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Sunday, May 3

Domingo IV da Páscoa


Reflexão
Na 1ª leitura, Pedro, em nome de Jesus e da comunidade, define o caminho cristão: converter-se, ser baptizado, receber o Espírito Santo, acolher no coração a vida de Deus e deixar-se transformar por ela.
No Evangelho, Jesus compara-se a um Bom Pastor, o nosso Bom Pastor e nós somos o rebanho que o segue. Um bom Pastor é aquele que gosta muito de cada uma das suas ovelhas, chama e conhece cada uma pelo seu nome. Há uma relação pessoal com cada uma, é a pessoa concreta. As ovelhas sabem quem é o bom pastor. A esses, as ovelhas escutam a sua voz e seguem-no e são levadas para as melhores pastagens.
O Bom Pastor é a figura do Pastor que me ama e que dá a vida por todos e por cada um de nós. O Bom Pastor chama-nos a Si para nos guardar do mal e nos fazer sair de Si ao encontro dos outros.
Jesus é a porta das ovelhas. Quem entrar por Ele será salvo porque Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.
Permite a passagem dos donos da casa e impede a entrada a estranhos. Corajoso e vigilante, sempre pronto a defender-nos do mal.
O Papa Francisco diz-nos que precisamos de abrir a porta a Jesus Cristo, porque Ele bate e chama. Mas pergunto-me se às vezes Jesus não estará já dentro de nós, batendo para que O deixemos sair. 
Cada cristão é um discípulo que segue Jesus com alegria e que O leva alegremente aos outros com palavras e acções. Ser discípulo missionário é uma opção para a vida inteira e de todos os cristãos; implica o dom da própria vida, fazendo-a transbordar para fora de si.

Tuesday, December 10

Terça-feira da Semana II do Advento


Reflexão
Isaías é impelido a proclamar a mensagem do perdão. O povo, aflito, escuta a Boa Nova de que Deus perdoa e Ele mesmo acompanhará o seu Povo à Terra Prometida. Este anúncio é já presença criadora de Deus, num mundo em que tudo esmorece e morre. O Senhor manifesta força, poder e carinho, na procura da ovelha perdida. Deus ama-nos a todos e avalia o nosso preço pelo Seu próprio Sangue. Deus prefere a alegria que a conversão de um pecador lhe proporciona, à auto-suficiência de puritanos, senhores doutores, satisfeitos da sua arrogância. Não é verdade que existe ainda a tentação farisaica das grandezas pessoais e da miséria alheia?! O nosso amor deve reflectir sempre o amor misericordioso de Deus, tão longe do orgulho humano.

Sunday, July 22

Domingo XVI do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2130

Reflexão
O Evangelho fala-nos da necessidade do silêncio para que aconteça o verdadeiro encontro com aqueles com quem queremos partilhar a vida e o próprio Jesus Cristo. Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco é um convite a pararmos e a desligar de tudo aquilo que nos inquieta e nos preocupa, a dedicarmos algum tempo a Jesus, àquele que nos conduz e que nos orienta, é um tempo para partilhar, rezar e estar com o Bom Pastor.
Só desligando de todos os ruídos, de tudo aquilo que nos inquieta é que podemos olhar para a nossa missão de anunciar o Deus de Misericórdia e de Amor, só assim evitaremos a dispersão das ovelhas.
É pelo cuidado que temos connosco e pela qualidade da nossa relação com Jesus Cristo que conseguiremos tornar atractivo o compromisso com Ele. Só vivendo nessa dinâmica de cuidado e encontro é que poderemos fazer o anúncio de paz para todos. Somos convidados também a reunir as outras ovelhas do Senhor, cada um tem a missão de anunciar aos outros que Jesus é o nosso pastor e quer reunir todas as ovelhas para formar um só rebanho.

Monday, May 8

Segunda-feira da Semana IV do Tempo Pascal

O Evangelho de Hoje!... (Jo 10, 11-18)
«Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. O mercenário, e o que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo e abandona as ovelhas e foge e o lobo arrebata-as, porque é mercenário e não lhe importam as ovelhas. Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-me, assim como o Pai me conhece e Eu conheço o Pai; e ofereço a minha vida pelas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil. Também estas Eu preciso de as trazer e hão-de ouvir a minha voz; e haverá um só rebanho e um só pastor. É por isto que meu Pai me tem amor; por Eu oferecer a minha vida, para a retomar depois, Ninguém ma tira, mas sou Eu que a ofereço livremente. Tenho poder de a oferecer e poder de a retomar. Tal é o encargo que recebi de meu Pai.»

Reflexão
Inicialmente dirigida aos fariseus, a parábola contém diversas imagens: o pastor e as ovelhas, o mercenário e o ladrão, que são desenvolvidas ao longo da exposição. Jesus é o bom Pastor das suas ovelhas, que as conhece, as defende, e as conduz por pastagens sublimes, enquanto o mercenário tem atitudes contrárias. O bom pastor vai sempre à procura das tresmalhadas, buscando-as para o seu redil, atitude que manterá até haver um só rebanho e um só pastor. Dar, oferecer a vida pelas ovelhas é, porém, a maior demonstração de que se trata realmente dum bom pastor e não dum mercenário que nem sequer dá um passo para a sua defesa. As ovelhas, por seu turno, conhecem a voz do pastor, seguem-no. Algumas destas ovelhas são constituídas também pastores, pelo que deverão desempenhar o duplo papel de bons pastores e de boas ovelhas.

Sunday, May 7

Domingo IV da Páscoa





Reflexão
Este 4º Domingo da Páscoa é o Domingo do Bom Pastor: Jesus é aquele que cuida das Suas ovelhas, que as livra do perigo. É também a porta através do qual poderemos ter acesso a Deus e à Sua vontade.
No Evangelho, Jesus apresenta-se como o Bom Pastor. E a sua missão é conduzir os homens às pastagens verdejantes e às fontes cristalinas de onde brota a vida em plenitude. Está dividido em duas pequenas parábolas: o do Bom Pastor e a da Porta.
Na primeira, aparece a figura do Bom Pastor numa atitude de ternura com as ovelhas... Ele conhece, chama pelo nome, caminha com elas e elas seguem-no; escutam a sua voz, porque sabem que as conduz com segurança. Pelo contrário, também aparecem os ladrões e os bandidos que são todos os que se apresentam como Pastor, ou até falam em nome de Cristo mas procuram apenas os seus interesses e as vantagens pessoais.
Na segunda parábola, Jesus apresenta-se como a Porta das ovelhas: quem entrar por mim será salvo. Como sabemos, a porta permite a passagem dos donos da casa e impede a entrada a estranhos. Nesta parábola diz-nos que para aqueles que são pastores significa que ninguém pode ir ao encontro das ovelhas se não tiver um mandato de Jesus, se não tiver sido convidado por Jesus, se não se orientar pela prática de Jesus, e para as ovelhas significa que Jesus é o único lugar de acesso para que as ovelhas possam encontrar as pastagens que dão vida.

Friday, June 3

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus



Reflexão
As leituras deste dia convidam-nos a contemplar a bondade, a ternura e a misericórdia de Deus pelos homens, por todos os homens, sem excepção. A Palavra de Deus utiliza a figura do Pastor, que com amor, cuida do seu rebanho. Assim, Deus manifesta a Sua bondade, o Seu carinho, a Sua compaixão. Jesus é o Pastor divino, Aquele que busca a ovelha perdida, Aquele que procura alimento para as Suas ovelhas e defende as que estão em perigo, dando por elas a vida, dá a conhecer o Seu amor infinito e também o do Pai.
Deus ama a cada um com um amor pessoal e ama também aquele que d’Ele se separa, expondo-se a todos os perigos e riscos, na caminhada pelo deserto da vida. O pecador é procurado por Deus, convidado, amorosamente «perseguido» por Ele. Para Deus, cada pecador constitui uma perda. Por isso, Deus espera sempre o homem, no fim do seu caminho de pecado. Em Jesus Cristo, Deus veio ao nosso encontro, percorre os caminhos da nossa história, é o Salvador e Redentor do homem.

Monday, July 18

Beato Bartolomeu dos Mártires

Bartolomeu nasceu em Lisboa, na paróquia dos Mártires, em Maio de 1514. Recebeu o hábito dominicano a 11 de Novembro de 1528 e professou um ano depois. Tendo concluído os estudos em 1538, leccionou Filosofia e Teologia em diversos conventos da Ordem. Foi nomeado por Pio IV, a 27 de Janeiro de 1559, Arcebispo de Braga, vindo a exercer com incansável diligência e eficácia uma intensa actividade apostólica.
Efectuou, de modo sistemático e muito eficiente, visitas pastorais às paróquias da Arquidiocese, mesmo às mais distantes e inóspitas. Fomentou a Evangelização do povo, para o qual preparou um catecismo ou doutrina cristã e práticas espirituais. Preocupou-se com a santidade e cultura do clero e redigiu muitas e valiosas obras doutrinárias, entre as quais se salientam o notável tratado «Estímulo dos Pastores» e o «Compêndio de Doutrina Espiritual».
Participou no período final do Concílio de Trento (1561-1563), merecendo o elogio do Papa e o aplauso dos seus pares, que o chamaram Luminar do Concílio. Em vista da execução das reformas tridentinas, efectuou um Sínodo Diocesano (1564) e um Concílio Provincial dois anos mais tarde (1566), e promoveu a fundação do Seminário, dito “conciliar” (1572), para conveniente formação dos sacerdotes.
Aceite pelo Papa a sua renúncia do Arcebispado, recolheu em 1582 ao convento de Santa Cruz de Viana , construído por sua iniciativa, onde prosseguiu a vida austera de simples religioso, todo voltado para a oração, caridade e estudo. Aí faleceu em 16 de Julho de 1590.