungido para proclamar a justiça e libertação dos oprimidos. Cristo é, de facto, o Servo que Deus ungiu e fez aliança com o Seu Povo, a Igreja.
Jesus descansa em casa de seus amigos, Lázaro, Marta e Maria. O ódio a Jesus também se estende a Lázaro, a quem pretendem matar. O gesto de Maria enche de fragrância aquela casa. Judas finge ser amigo dos pobres.
Friday, March 27
Sexta-feira da Semana V da Quaresma
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Reflexão
A verdade é incómoda. Os judeus não querem aceitar que Jesus é o Filho de Deus. Por isso o repelem. A história repete-se. Os homens de hoje também julgam bastar-se a si mesmos, e julgam não precisar de Deus para nada. A Humanidade do Filho de Deus torna-o semelhante a qualquer um de nós. Por isso a dificuldade de o identificar. Só pela Fé, dom de Deus, se pode aceitar e compreender esse mistério.
Thursday, March 26
Quinta-feira da Semana V da Quaresma
Reflexão
Abraão, que Jesus vai recordar no Evangelho, aparece aqui como o homem com quem Deus faz Aliança e que, por isso mesmo, se torna o pai de todo o futuro povo de Deus. Abraão é igualmente o símbolo de todos os que se entregam, confiadamente, ao poder da palavra de Deus, e, por isso, se tornam instrumento providencial da acção de Deus entre os homens e objecto da sua divina intimidade.
Toda a obra de Jesus é o que é e tem o valor que tem por Ele ser quem é: o Filho de Deus, imagem do Pai. Aquele que estabelece a aliança entre o Pai e os homens. Esta aliança já vem de longe: um dos seus grandes momentos foi quando Deus a fez com Abraão. Mas Jesus é maior do que Abraão, e é antes dele e será depois dele. Por isso, a aliança selada no sangue da sua cruz é aliança eterna, que havemos de recordar perpetuamente, como também Ele jamais a esquecerá.
Wednesday, March 25
Solenidade da Anunciação do Senhor
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Anunciação do Senhor
Deus que no decorrer dos séculos, tinha encarregado os profetas de transmitir aos homens a Sua palavra, ao chegar a plenitude dos tempos, determina enviar-lhes o Seu próprio Filho, o Seu Verbo, a Palavra feita Carne.
Contudo, o Pai das misericórdias quis que a Incarnação fosse precedida da aceitação por parte daquela que Ele predestinara para Mãe, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida (Lumen gentium, 56).
No momento da Anunciação, através do Anjo Gabriel, Deus expõe portanto, a Maria os Seus desígnios. E Maria, livre, consciente e generosamente, aceita a vontade do Senhor a seu respeito, realizando-se assim o mistério da Incarnação do Verbo. Nesse momento, com efeito, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade começa a Sua existência humana. O filho de Deus faz-Se Filho do Homem. O Deus Altíssimo torna-Se o Deus connosco.
Ao celebrar este mistério, precisamente nove meses antes do Natal, a Solenidade da Anunciação orienta-nos já para o Nascimento de Cristo. No entanto, a Incarnação está intimamente unida à Redenção. Por isso, as Leituras (especialmente a segunda) introduzem-nos já no Mistério da Páscoa.
Essencialmente festa do Senhor, a Anunciação não pode deixar de ser, ao mesmo tempo, uma festa perfeitamente mariana. Na verdade, foi pelo sim de Maria que a Incarnação se realizou, a nova Aliança se estabeleceu e a Redenção do mundo pecador ficou assegurada.
Reflexão
A hora da salvação chegou. Os tempos do Antigo Testamento deram lugar ao Tempo definitivo na hora de Deus. Maria aceita livremente os planos salvadores de Deus.
Graças ao seu sim, o Filho de Deus fez-se Filho do Homem. Deus torna-se Deus connosco, no silêncio de nove meses em gestação. As profecias tornaram-se realidade no seio de Maria. É o mesmo corpo que se imolará na Cruz e se nos dará na Eucaristia. A Anunciação é Festa de Maria, de Cristo e sobretudo a grande Festa da Humanidade.


















