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Thursday, April 8

Quinta-feira da Oitava da Páscoa

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3279

Reflexão
Os Apóstolos nem queriam acreditar. Imaginavam ver um fantasma. A narração desta aparição aos Onze está na linha da aparição aos discípulos de Emaús. Ante o assombro, Jesus dá provas físicas da sua identidade e explica-lhes a necessidade de que tudo quanto estava escrito a seu respeito, tinha de cumprir-se, como de facto se cumpriu. Jesus abre-lhes a inteligência à compreensão plena das Escrituras.

Tuesday, March 30

Terça-feira da Semana Santa

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3269

Reflexão
A missão do servo de Yhavé é proclamar a Palavra do Senhor, reunir os sobreviventes de Israel, e ser luz das nações. Tarefa de salvação universal que Jesus realiza em plenitude.
Na mesa da última Ceia, presencia-se um drama de amor, ressentimentos, ambições, traição e negação. A morte de Cristo inclui já a glória da ressurreição. A teologia da cruz e da glória são duas faces da mesma moeda.

Thursday, May 14

Festa litúrgica de São Matias, Apóstolo


Reflexão
Matias ocupa um lugar deixado vazio por Judas. Escolhido pelo Espírito Santo. Os Apóstolos retomam a tarefa apostólica para que se cumpram os planos de Deus; é o Espírito que governa a Igreja e que suscita nela os instrumentos de evangelização necessários; a missão apostólica só será eficaz quando deixar transparecer o amor d'Aquele que os enviou.
Fui Eu que vos escolhi a vós: de servos, passámos a amigos íntimos de Jesus; escolhidos para realizar os desígnios salvadores de Deus; numa abertura de total dedicação e compromisso com os mais carenciados.

Sunday, April 19

Domingo II da Páscoa



Reflexão
Neste 2º Domingo da Páscoa, a liturgia da Palavra de Deus apresenta-nos a comunidade dos primeiros cristãos em clima Pascal e a testemunhar a vivência e a transformação da vida face à Ressurreição de Jesus. A sua missão é revelar a todos esta nova vida que Jesus nos dá e são chamados a partilhar com aqueles que queiram acolher Jesus vivo e Ressuscitado.
Na 1ª leitura, faz-se a descrição de alguns aspectos importantes da vida da comunidade cristã de Jerusalém; recorda o essencial da experiência cristã e da sua maneira de viver; é a descrição da comunidade ideal que pretende servir de modelo à Igreja e a todos os cristãos de todos os tempos.
A comunidade nascida do Espírito e do testemunho dos apóstolos é uma comunidade de irmãos que vive em comunhão fraterna e resulta da identificação com Cristo. É uma comunidade assídua ao ensino dos apóstolos, empenhada em conhecer e acolher a proposta de salvação que vem de Jesus, através do testemunho dos apóstolos.
É uma comunidade que celebra a sua fé na liturgia: na fracção do pão e nas orações.
É uma comunidade que partilha os bens: da comunhão com Cristo, resulta a comunhão dos cristãos entre si.
É uma comunidade que dá testemunho. Os gestos realizados pelos apóstolos infundiam em todos aqueles que os testemunhavam a certeza da presença de Deus.
Isso mesmo também ouvimos no Evangelho de hoje em que se realça a ideia de que Jesus vivo e ressuscitado é o centro da comunidade cristã. É à volta d’Ele que a comunidade vive e cresce e é d’Ele que recebe a vida e os dons que a anima e que lhe permite enfrentar as dificuldades e os obstáculos do anúncio.
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou–Se no meio deles. Jesus depois mostra-lhes as mãos e o lado trespassado que simbolizam o seu amor e da sua entrega. 
É na comunidade que se dá a verdadeira catequese sobre a fé, é através da experiência da fé em Cristo vivo e ressuscitado, é na comunidade o lugar por excelência em que se manifesta e irradia o amor de Jesus. Tomé irá ser o representante daqueles que vivem fechados em si próprios, que está ausente da comunidade e que não participa da experiência comunitária da Ressurreição e da aparição de Jesus Cristo mas quer uma prova pessoal do acontecimento.
O episódio de Tomé poderá ser algo que aconteça a todos nós: todos temos dúvidas e incertezas na fé e na confiança em Deus. O mais importante é ultrapassá-las também com ajuda da comunidade, além da própria força do Espírito Santo que age em nós.
A comunidade tem de ser o lugar onde fazemos, verdadeiramente, a experiência do encontro com Jesus ressuscitado. É nos gestos de amor, de partilha, de serviço, de encontro, de fraternidade, que encontramos Jesus vivo, a transformar e a renovar o mundo. Que O testemunhemos na nossa vida.

Friday, April 17

Pensamento do dia: 17-04-2020

A Ressurreição de Cristo é princípio de vida nova para todo o homem e toda a mulher, porque a verdadeira renovação parte sempre do coração, da consciência. (Papa Francisco)

Thursday, April 16

Quinta-feira da Oitava da Páscoa


Reflexão
Os Apóstolos nem queriam acreditar. Imaginavam ver um fantasma. A narração desta aparição aos Onze está na linha da aparição aos discípulos de Emaús. Ante o assombro, Jesus dá provas físicas da sua identidade e explica-lhes a necessidade de que tudo quanto estava escrito a seu respeito, tinha de cumprir-se, como de facto se cumpriu. Jesus abre-lhes a inteligência à compreensão plena das Escrituras.

Tuesday, April 14

Terça-feira da Oitava da Páscoa


Reflexão
O eco das palavras de Pedro chega até nós: salvai-vos desta sociedade corrompida, aquela que deu morte a Jesus! Ao discurso de Pedro, responderam cerca de três mil fiéis, convertendo-se ao Senhor Jesus Cristo e baptizando-se.
É inútil procurar entre os mortos Aquele que vive! O amor provoca a fé viva no ressuscitado. Lágrimas de dor e sofrimento abrem caminho para ver e reconhecer o Senhor. Onde há dois ou três reunidos em Seu nome, aí se celebra o mistério pascal de Cristo!

Monday, April 13

Segunda-feira da Oitava da Páscoa

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2920

Reflexão
A Ressurreição de Jesus, momento cume da História, é o mistério central da nossa fé. Inaugura uma nova era e um mundo novo, onde a vida e não a morte, tem a última palavra.
Ilumina o problema da vida e morte do homem. O Sepulcro está vazio. Jesus aparece às duas Marias e aos discípulos. Os guardas são subornados pelos Sumos Sacerdotes. O suborno é coisa antiga, e a mentira também. Por isso diz o Apóstolo, celebremos a Festa com o pão ázimo da pureza e da verdade. Aleluia.

Sunday, April 5

Domingo de Ramos


Reflexão
O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa, que culmina com a celebração do núcleo da nossa fé: o Mistério Pascal da morte e ressurreição de Jesus Cristo, a Páscoa. Somos convocados a viver a potência do amor que dá a vida.
 No primeiro dia da Semana Santa, neste tempo tão excepcional, ao ouvir o Evangelho da Paixão segundo São Mateus, abramos o coração para procurarmos entender o mistério de Cristo. Ele é o Rei da mansidão, que renuncia aos títulos de rei e de pessoa importante, optando pela escolha consciente da não violência, do respeito e do agir pacífico. Ele não se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si próprio. Ele é o Servo Sofredor, é o Cordeiro inocente, humilde e obediente.
Este Evangelho coloca-nos perante diversos paradoxos, como o da numerosa e calorosa multidão, que acolhe o Messias no Monte das Oliveira, e uma multidão que condena um Jesus solitário e abandonado diante de Pilatos. Provavelmente, Mateus quer nos dizer que a fé como adesão a Cristo requer mais qualidade do que quantidade, mais profundidade, mais coerência, mais liberdade.
Há um convite repetido, no relato de Mateus, que, nestes dias, possui outro alcance e actualidade: Ficai aqui, enquanto Eu vou além orar; ficai aqui e vigiai comigo. O ficai aqui podia-se hoje traduzir por ficai em casa para suster a propagação deste invisível inimigo chamado coronavírus. Este é o tempo de estar em família, o que permite uma maior proximidade de cada membro, um maior convívio. Este é o tempo de estar inteiramente presente, qualquer que seja o momento: diálogo, silêncio, açcão, oração. Mas também exige um isolamento que chega a atrofiar alguns dos nossos hábitos, dos quais faz parte a presença física na comunidade paroquial e na sociedade.
Timothy Radcliffe, frade dominicano, lembra que este isolamento pode ser mais terrível do que a morte porque fere a nossa identidade: somos feitos para viver em comunhão, os contactos físicos moldam o nosso ser. Ele recorda que o centro da fé cristã também está envolvido por um total isolamento: foi erguido sobre a cruz e, acima da multidão, sem qualquer contacto, transformado em nu objecto. Naquele momento, Ele não só abraçou as nossas mortes. Ele fez totalmente sua a solidão que todos nós, por vezes, suportamos, e que milhões de pessoas estão hoje a viver.
As circunstâncias da Paixão sucedem-se para se cumprirem as Escrituras, segundo o itinerário feito pelo evangelista Mateus. A propósito disto, diz-nos o Papa Francisco que não só as Escrituras antigas tinham predito aquilo que Jesus havia de realizar, mas Ele próprio quis ser fiel àquela Palavra para tornar evidente a única história da salvação, que n’Ele encontra a sua realização.
Jesus continua a ser crucificado nos crucificados do mundo, nas vítimas dos egoísmos e das injustiças; também nos que, por estes dias, padecem com a pandemia do coronavírus. Sou capaz de ver aí mesmo o Cristo, padecente e sofredor, rosto do amor que se oferece em plenitude como vida, saúde e salvação?
Abramos o nosso coração a Cristo e vivamos esta Semana Santa na oração, no convívio, no encontro com Deus, na fraternidade que nos une como irmãos e fiquemos em casa.

Sunday, March 29

Domingo V da Quaresma

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2899

Reflexão
O Evangelho fala-nos de uma família amiga de Jesus que morava em Betânia e que O acolhia. Dessa família apenas conhecemos três irmãos: Marta, Maria e Lázaro. Porém, houve um acontecimento que abalou a vida desta família: Lázaro estava gravemente doente. As irmãs ficam preocupadas e informam Jesus.
É interessante que Jesus não vai imediatamente para lá e até parece que vai atrasar-se de propósito. Jesus deixa então que a morte física do amigo aconteça. É provável que tal aconteça para dizer que Jesus não veio para alterar o ciclo normal da vida do ser humano e fazer com que não morra mas veio sim para dar um novo sentido à morte física e para oferecer a vida eterna.
Depois de dois dias, Ele resolve ir ao encontro do amigo e ao chegar a Betânia, encontrou-o sepultado há já quatro dias: indica que já estava mesmo morto e assim dar mais relevo ao milagre de Jesus.
Marta veio ao seu encontro e disse-lhe: Se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido. Jesus irá dizer-lhe que o seu irmão ressuscitaria mas ela pensava que as palavras de Jesus eram apenas palavras de ocasião e banais e que Ele estava a falar na crença dos fariseus na ressurreição segundo a qual se dizia que os mortos haveriam de reviver no final dos tempos.
Jesus vai então visitar o túmulo e chorar. E assim mostra o sofrimento pela morte do seu amigo Lázaro. Até as pessoas ao verem, irão afirmar: Vede como ele era seu amigo. É de alguma forma para nos dizer que é muito normal que nós choremos perante certos acontecimentos tais como o falecimento de um familiar ou amigo mas não devemos viver totalmente escravos da morte.
Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, é a imagem, a encarnação do Deus que é amor, misericórdia e ternura paterna e materna do Deus que é Vida. Por isso, disse a Marta: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá. Proclama que, quem acredita n’Ele, terá a vida para sempre; depois de morrer, viverá para sempre uma vida nova. Esta é a grande notícia que Jesus nos traz hoje: estar com Ele, permanecer e escutar a Sua vontade é ter a vida para sempre. E acrescentou: Crês nisto? É uma pergunta que Jesus dirige a cada um de nós, que ultrapassa a nossa compreensão exige que confiemos n’Ele. A resposta de Marta é exemplar: Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo. Significa que acredita, apesar das suas dúvidas e incertezas porque Ele tem palavras de vida eterna e dá a vida.
Jesus, ao restituir a vida a Lázaro, diz-nos que tem mais força que a morte e é capaz de a derrotar: Lázaro volta a ter vida. A família de Betânia é também a representante da comunidade cristã, que é formada por irmãos e irmãs que são amigos de Jesus e que O acolhem na sua casa e na sua vida. Esta família faz a experiência da morte mas sabe que Ele é a Ressurreição e a Vida e que a dá aos seus porque a morte é apenas a passagem para a eternidade. Podemos chorar a saudade pela partida de um irmão, mas temos de saber que ao deixar este mundo, ele encontrou a vida eterna na glória de Deus. A ressurreição de Lázaro foi então o último sinal que Jesus deu antes do grande sinal da Sua própria Ressurreição.
Lázaro, sai para fora é o brado de Jesus, que parece ressoar, em toda a Igreja, desafiada a sair, para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo, sobretudo aos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida.
Lázaro, sai para fora é o brado de Jesus, a todos nós. Para que possamos, como Lázaro, ressuscitar cada dia com gestos e palavras de amor, com atitudes cristãs e com mudança de vida. Vivamos desta maneira nesta Quaresma esperando também a nossa Ressurreição.

Tuesday, April 23

Terça-feira da Oitava da Páscoa


Reflexão
O eco das palavras de Pedro chega até nós: salvai-vos desta sociedade corrompida, aquela que deu morte a Jesus! Ao discurso de Pedro, responderam cerca de três mil fiéis, convertendo-se ao Senhor Jesus Cristo e baptizando-se.
É inútil procurar entre os mortos Aquele que vive! O amor provoca a fé viva no ressuscitado. Lágrimas de dor e sofrimento abrem caminho para ver e reconhecer o Senhor. Onde há dois ou três reunidos em Seu nome, aí se celebra o mistério pascal de Cristo!

Wednesday, March 29

Quarta-feira da Semana IV da Quaresma



Reflexão
A primeira leitura anuncia o regresso do exílio, utilizando até linguagem que já se tinha referido à saída do Egipto. De facto, a história do povo de Deus é toda ela uma história pascal que deste mundo, a partir de todos os recantos da terra, nos leva ao Pai. A Quaresma é um tempo oportuno para tomar consciência deste regresso a Deus, de quem o pecado nos afastou.
Jesus continua a manifestar-Se como Aquele que é a Vida e que dá a Vida. Tal como o Pai, segundo a poética descrição do Génesis, faz a criação em seis dias e, no último, dá a vida ao homem, assim Jesus ressuscita e dá a Vida no último dia. Mas esse dia é para já aquele que se inaugura na sua ressurreição, e, para cada um de nós no Baptismo. Nele se exerce o juízo de Deus, condenando o pecado e chamando à graça, destruindo a morte e dando a Vida. Assim se revela a compaixão, o Seu amor por nós.