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Friday, January 5

Sexta-feira do Tempo do Natal

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=4413

Reflexão
Só o amor aos irmãos salva e comunica a vida, depois de ter destruído a morte. O contrário do amor é o ódio, que levou Caim a matar Abel, os inimigos de Jesus a matá-Lo e a matar os seus discípulos. O ódio é sinal da morte e causa de ruína porque leva à mentira. O amor fraterno insere o homem no reino da vida e permite gestos concretos de amor diante das necessidades do próximo. Jesus praticou o amor, porque deu a vida como suprema prova de amor. Como Cristo, o fiel há-de estar disponível para viver o amor. O amor activo leva-nos a viver na paz e no amor do Pai. É na caridade fraterna que podemos encontrar o testemunho certo de que somos discípulos de Jesus e de que passámos da morte para a vida, nesta passagem que constitui a nossa Páscoa. Ele amou até ao fim; assim começa no Evangelho de São João a narração da Páscoa de Jesus.
As vocações de Filipe e de Natanael têm analogias com outras narrativas de chamamento, são modelo de discipulado e de seguimento. Enquanto Jesus se dirige para a Galileia, sucedem-se encontros e cruzam-se olhares. Jesus chama Filipe a segui-Lo e depois Filipe chama Natanael: Vem e verás! Filipe convida o companheiro a uma experiência pessoal com o Mestre. Natanael foi provocado por Jesus e aceitou acolher o mistério do Filho do homem. Jesus revela os seus conhecimentos a Natanael, porque nele não há fingimento. Natanael reconhece Jesus como Messias e confessa: Rabi, Tu és o Filho de Deus! Tu és o Rei de Israel! Os discípulos de Jesus vão aumentando, pela Boa-Nova que corre de um para o outro e pelo contacto com o Mestre que cada um vai experimentando. Jesus é a glória de Deus, o ponto de união entre o céu e a terra, o mediador entre Deus e os homens, é nova escada de Jacob, de que Deus se serve para dialogar com o homem: Vereis o Céu aberto e os Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem.

Thursday, January 4

Quinta-feira do Tempo do Natal

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=4414

Reflexão
Missão cumprida! João dá lugar a Jesus! Onde Deus aparece, o homem deve recolher-se à sua insignificância! Os discípulos foram e viram… e seguiram-no sem condições, convidando também os seus amigos. Seguir a Jesus é uma consequência lógica da nossa filiação divina que se reconhece precisamente pela fidelidade a Deus e aos irmãos.

Thursday, January 5

Quinta-feira do Tempo do Natal

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=4032

Reflexão
É na caridade fraterna que podemos encontrar o testemunho certo de que somos discípulos de Jesus e de que, com Ele, passámos da morte para a vida, nesta passagem que constitui a nossa Páscoa, como foi a do Senhor. Ele amou até ao fim; assim começa no Evangelho de São João a narração da Páscoa de Jesus.
Os discípulos de Jesus vão aumentando, pela Boa-Nova que corre de um para o outro, e pelo contacto com o Mestre que cada um deles vai experimentando. A última frase deste Evangelho, em que é clara a alusão à visão da escada de Jacob, deixa entrever em Jesus o Medianeiro entre Deus e os homens, bem como a sua intimidade com o Pai.

Wednesday, December 30

Quarta-feira, 6º dia da Oitava do Natal

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3194

Reflexão
Em Simeão e Ana, Deus revela os seus mistérios. Ao descobrirem o Messias, comunicam-no aos demais. Jesus vai crescendo em todos os sentidos, como Salvador do Mundo. A Igreja define-se como Cristo continuado no tempo, e por isso, está sujeita à lei do crescimento. Como Corpo Místico e Cristo, ela cresce até à plenitude de Cristo.
São João insiste no cumprimento da vontade de Deus, no amor a Deus e aos irmãos, condição de vivência cristã deste Natal.

Tuesday, December 29

Terça-feira, 5º dia da Oitava do Natal

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2808

Reflexão
João insiste no amor: quem ama o seu irmão, permanece na luz. O cristianismo sem amor ao irmão está totalmente errado. Jesus é luz para iluminar os povos. O verdadeiro conhecimento de Deus são a fé e as obras em unidade perfeita. A apresentação de Jesus no Templo e o júbilo de Simeão são propostos à nossa meditação. Maria, a Virgem oferente, é modelo de fé da comunidade cristã. Simeão foi a encarnação de expectativa messiânica do povo israelita.

Friday, January 3

Sexta-feira do Tempo do Natal

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=1825

Reflexão
A liturgia de hoje é uma rotunda afirmação da nossa condição de Filhos de Deus. Deus ama-nos com o mesmo amor com que ama a Jesus. É desse amor de adopção que Ele nos faz verdadeiramente filhos e irmãos uns dos outros.
Graças a essa adopção, podemos chamar a Deus por Pai. Esta é uma novidade assombrosa. Os desuses das antigas mitologias jamais se preocupavam em partilhar a sua felicidade com os mortais. Esta, a nossa filiação divina, é a Boa Nova avalizada pelo testemunho da Pessoa de Jesus.
Todo o Evangelho, especialmente o do Tempo do Natal, é a alegre notícia do amor de Deus para connosco. A Encarnação de Cristo põe em acção a maior revolução da História.

Monday, December 30

Segunda-feira, 6º dia da Oitava do Natal



Reflexão
Em Simeão e Ana, Deus revela os seus mistérios. Ao descobrirem o Messias, comunicam-no aos demais. Jesus vai crescendo em todos os sentidos, como Salvador do Mundo. A Igreja define-se como Cristo continuado no tempo, e por isso, está sujeita à lei do crescimento. Como Corpo Místico e Cristo, ela cresce até à plenitude de Cristo.
São João insiste no cumprimento da vontade de Deus, no amor a Deus e aos irmãos, condição de vivência cristã deste Natal.

Friday, January 4

Sexta-feira do Tempo do Natal

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=1830

Reflexão
Missão cumprida! João dá lugar a Jesus! Onde Deus aparece, o homem deve recolher-se à sua insignificância! Os discípulos foram e viram… e seguiram-no sem condições, convidando também os seus amigos. Seguir a Jesus é uma consequência lógica da nossa filiação divina que se reconhece precisamente pela fidelidade a Deus e aos irmãos.

Thursday, January 3

Quinta-feira do Tempo do Natal

A liturgia de hoje é uma rotunda afirmação da nossa condição de Filhos de Deus. Deus ama-nos com o mesmo amor com que ama a Jesus. É desse amor de adopção que Ele nos faz verdadeiramente filhos e irmãos uns dos outros.
Graças a essa adopção, podemos chamar a Deus por Pai. Esta é uma novidade assombrosa. Os desuses das antigas mitologias jamais se preocupavam em partilhar a sua felicidade com os mortais. Esta, a nossa filiação divina, é a Boa Nova avalizada pelo testemunho da Pessoa de Jesus.
Todo o Evangelho, especialmente o do Tempo do Natal, é a alegre notícia do amor de Deus para connosco. A Encarnação de Cristo põe em acção a maior revolução da História.

Thursday, January 4

Quinta-feira do Tempo do Natal

Missão cumprida! João dá lugar a Jesus! Onde Deus aparece, o homem deve recolher-se à sua insignificância! Os discípulos foram e viram… e seguiram-no sem condições, convidando também os seus amigos. Seguir a Jesus é uma consequência lógica da nossa filiação divina que se reconhece precisamente pela fidelidade a Deus e aos irmãos.

Wednesday, January 3

Quarta-feira do Tempo do Natal

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=1823

Reflexão
A liturgia de hoje é uma rotunda afirmação da nossa condição de Filhos de Deus. Deus ama-nos com o mesmo amor com que ama a Jesus. É desse amor de adopção que Ele nos faz verdadeiramente filhos e irmãos uns dos outros.
Graças a essa adopção, podemos chamar a Deus por Pai. Esta é uma novidade assombrosa. Os desuses das antigas mitologias jamais se preocupavam em partilhar a sua felicidade com os mortais. Esta, a nossa filiação divina, é a Boa Nova avalizada pelo testemunho da Pessoa de Jesus.
Todo o Evangelho, especialmente o do Tempo do Natal, é a alegre notícia do amor de Deus para connosco. A Encarnação de Cristo põe em acção a maior revolução da História.

Thursday, January 5

Quinta-feira do Tempo do Natal



Reflexão
Do cepticismo inicial, Natanael passa a uma categórica afirmação de fé. Passadas as festas da admiração no Natal, somos convidados a sermos testemunhas do amor na vida.

Wednesday, January 4

Quarta-feira do Tempo do Natal



Reflexão
João dá lugar a Jesus! Onde Deus aparece, o homem deve recolher-se à sua insignificância! Os discípulos foram e viram… e seguiram-no sem condições, convidando também os seus amigos. Seguir a Jesus é uma consequência lógica da nossa filiação divina que se reconhece precisamente pela fidelidade a Deus e aos irmãos.

Wednesday, December 30

Quarta-feira, 6º dia da Oitava de Natal


Reflexão
Em Simeão e Ana, Deus revela os seus mistérios. Ao descobrirem o Messias, comunicam-no aos demais. Jesus vai crescendo em todos os sentidos, como Salvador do Mundo. A Igreja define-se como Cristo continuado no tempo, e por isso, está sujeita à lei do crescimento. Como Corpo Místico de Cristo, ela cresce até à plenitude de Cristo. São João insiste no cumprimento da vontade de Deus, no amor a Deus e aos irmãos, condição de vivência cristã deste Natal.

Tuesday, December 30

30 de Dezembro, 6º dia da Oitava de Natal


Liturgia da Palavra

Leitura da Primeira Epístola de São João (1 Jo 2, 12-17)
Escrevo-vos, meus filhos, porque os vossos pecados foram perdoados, pelo nome de Jesus. Escrevo-vos, pais, porque conheceis Aquele que existe desde o princípio. Escrevo-vos, jovens, porque vencestes o Maligno. Escrevo-vos, meus filhos, porque conheceis o Pai. Escrevo-vos, pais, porque conheceis Aquele que existe desde o princípio. Escrevo-vos, jovens, porque sois fortes e a palavra de Deus permanece em vós e vencestes o Maligno. Não ameis o mundo nem o que existe no mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo – concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e orgulho da riqueza – não vem do Pai, mas do mundo. Ora o mundo passa com as suas concupiscências, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece eternamente.

Salmo 95 (96)
Refrão: Alegrem-se os céus, exulte a terra.

Dai ao Senhor, ó família dos povos,
dai ao Senhor glória e poder,
dai ao Senhor a glória do seu nome.

Levai-Lhe oferendas e entrai nos seus átrios,
adorai o Senhor com ornamentos sagrados,
trema diante d’Ele a terra inteira.

Dizei entre as nações: «O Senhor é Rei»,
sustenta o mundo e ele não vacila,
governa os povos com equidade.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 2, 36-40)
Quando os pais de Jesus levaram o Menino a Jerusalém, a fim de O apresentarem ao Senhor, estava no templo uma profetiza, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela e viúva até aos oitenta e quatro. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações. Estando presente na mesma ocasião, começou também a louvar a Deus e a falar acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. Entretanto, o Menino crescia e tornava-Se robusto, enchendo-Se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele.


Reflexão
João dirige-se afectuosamente à comunidade cristã para que seja coerente com o projecto de salvação e com as opções que fez em relação a Deus e ao mundo. Escrevendo aos filhos, exorta-os a reflectir sobre a situação actual de salvação em que vivem, pois obtiveram o perdão dos pecados e conheceram o Pai. Escrevendo aos pais, recorda-lhes que conheceram Jesus, aquele que existe desde o princípio, por meio da Palavra, pelo que se exige deles uma fé madura que não os deixe ser seduzidos pelo mundo. Aos jovens recorda que aderiram a Jesus e venceram o mal, e que a sua fortaleza espiritual, reforçada pela palavra de Deus, os exclui de compromissos com as fáceis atracções do mundo.
O texto do evangelho consta de duas partes: o testemunho da profetiza Ana e o regresso da Sagrada Família a Nazaré. Depois do testemunho de Simeão, vem o de Ana, representante daqueles que aguardavam a redenção de Israel. Louva o Senhor porque reconheceu no Menino Jesus, apresentado ao templo, o Messias esperado, e espalhou a notícia entre aqueles que viviam disponíveis para o evento da salvação.
Conclui-se com a observação de Lucas sobre o crescimento de Jesus, em Nazaré: o menino crescia e robustecia-se, enchendo-se de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele. Diz-se muito pouco sobre a vida oculta de Jesus mas podemos ver que os seus pais eram obedientes e fiéis à Lei, Jesus crescia em sabedoria, cheio como estava dos dons da graça de que o Pai o cumulava. Estamos perante uma comunidade que se abre ao reino de Deus, no respeito pela vontade do Pai.

Monday, December 29

29 de Dezembro, 5º dia da Oitava de Natal


Liturgia da Palavra

Leitura da Primeira Epístola de São João (1 Jo 2, 3-11)
Caríssimos: Nós sabemos que conhecemos Jesus Cristo, se guardamos os seus mandamentos. Aquele que diz conhecê-l’O mas não guarda os seus mandamentos é mentiroso e a verdade não está nele. Mas se alguém guarda a sua palavra, nesse o amor de Deus é perfeito. Nisto reconhecemos que estamos n’Ele. Quem diz que permanece n’Ele deve também proceder como Ele procedeu. Caríssimos, não vos escrevo um mandamento novo, mas um mandamento antigo, que recebestes desde o princípio. Este mandamento antigo é a palavra que ouvistes. No entanto, é um mandamento novo que vos escrevo – o que é verdadeiro n’Ele e em vós –, porque as trevas estão a passar e já brilha a luz verdadeira. Quem diz que está na luz e odeia o seu irmão ainda se encontra nas trevas. Quem ama o seu irmão permanece na luz e não há nele ocasião de pecado. Mas quem odeia o seu irmão encontra-se nas trevas, caminha nas trevas e não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos.

Salmo 95 (96)
Refrão: Alegrem-se os céus, exulte a terra. 

Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira,
cantai ao Senhor, bendizei o seu nome.

Anunciai dia a dia a sua salvação,
publicai entre as nações a sua glória,
em todos os povos as suas maravilhas.

Foi o Senhor quem fez os céus:
diante d’Ele a honra e a majestade,
no seu templo o poder e o esplendor.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 2, 22-35)
Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, como está escrito na Lei do Senhor: «Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor. Vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão, homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava nele. O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria antes de ver o Messias do Senhor; e veio ao templo, movido pelo Espírito. Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: «Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo». O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que d’Ele se dizia. Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição; – e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações».


Reflexão
O primeiro acontecimento do Novo Testamento, que já se orientava para o nascimento de Jesus, a anunciação a Zacarias, situava-se no templo: no templo terminam hoje os episódios da infância do Senhor, com o encontro de Jesus e de Simeão. Simeão, como já Zacarias o tinha feito, proclama o Senhor como luz, porque Ele vem como Luz de Deus para iluminar os homens, os libertar das trevas e os transferir para a Luz do Reino de Deus. A apresentação de Jesus no templo é o reconhecimento de Jesus como o Messias sofredor, o Salvador universal dos povos. Maria e José, obedientes à lei hebraica, entram no templo como membros simples e pobres do povo de Deus, para oferecerem o primogénito ao Senhor e para purificação da mãe revelando assim confiança e abandono em Deus. O centro da cena é a profecia de Simeão, homem justo e piedoso que esperava a consolação de Israel. Guiado pelo Espírito, vai ao templo e reconhecendo em Jesus o Messias esperado, saúda-o e faz uma confissão de fé: realizaram-se as antigas profecias; ele viu o Salvador, a glória de Israel, a luz e salvação de todos os povos. Mas essa luz terá o reflexo do sofrimento, porque Jesus há-de ser sinal de contradição e a própria Mãe será envolvida o destino de sofrimento do Filho.

Friday, December 26

A melhor prenda do Natal


Não deixemos, por nada, que nos roubem a alegria do Natal! A melhor maneira de a guardar, em lugar seguro, é partilhá-la. Façamos da alegria do evangelho do Natal a nossa missão. O teu coração sabe que não é a mesma coisa ter conhecido Jesus ou não O conhecer, não é a mesma coisa caminhar com Ele ou caminhar às cegas, não é a mesma coisa poder adorá-L’O ou não (EG 266); o teu coração sabe que a vida não é a mesma coisa sem Ele! Pois bem, aquilo que descobriste, o que te ajuda a viver e te dá esperança, isso é o que deves comunicar aos outros (EG 121), neste Natal.
Esta é a notícia, é o evangelho da alegria: Deus ama-te. Cristo veio por ti! Escreve-o numa mensagem, publica-o nas redes sociais, envia-o num simples twitt, di-lo pelo telefone. Faz desta notícia uma carícia, uma visita, uma mão que reparte o pão e faz nascer o outro como irmão! Sejamos mensageiros desta alegria do Natal.
O Papa Francisco diz-nos que o Natal costuma ser uma festa ruidosa: far-nos-ia bem um pouco de silêncio, para ouvir a voz do Amor.
Natal és tu, quando decides nascer de novo cada dia e deixar entrar Deus na tua alma.
O pinheiro do Natal és tu, quando resistes vigoroso aos ventos e às dificuldades da vida.
Os adornos de Natal és tu, quando as tuas virtudes são cores que adornam a tua vida.
O sino de Natal és tu, quando chamas, congregas e buscas unir.
És tu a luz de Natal, quando iluminas com a tua vida o caminho dos outros com a bondade, a paciência, a alegria e a generosidade.
Os Anjos de Natal és tu, quando cantas ao mundo uma mensagem de paz, de justiça e de amor.
A estrela de Natal és tu, quando conduzes alguém ao encontro com o Senhor.
És também os Reis Magos, quando dás o melhor que tens sem importar a quem.
A música de Natal és tu, quando conquistas a harmonia dentro de ti.
A prenda de Natal és tu, quando és de verdade amigo e irmão de todo o ser humano.
O cartão de Natal és tu, quando a bondade está escrita nas tuas mãos.
As felicitações de Natal és tu, quando perdoas e restabeleces a paz, mesmo que sofras.
A ceia de Natal és tu, quando sacias de pão e de esperança o pobre que está a teu lado.
Tu és, sim, a noite de Natal, quando humilde e consciente, recebes no silêncio da noite o Salvador do mundo sem ruídos nem grandes celebrações; tu és sorriso de confiança e de ternura, na paz interior de um Natal perene que estabelece o Reino dentro de ti.
Um muito feliz Natal para todos os que se parecem com o Natal.
A todos desejo a melhor prenda do Natal!

Thursday, January 3

3 de Janeiro

Leituras e Reflexão no Portal dos Dehonianos
 
Aquilo que há-de determinar a nossa maneira de viver neste mundo é a consciência de que somos filhos adoptivos de Deus, à imitação e na continuidade de Jesus, o Filho de Deus por natureza, e a esperança de estarmos a caminhar para o dia da completa manifestação desta realidade, que, por enquanto, anda oculta a nossos olhos, mas já presente no coração. Jesus é modelo para todo o cristão, é o justo, Aquele que não tem pecado, o obediente por excelência ao Pai. O cristão, que vive na justiça, também é filho de Deus e não comete pecado, é um homem novo, chamado a uma vida nova, é filho de Deus, nasceu de Deus e é chamado a identificar-se cada vez mais com o Pai, a imitar Cristo e a viver em comunhão com Ele. A Primeira Carta de João diz-nos também que, tendo sido libertados do pecado, havemos de viver na pureza a realizar a justiça. Tendo sido purificados gratuitamente, havemos de viver como puros. A exigência é precedida pelo dom e porque Deus nos amou e nos transformou, não podemos pactuar com o pecado.
 
João Baptista apresenta Jesus aos homens, indicando-O como o Cordeiro que tira o pecado do mundo. Deste modo, Jesus é manifestado desde já como o Salvador, que vem para dar a vida por nós e assim nos levar consigo para o Pai. João Baptista reconhece a identidade de Jesus, vê Jesus. Jesus é o Cordeiro-Servo obediente ao Pai. É Ele que, pela sua Paixão, Morte e Ressurreição tira o pecado do mundo e lhe dá a vida. O próprio Baptista vê o Espírito descer sobre o Messias. O Espírito que desce em forma de pomba anuncia o novo Israel de Deus, que começa com Jesus e é o fruto maduro da vinda do Espírito. O Espírito desce sobre Jesus, permanecendo n'Ele e transformando-O no novo templo, fonte perene do Espírito no meio dos homens. É na teofania do baptismo que João reconhece o Messias, podendo agora dar testemunho de Jesus como Filho de Deus, aquele que baptiza no Espírito e nos enche desse dom de salvação.

Wednesday, January 2

2 de Janeiro


Neste tempo do Natal, a Palavra de Deus quer despertar e enraizar em nós a fé que nos faz descobrir no Menino de Belém o Filho de Deus. Anticristo é todo aquele que nega que Jesus é o Messias, o Enviado de Deus. A unção de Cristo que nos instrui sobre todas estas coisas é a palavra de Deus que em nós penetra sob a acção do Espírito Santo. Cada nova celebração do mistério da Manifestação do Filho de Deus no meio de nós há-de preparar-nos melhor para a sua vinda gloriosa. O verdadeiro cristão deve permanecer fiel à Palavra escutada desde o princípio, ao mistério pascal na sua totalidade ensinado pelos apóstolos. É essa a fé que permite estar em comunhão com o Filho e com o Pai.

João Baptista vem preparar o caminho a Jesus. O povo tem a tendência de o confundir com o Messias; João defende-se dessa confusão. Ele dá testemunho de Jesus perante a delegação enviada pelas autoridades de Jerusalém. À pergunta: Tu quem és?, afasta todo e qualquer mal-entendido sobre a sua pessoa e a sua missão declarando não ser o Messias esperado. Declara também não ser Elias, nem qualquer profeta, personagens aguardadas para o tempo messiânico, provocando desorientação nos seus interlocutores. Ele não é a luz, mas apenas uma lâmpada que arde e dá testemunho da luz verdadeira. Ele não é a Palavra incarnada, mas apenas a voz que prepara o caminho pela purificação dos pecados e a conversão do coração e tem como missão apontar a Palavra, Jesus. O baptismo de João é apenas um rito para dispor ao acolhimento do Messias; não é ainda o baptismo dos tempos da salvação. João aproxima a sua pessoa da de Cristo para realçar a dignidade e a grandeza de Jesus, cuja vida tem dimensões de eternidade: não é digno de lhe desatar a correia das sandálias, de lhe prestar os mais humildes serviços e quer suscitar a fé em Jesus nos seus ouvintes, porque só Ele é o Salvador. O Baptista é apenas o precursor, aquele que vai à frente a preparar os caminhos. Por isso, ele aponta para Jesus e para Ele encaminha os seus discípulos.

Monday, December 31

31 Dezembro - 7º dia da Oitava do Natal


A 1ª leitura diz-nos que o Santo é Jesus: a unção é a Palavra de Deus que vem d’Ele, a Palavra que Se fez carne para poder ser escutada pelos homens. Essa Palavra dá-nos o conhecimento íntimo de Deus e o sentido profundo da vida e das coisas. Foi para que A escutássemos que Ela Se fez carne.

Hoje ouvimos o Prólogo do Evangelho de S. João que é um hino com que abre o Evangelho sacramental de S. João. Tudo nele é revelação e aprofundamento do mistério do Verbo feito carne.
No início do Evangelho de João, Jesus é apresentado como o Verbo. Significa que Ele é a Palavra por excelência, é a personificação da Palavra, é a Palavra que se faz carne, o Verbo que se fez homem. O Verbo estava com Deus e era Deus: tudo se fez por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito. Este Palavra, este Verbo é gerador de vida para o homem e para o mundo. O Verbo fez-se homem e habitou entre nós, fez-se carne, tornou-se uma pessoa.
A Palavra é Jesus, o homem que nos é proposto como modelo, é pois a Sua melhor criação. Jesus é a nova criatura, a mais bela criação de Deus. É a concretização de todas as promessas dos profetas e dos mensageiros que Deus enviou ao homem para preparar a vinda do Redentor. Ele é a morada de Deus, é a tenda de Deus, é o lugar onde Ele habita no meio dos homens. Quem quiser encontrar Deus e receber d’Ele a vida em plenitude, a salvação de Deus, deve voltar-se para Jesus, para o Menino Jesus que habitou entre nós. O Verbo é também a luz verdadeira, que veio ao mundo e que ilumina todo o homem. O homem deve deixar-se orientar por essa luz para que assim possa encontrar a vida em plenitude, a vida em Deus. Recusar esta luz é viver independente de Deus, é estar longe d’Ele e dos Seus desígnios.
Somos convidados neste Natal a acolher a Palavra, a acolher o Verbo e a deixarmo-nos transformar por Ele e iluminar pela Sua Palavra. É esta Palavra que nos transforma e nos modela. Que o Menino Jesus seja a Palavra, a Luz que orienta e dá sentido à nossa vida.