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Sunday, May 24

Solenidade da Ascensão do Senhor


Reflexão
A Solenidade da Ascensão de Jesus que hoje celebramos convida-nos a olharmos para o céu, a reconhecer Jesus como nosso Deus, como Aquele que é o nosso modelo de vida, a confiar nas Palavras de Jesus mas também a olharmos para a terra, a estarmos em comunhão com os nossos irmãos, a continuar a missão de Jesus na terra. A Ascensão do Senhor não é o fim da estadia de Jesus na terra mas é o início da missão salvadora da Igreja através do Seu Espírito.
As palavras de despedida de Jesus procuram destacar dois aspectos: a vinda do Espírito Santo e o testemunho e missão que os discípulos vão ser chamados a dar até aos confins do mundo. O Espírito irá derramar-se sobre a comunidade cristã e dará a força para testemunhar Jesus em todo o mundo. Com este livro, Lucas quer mostrar que o testemunho e a pregação da Igreja estão ligados ao próprio Jesus e são impulsionados pelo Espírito Santo.
Depois, disto elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos. Quando falamos na elevação de Jesus ao céu não estamos a falar de uma pessoa que descola da terra e começa a elevar-se; a Ascensão é uma forma de dizer que a exaltação de Jesus é total e atinge dimensões acima da terra, é o culminar de uma vida vivida para Deus, que agora reentra na glória de Deus.
A nuvem é um símbolo privilegiado para exprimir a presença de Deus, esconde e manifesta: sugere o mistério do Deus escondido e presente, cujo aspecto não podemos ver mas está presente.
Temos os discípulos a olhar para o céu significando a expectativa da comunidade que espera ansiosamente a segunda vinda de Cristo, a fim de levar ao seu termo o projecto de libertação do homem e do mundo. E os dois homens vestidos de branco convidam os discípulos a continuar no mundo, animados pelo Espírito, a missão libertadora de Jesus; é a comunidade dos discípulos que tem de continuar a obra, a doutrina e os ensinamentos de Jesus Cristo.
A Ascensão de Jesus recorda-nos que ele foi elevado para junto do Pai e nos encarregou de continuar a tornar realidade o seu projecto libertador no meio dos homens nossos irmãos. Na Igreja, pelos Seus Apóstolos, testemunhas da Ressurreição, anunciadores do perdão e da vida divina, portadores da força do Espírito, Jesus continua hoje a Sua obra de Salvação.

Sunday, May 13

Solenidade da Ascensão do Senhor

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2034

Reflexão
A Solenidade da Ascensão de Jesus que hoje celebramos sugere que, no final do caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, a comunhão com Deus. Sugere também que Jesus nos deixou o testemunho e que somos nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projecto libertador de Deus para os homens e para o mundo.
No Evangelho, Jesus ressuscitado aparece aos discípulos, ajuda-os a vencer a desilusão e o comodismo e envia-os em missão, como testemunhas do projecto de salvação de Deus. De junto do Pai, Jesus continuará a acompanhar os discípulos e, através deles, a oferecer aos homens a vida nova e definitiva.
Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projecto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo caminho que Jesus percorreu. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante; mas têm de ir para o meio dos homens continuar o projecto de Jesus.
A segunda leitura convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados (a vida plena de comunhão com Deus). Devem caminhar ao encontro dessa esperança de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo corpo – e em comunhão com Cristo, a cabeça desse corpo. Cristo reside no seu corpo que é a Igreja; e é nela que se torna hoje presente no meio dos homens.

Sunday, May 12

Solenidade da Ascensão do Senhor


A Solenidade da Ascensão de Jesus que hoje celebramos convida-nos a olharmos para o céu, a reconhecer Jesus como nosso Deus, como Aquele que é o nosso modelo de vida, a confiar nas Palavras de Jesus mas também a olharmos para a terra, a estarmos em comunhão com os nossos irmãos, a continuar a missão de Jesus na terra. A Ascensão do Senhor não é o fim da estadia de Jesus na terra, no meio dos Seus discípulos mas é abertura solene à presença do Espírito Santo e à certeza de que Deus nunca nos abandona.
Esta Solenidade convida-nos a olhar a vida com muita esperança, pois como ouvimos nas orações desta Eucaristia: tendo-nos precedido na glória como nossa Cabeça, para aí nos chama como membros do seu Corpo pois Ele não abandonou a nossa condição humana, mas, subindo aos céus, como nossa cabeça e primogénito, deu-nos a esperança de irmos um dia ao seu encontro, como membros do seu Corpo, para nos unir à sua glória imortal.
O Senhor sobe ao céu e convida os discípulos a não se afastar da cidade. O que hoje celebramos não é uma fuga às cruzes e aos problemas deste mundo; Jesus já a tinha experimentado. 
É preciso ter esperança e coragem para ajudar as outras pessoas a reconhecer a presença de Deus nas várias circunstâncias da vida. 
Que o Senhor nos renove a nossa fé, a nossa esperança e nos faça verdadeiros cristãos, homens renovados espiritualmente e atentos aos outros irmãos mas sempre com olhar para Deus.

Monday, May 25

Reflectindo: Ascensão (Parte IV)

Hoje a Igreja celebra o “Dia Mundial dos Meios de Comunicação Social: A Comissão Pontifícia para os meios de comunicação social escreveu há algum tempo o seguinte: os mass media invadiram o ambiente familiar ao ponto da palavra “lar” quase ter perdido sentido na actualidade: hoje a família já não se senta à volta da lareira mas em frente de um aparelho electrodoméstico, a televisão. O Monsenhor Ketteler, grande animador dum movimento popular católico nos finais do séc. XIX dizia o seguinte: Se São Paulo voltasse ao mundo, seria jornalista, pois reconheceria no jornal a mais moderna cátedra para anunciar a verdade, melhor que o areópago de Atenas. Se fosse hoje até diria que São Paulo usaria todas as novas tecnologias que existem para anunciar e testemunhar Jesus Cristo. O importante é que O anunciemos e que dêmos uma palavra de ânimo, de atenção e de amor a todos aqueles que necessitam de ajuda e que a Palavra de Deus possa animar todos aqueles que se encontram nessas condições. Que o Espírito Santo ilumine a todos nós para que sejamos cada vez mais melhores discípulos e cristãos empenhados em viver o que Ele nos ensinou.

Reflectindo: Ascensão (Parte III)

Falando sobre a solenidade que celebramos hoje, os textos bíblicos dizem-nos que Jesus foi elevado ao céu. Como já sabemos a Sagrada escritura não procura fazer um relato jornalístico dos acontecimentos da vida de Jesus e das comunidades; não podemos ler os textos de uma forma literal, como lemos uma notícia no jornal ou uma reportagem de um acontecimento. A Bíblia é principalmente um livro de catequese, de ensinamentos espirituais e de vida; o importante é captar o seu sentido e não fazer uma leitura fundamentalista. Então o que é que Lucas nos actos dos apóstolos e Marcos no seu Evangelho nos querem transmitir??
Hoje, somos nós os seus discípulos. O mesmo imperativo é-nos colocado. A nossa missão aparece como o prolongamento da missão de Jesus, mas apoiada por Ele; só vivendo com esta e nesta orientação poderemos ser verdadeiros discípulos, testemunhas da Ressurreição, anunciadores da Sua alegria e do Seu perdão, sabendo que somos portadores da força do Espírito Santo e que, por isso, tudo aquilo que fazemos não deve servir para nosso mérito, mas tem a sua essência no próprio Jesus Cristo: “Recebereis a força do Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas”.
“Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu”? Não devemos apenas preocuparmo-nos com as coisas do céu mas também devemos empenhar-nos nas coisas da terra porque é na terra que praticamos aquilo que Jesus nos ensinou. Tal como os apóstolos, somos convidados a empenhar-nos na vida com a ajuda do Espírito Santo que nos anima, que nos guia, que nos orienta na nossa vida cristã. Tenhamos consciência de que, apesar de fisicamente invisível, Jesus continua presente, a Sua mensagem é actual. Importa, pois, viver voltado para o céu, mas com os pés bem assentes cá na terra, ou seja, no mundo e local onde nos encontrarmos.

Reflectindo: Ascensão (Parte II)

No início da leitura, há a destacar a apresentação dos principais protagonistas do livro dos Actos dos Apóstolos: o Espírito Santo e os Apóstolos em ligação com Jesus Cristo. É o Espírito que os vai mover e lhes dará força, coragem e determinação para anunciar a Boa Nova a todos os povos, quer judeus, quer gregos, quer pagãos, quer senhores ricos, quer escravos. É o Espírito que vai permitir que os ouvintes percebam o que eles dizem e que os fará falar línguas e apresentar Jesus Ressuscitado às várias culturas e tradições dos diferentes povos.
Um dos aspectos interessantes deste texto dos Actos dos Apóstolos é que diz que Jesus, depois da paixão, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus. O número 40 é simbólico e aqui quer dizer que os discípulos fizeram uma caminhada de aprendizagem, é um tempo de espera e de preparação para algo muito importante. Ao fim desses 40 dias, os discípulos já estavam cientes e bem preparados por Jesus para começar então a grande obra do anúncio do Evangelho até aos confins do mundo, continuando assim a missão de Jesus Cristo na terra; eles farão maravilhas e grandes acções porque actuarão em nome de Jesus, serão os seus continuadores na terra e também receberão a força do Espírito Santo para testemunhar e dar a vida por Jesus.

Reflectindo: Ascensão (Parte I)

Hoje a Igreja celebra uma festa muito importante: a Ascensão de Jesus. É o momento de glorificação de Jesus Cristo que, após ter sido morto e de ter ressuscitado dos mortos, revelou-se aos apóstolos e depois de os ter ensinado e instruído elevou-se ao céu, para junto de Deus. Revestido de poder divino, coberto de glória, Jesus manifesta-se pela última vez aos discípulos, confiando-lhes a missão de levar a Boa Nova a todos os povos. Jesus ao subir para o céu, inaugura o tempo da Igreja, ligando céu e terra. O início dos Actos dos Apóstolos apresenta a transição do tempo de Jesus para o tempo da Igreja, sempre na continuidade: o início da Igreja e da actividade apostólica dependem directamente de Jesus Cristo, que está presente na vida da comunidade. A ascensão de Jesus, a Sua glorificação e exaltação junto de Deus, é apresentada numa linguagem simbólica com alguns elementos narrativos típicos das "teofanias" bíblicas, das manifestações divinas: a elevação do Senhor, a nuvem e os "dois homens vestidos de branco", que sublinham a glória ao acontecimento.
Agora, temos ali, sentado à direita do Pai, o poderoso Intercessor, que intercede continuamente por nós e nos envia o seu Espírito de amor. Jesus é de facto constituído Cabeça da Igreja e Senhor do universo. D’Ele recebemos continuamente a vida nova da graça, que nos faz desabrochar com infinita beleza no meio das tribulações do mundo.
Mas, esta subida de Jesus para junto do Seu Pai não é sinal de ausência, de indiferença. Como verdadeiro e fiel amigo que Ele é para nós, Jesus não nos deixa sós, mas promete enviar uma força que, estando em nós, nos permite continuar ao longo de todos os séculos e em todo o mundo a Sua missão. Ele mandará o Espírito que irá ajudar os discípulos a fazer a vontade e a missão que Deus tem reservada para eles. Ainda antes da elevação ao céu, deixa mais um segredo/missão aos seus discípulos: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura”. Aquela que fora a missão de Jesus é agora confiada aos discípulos. Jesus deixa o testemunho para os discípulos. Serão eles os continuadores da missão e da vocação de Jesus Cristo.

Nota: Começarei a postar algumas reflexões dominicais para partilhar convosco