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Tuesday, June 2

Terça-feira da Semana IX do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/liturgia/?mc_id=5779

Reflexão
A ocupação romana obrigava os judeus a pagar um tributo a César. Os saduceus e herodianos eram partidários do imposto; os fariseus consideravam-no ilícito; os zelotes opunham-se, mesmo pelas armas. Jesus lança-lhes em cara a sua hipocrisia e sentencia de forma soberana.
Para os laicistas doentios, Deus e César excluem-se, sendo a fé e a religião assunto privado sem tecto social; para os teístas fanáticos, a autoridade civil deve estar ao serviço do Evangelho, mesmo pela força; para Jesus o César não se opõe a Deus, pois reconhece a autonomia do terreno. Para Jesus, Estado e Igreja não estão sujeitos um ao outro, mas ambos a Deus.

Thursday, June 4

Quinta-feira da Semana IX do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3001

Reflexão
Paulo transmite ao seu discípulo e, até certo ponto, sucessor, a missão que ele próprio recebera de anunciar a palavra de Deus. Embora prisioneiro, ele sabe que a palavra de Deus é libertadora; e, por isso, a continua a anunciar. Libertação é, em última análise, a que é fruto do mistério pascal: quem vive unido a Cristo, fiel à sua palavra, com Ele viverá para sempre.
O amor de Deus foi sempre e sempre será o fundamento de toda a lei de Deus, tanto do Novo, como já do Antigo Testamento. A citação que Jesus faz, ao dizer: Escuta, Israel!, é, precisamente, o princípio da oração que os Judeus rezam todos os dias, e que lhes lembra diariamente esse primeiro e maior mandamento. O segundo mandamento, o amor do próximo, é a consequência e a aplicação do primeiro. Compreendê-lo é estar às portas do reino de Deus, e praticá-lo é ter entrado nesse mesmo reino.

Tuesday, June 2

Terça-feira da Semana IX do Tempo Comum


Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2999

Reflexão
A ocupação romana obrigava os judeus a pagar um tributo a César. Os saduceus e herodianos eram partidários do imposto; os fariseus consideravam-no ilícito; os zelotes opunham-se, mesmo pelas armas. Jesus lança-lhes em cara a sua hipocrisia e sentencia de forma soberana.
Para os laicistas doentios, Deus e César excluem-se, sendo a fé e a religião assunto privado sem tecto social; para os teístas fanáticos, a autoridade civil deve estar ao serviço do Evangelho, mesmo pela força; para Jesus o César não se opõe a Deus, pois reconhece a autonomia do terreno. Para Jesus, Estado e Igreja não estão sujeitos um ao outro, mas ambos a Deus.

Thursday, June 7

Quinta-feira da Semana IX do Tempo Comum


Reflexão
Os mandamentos são um só: o amor a Deus e aos irmãos são inseparáveis. A medida do amor é como a de Cristo: até ao fim. A religião do amor aberta a Deus, ao homem, ao mundo, à vida! Amar é criar vida à nossa volta... Esta é a tarefa do ser cristão.

Wednesday, June 6

Quarta-feira da Semana IX do Tempo Comum

No Além, o matrimónio não tem sentido. Jesus é testemunha da ressurreição dos mortos. Toda a Bíblia é um testemunho do Deus da vida. A imortalidade é a máxima aspiração do ser humano. Deus ama a vida, por isso no-lo conserva.

Tuesday, June 5

Terça-feira da Semana IX do Tempo Comum


Reflexão
A ocupação romana obrigava os judeus a pagar um tributo a César. Os saduceus e herodianos eram partidários do imposto; os fariseus consideravam-no ilícito; os zelotes opunham-se, mesmo pelas armas. Jesus lança-lhes em cara a sua hipocrisia e sentencia de forma soberana.
Para os laicistas doentios, Deus e César excluem-se, sendo a fé e a religião assunto privado sem tecto social; para os teístas fanáticos, a autoridade civil deve estar ao serviço do Evangelho, mesmo pela força; para Jesus o César não se opõe a Deus, pois reconhece a autonomia do terreno. Para Jesus, Estado e Igreja não estão sujeitos um ao outro, mas ambos a Deus.

Monday, June 4

Segunda-feira da Semana IX do Tempo Comum


Reflexão
Esta é a história do Povo de Israel. Matou os profetas enviados por Deus e, finalmente, o seu próprio Filho. Cada pessoa é uma vinha, objecto dos desvelos amorosos de Deus. Matamos a Deus quando o sujeitamos aos nossos caprichos, e damos mau exemplo, com comportamentos inaceitáveis e inadmissíveis a herdeiros do Pai do Céu!

Wednesday, June 7

Quarta-feira da Semana IX do Tempo Comum

Liturgia da Palavra
 
Leitura do Livro de Tobias (Tob 3, 1-11a.16-17a)
Naqueles dias, eu, Tobit, de alma angustiada, gemendo e chorando, comecei a dizer entre suspiros a seguinte oração: «Vós sois justo, Senhor, e são justas todas as vossas obras. Os vossos caminhos são misericórdia e fidelidade, Vós sois o juiz do mundo. Agora, Senhor, lembrai-Vos de mim e olhai para mim. Não me castigueis pelos meus pecados e erros, nem pelos dos meus antepassados, que cometemos na vossa presença, desobedecendo aos vossos mandamentos. Por isso Vós nos entregastes à pilhagem, ao cativeiro e à morte, ao escárnio, à zombaria e ao insulto de todos os povos entre os quais nos dispersastes. Na verdade, todas as vossas sentenças são justas, quando me tratais assim, por causa dos meus pecados e pelos dos meus antepassados, porque não cumprimos os vossos mandamentos, nem procedemos fielmente para convosco. Mas agora tratai-me como for do vosso agrado, ordenai que me seja tirada a vida, para que eu desapareça da face da terra e em terra me venha a tornar. Para mim, na verdade, é melhor morrer do que viver, pois tive de ouvir ofensas caluniosas e sinto uma grande tristeza. Senhor, fazei que eu me livre desta aflição, deixai-me partir para a eterna morada. Não afasteis de mim o vosso rosto, Senhor, porque para mim é melhor morrer do que suportar tão grande aflição na minha vida e ter de ouvir tantos insultos». No mesmo dia, sucedeu que Sara, filha de Raguel, que vivia em Ecbátana da Média, também foi insultada por uma serva de seu pai. Ela tinha casado sete vezes, mas Asmodeu, o demónio malfazejo, matava-lhe os maridos, antes de viverem com ela, conforme está prescrito às esposas. A serva dizia-lhe: «És tu que matas os teus maridos: já casaste com sete homens e não usaste o nome de nenhum deles. Porque nos tratas mal por causa da sua morte? Vai-te com eles e que nunca se veja nascer de ti filho nem filha». Nesse dia, Sara entristeceu-se profundamente e começou a chorar. Subiu à sala do andar superior da casa de seu pai e quis enforcar-se. Mas, reflectindo, pensou: «Talvez insultem meu pai e lhe digam: ‘Só tinhas uma filha querida e ela enforcou-se por causa das suas desgraças’. Assim faria descer meu pai à morada dos mortos, cheio de desgosto na sua velhice. É melhor que, em vez de me enforcar, eu suplique ao Senhor que me faça morrer, para não mais ter de ouvir insultos na minha vida. Então estendeu as mãos para a janela e começou a rezar. Nesse momento, a prece de ambos foi escutada pelo Deus da glória e o Anjo Rafael foi enviado para dar remédio a Tobit e a Sara.

Salmo 24 (25), 2-3. 4-5ab. 6-7bc. 8-9
Refrão: Senhor, meu Deus, em Vós confio.

Senhor, meu Deus, em Vós confio,
Não seja confundido
nem escarneçam de mim os inimigos.
Não serão confundidos os que esperam em Vós,
mas serão confundidos
os que sem razão faltam à palavra.

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
ensinai-me as vossas veredas.
Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,
porque Vós sois Deus, meu Salvador.

Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias
e das vossas graças que são eternas.
Lembrai-Vos de mim segundo a vossa clemência,
por causa da vossa bondade, Senhor.

O Senhor é bom e recto,
ensina o caminho aos pecadores.
Orienta os humildes na justiça
e dá-lhes a conhecer a sua aliança.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos (Mc 12, 18-27)
Naquele tempo, foram ter com Jesus alguns saduceus – que afirmam não haver ressurreição – e perguntaram-lhe: «Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se morrer a alguém um irmão, que deixe esposa sem filhos, esse homem deve casar-se com a viúva, para dar descendência a seu irmão’. Ora havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem deixar descendência. O segundo casou com a viúva e também morreu sem deixar descendência. O mesmo sucedeu ao terceiro. E nenhum dos sete deixou descendência. Por fim morreu também a mulher. Na ressurreição, quando voltarem à vida, de qual deles será ela esposa? Porque todos os sete se casaram com ela». Disse-lhes Jesus: «Não andareis vós enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus? Na verdade, quando ressuscitarem dos mortos, nem eles se casam, nem elas são dadas em casamento; mas serão como os Anjos nos Céus. Quanto à ressurreição dos mortos, não lestes no Livro de Moisés, no episódio da sarça ardente, como Deus disse: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob’? Ele não é Deus de mortos, mas de vivos. Vós andais muito enganados».

Reflexão
No Além, o matrimónio não tem sentido. Jesus é testemunha da ressurreição dos mortos. Toda a Bíblia é um testemunho do Deus da vida. A imortalidade é a máxima aspiração do ser humano. Deus ama a vida, por isso no-lo conserva. A vida humana não é nenhuma paixão inútil.

Tuesday, June 6

Terça-feira da Semana IX do Tempo Comum



Reflexão
A ocupação romana obrigava os judeus a pagar um tributo a César. Os saduceus e herodianos eram partidários do imposto; os fariseus consideravam-no ilícito; os zelotes opunham-se, mesmo pelas armas. Jesus lança-lhes em cara a sua hipocrisia e sentencia de forma soberana. Para os laicistas doentios, Deus e César excluem-se, sendo a fé e a religião assunto privado sem tecto social; para os teístas fanáticos, a autoridade civil deve estar ao serviço do Evangelho, mesmo pela força; para Jesus o César não se opõe a Deus.

Monday, June 5

Segunda-feira da Semana IX do Tempo Comum

 

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=1490

Reflexão
Os judeus deram morte aos profetas e finalmente, ao herdeiro da vinha. Assim também nós, quando não fazemos frutificar os dons de Deus e nos servimos deles para os nossos interesses, pois cada pessoa é uma vinha, objecto dos desvelos de Deus.

Thursday, June 2

Quinta-feira da Semana IX do Tempo Comum


Reflexão
Os mandamentos são um só: o amor a Deus e aos irmãos são inseparáveis. A medida do amor é como a de Cristo: até ao fim. A religião do amor aberta a Deus, ao homem, ao mundo, à vida! Amar é criar vida à nossa volta... Esta é a tarefa do ser cristão.

Monday, May 30

Segunda-feira da Semana IX do Tempo Comum


Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_semanal_ver.asp?liturgiaid=177

Reflexão
Esta é a história do Povo de Israel. Matou os profetas enviados por Deus e, finalmente, o seu próprio Filho. Cada pessoa é uma vinha, objecto dos desvelos amorosos de Deus. Matamos a Deus quando o sujeitamos aos nossos caprichos (ainda na semana passada encontrei escrito na parede da Sé de Aveiro: Deus morreu), e damos mau exemplo, com comportamentos inaceitáveis e inadmissíveis a herdeiros do Pai do Céu!

Thursday, June 4

Quinta-feira da Semana IX do Tempo Comum


Liturgia da Palavra

Leitura do Livro de Tobias (Tob 6, 10-11; 7, 1.9-17; 8, 4-9a)
Naqueles dias, quando entraram na Média e já estavam perto de Ecbátana, o Anjo Rafael disse ao jovem Tobias: «Esta noite ficaremos hospedados em casa de Raguel; ele é teu parente e tem uma filha chamada Sara». Quando chegaram à cidade de Ecbátana, Tobias disse ao Anjo: «Irmão Azarias, leva-me imediatamente a casa de Raguel, nosso irmão». O Anjo levou-o a casa de Raguel, que encontraram sentado à porta do pátio. Eles saudaram-no primeiro e Raguel respondeu: «Sede bem-vindos, irmãos. Ainda bem que chegastes sãos e salvos». E levou-os para dentro de casa. Depois de se lavarem e purificarem, sentaram-se à mesa. Tobias disse então a Rafael: «Irmão Azarias, pede a Raguel que me dê por esposa a minha prima Sara». Raguel ouviu estas palavras e disse ao jovem: «Come e bebe e passa a noite tranquilo, porque ninguém tem mais direito de receber como esposa minha filha Sara, do que tu, meu irmão, nem eu tenho o direito de a conceder a outro, senão a ti, porque és o meu parente mais próximo. Devo contudo dizer-te a verdade, filho: Já a dei a sete maridos da nossa linhagem e todos morreram na noite em que se aproximaram dela. Mas agora, filho, come e bebe». Tobias, porém, respondeu: «Não comerei nem beberei, antes que resolvas a minha situação». Disse Raguel: «Toma-a desde este momento, segundo a sentença do livro de Moisés. Pelo próprio Céu foi decidido que ela te seja entregue. Leva a tua prima para casa; doravante serás seu irmão e ela tua irmã. A partir de hoje, ela te pertence para sempre. E o Senhor do Céu, meu filho, vos faça felizes esta noite e vos conceda misericórdia e paz». Raguel chamou sua filha Sara e ela aproximou-se. Tomando-a pela mão, entregou-a a Tobias, dizendo: «Recebe-a como esposa, segundo a lei e o decreto do livro de Moisés. Recebe-a e volta com ela são e salvo para casa de teu pai. O Senhor do Céu vos dê boa viagem na sua paz». Depois chamou a mãe da jovem e disse-lhe que trouxesse papel. Redigiu o contrato matrimonial, pelo qual dava Sara como esposa a Tobias, segundo a sentença da lei de Moisés. Só então começaram a comer e a beber. Raguel chamou sua mulher Edna e disse-lhe: «Irmã, prepara o outro quarto e leva Sara para lá». Ela preparou o quarto, como lhe foi ordenado, e levou para lá sua filha. Chorou por causa dela; mas depois enxugou as lágrimas e disse: «Tem confiança, minha filha. O Senhor do Céu transforme a tua tristeza em alegria. Tem confiança, minha filha». E saiu. Quando acabaram de comer e beber, foram dormir. Acompanharam o jovem ao seu quarto e depois saíram e fecharam a porta. Então Tobias levantou-se do leito e disse a Sara: «Levanta-te, minha irmã; vamos rezar, pedindo ao Senhor que nos conceda a sua misericórdia e nos salve». Ela levantou-se e começaram a rezar, pedindo ao Senhor que os salvasse. Disse Tobias: «Bendito sois, Deus dos nossos pais. Bendito é o vosso nome por todos os séculos dos séculos. Louvem-Vos os céus e todas as criaturas, por todos os séculos dos séculos. Vós criastes Adão e lhe destes Eva por esposa, como auxílio e amparo; e de ambos nasceu o género humano. Vós dissestes: ‘Não é bom que o homem esteja só; façamos-lhe uma auxiliar semelhante a ele’. Senhor, bem sabeis que não é por paixão, mas com intenção pura, que tomo esta minha prima como esposa. Tende piedade de mim e dela e fazei que cheguemos juntos a uma ditosa velhice». E disseram ambos: «Amen. Amen». Depois deitaram-se para passar a noite.

Salmo 127 (128), 1-2.3.4-5
Refrão: Felizes os que esperam no Senhor.

Feliz de ti, que temes o Senhor
e andas nos seus caminhos.
Comerás do trabalho das tuas mãos,
serás feliz e tudo te correrá bem.

Tua esposa será como videira fecunda
no íntimo do teu lar;
teus filhos serão como ramos de oliveira
ao redor da tua mesa.

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.
De Sião te abençoe o Senhor:
vejas a prosperidade de Jerusalém
todos os dias da tua vida.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos (Mc 12, 28b-34)
Naquele tempo, aproximou-se de Jesus um escriba e perguntou-Lhe: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?». Jesus respondeu: «O primeiro é este: ‘Escuta, Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças’. O segundo é este: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. Não há nenhum mandamento maior que estes». Disse-Lhe o escriba: «Muito bem, Mestre! Tens razão quando dizes: Deus é único e não há outro além d’Ele. Amá-l’O com todo o coração, com toda a inteligência e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios». Ao ver que o escriba dera uma resposta inteligente, Jesus disse-lhe: «Não estás longe do reino de Deus». E ninguém mais se atrevia a interrogá-l’O.


Reflexão
O casamento de Tobias termina numa bela oração de louvor e acção de graças, como sempre acontece nas orações bíblicas. É a consciência e a contemplação da presença e acção de Deus junto dos homens que neles provoca e inspira a expressão mais alta da oração. Nela o crente, iluminado pela palavra de Deus e sentindo-se objecto da sua acção maravilhosa, retorna a Deus, levado na torrente de vida que de Deus veio até Ele.
O amor de Deus foi sempre e sempre será o fundamento de toda a lei de Deus, tanto do Novo, como já do Antigo Testamento. A citação que Jesus faz, ao dizer: Escuta, Israel!, é o princípio da oração que os Judeus rezam todos os dias e que lhes lembra diariamente esse primeiro e maior mandamento. O segundo mandamento, o amor do próximo, é a consequência e a aplicação do primeiro. Compreendê-lo é estar às portas do reino de Deus, e praticá-lo é ter entrado nesse mesmo reino.

Thursday, June 6

Quinta-feira da Semana IX do Tempo Comum


Em Israel, o matrimónio era celebrado de modo muito simples e em família, sem a mediação de sacerdotes ou de qualquer acto litúrgico. Havia apenas uma pequena oração a implorar a paz para o novo lar. A dimensão religiosa do matrimónio vem da íntima estrutura criacional: o amor humano entre um homem e uma mulher é lugar do Amor de Deus. Os noivos sabem que não estão sós, que Deus está com eles. A família, comunidade de amor, é também comunidade de oração. Tobias e Sara pedem para ser salvos da morte e para que o seu amor chegue até à idade mais avançada.

O amor de Deus foi sempre e sempre será o fundamento de toda a lei de Deus, tanto do Novo, como já do Antigo Testamento. A citação que Jesus faz, ao dizer: Escuta, Israel!, é o princípio da oração que os Judeus rezam todos os dias e que lhes lembra diariamente esse primeiro e maior mandamento. O segundo mandamento, o amor do próximo, é a consequência e a aplicação do primeiro. Compreendê-lo é estar às portas do reino de Deus, e praticá-lo é ter entrado nesse mesmo reino.

Wednesday, June 5

Quarta-feira da Semana IX do Tempo Comum


A oração de Tobite é a prece de um homem banhado em lágrimas e desencorajado, que não vê futuro à sua frente, mas que se coloca diante de Deus na sua verdade, porque continua a acreditar na justiça, na misericórdia e na lealdade do Senhor. Na sua aflição, pede a Deus a única coisa que ainda lhe parece possível: a morte. Mas Deus é capaz de ir mais além daquilo que os homens Lhe pedem e por isso, não dá a Tobite a morte, mas a vida. A oração de Sara é o grito de uma mulher desesperada e insultada, com uma vida sem futuro. Mas também ela não se deixa dominar pelo desespero. Diante do Senhor, banhada em lágrimas, pede para ser libertada da sua desgraça, daquela espécie de maldição que fez com que os sete maridos com quem casou tivessem morrido logo na noite de núpcias. 

Os saduceus, embora da linhagem sacerdotal de Israel, interrogam Jesus, de modo quase grosseiro, para ver se apanham o Senhor numa cilada, com um problema que diz respeito a mortos. Jesus mostra-lhes que eles são mestres, mas ignorantes. Lêem as Escrituras, mas não lhes entendem o espírito; são materialistas. E, citando também a Escritura, Jesus mostra como Deus, que já em Moisés Se revelara aos seus antepassados como Deus vivo, Ele, que é fiel, assim continua a ser, vivo e fonte de vida. A ressurreição é possível.

Tuesday, June 4

Terça-feira da Semana IX do Tempo Comum


Tobit é posto à prova por meio da cegueira que o atinge de maneira inesperada; mas a sua fé em Deus vai fazer que não só aceite essa provação, mas até insista com sua mulher, que, pensou ele, num momento de fraqueza se apoderara do alheio, para que restitua o que não é seu, depois de lhe ter ouvido palavras levianamente insensatas.

Diante da emboscada que os seus inimigos Lhe fazem, Jesus afirma, com toda a serenidade, um grande princípio: o campo espiritual e o temporal não se opõem nem estão em contradição, do mesmo modo que Deus não é oposto a César. O homem que quiser ser fiel a Deus tem de respeitar os direitos da autoridade humana; mas esta, por seu lado, deve ter sempre presente aquele outro princípio que Jesus afirmou solenemente no tribunal romano de Pilatos: Não terias sobre Mim poder algum, se não te tivesse sido dado do Alto.

Monday, June 3

Segunda-feira da Semana IX do Tempo Comum


Tobit, mais vulgarmente dito Tobias, que é, na realidade, o nome do seu filho, é-nos apresentado neste livro, que hoje começamos a ler, como um israelita temente a Deus, que orienta toda a sua vida pelos ensinamentos da Lei do Senhor. Animado pela virtude que a fidelidade a Deus nele enraizou, não tem medo de se expor à possível perseguição dos homens, ao preferir pôr em prática as exigências da caridade para com os seus irmãos.

Por meio de uma parábola, Jesus denuncia aos chefes judaicos as maquinações com que eles procuravam dar-Lhe a morte. E mostra-lhes que assim eles estavam a realizar, por suas próprias mãos, a rejeição d’Aquele que lhes era enviado como seu Salvador, como já o salmo o anunciava, salmo que eles tantas vezes cantavam, mas sem lhe apanhar o sentido profundo. O salmo anunciava a sua ressurreição e o aparecimento de novo edifício espiritual, a sua Igreja, de que Ele, pedra por eles rejeitada, será finalmente a pedra angular.

Friday, June 8

Oração de Sexta-feira da Semana IX do Tempo Comum

Senhor, abre o meu coração à tua Palavra, aumenta a minha fé, incendeia o meu amor. E, então, poderei dar-te graças, porque iluminas a minha vida, dás sentido àquilo que faço, me ensinas, me convences, me corriges e formas em mim o homem novo. Também Te dou graças porque a tua palavra me dá força e me sustenta nas provações. Nela, a verdade brilha como o sol. Mas também Te agradeço por aquelas vezes em que a tua palavra é obscura e misteriosa, dura e amarga, e me penetra como espada de dois gumes, pondo à luz os meus medos, as minhas feridas, os meus monstros, os meus demónios, provocando-me a buscar-te onde não queria que estivesses, onde não me leva o coração, muito para além dos meus gostos pessoais.
Dá-me, Senhor, a coragem de Paulo nas provações. Faz com que aprenda, como Timóteo, a permanecer firme na Palavra, e naquilo que a Igreja me ensina, para que a minha fé seja recebida da Escritura e provada na vida. Amen.

Sexta-feira da Semana IX do Tempo Comum


A vida cristã é constante atitude de fé, de coragem, de fidelidade. Paulo é exemplo de tudo isto; Timóteo, seu discípulo, aprendeu, desde criança, como o há-de vir a ser. A fé de Timóteo está autenticada pelas perseguições e sofrimentos que passou com Paulo: Tu seguiste de perto o meu ensinamento, o meu modo de vida e os meus planos, a minha fé e a minha paciência, o meu amor fraterno e a minha firmeza, as perseguições e sofrimentos que tive de suportar. Se Cristo sofreu, todo o discípulo há-de estar disposto a sofrer e deve permanecer firme no que aprendeu e lhe foi transmitido.
Paulo aponta duas dimensões vitais da fé: recebida das Escrituras e do testemunho de outros crentes, tais como os familiares. A fé recebida é submetida a um processo de aprendizagem que leva à convicção pessoal, à fé, que passa pela provação, tornando-se fé provada e vivida. A Escritura, inspirada por Deus, tem o importante papel de ensinar, refutar, corrigir e educar na justiça o crente e o mestre da fé. A formação desde a infância, sobretudo no contacto com a Palavra de Deus, é a melhor escola para o futuro da vida cristã.

Agora é Jesus que interroga. Citando um versículo de um salmo de David, que se aplica ao Messias, a quem David trata por Senhor, Jesus apresenta a questão que finalmente define quem é o Messias: é filho ou senhor de David? Falando à maneira dos mestres da época, Jesus fez compreender aos seus ouvintes que Ele não é apenas filho de David, mas que lhe é superior. Ele é seu Senhor. Jesus rompe esquemas feitos e tidos por seguros, que parecem afastar o esforço por acreditar e incita-nos a reflectir e a deixar-nos descobrir pelo mistério da sua pessoa, a não presumirmos saber tudo sobre Ele. Há que reflectir sempre sobre a experiência de Deus que já fizemos.

Wednesday, June 6

Quarta-feira da Semana IX do Tempo Comum


O destinatário imediato da carta de Paulo, Timóteo é como ele, discípulo e testemunha do Senhor Jesus, para revelar aos homens, sem medo nem vergonha, a salvação manifestada em Jesus. Depois de endereçar a carta ao seu discípulo predilecto, o Apóstolo exorta-o a lutar e a sofrer pelo Evangelho, que é promessa de vida em Cristo Jesus, que destruiu a morte e irradiou vida e imortalidade. Essa salvação é a vida eterna, a imortalidade gloriosa. Timóteo recebeu esta missão de Paulo pela imposição das mãos. Paulo é um homem escolhido por Deus para levar ao mundo este Evangelho da vida e incita Timóteo a testemunhar Jesus Cristo aos outros irmãos: Recomendo-te que reacendas o dom de Deus que se encontra em ti, pela imposição das minhas mãos, pois Deus não nos concedeu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de bom senso.

Os saduceus, frios e calculistas, querem desfazer-se de Jesus, que consideram um homem perigoso, mas não perdem a calma. Limitam-se a procurar meter Jesus a ridículo diante do povo, levando até ao absurdo as suas ideias sobre a ressurreição. Jesus aproveita para apresentar o sentido da vida para além da morte e mostra-lhes que eles são mestres, mas ignorantes. Lêem as Escrituras, mas não lhes entendem o espírito; são materialistas. E Jesus mostra como Deus, que já em Moisés Se revelara aos seus antepassados como Deus vivo, Ele, que é fiel, assim continua a ser, vivo e fonte de vida.
Para Jesus, a vida além-túmulo será uma vida que escapa aos esquemas do mundo presente: será divina, eterna, de tal modo que muita coisa importante deste mundo não terá qualquer importância, é uma existência nova, resultante de uma misteriosa transformação, fruto da fidelidade do Eterno, que envolverá o homem todo. Jesus fala claramente da sua ressurreição e da nossa. O Evangelho é um dos meios de que Jesus se serve para fazer brilhar a imortalidade. Ele destruiu a morte, e fez brilhar a vida e a imortalidade, por meio do Evangelho. A palavra de Deus é alimento para a vida eterna.