Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=1992
Anunciação do Senhor
Deus que no decorrer dos séculos, tinha encarregado os profetas de transmitir aos homens a Sua palavra, ao chegar a plenitude dos tempos, determina enviar-lhes o Seu próprio Filho, o Seu Verbo, a Palavra feita Carne.
Contudo, o Pai das misericórdias quis que a Incarnação fosse precedida da aceitação por parte daquela que Ele predestinara para Mãe, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida (Lumen gentium, 56).
No momento da Anunciação, através do Anjo Gabriel, Deus expõe portanto, a Maria os Seus desígnios. E Maria, livre, consciente e generosamente, aceita a vontade do Senhor a seu respeito, realizando-se assim o mistério da Incarnação do Verbo. Nesse momento, com efeito, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade começa a Sua existência humana. O filho de Deus faz-Se Filho do Homem. O Deus Altíssimo torna-Se o Deus connosco.
Ao celebrar este mistério, precisamente nove meses antes do Natal, a Solenidade da Anunciação orienta-nos já para o Nascimento de Cristo. No entanto, a Incarnação está intimamente unida à Redenção. Por isso, as Leituras (especialmente a segunda) introduzem-nos já no Mistério da Páscoa.
Essencialmente festa do Senhor, a Anunciação não pode deixar de ser, ao mesmo tempo, uma festa perfeitamente mariana. Na verdade, foi pelo sim de Maria que a Incarnação se realizou, a nova Aliança se estabeleceu e a Redenção do mundo pecador ficou assegurada.
Reflexão
A hora da salvação chegou. Os tempos do Antigo Testamento deram lugar ao Tempo definitivo na hora de Deus. Maria aceita livremente os planos salvadores de Deus.
Graças ao seu sim, o Filho de Deus fez-se Filho do Homem. Deus torna-se Deus connosco, no silêncio de nove meses em gestação. As profecias tornaram-se realidade no seio de Maria. É o mesmo corpo que se imolará na Cruz e se nos dará na Eucaristia. A Anunciação é Festa de Maria, de Cristo e sobretudo a grande Festa da Humanidade.
Wednesday, March 25
Solenidade da Anunciação do Senhor
Wednesday, August 21
Memória de São Pio X
São Pio X
Pio X nasceu na aldeia de Riese, na região de Veneza, em 1835. Depois de ter desempenhado santamente o ministério sacerdotal, foi bispo de Mântua e patriarca de Veneza. Em 1903 foi eleito papa. Adotou como lema do seu pontificado «instaurar todas as coisas em Cristo», ideal que orientou o seu pontificado. No motu proprio Tra le sollecitudini (1903) afirma que a participação nos santos mistérios é a fonte primeira e indispensável da vida cristã. Incentivou os fiéis a intensificar esta vida com a participação na Eucaristia, a dignidade da sagrada liturgia e a integridade da doutrina. Morreu no dia 20 de agosto de 1914.
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Reflexão
O núcleo na parábola da vinha, põe em foco a generosidade de Deus. O dono da vinha é Deus e os trabalhadores são os homens. O trabalho na vinha é o serviço pelo Reino. A generosidade de Deus supera a justiça, sem a lesar. Se pagasse menos aos últimos, teria sido justo; mas pagando-lhes mais, foi além disso, generoso. Não falha a justiça, senão que impera a generosidade. Podemos ver aqui o espelho da vida quotidiana da comunidade cristã.
Sunday, May 24
Solenidade da Ascensão do Senhor
Tuesday, April 14
Terça-feira da Oitava da Páscoa
Tuesday, August 6
Festa litúrgica da Transfiguração do Senhor
Monday, March 25
Solenidade litúrgica da Anunciação do Senhor
Thursday, March 21
Quinta-feira da Semana II da Quaresma
Friday, February 2
Festa litúrgica da Apresentação do Senhor
Reflexão
Quarenta dias após o nascimento de Jesus, em obediência à lei de Moisés, Maria leva o Menino ao templo para ser oferecido ao Senhor. Na Apresentação do Senhor começa o mistério de sofrimento, que atingirá o seu ponto culminante no Calvário, quando Jesus oferecer o Seu Sangue como sinal da nova e definitiva Aliança. Ao oferecer Jesus, Maria oferece-Se também com Ele, ela estará sempre ao lado de Jesus, dando a Sua colaboração para a obra da Redenção.
Monday, April 4
Solenidade da Anunciação do Senhor
Thursday, August 27
Quinta-feira da Semana XXI do Tempo Comum
Friday, August 22
Memória litúrgica da Rainha Virgem Santa Maria
Louvai ao Senhor, servos do Senhor,
louvai o nome do Senhor.
Bendito seja o nome do Senhor,
agora e para sempre.
Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.
O Senhor domina sobre todos os povos,
a sua glória está acima dos céus.
Quem se compara ao Senhor, nosso Deus,
que tem o seu trono nas alturas,
e Se inclina lá do alto,
a olhar o céu e a terra?
Levanta do pó o indigente
e tira o pobre da miséria,
para o fazer sentar com os grandes,
com os grandes do seu povo.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 1, 26-38)
Wednesday, August 6
Transfiguração do Senhor
Liturgia da Palavra
Leitura da Profecia de Daniel (Dan 7, 9-10.13-14)
Estava eu a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. As suas vestes eram brancas como a neve e os cabelos como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo. Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares o serviam e miríades de miríades o assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos. Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença. Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos e nações O serviram. O seu poder é eterno, que nunca passará, e o seu reino jamais será destruído.
Salmo 96 (97), 1-2.5-6.9 e 12 (R. 1a.9a)
Refrão: O Senhor é rei, o Altíssimo sobre toda a terra.
O Senhor é rei: exulte a terra,
rejubile a multidão das ilhas.
Ao seu redor, nuvens e trevas;
a justiça e o direito são a base do seu trono.
Derretem-se os montes como cera
diante do senhor de toda a terra.
Os céus proclamam a sua justiça
e todos os povos contemplam a sua glória.
Vós, Senhor, sois o Altíssimo sobre toda a terra,
estais acima de todos os deuses.
Alegrai-vos, ó justos, no Senhor
e louvai o seu nome santo.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 17, 1-9)
Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João seu irmão e levou-os, em particular, a um alto monte e transfigurou-Se diante deles: o seu rosto ficou resplandecente como o sol e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E apareceram Moisés e Elias a falar com Ele. Pedro disse a Jesus: «Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Ainda ele falava, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra e da nuvem uma voz dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O». Ao ouvirem estas palavras, os discípulos caíram de rosto por terra e assustaram-se muito. Então Jesus aproximou-se e, tocando-os, disse: «Levantai-vos e não temais». Erguendo os olhos, eles não viram mais ninguém, senão Jesus. Ao descerem do monte, Jesus deu-lhes esta ordem: «Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do homem ressuscitar dos mortos».
Reflexão
A festa da Transfiguração, celebrada no Oriente desde o século V e no Ocidente a partir de 1457, faz-nos reviver um acontecimento importante da vida de Jesus, com reflexos na nossa vida porque também iremos ser transfigurados em Jesus Cristo. A Transfiguração foi uma manifestação da vida divina, que está em Jesus, uma antecipação do esplendor do mistério pascal que os Apóstolos contemplaram. Na Transfiguração, temos a certeza que Jesus é realmente Filho de Deus pois Ele transfigurou-se diante deles, o Seu corpo ficou luminoso e as Suas vestes resplandecentes. A voz de Deus convida-nos a contemplar a divindade de Cristo que se manifesta aos olhos dos homens.
São Pedro gostando da companhia e do lugar de encontro disse a Jesus: Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias. Porém, Jesus quer que os seus discípulos não fiquem constantemente iluminados, transfigurados e sempre com a presença física de Jesus, de Elias e de Moisés mas devem descer o monte Tabor e continuar a sua vida, ajudando a proclamar a Boa Nova a todos os irmãos. Há muito trabalho missionário para os discípulos de Jesus. No final, Jesus alerta-os para que não tenham medo porque se estão com Ele, não há nada a recear.
Monday, July 29
Santos Marta, Maria e Lázaro, hospedeiros do Senhor
Os irmãos de Betânia mantinham uma grande amizade com o Senhor, que ali procurava descansar e se sentia bem acompanhado. Marta oferecia-lhe a hospitalidade e pediu-lhe pela ressurreição do irmão Lázaro e conseguiu-o. Foi o episódio mais marcante dessa amizade: sabedor da morte do amigo, Jesus comove-se e chora, demonstrando a afeição e a dor que sentia. Inteiramente homem, sofre pela perda; inteiramente Deus, ressuscita o amigo para manifestar, assim, a glória do Pai.
Imitemos a hospitalidade de Marta, acolhendo bem o Senhor e as pessoas amigas; imitemos a sua oração, pedindo a resolução dos problemas de amigos e conhecidos. O Senhor há-de escutar-nos, porque foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho pelos nossos pecados.
Sunday, May 12
Solenidade da Ascensão do Senhor
Esta Solenidade convida-nos a olhar a vida com muita esperança, pois como ouvimos nas orações desta Eucaristia: tendo-nos precedido na glória como nossa Cabeça, para aí nos chama como membros do seu Corpo pois Ele não abandonou a nossa condição humana, mas, subindo aos céus, como nossa cabeça e primogénito, deu-nos a esperança de irmos um dia ao seu encontro, como membros do seu Corpo, para nos unir à sua glória imortal.
Que o Senhor nos renove a nossa fé, a nossa esperança e nos faça verdadeiros cristãos, homens renovados espiritualmente e atentos aos outros irmãos mas sempre com olhar para Deus.
Sunday, January 13
Festa do Baptismo do Senhor
A primeira leitura anuncia um misterioso Servo, escolhido por Deus e enviado aos homens para instaurar um mundo de justiça e de paz sem fim… Animado pelo Espírito de Deus, Ele concretizará essa missão com humildade e simplicidade, sem recorrer ao poder, à imposição, à prepotência, pois esses esquemas não são os de Deus.
No Evangelho, aparece-nos a concretização da promessa profética veiculada pela primeira leitura: Jesus é o Filho/Servo enviado pelo Pai, sobre quem repousa o Espírito, e cuja missão é realizar a libertação dos homens. Obedecendo ao Pai, Ele tornou-se pessoa, identificou-Se com as fragilidades dos homens, caminhou ao lado deles, a fim de os promover e de os levar à reconciliação com Deus, à vida em plenitude.
A segunda leitura reafirma que Jesus é o Filho amado que o Pai enviou ao mundo para concretizar um projecto de salvação; por isso, Ele passou pelo mundo fazendo o bem e libertando todos os que eram oprimidos. É este o testemunho que os discípulos devem dar, para que a salvação que Deus oferece chegue a todos os povos da terra.
Sunday, January 9
Festa do Baptismo do Senhor
Que sentido faz Jesus apresentar-se a João para receber este baptismo de purificação, de arrependimento e de perdão dos pecados? O diálogo entre João e Jesus explica a razão da vinda de Jesus ao encontro de João Baptista para ser baptizado… Jesus diz-lhe que era necessário que se cumprisse a vontade de Deus e apresenta-se assim como um Filho, que cumpre a vontade do Seu Pai. Ao receber o baptismo de penitência e de perdão dos pecados, Ele está em solidariedade com o homem limitado e pecador, assumiu a sua condição, colocou-Se ao lado dos homens para os ajudar a sair dessa situação e para caminhar com eles rumo à liberdade e à vida plena.
O baptismo é um momento privilegiado da manifestação de Jesus aos homens: antes de começar a sua actividade, Jesus diz quem é e apresenta-se a todos os homens: Ele manifesta-se como Filho de Deus. Para isso, recorre a três elementos simbólicos que devem ser entendidos em referência a factos e a símbolos já presentes no Antigo Testamento: os céus abertos, o Espírito que desce em forma de pomba e a voz do céu. A abertura do céu significa a união da terra e do céu. Já Isaías noutra passagem pede a Deus que abra os céus e desça ao encontro do seu Povo, para refazer a aliança que o pecado do Povo tinha interrompido. A actividade de Jesus vai reconciliar o céu e a terra, vai refazer a comunhão entre Deus e os homens. O símbolo da pomba faz uma alusão ao Espírito de Deus que na criação pairava sobre as águas que iria inaugurar os novos tempos. A missão de Jesus é fazer aparecer um Homem Novo, animado pelo Espírito de Deus, nova criação. A voz do céu era uma forma muito usada pelos mestres judeus para expressar a opinião de Deus acerca de uma pessoa ou de um acontecimento. A voz de Deus diz: Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência, afirma que Jesus é o Filho de Deus, acompanhada pela presença do Espírito sob a forma de pomba. Desta maneira, o baptismo de Jesus não é só a confirmação da divindade de Jesus, mas é um testemunho solene da Trindade. A Sua missão é o cumprimento da vontade de Deus.
Sunday, January 2
Epifania do Senhor
A festa da Epifania tem a sua origem na Igreja do Oriente. Diferentemente da Europa, no dia 6 de janeiro tanto no Egipto como na Arábia celebra-se o solstício, festejando o sol vitorioso com evocações míticas muito antigas. Epifanio explica que os pagãos celebravam o solstício invernal e o aumento da luz aos treze dias desta mudança; diz-nos também que os pagãos faziam uma festa significativa e suntuosa no templo de Coré. Cosme de Jerusalém conta que os pagãos celebravam uma festa muito antes dos cristãos com ritos nocturnos nos quais gritavam: "a virgem deu à luz, a luz cresce".
Entre os anos 120 e 140 dC os gnósticos trataram de cristianizar estes festejos celebrando o baptismo de Jesus. Seguindo a crença gnóstica, os cristãos de Basílides celebravam a Encarnação do Verbo na humanidade de Jesus quando foi baptizado. Epifanio trata de dar-lhes um sentido cristão ao dizer que Cristo demonstra assim ser a verdadeira luz e os cristãos celebram seu nascimento.
Até o século IV a Igreja começou a celebrar neste dia a Epifania do Senhor. Assim como a festa de Natal no ocidente, a Epifania nasce contemporaneamente no Oriente como resposta da Igreja à celebração solar pagã que tentam substituir. Assim se explica que a Epifania no oriente se chama: Hagia phota, quer dizer, a santa luz.
Esta festa nascida no Oriente já era celebrada na Gália a meados do séc. IV onde se encontram vestígios de ter sido uma grande festa para o ano 361 dC. A celebração desta festa é um pouco posterior à do Natal.








