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Wednesday, March 25

Solenidade da Anunciação do Senhor

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=1992

Anunciação do Senhor
Deus que no decorrer dos séculos, tinha encarregado os profetas de transmitir aos homens a Sua palavra, ao chegar a plenitude dos tempos, determina enviar-lhes o Seu próprio Filho, o Seu Verbo, a Palavra feita Carne.
Contudo, o Pai das misericórdias quis que a Incarnação fosse precedida da aceitação por parte daquela que Ele predestinara para Mãe, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida (Lumen gentium, 56).
No momento da Anunciação, através do Anjo Gabriel, Deus expõe portanto, a Maria os Seus desígnios. E Maria, livre, consciente e generosamente, aceita a vontade do Senhor a seu respeito, realizando-se assim o mistério da Incarnação do Verbo. Nesse momento, com efeito, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade começa a Sua existência humana. O filho de Deus faz-Se Filho do Homem. O Deus Altíssimo torna-Se o Deus connosco.
Ao celebrar este mistério, precisamente nove meses antes do Natal, a Solenidade da Anunciação orienta-nos já para o Nascimento de Cristo. No entanto, a Incarnação está intimamente unida à Redenção. Por isso, as Leituras (especialmente a segunda) introduzem-nos já no Mistério da Páscoa.
Essencialmente festa do Senhor, a Anunciação não pode deixar de ser, ao mesmo tempo, uma festa perfeitamente mariana. Na verdade, foi pelo sim de Maria que a Incarnação se realizou, a nova Aliança se estabeleceu e a Redenção do mundo pecador ficou assegurada.

Reflexão
A hora da salvação chegou. Os tempos do Antigo Testamento deram lugar ao Tempo definitivo na hora de Deus. Maria aceita livremente os planos salvadores de Deus. 
Graças ao seu sim, o Filho de Deus fez-se Filho do Homem. Deus torna-se Deus connosco, no silêncio de nove meses em gestação. As profecias tornaram-se realidade no seio de Maria. É o mesmo corpo que se imolará na Cruz e se nos dará na Eucaristia. A Anunciação é Festa de Maria, de Cristo e sobretudo a grande Festa da Humanidade.

Thursday, March 19

Solenidade de São José, Esposo da Virgem Santa Maria

Esta comemoração litúrgica, com carácter de solenidade, no dia 19 de Março, vem desde os tempos de Gregório XV que a generalizou a toda Igreja. É tão importante para a Igreja que se impõe à liturgia da féria quaresmal.
Esta devoção despontou na Igreja a partir do século IV. Nos três primeiros séculos, a Igreja dedicou-se em especial à Cristologia e à Mariologia. Convinha que irradiasse com todo o esplendor a luz da divindade do Verbo. Por isso mesmo as festas mais antigas do ano litúrgico estão relacionadas mais intimamente com o mistério da salvação e redenção, como a Páscoa, a Epifania e o Baptismo. Logo o período áureo da Mariologia, a partir do Concílio de Éfeso, (+431) que foi fecundo inspirador de festas, procissões, mosteiros, catedrais e basílicas dedicados a Nossa Senhora Mãe de Deus, com destaque especial para as festas da Natividade, Apresentação no Templo e Dormição da Virgem.
Depois da Virgem, é José a personagem mais importante na vida do Verbo encarnado. Não sendo o pai biológico de Jesus, exerceu sobre ele a autoridade paterna, e foi seu pai legal para todos os efeitos. Foi o verdadeiro depositário da autoridade do Eterno Pai, revestido do poder paterno dentro da Sagrada Família de Nazaré. A ele se dirige o anjo, em todas as vicissitudes: na concepção por obra do Espírito Santo, na ida para Belém, no nascimento, na apresentação no Templo, na fuga para o Egipto e no regresso e ainda no encontro do Menino aos doze anos no Tempo de Jerusalém, entre os doutores da Lei. Praticamente durante toda a infância de Jesus, José aparece ao lado de Maria e de Jesus, como seu guarda e guia, exercendo todos os atributos de pai, como estrela de primeira grandeza. Não sendo o pai biológico de Jesus, a sociedade escolheu-o para modelo dos pais, de tal forma que no seu dia se celebra o Dia do Pai.
Os Padres da Igreja louvam-no em imensas oportunidades. São Jerónimo louva a virgindade de São José; São João Crisóstomo fala com ternura dos seus gozos e das suas dores; Santo Agostinho descreve-o como verdadeiro pai de Jesus, com exceção do nascer fisicamente dele.
Em Belém fala-se duma igreja dedicada em sua honra no século IV, por Sana Helena e duma festa geral a partir do século IX.
No Ocidente o culto é mais tardio, encontrando-se já no século XII entre os Beneditinos. No século XIII, os Carmelitas propagam-no pela Europa. No século XV, João Gerson e São Bernardino de Sena são os seus fervorosos propagandistas. No século XVI Santa Teresa de Jesus encarregou-se de dar a conhecer as glórias de São José, a sua eficácia no céu e o seu patrocínio na terra. Ela mesma o afirma: «não me lembro de ter-me dirigido a S. José, sem que tivesse obtido o que pedia». Desde então, a luz que envolve a imagem do Patriarca, com o Menino ao colo e a varinha da sua virgindade, cresce constante, como a do sol que sobre do Oriente e chega ao zénite.
A Igreja do Oriente celebra São José desde o século IX, no domingo a seguir ao Natal; os Coptas no dia 20 de Julho. Os Carmelitas introduziram a devoção na Igreja ocidental. Os Franciscanos, em 1399, já festejavam o Santo Patriarca. 
Sisto IV (+1481) insere a Festa de São José no breviário e no missal romanos. Gregório XV generaliza-a a toda a Igreja. Clemente XI compõe o ofício, com os hinos, para o dia 19 de Março e coloca as missões da China sob a proteção de S. José. Pio IX introduz, em 1847, a festa do Patrocínio de S. José e em 1871 declara-o padroeiro da Igreja universal. Leão XIII e Bento XV recomendam a devoção especial a São José, chegando este último Papa a inserir no missal um prefácio próprio. Pio XII estabelece, em 1955, a Festa de São José Operário que ainda vigora no 1º de Maio. João XXIII inclui o nome de São José no Cânone da Missa.

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=294

Reflexão
A profecia de Natã acena a Salomão, filho de David e construtor do templo. Mas as palavras: manterei depois de ti a descendência que nascerá de ti e consolidarei o seu reino, indicam uma longa descendência no trono de Judá. Esta descendência teve um fim histórico, recebendo força profética na alusão velada ao Messias, descendente de David. Ele reinará para sempre. Mas o seu reino não será deste mundo. Será um reino espiritual para salvação da humanidade. A tradição cristã sempre aplicou este texto a Jesus, Messias descendente de David, e a José, o último elo da genealogia davídica.
Paulo evoca a figura de Abraão, pai dos crentes, que reconheceu a sua indigência e acreditou em Deus recebendo a justificação. A liturgia aplica a São José o elogio de Paulo a Abraão. A fé do esposo de Maria, submetida a duras provas, manteve-se firme, fazendo dele homem justo e pai adoptivo de Jesus. A sua resposta de fé manteve-se durante toda a sua vida, colaborou com disponibilidade e generosidade no projecto de salvação de Deus.
A lei judaica mandava que os primogénitos, sendo sagrados, deviam ser entregues a Deus ou sacrificados. Como o sacrifício humano era proibido, a lei obrigava a fazer uma espécie de troca, em vez do menino, era oferecido um animal puro (cordeiros, pombas). Com a substituição do sacrifício, oferecem-se duas pombas, é evidenciado o facto de Jesus ser apresentado ao Senhor, solenemente oferecido ao Pai. O sentido deste oferecimento só se compreende à luz da cena do calvário, onde Jesus já não pode ser substituído e morrerá como autêntico primogénito, que se entrega ao Pai pela salvação dos homens. 
Como pai adoptivo, José preocupa-se por tudo quanto diz respeito a Jesus. Embora não lhe seja dado penetrar completamente no mistério das relações de Jesus com o Pai, e também não compreendendo tudo quanto Jesus faz e diz, deixa-se no entanto, conduzir por Deus, com uma fé dócil e silenciosa. A sua máxima, à semelhança da de Jesus e da de Maria, poderia ser: Ecce servus tuus, eis o teu servo.

Friday, November 1

Solenidade de todos os Santos

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2275

Reflexão
Celebramos hoje a festa de Todos os Santos. Os santos do calendário litúrgico, os santos anónimos, mas reais. Também celebramos a santidade de Deus, resplandecente nos membros do Seu povo.
A Festa de Todos os Santos é uma das mais formosas e alegres. É triunfo, é esperança, é luz. Céu azul ornamentado com brilhantes estrelas na noite escura do mundo. A Igreja quer que hoje contemplemos o céu vivo de todos os que morreram em Cristo, com este nome bendito nos lábios e a fé no coração. Todos: Os heróis da virtude que brilham como estrelas de primeira grandeza, e os pecadores arrependidos, que por fim entraram no hemisfério da luz e da verdade. A fé cristã apresenta-nos sempre, como meta feliz da nossa peregrinação, a cidade permanente da glória, a luz eterna, o refrigério da paz.

Thursday, March 25

Solenidade litúrgica da Anunciação do Senhor

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=1987

Reflexão
A hora da salvação chegou. Os tempos do Antigo Testamento deram lugar ao Tempo definitivo na hora de Deus. Maria aceita livremente os planos salvadores de Deus.
Graças ao seu sim, o Filho de Deus fez-se Filho do Homem. Deus torna-se Deus connosco, no silêncio de nove meses em gestação. As profecias tornaram-se realidade no seio de Maria. É o mesmo corpo que se imolará na Cruz e se nos dará na Eucaristia. A Anunciação é Festa de Maria, de Cristo e sobretudo a grande Festa da Humanidade.

Friday, July 3

Solenidade litúrgica de São Tomé, Apóstolo

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=90

Reflexão
Tomé é conhecido entre os Apóstolos especialmente pela sua incredulidade que se desvaneceu na presença de Cristo ressuscitado; ele proclamou a fé pascal da Igreja: Meu Senhor e meu Deus. Sobre a sua vida nada se sabe ao certo, além dos pormenores contidos no Evangelho. Diz-se que pregou o Evangelho na Índia. Desde o séc. VI celebra-se no dia 3 de Julho a memória da trasladação do seu corpo para Edessa.   
Ao primeiro anúncio da Ressurreição, Tomé reage, mas faz um belo acto de fé, após tocar as cicatrizes da Paixão do Senhor. A fé em Jesus é sempre um risco e uma aventura. Não se trata de tocar e ver, mas de acolher um anúncio: Vimos o Senhor!... Os apóstolos são pedras fundamentais da Igreja. Acolher os Apóstolos e a Igreja, significa acolher o próprio Cristo. A incredulidade de Tomé é um estímulo à fé dos crentes. O nosso mérito termina por ser superior, dada a fé que exige.

Wednesday, June 24

Solenidade litúrgica do Nascimento de São João Baptista

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=454

Reflexão
João Baptista é o único santo, com a Virgem Maria, de quem a Liturgia celebra o nascimento para a terra. Isso deve-se à missão única, que, na História da Salvação, foi confiada a este homem, santificado, no seio de sua mãe, pela presença do Salvador. Anel de ligação entre a Antiga e a Nova Aliança, João foi o enviado de Deus, uma testemunha fiel da Luz, aquele que anunciou Cristo e o apresentou ao mundo. Profeta por excelência, uma Voz de Deus, Precursor de Cristo: vai à Sua frente, apontando, com a sua palavra e com o exemplo da sua vida, as condições para se conseguir a Salvação.
A Solenidade do Precursor é um convite para que conheçamos a Cristo, Sol que nos vem visitar na Eucaristia, e dêmos testemunho d’Ele, com o ardor, o desinteresse e a generosidade de João Baptista.
João é um homem-missão. Nele brotam em cachão, virtudes, como sinceridade e honradez, humildade e sensatez. Ele é o último a fechar a revelação profética do Antigo Testamento. É apelo à penitência e à conversão; é conversão sobretudo à justiça, como base de toda a transformação social.

Sunday, May 24

Solenidade da Ascensão do Senhor


Reflexão
A Solenidade da Ascensão de Jesus que hoje celebramos convida-nos a olharmos para o céu, a reconhecer Jesus como nosso Deus, como Aquele que é o nosso modelo de vida, a confiar nas Palavras de Jesus mas também a olharmos para a terra, a estarmos em comunhão com os nossos irmãos, a continuar a missão de Jesus na terra. A Ascensão do Senhor não é o fim da estadia de Jesus na terra mas é o início da missão salvadora da Igreja através do Seu Espírito.
As palavras de despedida de Jesus procuram destacar dois aspectos: a vinda do Espírito Santo e o testemunho e missão que os discípulos vão ser chamados a dar até aos confins do mundo. O Espírito irá derramar-se sobre a comunidade cristã e dará a força para testemunhar Jesus em todo o mundo. Com este livro, Lucas quer mostrar que o testemunho e a pregação da Igreja estão ligados ao próprio Jesus e são impulsionados pelo Espírito Santo.
Depois, disto elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos. Quando falamos na elevação de Jesus ao céu não estamos a falar de uma pessoa que descola da terra e começa a elevar-se; a Ascensão é uma forma de dizer que a exaltação de Jesus é total e atinge dimensões acima da terra, é o culminar de uma vida vivida para Deus, que agora reentra na glória de Deus.
A nuvem é um símbolo privilegiado para exprimir a presença de Deus, esconde e manifesta: sugere o mistério do Deus escondido e presente, cujo aspecto não podemos ver mas está presente.
Temos os discípulos a olhar para o céu significando a expectativa da comunidade que espera ansiosamente a segunda vinda de Cristo, a fim de levar ao seu termo o projecto de libertação do homem e do mundo. E os dois homens vestidos de branco convidam os discípulos a continuar no mundo, animados pelo Espírito, a missão libertadora de Jesus; é a comunidade dos discípulos que tem de continuar a obra, a doutrina e os ensinamentos de Jesus Cristo.
A Ascensão de Jesus recorda-nos que ele foi elevado para junto do Pai e nos encarregou de continuar a tornar realidade o seu projecto libertador no meio dos homens nossos irmãos. Na Igreja, pelos Seus Apóstolos, testemunhas da Ressurreição, anunciadores do perdão e da vida divina, portadores da força do Espírito, Jesus continua hoje a Sua obra de Salvação.

Wednesday, March 25

Solenidade da Anunciação do Senhor


Reflexão
A hora da salvação chegou. Os tempos do antigo testamento deram lugar ao Tempo definitivo na hora de Deus. Maria aceita livremente os planos salvadores de Deus.
Graças ao seu sim, o Filho de Deus fêz-se Filho do Homem. Deus torna-se Deus connosco, no silêncio de nove meses em gestação. As profecias tornaram-se realidade no seio de Maria. É o mesmo corpo que se imolará na Cruz e se nos dará na Eucaristia. A Anunciação é Festa de Maria, de Cristo e sobretudo a grande Festa da Humanidade.

Sunday, December 8

Solenidade da Imaculada Conceição


Reflexão
Celebramos hoje a Imaculada Conceição de Maria, a Cheia de Graça, a que esmagou a serpente com o seu calcanhar, a que deu à luz o Filho do Altíssimo. Ela é a primeira e mais perfeita filha de Deus e da Igreja. Filha e Mãe do mesmo Deus, modelo exemplaríssimo nas suas opções. Pela sua entrega total ao projecto salvador de Deus, ela é a Mulher por excelência.
Termina a longa espera messiânica com o seu Sim e a sua entrega é modelo para celebrar hoje o Advento do seu Filho.

Friday, June 28

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus


Reflexão
Deus revela-se ao seu Povo sob a imagem do Bom Pastor, pondo de realce todo o amor que lhe dedica. Ao aplicar a si mesmo a mesma figura, Jesus proclama-se o Pastor divino e Libertador do seu Povo. Apesar das nossas misérias e pecados, Deus dá-Se-nos como graça em Jesus Cristo. Jesus morreu e ressuscitou para nos reconciliar com o Pai e para nos dar a vida divina. A todos e a cada um, seja justo ou pecador. O pecador é procurado, convidado e perseguido pelo amor de Deus. No fim da caminhada de pecado, luta e dor, está sempre o Senhor de braços abertos para o pecador que se arrepende! O culto à humanidade de Cristo e ao seu Coração, ajuda a despertar uma consciência mais viva do mistério do amor de Cristo.

Monday, March 25

Solenidade litúrgica da Anunciação do Senhor


Reflexão
A hora da salvação chegou. Os tempos do antigo testamento deram lugar ao Tempo definitivo na hora de Deus. Maria aceita livremente os planos salvadores de Deus.
Graças ao seu sim, o Filho de Deus fêz-se Filho do Homem. Deus torna-se Deus connosco, no silêncio de nove meses em gestação. As profecias tornaram-se realidade no seio de Maria. É o mesmo corpo que se imolará na Cruz e se nos dará na Eucaristia. A Anunciação é Festa de Maria, de Cristo e sobretudo a grande Festa da Humanidade.

Tuesday, March 19

Solenidade litúrgica de São José, esposo de Maria


Reflexão
José de Nazaré, um símbolo do trabalho. Testemunho vivo e actual para o mundo do trabalho. Amor e família, profissão e trabalho, são as duas facetas fundamentais da vida do homem neste mundo. O trabalho não é um fim em si mesmo, mas um meio de realização pessoal, um instrumento ao serviço da pessoa humana.
Dimensões do trabalho: Primazia da dimensão pessoal, com base ética dum justo ordenamento da sociedade. Urge eliminar a exploração do homem pelo homem; a escravização do homem ao trabalho; e urge ainda uma justa retribuição salarial. São José foi modelo de homem justo e trabalhador honrado.

Sunday, June 24

Solenidade do Nascimento de São João Baptista


Reflexão
Hoje, celebramos o nascimento de João Baptista! Habitualmente, a festa de um santo acontece no dia da sua morte, do seu nascimento para a vida eterna. Mas, no calendário litúrgico, há três casos em que celebramos também o dia do nascimento: Jesus Cristo, Maria e João Baptista. Por isso, hoje, celebramos a vida que é um dom de Deus. O evangelista destaca que este presente que Deus oferece aos seus pais supera as leis da natureza pois Isabel e Zacarias eram idosos e estéreis.
O seu nome é João significa a missão que há-de ser desempenhada por aquela criança: Deus dá a sua graça, Deus é misericordioso. Celebramos o nascimento do Precursor, Aquele que vem para anunciar e preparar o caminho do Senhor, a chegada do Messias. No solstício de Inverno, celebramos o nascimento de Jesus Cristo. No solstício de Verão, celebramos o nascimento de João Baptista. João Baptista é o último profeta do Antigo Testamento e o primeiro do Novo Testamento. Ele é um sinal vivo e profético da salvação oferecida por Deus. Ele ajuda-nos a entender a missão que nós temos de assumir: anunciar o Evangelho da Salvação a todas as pessoas e em todas as circunstâncias. Ele é o modelo para a Igreja chamada a evangelizar. A missão da Igreja é ser precursora, é encaminhar as pessoas para Cristo. Ela cumpre a sua missão quando orienta para Cristo e, depois, desaparece para que o encontro seja pessoal e directo. Evangelizar é apresentar Jesus Cristo, à imagem de João Baptista.
Entre nós, estes dias são momentos de festa e de divertimento. A festa é muito mais do que uma paragem no trabalho. Precisamos de aprender a viver interiormente em festa. Saber celebrar a vida. Abrir o nosso coração ao dom de Deus. A festa é uma oportunidade para dar graças a Deus, nosso Pai e Criador, que dá sentido definitivo ao nosso viver. A festa faz-nos sentir irmãos de todos. Ajuda-nos a contemplar a beleza da Criação.

Friday, June 8

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus


Reflexão
O culto à humanidade de Cristo e ao Seu Coração, que sempre existiu na Igreja, conheceu um grande incremento a partir das revelações privadas a Santa Margarida Maria Alacoque (1673-75), as quais despertaram entre os cristãos uma consciência mais viva do mistério do amor de Cristo.
A devoção ao Sagrado Coração de Jesus foi reconhecida pela Igreja cerca de um século mais tarde: em 1765, Clemente XIII aprovou a Solenidade do Sagrado Coração e, em 1856, Pio IX inseriu-a no calendário da Igreja universal.
A devoção ao Coração de Jesus foi um meio providencial para a renovação da vida cristã. Com efeito, certas doutrinas tinham desfigurado uma das verdades essenciais ao cristianismo - o amor de Deus para com todos os homens. Pela devoção ao Sagrado Coração, o Povo de Deus reagiu contra uma concepção demasiado rigorista das relações entre Deus e o homem - concepção que, levada às últimas consequências, seria o renascer da ideia pagã de um Deus vingador e, portanto, a anulação da história da salvação e da incessante misericórdia divina (Thierry Maertens).
Levando-nos a amar a Cristo e a compartilhar do Seu amor pelo Pai e pelos homens, a devoção ao Coração de Jesus leva-nos também a promover aquela solidariedade universal que é uma exigência da fraternidade. O mistério do Coração de Cristo torna-se, assim, o caminho para a plena libertação do homem, libertação tantas vezes procurada através de caminhos que só conduzem à degradação da mesma dignidade humana.

Sunday, May 27

Solenidade da Santíssima Trindade


Reflexão
Hoje a Igreja celebra a Solenidade da Santíssima Trindade. Não vamos procurar entender como é que é possível que Deus seja três Pessoas numa só, se Deus Pai é também o Filho ou o Espírito Santo. A Santíssima trindade é um grande mistério e por isso mesmo o mais importante é perceber a mensagem que nos quer transmitir e não tanto a explicação da fé trinitária. As leituras convidam-nos a contemplar este Deus que é amor, que é família, que é comunhão, que caminha connosco e que não nos abandona. A solenidade da Santíssima Trindade é a aclamação da relação perfeita: o Amor que existe dentro da Trindade e que se comunica de forma gratuita a todos os homens e que somos chamados a acolher na nossa vida.

Sunday, May 20

Solenidade do Pentecostes

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2053

Reflexão
Sem o Espírito Santo, Deus está longe, Cristo fica no passado, o Evangelho é letra morta, a Igreja é uma simples organização, a autoridade é um poder, a missão é propaganda, o culto é um arcaísmo, e o agir moral um agir de escravos. Mas, no Espírito Santo, o cosmo é tornado nobre pela geração dum novo Reino, Cristo ressuscitado torna-se presente, o Evangelho faz-se poder e vida, a Igreja realiza a comunhão trinitária, a autoridade transforma-se em serviço, a liturgia em memorial e antecipação, e o agir humano é deificado. (Atenágoras)

Sunday, May 13

Solenidade da Ascensão do Senhor

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2034

Reflexão
A Solenidade da Ascensão de Jesus que hoje celebramos sugere que, no final do caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, a comunhão com Deus. Sugere também que Jesus nos deixou o testemunho e que somos nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projecto libertador de Deus para os homens e para o mundo.
No Evangelho, Jesus ressuscitado aparece aos discípulos, ajuda-os a vencer a desilusão e o comodismo e envia-os em missão, como testemunhas do projecto de salvação de Deus. De junto do Pai, Jesus continuará a acompanhar os discípulos e, através deles, a oferecer aos homens a vida nova e definitiva.
Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projecto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo caminho que Jesus percorreu. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante; mas têm de ir para o meio dos homens continuar o projecto de Jesus.
A segunda leitura convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados (a vida plena de comunhão com Deus). Devem caminhar ao encontro dessa esperança de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo corpo – e em comunhão com Cristo, a cabeça desse corpo. Cristo reside no seu corpo que é a Igreja; e é nela que se torna hoje presente no meio dos homens.

Monday, April 9

Solenidade da Anunciação do Senhor


Reflexão
A hora da salvação chegou. Os tempos do antigo testamento deram lugar ao Tempo definitivo na hora de Deus. Maria aceita livremente os planos salvadores de Deus.
Graças ao seu sim, o Filho de Deus fêz-se Filho do Homem. Deus torna-se Deus connosco, no silêncio de nove meses em gestação. As profecias tornaram-se realidade no seio de Maria. É o mesmo corpo que se imolará na Cruz e se nos dará na Eucaristia. A Anunciação é Festa de Maria, de Cristo e sobretudo a grande Festa da Humanidade.

Thursday, June 29

Solenidade litúrgica de São Pedro e São Paulo


Reflexão
Pedro e Paulo, são as colunas da Igreja. Cristo concede-lhe o poder de chefe, para servir o Povo de Deus, como povo sacerdotal, profético e serviçal. Não obstante, a nova imagem da Igreja passa pela descentralização, pela colegialidade, pela comunhão e responsabilidade de compromissos tanto da hierarquia como dos leigos.

Wednesday, June 29

Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos



São Pedro e São Paulo
Desde o século III que a Liturgia une na mesma celebração as duas colunas da Igreja, Pedro e Paulo. Mestres inseparáveis de fé e de inspiração cristã pela sua autoridade, simbolizam todo o Colégio Apostólico. Pedro era natural de Betsaida, onde exercia a profissão de pescador. Jesus chamou-o e confiou-lhe a missão de guiar e confirmar os irmãos na fé. É uma das primeiras testemunhas de Jesus ressuscitado e, como arauto do Evangelho, toma consciência da necessidade de abrir a Igreja aos gentios (At 10-11). Paulo de Tarso, perseguidor acérrimo da Igreja, converte-se no caminho de Damasco. A partir daí, a sua vivacidade e brilhantismo são postos ao serviço do Evangelho. Fortemente apaixonado por Cristo, percorre o Mediterrâneo para anunciar o Evangelho da salvação, especialmente aos pagãos. Depois de terem sofrido toda a espécie de perseguições, ambos são martirizados em Roma. Regando com o seu sangue o mesmo terreno, “plantaram” a Igreja de Deus.