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Wednesday, March 25

Solenidade da Anunciação do Senhor

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=1992

Anunciação do Senhor
Deus que no decorrer dos séculos, tinha encarregado os profetas de transmitir aos homens a Sua palavra, ao chegar a plenitude dos tempos, determina enviar-lhes o Seu próprio Filho, o Seu Verbo, a Palavra feita Carne.
Contudo, o Pai das misericórdias quis que a Incarnação fosse precedida da aceitação por parte daquela que Ele predestinara para Mãe, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida (Lumen gentium, 56).
No momento da Anunciação, através do Anjo Gabriel, Deus expõe portanto, a Maria os Seus desígnios. E Maria, livre, consciente e generosamente, aceita a vontade do Senhor a seu respeito, realizando-se assim o mistério da Incarnação do Verbo. Nesse momento, com efeito, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade começa a Sua existência humana. O filho de Deus faz-Se Filho do Homem. O Deus Altíssimo torna-Se o Deus connosco.
Ao celebrar este mistério, precisamente nove meses antes do Natal, a Solenidade da Anunciação orienta-nos já para o Nascimento de Cristo. No entanto, a Incarnação está intimamente unida à Redenção. Por isso, as Leituras (especialmente a segunda) introduzem-nos já no Mistério da Páscoa.
Essencialmente festa do Senhor, a Anunciação não pode deixar de ser, ao mesmo tempo, uma festa perfeitamente mariana. Na verdade, foi pelo sim de Maria que a Incarnação se realizou, a nova Aliança se estabeleceu e a Redenção do mundo pecador ficou assegurada.

Reflexão
A hora da salvação chegou. Os tempos do Antigo Testamento deram lugar ao Tempo definitivo na hora de Deus. Maria aceita livremente os planos salvadores de Deus. 
Graças ao seu sim, o Filho de Deus fez-se Filho do Homem. Deus torna-se Deus connosco, no silêncio de nove meses em gestação. As profecias tornaram-se realidade no seio de Maria. É o mesmo corpo que se imolará na Cruz e se nos dará na Eucaristia. A Anunciação é Festa de Maria, de Cristo e sobretudo a grande Festa da Humanidade.

Wednesday, August 21

Memória de São Pio X

São Pio X
Pio X nasceu na aldeia de Riese, na região de Veneza, em 1835. Depois de ter desempenhado santamente o ministério sacerdotal, foi bispo de Mântua e patriarca de Veneza. Em 1903 foi eleito papa. Adotou como lema do seu pontificado «instaurar todas as coisas em Cristo», ideal que orientou o seu pontificado. No motu proprio Tra le sollecitudini (1903) afirma que a participação nos santos mistérios é a fonte primeira e indispensável da vida cristã. Incentivou os fiéis a intensificar esta vida com a participação na Eucaristia, a dignidade da sagrada liturgia e a integridade da doutrina. Morreu no dia 20 de agosto de 1914.

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=4694

Reflexão
O núcleo na parábola da vinha, põe em foco a generosidade de Deus. O dono da vinha é Deus e os trabalhadores são os homens. O trabalho na vinha é o serviço pelo Reino. A generosidade de Deus supera a justiça, sem a lesar. Se pagasse menos aos últimos, teria sido justo; mas pagando-lhes mais, foi além disso, generoso. Não falha a justiça, senão que impera a generosidade. Podemos ver aqui o espelho da vida quotidiana da comunidade cristã.

Sunday, May 24

Solenidade da Ascensão do Senhor


Reflexão
A Solenidade da Ascensão de Jesus que hoje celebramos convida-nos a olharmos para o céu, a reconhecer Jesus como nosso Deus, como Aquele que é o nosso modelo de vida, a confiar nas Palavras de Jesus mas também a olharmos para a terra, a estarmos em comunhão com os nossos irmãos, a continuar a missão de Jesus na terra. A Ascensão do Senhor não é o fim da estadia de Jesus na terra mas é o início da missão salvadora da Igreja através do Seu Espírito.
As palavras de despedida de Jesus procuram destacar dois aspectos: a vinda do Espírito Santo e o testemunho e missão que os discípulos vão ser chamados a dar até aos confins do mundo. O Espírito irá derramar-se sobre a comunidade cristã e dará a força para testemunhar Jesus em todo o mundo. Com este livro, Lucas quer mostrar que o testemunho e a pregação da Igreja estão ligados ao próprio Jesus e são impulsionados pelo Espírito Santo.
Depois, disto elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos. Quando falamos na elevação de Jesus ao céu não estamos a falar de uma pessoa que descola da terra e começa a elevar-se; a Ascensão é uma forma de dizer que a exaltação de Jesus é total e atinge dimensões acima da terra, é o culminar de uma vida vivida para Deus, que agora reentra na glória de Deus.
A nuvem é um símbolo privilegiado para exprimir a presença de Deus, esconde e manifesta: sugere o mistério do Deus escondido e presente, cujo aspecto não podemos ver mas está presente.
Temos os discípulos a olhar para o céu significando a expectativa da comunidade que espera ansiosamente a segunda vinda de Cristo, a fim de levar ao seu termo o projecto de libertação do homem e do mundo. E os dois homens vestidos de branco convidam os discípulos a continuar no mundo, animados pelo Espírito, a missão libertadora de Jesus; é a comunidade dos discípulos que tem de continuar a obra, a doutrina e os ensinamentos de Jesus Cristo.
A Ascensão de Jesus recorda-nos que ele foi elevado para junto do Pai e nos encarregou de continuar a tornar realidade o seu projecto libertador no meio dos homens nossos irmãos. Na Igreja, pelos Seus Apóstolos, testemunhas da Ressurreição, anunciadores do perdão e da vida divina, portadores da força do Espírito, Jesus continua hoje a Sua obra de Salvação.

Tuesday, April 14

Terça-feira da Oitava da Páscoa


Reflexão
O eco das palavras de Pedro chega até nós: salvai-vos desta sociedade corrompida, aquela que deu morte a Jesus! Ao discurso de Pedro, responderam cerca de três mil fiéis, convertendo-se ao Senhor Jesus Cristo e baptizando-se.
É inútil procurar entre os mortos Aquele que vive! O amor provoca a fé viva no ressuscitado. Lágrimas de dor e sofrimento abrem caminho para ver e reconhecer o Senhor. Onde há dois ou três reunidos em Seu nome, aí se celebra o mistério pascal de Cristo!

Tuesday, August 6

Festa litúrgica da Transfiguração do Senhor


Reflexão
O Evangelho de hoje fala-nos da Transfiguração de Jesus. Ele leva consigo três de seus discípulos mais próximos: Pedro, Tiago e João e subiu ao monte, para orar. O monte é um lugar especial, de encontro entre Deus e o homem, lugar de manifestação de Deus: é lá que Ele se revela e faz aliança com o seu Povo. Nós também somos convidados a subir ao monte e a transfigurarmos com Ele, a nos encontrarmos com Ele na oração e na reflexão também neste tempo de descanso e de férias para muitos.
A mudança do rosto e as vestes brancas são um sinal da divindade de Jesus, Ele que é verdadeiro homem e verdadeiro Deus. A nuvem é símbolo da presença de Deus que conduz o seu Povo através do deserto.
Jesus conversa com Moisés e Elias, duas grandes figuras de Israel, que representam a Lei e os Profetas: Ele é o Messias esperado por todos os séculos, é a plenitude da Lei e dos Profetas. N’Ele completam-se todas as promessas do Antigo Testamento.
São Pedro gostando da companhia e do lugar de encontro disse a Jesus: Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias. Jesus quer que os seus discípulos não fiquem constantemente iluminados, transfigurados e sempre com a presença física de Jesus, de Elias e de Moisés mas devem descer o monte Tabor e continuar a sua vida, ajudando a proclamar a Boa Nova a todos os irmãos. Jesus alerta-os que há muito trabalho para fazer e convida-nos a descer da montanha e a regressar para a realidade da vida, transformados, renovados e fortalecidos pela experiência da transfiguração, pela experiencia da oração porque a Sua Palavra chama, faz existir, cura, liberta, muda o coração, dá vigor à nossa vida.
O evangelista Lucas apresenta-nos a oração como alternativa ao stress, à agitação e à dispersão próprias do nosso tempo. Falar com Deus, dialogar com Ele, é a resposta eficaz e o caminho a seguir para a nossa transfiguração. Devemos perceber e estarmos conscientes de que a oração é iniciativa de Deus. No Tabor, Deus disse: Este é o meu Filho muito amado, escutai-o. Cada um de nós, pelo facto de ter a Deus consigo e de ser transfigurado à sua imagem divina, pode exclamar com alegria: É bom nós estarmos aqui, onde tudo irradia luz, felicidade e alegria, onde o coração é inundado de paz, serenidade e doçura. Rezemos para que estejamos sempre na companhia de Jesus e que transfiguremos a nossa vida com Ele.

Monday, March 25

Solenidade litúrgica da Anunciação do Senhor


Reflexão
A hora da salvação chegou. Os tempos do antigo testamento deram lugar ao Tempo definitivo na hora de Deus. Maria aceita livremente os planos salvadores de Deus.
Graças ao seu sim, o Filho de Deus fêz-se Filho do Homem. Deus torna-se Deus connosco, no silêncio de nove meses em gestação. As profecias tornaram-se realidade no seio de Maria. É o mesmo corpo que se imolará na Cruz e se nos dará na Eucaristia. A Anunciação é Festa de Maria, de Cristo e sobretudo a grande Festa da Humanidade.

Thursday, March 21

Quinta-feira da Semana II da Quaresma


Reflexão
A riqueza tem os seus perigos. No Antigo Testamento, a riqueza de bens materiais era um sinal das bênçãos de Deus. O profeta, porém, distingue duas atitudes, dois caminhos e duas consequências: a maldição e a bênção: Deus é que retribui segundo o fruto das próprias obras.
O rico avarento e o pobre Lázaro: duas vidas diferentes e duas sortes finais distintas. A sorte final é consequência do estilo de vida levado nesta vida.
A surdez à palavra de Deus e a cegueira à insensibilidade perante as carências dos irmãos, é um perigo da riqueza. O rico é condenado não por ser rico, mas por ser egoísta. A parábola é para todos: ricos e pobres. Todos temos ao nosso lado algum Lázaro mais pobre do que nós. Só o amor partilhado leva à mudança de estruturas, segundo a justiça.

Friday, February 2

Festa litúrgica da Apresentação do Senhor

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=220

Reflexão
Quarenta dias após o nascimento de Jesus, em obediência à lei de Moisés, Maria leva o Menino ao templo para ser oferecido ao Senhor. Na Apresentação do Senhor começa o mistério de sofrimento, que atingirá o seu ponto culminante no Calvário, quando Jesus oferecer o Seu Sangue como sinal da nova e definitiva Aliança. Ao oferecer Jesus, Maria oferece-Se também com Ele, ela estará sempre ao lado de Jesus, dando a Sua colaboração para a obra da Redenção.

Monday, April 4

Solenidade da Anunciação do Senhor



Reflexão
A solenidade da Anunciação do Senhor é a celebração do grande mistério cristão da Encarnação do Verbo de Deus. A data de 25 de Março está em função do Nascimento de Jesus, que é celebração exactamente nove meses depois. A catequese sempre fez coincidir a Anunciação e a Encarnação. Estes mistérios começaram a ser celebrados liturgicamente provavelmente depois da edificação da basílica constantiniana sobre a casa de Maria, em Nazaré, no século IV. A celebração no Oriente e no Ocidente data do século VII. Durante séculos, esta solenidade teve sobretudo carácter mariano. Mas Paulo VI devolveu-lhe o título de Anunciação do Senhor, repondo o seu carácter predominantemente cristológico. Em síntese, trata-se de uma celebração (que) era e é festa de Cristo e da Virgem: do Verbo que se torna filho de Maria e da Virgem que se torna Mãe de Deus (Marialis cultus 6).

Thursday, August 27

Quinta-feira da Semana XXI do Tempo Comum



Reflexão
O final do Evangelho de São Mateus contém várias parábolas sobre a vigilância. Aquela que hoje se lê dirige-se particularmente aos chefes da comunidade, que hão-de ser fiéis e avisados, mas é igualmente uma prevenção para todos nós, que aguardamos a vinda do Senhor. Este discurso não visa assustar, mas encorajar. Jesus exorta à vigilância: Vigiai!, Estai preparados! O dono deve vigiar a casa, mas também os servos, que são seus amigos e estimam a casa. O servo fiel e prudente faz as vezes de dono da casa e trata bem os seus companheiros. O mau servo aproveita a ausência do dono para desperdiçar os bens e maltratar.

Friday, August 22

Memória litúrgica da Rainha Virgem Santa Maria


Liturgia da Palavra

Leitura do Livro de Isaías (Is 9, 1-6)
O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar. Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos. Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor. Todo o calçado ruidoso da guerra e toda a veste manchada de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão pasto das chamas. Porque um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado. Tem o poder sobre os ombros e será chamado «Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz». O seu poder será engrandecido numa paz sem fim, sobre o trono de David e sobre o seu reino, para o estabelecer e consolidar por meio do direito e da justiça, agora e para sempre. Assim o fará o Senhor do Universo.


Salmo 112 (113)
Refrão: Bendito seja o nome do Senhor para sempre.

Louvai ao Senhor, servos do Senhor,
louvai o nome do Senhor.
Bendito seja o nome do Senhor,
agora e para sempre.

Desde o nascer ao pôr do sol,
seja louvado o nome do Senhor.
O Senhor domina sobre todos os povos,
a sua glória está acima dos céus.
Quem se compara ao Senhor, nosso Deus,
que tem o seu trono nas alturas,
e Se inclina lá do alto,
a olhar o céu e a terra?

Levanta do pó o indigente
e tira o pobre da miséria,
para o fazer sentar com os grandes,
com os grandes do seu povo.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 1, 26-38)
Naquele tempo, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José, que era descendente de David. O nome da Virgem era Maria. Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David; reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?». O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril; porque a Deus nada é impossível». Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra».


Reflexão
A festa litúrgica de A Virgem Santa Maria, Rainha, ou da realeza de Maria, foi auspiciada por alguns congressos marianos a partir do ano de 1900. Em 1925, Pio XI instituiu a festa de Cristo Rei. Em 1954, na conclusão do centenário da proclamação do dogma da Imaculada Conceição, Pio XII anunciou esta festa para o dia 31 de Maio. Na reforma do calendário, promovida pelo Vaticano II, a festa foi fixada na oitava da Assunção de Nossa Senhora, a 22 de Agosto, para manifestar a conexão que existe entre a realeza de Maria e a sua Assunção ao céu.

Wednesday, August 6

Transfiguração do Senhor


Liturgia da Palavra

Leitura da Profecia de Daniel (Dan 7, 9-10.13-14)
Estava eu a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. As suas vestes eram brancas como a neve e os cabelos como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo. Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares o serviam e miríades de miríades o assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos. Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença. Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos e nações O serviram. O seu poder é eterno, que nunca passará, e o seu reino jamais será destruído.


Salmo 96 (97), 1-2.5-6.9 e 12 (R. 1a.9a)
Refrão: O Senhor é rei, o Altíssimo sobre toda a terra.

O Senhor é rei: exulte a terra,
rejubile a multidão das ilhas.
Ao seu redor, nuvens e trevas;
a justiça e o direito são a base do seu trono.

Derretem-se os montes como cera
diante do senhor de toda a terra.
Os céus proclamam a sua justiça
e todos os povos contemplam a sua glória.

Vós, Senhor, sois o Altíssimo sobre toda a terra,
estais acima de todos os deuses.
Alegrai-vos, ó justos, no Senhor
e louvai o seu nome santo.



Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 17, 1-9)
Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João seu irmão e levou-os, em particular, a um alto monte e transfigurou-Se diante deles: o seu rosto ficou resplandecente como o sol e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E apareceram Moisés e Elias a falar com Ele. Pedro disse a Jesus: «Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Ainda ele falava, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra e da nuvem uma voz dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O». Ao ouvirem estas palavras, os discípulos caíram de rosto por terra e assustaram-se muito. Então Jesus aproximou-se e, tocando-os, disse: «Levantai-vos e não temais». Erguendo os olhos, eles não viram mais ninguém, senão Jesus. Ao descerem do monte, Jesus deu-lhes esta ordem: «Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do homem ressuscitar dos mortos».


Reflexão
A festa da Transfiguração, celebrada no Oriente desde o século V e no Ocidente a partir de 1457, faz-nos reviver um acontecimento importante da vida de Jesus, com reflexos na nossa vida porque também iremos ser transfigurados em Jesus Cristo. A Transfiguração foi uma manifestação da vida divina, que está em Jesus, uma antecipação do esplendor do mistério pascal que os Apóstolos contemplaram. Na Transfiguração, temos a certeza que Jesus é realmente Filho de Deus pois Ele transfigurou-se diante deles, o Seu corpo ficou luminoso e as Suas vestes resplandecentes. A voz de Deus convida-nos a contemplar a divindade de Cristo que se manifesta aos olhos dos homens.
São Pedro gostando da companhia e do lugar de encontro disse a Jesus: Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias. Porém, Jesus quer que os seus discípulos não fiquem constantemente iluminados, transfigurados e sempre com a presença física de Jesus, de Elias e de Moisés mas devem descer o monte Tabor e continuar a sua vida, ajudando a proclamar a Boa Nova a todos os irmãos. Há muito trabalho missionário para os discípulos de Jesus. No final, Jesus alerta-os para que não tenham medo porque se estão com Ele, não há nada a recear.

Monday, July 29

Santos Marta, Maria e Lázaro, hospedeiros do Senhor


Santa Marta era irmã de Maria e de Lázaro, residia em Betânia nas proximidades de Jerusalém. Jesus era seu amigo e de seus irmãos e frequentava a sua casa. Quando recebia o Senhor em sua casa de Betânia, servia-O com grande diligência e com suas orações obteve a ressurreição de seu irmão. Primogénita e dona de casa, Marta representa a vida activa e a irmã Maria simboliza a contemplativa. Em várias lendas, Marta, juntamente com Maria e Lázaro, aparecem como missionários no sul da França.
Os irmãos de Betânia mantinham uma grande amizade com o Senhor, que ali procurava descansar e se sentia bem acompanhado. Marta oferecia-lhe a hospitalidade e pediu-lhe pela ressurreição do irmão Lázaro e conseguiu-o. Foi o episódio mais marcante dessa amizade: sabedor da morte do amigo, Jesus comove-se e chora, demonstrando a afeição e a dor que sentia. Inteiramente homem, sofre pela perda; inteiramente Deus, ressuscita o amigo para manifestar, assim, a glória do Pai.
Imitemos a hospitalidade de Marta, acolhendo bem o Senhor e as pessoas amigas; imitemos a sua oração, pedindo a resolução dos problemas de amigos e conhecidos. O Senhor há-de escutar-nos, porque foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho pelos nossos pecados.

Sunday, May 12

Solenidade da Ascensão do Senhor


A Solenidade da Ascensão de Jesus que hoje celebramos convida-nos a olharmos para o céu, a reconhecer Jesus como nosso Deus, como Aquele que é o nosso modelo de vida, a confiar nas Palavras de Jesus mas também a olharmos para a terra, a estarmos em comunhão com os nossos irmãos, a continuar a missão de Jesus na terra. A Ascensão do Senhor não é o fim da estadia de Jesus na terra, no meio dos Seus discípulos mas é abertura solene à presença do Espírito Santo e à certeza de que Deus nunca nos abandona.
Esta Solenidade convida-nos a olhar a vida com muita esperança, pois como ouvimos nas orações desta Eucaristia: tendo-nos precedido na glória como nossa Cabeça, para aí nos chama como membros do seu Corpo pois Ele não abandonou a nossa condição humana, mas, subindo aos céus, como nossa cabeça e primogénito, deu-nos a esperança de irmos um dia ao seu encontro, como membros do seu Corpo, para nos unir à sua glória imortal.
O Senhor sobe ao céu e convida os discípulos a não se afastar da cidade. O que hoje celebramos não é uma fuga às cruzes e aos problemas deste mundo; Jesus já a tinha experimentado. 
É preciso ter esperança e coragem para ajudar as outras pessoas a reconhecer a presença de Deus nas várias circunstâncias da vida. 
Que o Senhor nos renove a nossa fé, a nossa esperança e nos faça verdadeiros cristãos, homens renovados espiritualmente e atentos aos outros irmãos mas sempre com olhar para Deus.

Sunday, January 13

Festa do Baptismo do Senhor


A liturgia deste domingo tem como cenário de fundo o projecto salvador de Deus. No Baptismo de Jesus nas margens do Jordão, revela-se o Filho amado de Deus, que veio ao mundo enviado pelo Pai, com a missão de salvar e libertar os homens. Cumprindo o projecto do Pai, Jesus fez-Se um de nós, partilhou a nossa fragilidade e humanidade, libertou-nos do egoísmo e do pecado, empenhou-Se em promover-nos para que pudéssemos chegar à vida plena.
A primeira leitura anuncia um misterioso Servo, escolhido por Deus e enviado aos homens para instaurar um mundo de justiça e de paz sem fim… Animado pelo Espírito de Deus, Ele concretizará essa missão com humildade e simplicidade, sem recorrer ao poder, à imposição, à prepotência, pois esses esquemas não são os de Deus.
No Evangelho, aparece-nos a concretização da promessa profética veiculada pela primeira leitura: Jesus é o Filho/Servo enviado pelo Pai, sobre quem repousa o Espírito, e cuja missão é realizar a libertação dos homens. Obedecendo ao Pai, Ele tornou-se pessoa, identificou-Se com as fragilidades dos homens, caminhou ao lado deles, a fim de os promover e de os levar à reconciliação com Deus, à vida em plenitude.
A segunda leitura reafirma que Jesus é o Filho amado que o Pai enviou ao mundo para concretizar um projecto de salvação; por isso, Ele passou pelo mundo fazendo o bem e libertando todos os que eram oprimidos. É este o testemunho que os discípulos devem dar, para que a salvação que Deus oferece chegue a todos os povos da terra.

Sunday, January 9

Festa do Baptismo do Senhor

O Evangelho deste domingo apresenta o encontro entre Jesus e João Baptista, nas margens do rio Jordão e aí Jesus foi baptizado por João. João foi o guia carismático de um movimento popular, que anunciava a proximidade do juízo de Deus. A sua mensagem estava centrada na urgência da conversão e incluía um rito de purificação pela água: quem o aceitava renunciava ao pecado, convertia-se a uma vida nova e passava a integrar a comunidade de Jesus. Baptismo, significa imersão, é ingressar numa nova vida, deixar que a água inunde completamente como a graça de Deus e transforme a vida.
Que sentido faz Jesus apresentar-se a João para receber este baptismo de purificação, de arrependimento e de perdão dos pecados? O diálogo entre João e Jesus explica a razão da vinda de Jesus ao encontro de João Baptista para ser baptizado… Jesus diz-lhe que era necessário que se cumprisse a vontade de Deus e apresenta-se assim como um Filho, que cumpre a vontade do Seu Pai. Ao receber o baptismo de penitência e de perdão dos pecados, Ele está em solidariedade com o homem limitado e pecador, assumiu a sua condição, colocou-Se ao lado dos homens para os ajudar a sair dessa situação e para caminhar com eles rumo à liberdade e à vida plena.
O baptismo é um momento privilegiado da manifestação de Jesus aos homens: antes de começar a sua actividade, Jesus diz quem é e apresenta-se a todos os homens: Ele manifesta-se como Filho de Deus. Para isso, recorre a três elementos simbólicos que devem ser entendidos em referência a factos e a símbolos já presentes no Antigo Testamento: os céus abertos, o Espírito que desce em forma de pomba e a voz do céu. A abertura do céu significa a união da terra e do céu. Já Isaías noutra passagem pede a Deus que abra os céus e desça ao encontro do seu Povo, para refazer a aliança que o pecado do Povo tinha interrompido. A actividade de Jesus vai reconciliar o céu e a terra, vai refazer a comunhão entre Deus e os homens. O símbolo da pomba faz uma alusão ao Espírito de Deus que na criação pairava sobre as águas que iria inaugurar os novos tempos. A missão de Jesus é fazer aparecer um Homem Novo, animado pelo Espírito de Deus, nova criação. A voz do céu era uma forma muito usada pelos mestres judeus para expressar a opinião de Deus acerca de uma pessoa ou de um acontecimento. A voz de Deus diz: Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência, afirma que Jesus é o Filho de Deus, acompanhada pela presença do Espírito sob a forma de pomba. Desta maneira, o baptismo de Jesus não é só a confirmação da divindade de Jesus, mas é um testemunho solene da Trindade. A Sua missão é o cumprimento da vontade de Deus.

Sunday, January 2

Epifania do Senhor

Epifania significa "manifestação", Jesus dá-se a conhecer. Embora Jesus tenha aparecido em diferentes momentos a diferentes pessoas, a Igreja celebra como Epifanias três eventos: a Epifania aos Reis Magos (Mt 2, 1-12), a Epifania a São João Batista no Jordão e a Epifania a seus discípulos e começo de Sua vida pública com o milagre em Caná.
A festa da Epifania tem a sua origem na Igreja do Oriente. Diferentemente da Europa, no dia 6 de janeiro tanto no Egipto como na Arábia celebra-se o solstício, festejando o sol vitorioso com evocações míticas muito antigas. Epifanio explica que os pagãos celebravam o solstício invernal e o aumento da luz aos treze dias desta mudança; diz-nos também que os pagãos faziam uma festa significativa e suntuosa no templo de Coré. Cosme de Jerusalém conta que os pagãos celebravam uma festa muito antes dos cristãos com ritos nocturnos nos quais gritavam: "a virgem deu à luz, a luz cresce".
Entre os anos 120 e 140 dC os gnósticos trataram de cristianizar estes festejos celebrando o baptismo de Jesus. Seguindo a crença gnóstica, os cristãos de Basílides celebravam a Encarnação do Verbo na humanidade de Jesus quando foi baptizado. Epifanio trata de dar-lhes um sentido cristão ao dizer que Cristo demonstra assim ser a verdadeira luz e os cristãos celebram seu nascimento.
Até o século IV a Igreja começou a celebrar neste dia a Epifania do Senhor. Assim como a festa de Natal no ocidente, a Epifania nasce contemporaneamente no Oriente como resposta da Igreja à celebração solar pagã que tentam substituir. Assim se explica que a Epifania no oriente se chama: Hagia phota, quer dizer, a santa luz.
Esta festa nascida no Oriente já era celebrada na Gália a meados do séc. IV onde se encontram vestígios de ter sido uma grande festa para o ano 361 dC. A celebração desta festa é um pouco posterior à do Natal.