Tuesday, September 29

Festa litúrgica de São Miguel, São Gabriel e São Rafael, Arcanjos

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=630
 
Reflexão
O israelita sem fingimento, recebeu a garantia de ver os anjos de Deus. Entre eles, Miguel é o Príncipe dos Anjos, o Arcanjo dos supremos combates, o protector da Igreja; Gabriel é o mensageiro da Encarnação, o enviado das grandes embaixadas divinas, o revelador dos mistérios salvadores de Deus; Rafael é eficaz protetor nas provações da vida, companheiro de viagem e confidente dos segredos de Deus. Tal como na vida de Jesus, assim os anjos participam eficazmente na nossa vitória sobre as forças do mal!

Thursday, September 24

Quinta-feira da Semana XXV do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3097
 
Reflexão
Coeleth ou Eclesiastes é outro livro de sabedoria. O seu tom pode parecer um tanto estranho, porque o seu autor coloca-nos diante do sofrimento desta vida com certo pessimismo. É atitude bastante natural para o homem do Antigo Testamento, que ainda não tinha conhecido a revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo. No entanto, Coeleth coloca-se sempre nas mãos de Deus.
A visão, puramente humana, que Herodes tinha de Jesus, não lhe permitia atinar com a explicação justa para a pessoa do Senhor. Chega a pensar no regresso à vida de algum dos antigos profetas, ou até de João Baptista, que ele próprio mandara matar. E Jesus fica sendo a grande interrogação: Quem é este homem? Só a luz da fé poderá responder.

Wednesday, September 23

Quarta-feira da Semana XXV do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3096
 
Reflexão
Evangelizar é a vocação própria da Igreja e de todo o cristão. Toda a comunidade eclesial é, portanto missionária, sobretudo pela presença a pelo testemunho.
Jesus estabeleceu os condicionalismos do envio: um total desprendimento das coisas supérfluas. O envio é actual. É indispensável suscitar vocações e, sobretudo uma disponibilidade total ao serviço do Reino.
Aos que pretendem acurralar a igreja na sacristia, Jesus responde com a acção milagrosa em favor dos corpos: curar todas as doenças. A evangelização deve ter em conta o homem todo, integral.
Jesus pregou a conversão, expulsou demónios e curou os doentes. Essa é também a tarefa do Seu discípulo, de todos aqueles que o querem seguir. Se Ele fez isso no tempo em que esteve fisicamente na terra, também acreditamos que no dia de hoje Ele continua a operar a salvação para todos nós.
Antes de mais nada, Jesus ordena ao missionário que leve consigo apenas o estritamente necessário, e nada mais. É um convite à pobreza entendida como liberdade (deixar para seguir) e fé (o próprio Senhor tomará conta dos seus discípulos). Depois, vem uma norma de bom senso: o discípulo itinerante não ande de casa em casa, mas escolha uma casa digna e hospitaleira, ficando nela o tempo necessário. Finalmente, uma sugestão sobre o comportamento em caso de recusa. A recusa está, de facto, prevista: é confiado ao discípulo uma missão; mas não lhe é garantido o sucesso. Diante da recusa, deve comportar-se como Jesus: quando é recusado num lugar, vai para outro. Sacudir o pó é um gesto de juízo, não de maldição: serve para sublinhar a gravidade da recusa, da ocasião perdida.

Tuesday, September 22

Memória litúrgica do Beato João Maria da Cruz

 
Beato João Maria da Cruz, presbítero e mártir
Nasceu no dia 25 de setembro de 1891 em San Esteban de los Patos (Ávila, Espanha), numa família de agricultores, muito simples e rica em virtudes cristãs. Recebeu o nome de Mariano. Porém, já nos tempos de infância, sentia-se chamado a seguir a Cristo como sacerdote, o que veio a acontecer alguns anos mais tarde, tornando-se pároco diocesano. Mais tarde, fazendo-se religioso na Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus, tomou o nome de João Maria da Cruz, como será posteriormente conhecido. Cheio de zelo apostólico, desenvolveu grande parte do seu ministério na Escola Apostólica de Puente la Reina e como promotor vocacional. A revolução espanhola de 1936 levou-o a testemunhar a sua fé e a sua condição sacerdotal, diante do incêndio da igreja dos “Santos Juanes” de Valência. Isso fez com que depois de um mês de fecundo apostolado no cárcere, sofresse o martírio em Silla (Valência), a 23 de agosto de 1936. Foi beatificado por São João Paulo II no dia 11 de março de 2001. É o patrono das vocações dehonianas.

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3095
 
Reflexão
O Evangelho de hoje vem na sequência das parábolas do semeador e da lâmpada que definem o discípulo de Cristo, como terra fértil e luz do mundo. Às atitudes de escuta e de resposta à Palavra se remete Jesus, para designar a sua verdadeira família, segundo o Espírito do Reino de Deus. Com efeito, pertencem à sua família, quantos como Ele próprio e a sua Mãe, se entregam sem reservas à vontade de Deus. Maria foi a primeira e a melhor discípula, a primeira crente e modelo da Igreja. A reflexão de Jesus não é, certamente, um desprezo por Sua Mãe, antes inclui um louvor implícito dela. Como ela, podemos ser discípulos atentos e cumpridores da sua palavra. Que sejamos vistos como discípulos atentos e cumpridores da Palavra.

Monday, September 21

Festa litúrgica de São Mateus, Apóstolo

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia-calendario-geral/?mcat=4
 
Reflexão
São Mateus é um dos apóstolos, homem decidido e generoso desde o primeiro momento da sua vocação. Em hebreu, o seu nome significa dom de Deus. Nasceu em Cafarnaum. É evangelista, o primeiro que, por inspiração divina, pôs por escrito a mensagem de Jesus. Era um judeu que exercia as funções de cobrador de direitos de portagem ao serviço de Herodes Antipas. Um dia, Jesus saía de Cafarnaum em direcção ao Lago, olhou para ele com atenção e disse-lhe: Mateus, segue-me. Seguiu-o, foi generoso e agradecido ao mesmo tempo. Acompanhou sempre o Salvador. Foi testemunha da Ressurreição, assistiu à Ascensão e recebeu o Espírito Santo no dia de Pentecostes. A glória principal de São Mateus é o seu Evangelho, escrito em aramaico e traduzido depois para o grego e, segundo uma tradição, pregou no Oriente.
No Evangelho, Mateus ao contar-nos a história da sua vocação, mostra-se impressionado com a misericórdia de Jesus, Ele que veio para aos doentes, para os pagãos e não só para os judeus. O cobrador de impostos ao povo judeu para pagar aos romanos, era uma profissão muito mal conceituada. Mas também para esses veio o Reino de Deus. Jesus chama radical e incondicionalmente: Segue-me. A misericórdia de Jesus manifesta-se a todos, mesmo aos desprezados, como Mateus. A gratidão é indispensável perante os gestos do amor de Deus, por isso Mateus recebe-o em sua casa.

Friday, September 18

Sexta-feira da Semana XXIV do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3093
 
Reflexão
Jesus Cristo, dando a vida em oblação ao Pai pela salvação do mundo, passou deste mundo para o Pai. Ao aparecer aos seus, ressuscitado, manifestou que vivia agora na glória do Pai. Na sua humanidade, Ele é agora o Ressuscitado. É em Cristo ressuscitado que se apoia toda a nossa fé e a nossa esperança. Ele é o Primeiro dos que morreram e que entram, como homens, na glória de Deus.
Na sua vida apostólica, Jesus é acompanhado pelos Doze e por algumas mulheres, de entre as quais Maria de Magdala, que virão a encontrar-se de novo junto da Cruz, na sepultura do Senhor e diante do túmulo vazio, onde foram as primeiras a ver o Senhor ressuscitado. Porque O seguiram até à Cruz, também foram as primeiras a encontrá-l’O na ressurreição.

Thursday, September 17

Quinta-feira da Semana XXIV do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3092
 
Reflexão
O Evangelho pode resumir-se, todo ele, no mistério pascal de Jesus Cristo. Ele morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação. São Paulo sente necessidade de o recordar, de vez em quando, aos cristãos como fundamento que é da sua fé. E, para que o seu testemunho seja mais vivo, refere várias aparições do Senhor ressuscitado, ao tempo de data bem recentes, pois que ainda vivem algumas testemunhas oculares.
Todo este episódio do Evangelho de São Lucas,  cujos pormenores se compreendem facilmente no ambiente das sociedades orientais, mostra como São Lucas tanto gosta de pôr em realce a misericórdia de Jesus. Com uma breve parábola, Jesus mostra a Simão que os seus pensamentos não iam bem orientados; de facto, não se tratava de Se deixar tocar por uma pecadora, mas de acolher uma penitente e de lhe dar o perdão. (Esta penitente não deve ser confundida com Maria, irmã de Marta, nem provavelmente com Maria de Magdala, a Madalena).

Tuesday, September 15

Memória litúrgica de Nossa Senhora das Dores

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=597
 
Reflexão
Na Igreja, a piedade cristã alimentou a devoção às sete dores de Nossa Senhora. Numa homilia de Sexta-feira Santa, o Papa Francisco recordou-nos que a primeira, só 40 dias depois o nascimento de Jesus, a profecia de Simeão fala de uma espada que lhe trespassará o coração. A segunda dor, a fuga para o Egipto para salvar a vida do Filho. A terceira dor, aqueles três dias de angústia quando o jovem Jesus permaneceu no templo. A quarta dor, quando Nossa Senhora se encontra com Jesus no caminho do Calvário. A quinta dor de Nossa Senhora é a morte de Jesus, ao ver ali o seu Filho, crucificado, nu, a morrer. A sexta dor é a descida de Jesus da cruz, morto, e ela pega nele no colo como o havia feito há mais de 30 anos em Belém. A sétima dor é o sepultamento de Jesus.
Este breve texto está no centro do relato da apresentação de Jesus ao templo, onde é levado pelos pais, conforme prescrevia a Lei para os primogénitos. A espada, que trespassa a alma e atinge o coração, preanuncia os sofrimentos e as dores que Maria havia de passar. Mas, à luz de Hebreus, a palavra espada também representa a Palavra de Deus, que, tanto Cristo como a sua Mãe, escutaram, e à qual prestaram total obediência, mesmo quando foi preciso enfrentar o sofrimento e a morte.
As leituras de hoje fazem-nos pensar no sofrimento, que continua a ser uma realidade na história individual e coletiva da humanidade, mas que, de certo modo, também existe no mundo divino. Foi assumido por Deus na Incarnação do Filho, e partilhado pela sua Mãe, mulher comum e especial. A sua experiência de sofrimento humano, pode subtrair esse mesmo sofrimento à maldição e torná-lo mediação de vida salva e serviço de amor.

Thursday, August 13

Quinta-feira da Semana XIX do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3035
 
Reflexão
Perdoar sempre é a resposta de Jesus a Pedro. Em Assis, o papa Francisco referiu-se a esta temática: a estrada do perdão pode renovar a Igreja e o mundo. O mundo tem necessidade de perdão; oferecer o testemunho da misericórdia no mundo de hoje é uma missão a que nenhum de nós pode evitar; os cristãos devem ser sinais do perdão e instrumentos da misericórdia. E indicou o exemplo a seguir: o Amor do Pai que perdoa sempre.

Tuesday, August 11

Pensamento do dia: 11-08-2020

Nunca perca de vista o seu ponto de partida. (Santa Clara de Assis)

Memória litúrgica de Santa Clara, Virgem

Santa Clara, virgem
Clara nasceu em Assis, no ano 1193. Imitando o exemplo do seu concidadão Francisco, seguiu o caminho da pobreza e fundou a Ordem monástica das Clarissas. A sua vida foi de grande austeridade, mas rica em obras de caridade e de piedade. Foi buscar à sua fé eucarística uma força extraordinária que a tornou destemida, mesmo perante as invasões dos sarracenos, em 1230. Morreu no dia 11 de agosto de 1253.

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3034
 
Reflexão
O profeta, por meio de uma acção simbólica, recebe a missão de anunciar ao povo a palavra de Deus. Ele tem de assimilar primeiro essa palavra para depois a poder anunciar. Essa palavra é cheia de doçura e suavidade. Para a comunicar é preciso, primeiro, alimentar-se dela. A protecção que Deus sempre prestou a Moisés continuará agora a dá-la a Josué; um e outro, anunciam a futura salvação trazida ao povo de Deus por Jesus, seu Filho. O carisma profético é um dom absolutamente gratuito de Deus. O profeta não é chamado a repetir a palavra de Deus, mas a repropor o que recebeu d´Ele, a repensar a traduzir por palavras suas, a palavra de Deus. Só assim a mensagem divina pode chegar aos homens numa linguagem que eles entendam.
No Evangelho de São Mateus, começamos a ler o discurso de Jesus sobre a regra da vida comunitária da Igreja. Antes de mais, é preciso fazer-se pequeno como uma criança e defender e respeitar os outros na sua humildade, para se poder viver com verdadeiro espírito de comunidade. Os pequeninos são modelo para os discípulos, porque são dóceis e não se levantam contra quem os ensina.
Jesus mostra-lhes o que realmente tem mais valor diante de Deus e ensina uma nova forma de vivência em comunidade. A criança precisa de tudo, depende dos grandes. O discípulo deve ser como a criança, converter-se mudar de mentalidade e de comportamento. Deve saber abaixar-se e não tentar empoleirar-se nos primeiros lugares. Deve também acolher os pequeninos e não os desprezar, porque têm a dignidade do Senhor, são seu sacramento. Há que procurá-los, para que nenhum se perca. Deus estará sempre ao nosso lado para nos ajudar e quer que todos cheguem ao conhecimento da verdade. Para isso, temos a sua Palavra eu olhei e vi uma mão estender-se para mim: tinha um livro em forma de rolo. Precisamos ler as Escrituras, aprofundá-las e vivê-las.

Sunday, August 9

Domingo XIX do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2970
 
Reflexão
No Evangelho de hoje, São Mateus começa por dizer que depois de Jesus ter saciado a multidão, mandou os discípulos para a outra margem do rio enquanto Ele despedia-se da multidão. Depois, Jesus vai para um monte para rezar e estar em comunhão com Deus. Passa algum tempo em diálogo com o Pai, manifestando uma profunda vida de oração e intimidade com Deus, acentuando a ideia de que o Seu ensino é das suas palavras, mas muito mais do seu exemplo. Alerta-nos para a necessidade de silêncio físico e ausência de ruídos externos mas principalmente do silêncio interior. Se não pusermos de parte as preocupações em que vivemos mergulhados, das muitas coisas inúteis que ocupam o nosso pensamento, não conseguiremos rezar.
Enquanto Jesus está em oração, os discípulos estão sozinhos, em viagem pelo lago. Mas a viagem não é nada calma. É de noite e o barco é açoitado pelas ondas pois o vento era contrário. A noite simboliza as trevas, a confusão, a insegurança em que estão os discípulos. As ondas representam as dificuldades que o mundo nos dá no seguimento de Jesus. Os ventos contrários são a oposição e a resistência do mundo a Jesus. O mar representa o mundo e tudo aquilo que está em contradição com Deus e com os Seus ensinamentos.
Os discípulos encontram-se inquietos e preocupados porque Jesus não está com eles. Aparentemente, estão perdidos, sozinhos, abandonados, desanimados, desiludidos e parece-nos que Ele está distante e não se importa com eles.
Quando Jesus aparece tudo se transforma: acalma tudo e não deixa que as forças contrárias tenham a melhor sobre Ele, vence as forças da morte e da opressão, acompanha e dá força, ânimo e coragem à viagem face às adversidades e dificuldades que o mar tinha.
Depois há um diálogo entre Pedro e Jesus. Tudo começa com o pedido de Pedro: se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas. Pedro sai do barco e vai ao encontro de Jesus; mas, assustando-se com a violência do vento, começa a afundar-se e pede a Jesus que o salve. Aquele que parecia um homem forte, destemido e sem medo, começa a duvidar e afunda-se porque não acredita que Jesus possa vencer os ventos contrários. Por vezes, também nós estamos expostos à acção destes ventos contrários, mas a confiança em Jesus Cristo deve ajudar-nos a vencer todas as dificuldades. Pedro é o representante daqueles discípulos que têm alguma fragilidade da fé sempre que têm de enfrentar as forças contrárias a Jesus; são aqueles que a princípio seguem Jesus com entusiasmo e de forma decidida mas aos poucos deixam-se abalar quando chegam as primeiras dificuldades e os sofrimentos. Mas é necessário ter uma grande convicção e certeza: Ele está sempre presente no meio de nós e estende-nos a mão para nos ajudar e impedir que nos afundamos na vida.
Todo o Evangelho converge para a última frase dita pelos discípulos: Tu és verdadeiramente o Filho de Deus. Esta é a verdadeira confissão de fé em Jesus, na Sua pessoa e na Sua doutrina. É Ele que vence o mar, é o Senhor da vida e da história que acompanha a caminhada dos seus, dá-lhes forças para vencer as forças da opressão e da morte, estende-lhes a mão quando estão desanimados e com medo e que não os deixa afundar.
Neste tempo, teremos direito à ligeira brisa do monte ou a caminhar sobre as águas do mar, sem tempo para Deus, para rezar e escutar a voz de um fino silêncio, que nos faz sair da gruta, dos nossos medos e comodidades? Nestas férias, não metamos a cabeça na areia! Mergulhemos em Deus! Que Ele nos deite a mão! Só n’Ele está a Paz!

Friday, August 7

Sexta-feira da Semana XVIII do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3031
 
Reflexão
Jesus propõe três condições a quem quiser segui-Lo: negar-se a si mesmo; carregar com a própria cruz; seguimento incondicional. Três condições, também por três razões óbvias: perder a vida por Ele é ganhá-la; a vida vale mais do que o mundo inteiro; no juízo de Deus, cada um receberá segundo as suas obras. Projecto de vida estranha ao materialismo de hoje, mas ajustada aos planos de Deus.

Thursday, August 6

Festa litúrgica da Transfiguração do Senhor

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=487
 
Reflexão
A transfiguração vem num momento de dúvida, de frustração e medo dos apóstolos, face à paixão de Jesus que se aproximava. Jesus mostra-se tal qual é: o Filho predilecto de Deus.
A festa da Transfiguração, celebrada no Oriente desde o século V e no Ocidente a partir de 1457, faz-nos reviver um acontecimento importante da vida de Jesus, com reflexos na nossa vida.
Situada antes do anúncio da Paixão e da Morte, a Transfiguração foi uma manifestação da vida divina, que está em Jesus. A luz do Tabor é, porém, uma antecipação do esplendor, que encherá a noite da Páscoa. Por isso, os Apóstolos, contemplando a glória divina na Pessoa de Jesus, ficaram preparados para os dolorosos acontecimentos, que iriam pôr à prova a sua fé. Vendo Jesus na Sua condição de servo, já não poderão esquecer a Sua condição divina.
Anúncio da Páscoa, a Transfiguração encerra também uma promessa – a da nossa transfiguração. Jesus, com efeito, fez transparecer na Sua Humanidade a glória de que resplandecerá o seu Corpo Místico, a Igreja, na Sua vinda final.
A nossa vida cristã é, um processo de lenta transformação em Cristo. Iniciado no nosso Baptismo, completa-se na Eucaristia, penhor da futura glória, que opera a nossa transformação, até atingirmos a imagem de Cristo glorioso.

Wednesday, August 5

Quarta-feira da Semana XVIII do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3029
 
Reflexão
Pontos de Reflexão - Requisito essencial nos favores de Deus
A mulher cananeia, ou melhor siro-fenícia, insiste na exposição da sua necessidade urgente, a cura da sua filha. A insistência da Cananeia, a sua fé fazem com que Jesus, fazendo um público elogio à sua fé, concede-lhe como ela deseja. Desta forma fica esclarecido que a fé é uma condição de acesso aos favores de Deus, e a salvação é universal. Nesta passagem estão presentes todos os problemas teológicos colocados à Igreja primitiva, isto é o universalíssimo da salvação, pois todos os pagãos também são herdeiros das promessas messiânicas.

Tuesday, August 4

Pensamento do dia: 04-08-2020

O homem foi criado por amor: é por isso que ele é tão inclinado a amar. Ele não é feliz, excepto quando se volta para Deus… Tire um peixe da água e ele não viverá: assim é o homem sem Deus. (São João Maria Vianney)

Memória litúrgica de São João Maria Vianney, presbítero

: "O que sai da boca é que o torna impuro" -

Liturgia da Palavra -

Liturgia da Palavra

Leitura do Livro de Jeremias (Jer 30, 1-2.12-15.18-22)
Palavra que o Senhor dirigiu ao profeta Jeremias: Eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: «Escreve num livro todas as palavras que Eu te disse. Assim fala o Senhor: É incurável a tua ferida, a tua chaga não tem remédio. Ninguém se interessa por ti, para defender a tua causa; para uma úlcera há remédios, mas para ti não existe cura. Todos os teus amigos te esqueceram e nem perguntam por ti. Porque Eu te feri como fere um inimigo e o castigo foi severo, por causa das tuas grandes culpas, dos teus inúmeros pecados. Porque te queixas da tua ferida, do teu mal que não tem cura? Foi pelas tuas grandes culpas, pelos teus inúmeros pecados, que Eu te tratei assim». Assim fala o Senhor: «Restaurarei as tendas de Jacob e terei compaixão das suas moradas. A cidade será reconstruída sobre as suas ruínas e a fortaleza reedificada no seu verdadeiro lugar. Deles sairão hinos de louvor e brados de alegria. Multiplicá-los-ei e não mais serão reduzidos; exaltá-los-ei e não mais serão humilhados. Os seus filhos serão como outrora, a sua assembleia será estável diante de Mim e castigarei todos os seus opressores. De entre eles surgirá um chefe, do meio deles sairá um soberano. Chamá-lo-ei e ele virá à minha presença. Aliás, quem arriscaria a vida aproximando-se de Mim? – diz o Senhor – Mas vós sereis o meu povo e Eu serei o vosso Deus».


Salmo 101 (102), 16-18.19-21.29 e 22-23
Refrão: Quando o Senhor restaurar Sião, manifestará a sua glória.

Os povos temerão, Senhor, o vosso nome,
todos os reis da terra a vossa glória.
Quando o Senhor reconstruir Sião
e manifestar a sua glória,
atenderá a súplica do infeliz
e não desprezará a sua oração.

Escreva-se tudo isto para as gerações futuras
e o povo que se há-de formar louvará o Senhor.
Debruçou-Se do alto da sua morada,
lá do Céu o Senhor olhou para a terra,
para ouvir os gemidos dos cativos,
para libertar os condenados à morte.

Os filhos dos vossos servos hão-de permanecer
e a sua descendência se perpetuará na vossa presença,
para ser proclamado em Sião o nome do Senhor
e em Jerusalém o seu louvor,
quando se reunirem todos os reinos
para servirem o Senhor.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 15, 1-2.10-14)
Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns fariseus e escribas, vindos de Jerusalém, e perguntaram-Lhe: «Porque desobedecem os teus discípulos à tradição dos antigos e não lavam as mãos antes de comer?». Jesus chamou a multidão para junto de Si e disse-lhes: «Ouvi-Me e procurai compreender: Não é o que entra na boca que torna o homem impuro. O que sai da boca é que o torna impuro». Então os discípulos aproximaram-se e disseram-Lhe: «Sabes que os fariseus ficaram ofendidos ao ouvirem as tuas palavras?». Mas Jesus respondeu-lhes: «Toda a planta que não foi plantada por meu Pai será arrancada. Deixai-os. São cegos a guiarem cegos. E se um cego guia outro cego, acabam por cair ambos numa cova».


S. João Maria Vianney, presbítero
João Maria Vianney nasceu em Lyon, na França, no ano 1786. Depois de superar muitas dificuldades, pôde ser ordenado presbítero. Tendo-lhe sido confiada a paróquia de Ars, na diocese de Belley, promoveu nela, admiravelmente, a vida cristã, por meio da pregação assídua, a oração e o exemplo de penitência. Todos os dias explicava o catecismo aos mais pequenos e aos adultos, reconciliava os penitentes e com a sua ardente caridade – que hauria da sua fonte primordial, a Santíssima Eucaristia –, resplandeceu de tal modo que acorriam fiéis de todas as partes para escutar os seus santos conselhos. Morreu em 1859. É modelo e patrono do clero paroquial.

Monday, August 3

Segunda-feira da Semana XVIII do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3027

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 14, 22-36) - (Ano A)
Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-l’O na outra margem, enquanto Ele despedia a multidão. Logo que a despediu, subiu a um monte, para orar a sós. Ao cair da tarde, estava ali sozinho. O barco ia já no meio do mar, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. Na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo. Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais». Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas». «Vem!» – disse Jesus. Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!». Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?». Logo que subiram para o barco, o vento amainou. Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus e disseram-Lhe: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus». Depois fizeram a travessia e vieram para terra em Genesaré. Os homens do lugar reconheceram Jesus e mandaram avisar toda aquela região. Trouxeram-Lhe todos os doentes e pediam que os deixasse tocar ao menos na orla do seu manto. E quantos lhe tocaram foram completamente curados.

Reflexão
A 1ª leitura trata de um profeta falso: anunciava ao povo o que lhe era agradável ouvir, e o povo ia acreditando. De facto, a hora da libertação haveria de chegar, mas não ainda. Por enquanto, o exílio continuava. Por isso, a sua arrogância veio a merecer-lhe o castigo de Deus.
Como novo Moisés, Jesus, depois da multiplicação do pão, sobe à montanha e aí fica em oração ao Pai, nesse diálogo íntimo e profundo, mais do que o de Moisés sobre o Horeb. Depois atravessa o lago sobre as águas e salva Pedro que nelas se afogava por falta de fé. Jesus mostra-Se assim, de novo, Senhor da natureza e das suas leis, para firmar a fé dos discípulos. O milagre não serve apenas para causar admiração, como o seu nome significa, mas para que esta admiração leve à fé e ao amor.

Sunday, August 2

Domingo XVIII do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2969

Reflexão

O Evangelho de hoje está relacionado com o Sacramento que estamos a celebrar: a Eucaristia. Os gestos de Jesus na multiplicação dos pães são litúrgicos, são os mesmos que são usados na Eucaristia: tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos e os discípulos deram-nos à multidão. Todos comeram e ficaram saciados. Na Eucaristia, celebramos o memorial da morte e da ressurreição de Jesus, da Sua entrega por todos nós. Partilhar o pão com os pobres tem todo o seu sentido na Eucaristia, como também o sentido da Eucaristia se encontra numa vida partilhada e doada aos outros. A nossa participação na Eucaristia não deverá ser apenas o cumprimento dum rito ou fazer algo que está estabelecido pelos mandamentos da Santa Igreja. O cristão é chamado a configurar a Sua vida com Jesus e a fazer da sua vida uma Eucaristia permanente.

Friday, July 31

Memória litúrgica de Santo Inácio de Loiola

Santo Inácio de Loiola, Presbítero
Nasceu no ano 1491 em Loiola, na Cantábria (Espanha); seguiu primeiramente a vida da corte e a vida militar. Depois, consagrando-se totalmente ao Senhor, estudou teologia em Paris e aí reuniu os primeiros companheiros, com quem mais tarde fundou em Roma a Companhia de Jesus. Exerceu intensa actividade apostólica e, particularmente com os seus escritos e com a formação de discípulos, contribuiu grandemente para a reforma da vida cristã e para a renovação da acção missionária. Morreu em Roma no ano 1556.

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3025

Reflexão
O profeta faz ouvir a palavra de Deus aos que entram no templo, para lhes dizer que o templo pode vir a cair, como, antes daquele, outro já tinha caído, a fim de que o povo compreenda que não são os templos que trazem a segurança e a salvação, mas a palavra de Deus que lá é anunciada e que há-se ser acolhida no coração e posta em prática na vida de cada momento. No entanto, os que isto ouviram irritaram-se e ameaçaram com a morte o profeta. Assim havia de acontecer a Jesus: acusação semelhante, de demolidor do templo, foi apresentada no tribunal contra o Senhor.
A fé tem de ultrapassar a experiência dos sentidos: estes podem até dificultar a fé. Foi o que aconteceu aos conterrâneos de Jesus, que, à força de O verem no meio deles, não conseguiram penetrar mais profundamente e reconhecer n’Ele o Filho de Deus. Não souberam entender os sinais de Deus que Se manifestava no seu tempo e tão junto de si. Se através dos sinais se não vai até à significação dos mesmos, não se chega à fé, mas apenas ao aspecto material da experiência.