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Sunday, September 24

Domingo XXV do Tempo Comum


Reflexão
A liturgia do 25º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir um Deus que tem caminhos e pensamentos acima daqueles que orientam a lógica do homem. O homem deve renunciar aos esquemas que seguem o mundo e converter-se aos esquemas de Deus.
No Evangelho de Mateus, Jesus continua a ensinar os Seus discípulos acerca do que é o Reino de Deus e da melhor maneira de o compreender e testemunhar. Para isso, conta a parábola daquele senhor que vai contratar trabalhadores para a sua vinha ao longo do dia e que dá como recompensa um denário para todos eles, tanto para quem trabalhou todo o dia como também para quem trabalhou apenas uma hora.
Se pensarmos bem e honestamente, nós muitas vezes somos muito mesquinhos, pouco generosos e muito calculistas. Para nós, a justiça é dar a cada um o que lhe pertence e até a representamos com a imagem de uma mulher, com a balança na mão e de olhos vendados. E podemos concluir desta maneira de pensar: “quem trabalhou mais, merece receber mais”.
A Palavra de Deus deste domingo vem dizer-nos que Ele não tem balança, não pesa as nossas boas obras, não conta os nossos méritos nem usa medida. Tem os olhos muito abertos para atender as necessidades dos Seus filhos, Ele é simplesmente bom, o Seu amor é gratuito e livre e torna iguais todos os homens. Aos últimos Ele dá a recompensa mesmo do pouco que fizeram e dos primeiros liberta-os da inveja e do ciúme por se julgarem mais merecedores que os outros. Deus dá-se a todos de igual modo e vai além de toda a justiça e de todo o mérito. Ele pede-nos uma transformação da nossa mentalidade, para que a nossa relação com Ele não seja marcada apenas pelo interesse, mas pelo amor e pela gratuitidade que Ele quiser nos dar.
A parábola convida-nos a perceber que Deus oferece a salvação a todos nós de uma maneira gratuita, e não por qualidades e comportamentos que tenhamos. Devemos fazer o bem e proceder de maneira recta para encontrarmos com ajuda de Cristo a felicidade e a vida eterna.

Wednesday, August 19

Quarta-feira da Semana XX do Tempo Comum



Reflexão
Esta fábula, que apresenta aqui as árvores a falar, chama-se um apólogo e é raro na Bíblia, embora frequente noutros países antigos. Aqui vem a propósito num momento de sucessão difícil, talvez mesmo a prevenir contra o regime da realeza, concretamente neste momento da história de Israel. Gedeão, convidado a tornar-se rei, responde: Não reinarei sobre vós, nem eu nem meu filho; o Senhor é que será vosso rei. Temia-se que interpondo uma figura humana, um rei, entre Javé e o povo, resfriasse a fidelidade de Israel para com Deus. Foi o que aconteceu, quando se estabeleceu a monarquia em Israel. Só o senhorio de Deus garante plena dignidade e satisfaz os desejos de paz e de liberdade do seu povo.
Na parábola do Evangelho, Jesus quer fazer-nos compreender que a bondade de Deus ultrapassa muito os critérios humanos. Os trabalhadores da última hora receberam tanto como os da primeira. Estes não foram tratados com injustiça: receberam o que tinha sido ajustado. Mas a parábola tem certamente alcance mais vasto: a Igreja dos pagãos, chegados no fim dos judeus, e que foram igualmente acolhidos por misericórdia!