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Wednesday, August 10

Festa de São Lourenço, Diácono e Mártir



O grão de trigo morre para dar nova vida
Os bens são para quem deles precisa; os bens deste mundo carecem duma melhor distribuição. Dar e dar-se na dádiva, é a melhor forma de partilhar com os irmãos, as riquezas que Deus nos deu. A felicidade do justo está na prática da justiça. Recordemos São Lourenço, no seu papel de diácono de Sixto II, que soube realizar na vida essa dádiva. Desejando o martírio a exemplo do seu mestre, entrou no mesmo destino de Jesus, a quem servia, quando ia ao encontro dos pobres de Roma, a quem chamou o seu maior tesouro. Servir, distribuindo, foi a vida de Lourenço. Como o grão de trigo que morre para fazer germinar e crescer uma nova espiga.

Friday, August 10

Biografia de São Lourenço


Era diácono da Igreja Romana e morreu mártir na perseguição de Valeriano, quatro dias depois do papa Sisto II e seus companheiros, os quatro diáconos romanos. Como diácono, São Lourenço tinha o encargo de assistir o papa nas celebrações; administrava os bens da Igreja, dirigia a construção dos cemitérios, olhava pelos necessitados, pelos órfãos e viúvas. O seu sepulcro encontra se junto à Via Tiburtina, no Campo Verano. Constantino Magno erigiu uma basílica naquele lugar. O seu culto difundiu-se na Igreja no século IV.
Preso, foi intimado a comparecer diante do prefeito Cornelius Saecularis, a fim de prestar contas dos bens e das riquezas que a Igreja possuía. Pediu um prazo para fazê-lo, dizendo que tudo entregaria. Confessou que a Igreja era muito rica e que a sua riqueza ultrapassava a do imperador. Foram-lhe concedidos três dias. São Lourenço reuniu os cegos, os coxos, os aleijados, toda sorte de enfermos, crianças e velhos. Indignado, o governador concedeu-o a um suplício cruel: amarrado sobre uma grelha, foi assado vivo e lentamente. No meio dos tormentos mais atrozes, ele conservou o seu bom humor cristão. Dizia ao carrasco:
Vira-me, que deste lado já está bem assado... Agora está bom, está bem assado. Podes comer!…

Festa de São Lourenço, Diácono e Mártir


São muitas as formas de pobreza humana: a espiritual, a material, a cultural, a moral que podem ser ultrapassada pela caridade. Deus é caridade e é o dador de todos os bens. As criaturas são apenas seus instrumentos. Quanto mais generosos forem com os outros, maiores favores receberão de Deus. Por isso, quem repartir com generosidade recolherá com generosidade.

Quem vive em união com Cristo, entra no dinamismo do seu amor, e torna-se uma só coisa com o Pai. Servir o Filho é reinar com Ele no coração do Pai, é associar-se a Ele na obra da redenção. O amor pelo Pai e pelo homem levaram Jesus a entregar-se até à morte, até ao dom da própria vida, para que todos tivéssemos vida. O grão de trigo, quando morre na terra, gera vida e torna-se fecundo. O discípulo de Jesus é chamado a viver o mesmo mistério de morte para gerar a vida e ser fecundo em favor dos seus irmãos.

S. Lourenço, Diácono do Papa Sisto II, sofreu o martírio, pouco tempo depois do Papa durante a perseguição de Valeriano e deu-nos um exemplo de fidelidade à Igreja que assim foi-se expandindo pelo mundo inteiro: quem semeia com largueza também colherá com largueza. Deus conta com a nossa colaboração na obra da Redenção, oferecendo as pequenas contrariedades, as dores, os sofrimentos. É o nosso grão de trigo, que dará muito fruto.

Wednesday, August 10

São Lourenço

Era diácono da Igreja Romana e morreu mártir na perseguição de Valeriano, quatro dias depois do papa Sisto II e seus companheiros, os quatro diáconos romanos. Como diácono, São Lourenço tinha o encargo de assistir o papa nas celebrações; administrava os bens da Igreja, dirigia a construção dos cemitérios, olhava pelos necessitados, pelos órfãos e viúvas. O seu sepulcro encontra se junto à Via Tiburtina, no Campo Verano. Constantino Magno erigiu uma basílica naquele lugar. O seu culto difundiu-se na Igreja no século IV.
Preso, foi intimado a comparecer diante do prefeito Cornelius Saecularis, a fim de prestar contas dos bens e das riquezas que a Igreja possuía. Pediu um prazo para fazê-lo, dizendo que tudo entregaria. Confessou que a Igreja era muito rica e que a sua riqueza ultrapassava a do imperador. Foram-lhe concedidos três dias. São Lourenço reuniu os cegos, os coxos, os aleijados, toda sorte de enfermos, crianças e velhos. Anotou-lhes os nomes... Indignado, o governador concedeu-o a um suplício cruel: amarrado sobre uma grelha, foi assado vivo e lentamente. No meio dos tormentos mais atrozes, ele conservou o seu bom humor cristão. Dizia ao carrasco: "Vira-me, que deste lado já está bem assado... Agora está bom, está bem assado. Podes comer!..."