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Sunday, April 26

Domingo III da Páscoa


Reflexão
Regressavam dois homens muito desanimados para Emaús porque Jesus, a quem eles seguiam, tinha sido morto. Um era o Cléofas e o outro não se diz o nome pois pode ser cada um de nós.
Um caminhante estranho pôs-se a caminhar com eles e perguntou-lhes de que é que iam a falar. Eles disseram que falavam dos tristes acontecimentos passados em Jerusalém. O estranho repreendeu-os pela sua falta de fé e começou a explicar-lhes o que dizem as Escrituras.
Entretanto chegaram ao destino e convidaram o estranho a ficar: Fica connosco, porque o dia está a terminar e vem caindo a noite.
Jesus ficou com eles, sentou-se à mesa, pegou no pão, abençoou-o, partiu-o e deu-o (mesmo gesto da última ceia). E os seus olhos abriram-se e o reconheceram. Podemos também sentir dificuldade em reconhecer que Jesus está vivo.
O Evangelho diz-nos que podemos encontrar Jesus Ressuscitado na Eucaristia.
Na 1ª parte da Eucaristia Jesus está vivo e fala-nos através das leituras proclamadas, explicadas, meditadas. Uma Palavra que nos faz aquecer os corações.
Na 2ª parte da Eucaristia Jesus está vivo no Pão e no Vinho: alimentos consagrados e repartidos em comunhão. Um alimento que nos dá a vida nova do Ressuscitado.
Todas as vezes que celebramos Jesus vivo nos sinais da Palavra e do Pão, no final partimos para a vida, como os discípulos de Emaús.
Jesus é o nosso companheiro de viagem; encontro pessoal com Jesus Cristo como os discípulos de Emaús.

Sunday, March 4

Domingo III da Quaresma


Reflexão
No Evangelho deste 3º domingo da Quaresma, Jesus depara-se com a casa de oração transformada num mercado e diz-nos, de uma forma um bocado violenta, que o Reino de Deus está próximo e não se deve misturar nem confundir os interesses económicos, a religião e o culto. É preciso fazer uma grande caminhada de purificação para não misturar as coisas. A Igreja como instituição e como comunidade dos baptizados é chamada a uma contínua purificação, deve tirar dela tudo aquilo que a divide, tudo o que é interesse económico.
A Quaresma é um tempo especial para analisarmos as nossas motivações religiosas, de culto e de inserção na comunidade cristã. Jesus convida-nos a sermos verdadeiros irmãos, cristãos cooperadores nas assembleias e testemunhas cristãs no mundo de hoje.
Ao dizer que iria destruir o Templo e em três dias levantaria, Jesus está a falar do seu corpo como o evangelista nos refere. É inaugurado um novo Templo e um novo culto onde serão oferecidos sacrifícios que são agradáveis a Deus, ou seja, as próprias obras de amor feitas e oferecidas pelo homem porque Jesus aboliu o antigo ritual interesseiro, económico e incoerente do templo de Jerusalém. Todos nós, a comunidade dos crentes formamos o Corpo de Cristo, o novo Templo onde Deus habita. Cristo é a morada de Deus entre os homens e nós somos participantes no Seu Corpo místico que é a Igreja, seguidora da doutrina e da pessoa de Jesus Cristo.
Sempre que nos inclinamos diante do irmão para o servir, para prestar-lhe atenção, para partilhar com ele a nossa vida, sobe até Deus o perfume da nossa oferta e somos, unidos a Cristo, o Templo de Deus.
A verdadeira fé em Cristo consiste em aceitar tornar-se, juntamente com Ele, pedra viva do novo Templo e em imolar a própria vida pelos irmãos. É saber partilhar a vida com os irmãos, não para cumprir mandamentos, normas e leis, mas como consequência da adesão radical a Cristo e do testemunho da experiência orante com Deus. Anuncia com entusiasmo a presença viva de Cristo em cada um de nós.

Sunday, January 22

Domingo III do Tempo Comum


Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/dia-liturgia/03o-domingo-do-tempo-comum-ano-a/?mc_id=1281

Reflexão
Tal como os discípulos, nós somos chamados a responder afirmativamente à vocação e à missão que Deus nos deu e convidados a sermos testemunhas da vida e da salvação de Deus a toda a humanidade. Todos somos chamados por Jesus a ser pescadores de homens, a ajudar os outros a conhecer e a amar Deus e a subir para a barca de Jesus. Quando vamos ao encontro das pessoas, para lhes anunciar Cristo temos de perceber que Ele vai à nossa frente, vai mais adiante, e já está na vida dessa pessoa! Leva a luz do evangelho, aos mais tristes e sós, aos mais desanimados e descrentes, ao teu familiar e ao teu vizinho mais distante! Vai e leva esta feliz notícia: Jesus Cristo ama-te. Deu a vida por ti e agora vive contigo, para te iluminar, fortalecer e libertar (E.G. 164).

Sunday, April 22

Domingo III da Páscoa


Jesus ressuscitou verdadeiramente? Como é que podemos fazer uma experiência de encontro com Jesus ressuscitado? Como é que podemos mostrar ao mundo que Jesus está vivo e continua a oferecer aos homens a salvação? É, fundamentalmente, a estas questões que a liturgia do 3° Domingo da Páscoa procura responder. 
O Evangelho assegura-nos que Jesus está vivo e continua a ser o centro à volta do qual se constrói a comunidade dos discípulos. É precisamente nesse contexto eclesial - no encontro comunitário, no diálogo com os irmãos que partilham a mesma fé, na escuta comunitária da Palavra de Deus, no amor partilhado em gestos de fraternidade e de serviço - que os discípulos podem fazer a experiência do encontro com Jesus ressuscitado. Depois desse "encontro", os discípulos são convidados a dar testemunho de Jesus diante dos outros homens e mulheres.
A primeira leitura apresenta-nos, precisamente, o testemunho dos discípulos sobre Jesus. Depois de terem mostrado, em gestos concretos, que Jesus está vivo e continua a oferecer aos homens a salvação, Pedro e João convidam os seus interlocutores a acolherem a proposta de vida que Jesus lhes faz.
A segunda leitura lembra que o cristão, depois de encontrar Jesus e de aceitar a vida que Ele oferece, tem de viver de forma coerente com o compromisso que assumiu D Essa coerência deve manifestar-se no reconhecimento da debilidade e da fragilidade que fazem parte da realidade humana e num esforço de fidelidade aos mandamentos de Deus.