Wednesday, April 16

Quarta-feira da Semana Santa


Leituras: Is 50, 4-9a; Sl 68 (69), 8-10. 21bcd-22. 33-34; Mt 26, 14-25

É o terceiro Cântico do Servo do Senhor. Jesus é esse Servo, humilhado, desprezado, insultado pelos homens; mas, no meio de toda essa fraqueza, Ele é o triunfador, porque o Pai está com Ele. O Pai O exaltará. Como discípulo, o Servo não diz o que lhe agrada, mas tem por missão transmitir as palavras, que atentamente escuta do Senhor, aos desanimados e hesitantes. Por isso, não opõe resistência a Deus. Sabe que Deus está com ele e mantém-se forte e manso diante dos perseguidores. 

A traição de Judas é o início da Paixão. Esta traição é denunciada por Jesus durante a refeição em que celebra a Páscoa e institui a Eucaristia. Deste modo, a libertação é trazida por Jesus aos homens, ao mesmo tempo em que o homem O atraiçoa e lhe dá a morte. Esta leitura está dominada pela ideia das entregas: a entrega ou traição que Judas faz de Jesus, e a entrega que Jesus faz de Si mesmo na sua Páscoa, da qual fará entrega aos seus discípulos na Eucaristia e na entrega a Si mesmo até à morte na cruz.

Tuesday, April 15

Terça-feira da Semana Santa


Leituras: Is 49, 1-6; Sl 70 (71), 1-1. 3-4a. 5-6ab. 15 ab. 17; Jo 13, 21-33. 36-38

O Servo de Javé diz que a sua missão deverá alargar-se até aos confins do mundo e resume a sua história: a sua vocação, momento em que recebeu os dons para realizar com eficácia a missão de proclamar a palavra de modo eficaz. A missão começa por ser um fracasso mas reconhece que a sua causa não está perdida, e animado pela confiança no Senhor, o Servo, acolhe e transmite um novo oráculo de Deus: Não basta que sejas meu servo, só para restaurares as tribos de Jacob e reunires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra.

Na mesa da última Ceia, presencia-se um drama de amor, ressentimentos, ambições, traição e negação. A morte de Cristo inclui já a glória da ressurreição. A teologia da cruz e da glória são duas faces da mesma moeda.
Hoje aparecem-nos mais dois intervenientes na Paixão: Judas abandona apressadamente a sala onde estava o Senhor com os seus discípulos, para combinar o modo de o entregar aos seus inimigos e Pedro, que manifesta total disposição de entregar a sua vida pelo Senhor. Lembremo-nos das vezes que o abandonámos e peçamos perdão, e manifestemos-lhe o nosso desejo de o acompanhar sempre.

Thursday, April 10

Quinta-feira da Semana V da Quaresma




Abraão, que Jesus vai recordar no Evangelho, aparece como o homem com quem Deus faz Aliança e que se torna o pai de todo o futuro povo de Deus. Abraão é símbolo de todos os que se entregam, confiadamente, ao poder da palavra de Deus e se tornam instrumento providencial da acção de Deus entre os homens e objecto da sua divina intimidade.

Jesus afirma, com solenidade, que a sua Palavra é vida e dá a vida a quem a acolhe. Jesus vai respondendo indirectamente às perguntas provocatórias que lhe são feitas. Mas, das suas respostas, emerge a clara afirmação de que é o Filho de Deus, cuja glória procura. É Deus que o leva a falar. Só reconhecendo a Deus, que se manifesta no seu Filho feito homem, se pode ter a vida. Há uma perfeita comunhão entre o Pai e o Filho. É para ela que se encaminha a história da salvação, prometida a Abraão que, na fé, entreviu a sua realização. 
Jesus diz-nos que o segredo da liberdade é a obediência à sua palavra e a saber acolhê-la na vida. Abraão é exemplo disso. Também nós somos chamados, neste tempo, a ver o dia de Jesus e a permanecer na alegria. A fé n'Ele exige um contacto pessoal com Ele, com um amor incarnado e serviço aos irmãos.

Wednesday, April 9

Quarta-feira da Semana V da Quaresma



Leituras no Portal dos Dehonianos

O episódio dos três jovens, que escaparam ilesos à fornalha ardente, mostra que o Deus dos hebreus é o único Deus verdadeiro, só Ele é o Deus da vida. Servi-lo é optar pela vida, mesmo que seja preciso sofrer e morrer. O martírio torna perfeita a fé daqueles que puseram a sua confiança em Deus e é o melhor testemunho para os próprios perseguidores. Embora sendo escravos do rei da Babilónia, os três jovens foram salvos e libertados pela sua confiança em Deus.

Mais ainda do que os jovens mártires de Babilónia, poderá experimentar a libertação todo aquele que se tornar, dia a dia, discípulo na escola de Cristo: aí poderá experimentar, dia a dia, o crescimento no espírito, na verdade, no amor. É-se filho de Abraão, do povo de Deus, não pelo sangue, mas pela fé em Cristo. Está-se livre, quando se não é escravo do pecado. A Páscoa é a festa da libertação, para ela nos encaminhamos nestes dias de preparação quaresmal.

Não nos deixemos seduzir pelo orgulho espiritual de nos considerarmos superiores aos outros cristãos. Quantas vezes alguns católicos se consideram melhores do que os outros católicos porque seguem este ou aquele movimento, observam esta ou aquela disciplina, obedecem a este ou àquele uso litúrgico. Ou são ricos; estudaram mais; ocupam cargos importantes; vêm de famílias nobres. Gostaria que cada um sentisse a alegria de ser cristão... Deus guia a sua Igreja, apoia-a mesmo e sobretudo nos momentos difíceis (Bento XVI).

Monday, April 7

Segunda-feira da Semana V da Quaresma


Leituras: Dan 13, 1-9. 15-17, 19-30. 33-62; Sl 22, 1-2a. 2b-3. 5-6; Jo 8, 1-11

Para se manter fiel a Deus e ao marido, Susana enfrenta o perigo da lapidação, quer ceda ao adultério, quer resista às torpes propostas dos anciãos e seja caluniada. Susana prefere morrer inocente a consentir no mal. Tendo posta a sua confiança nas mãos de Deus, pôde verificar que Ele escuta a voz dos seus fiéis e vem em seu auxílio com prontidão e força.
Por cima do juízo dos homens, sobretudo da sua falta de justiça em julgar, está o juízo de Deus, que é sempre um juízo justo e salvador. 

Jesus quis mostrar como era o coração de Deus: condena o pecado, mas absolve o pecador. Jesus devolve à mulher a vida regenerada e a sua dignidade pessoal.
A Páscoa é o juízo salvador de Deus, porque é a vitória definitiva de Cristo sobre o pecado e a morte. Por isso Jesus perdoa à mulher adúltera. Por isso desmascara os seus acusadores e desmonta todos os nossos juízos.

Friday, April 4

Sexta-feira da Semana IV da Quaresma


Leituras: Sab 2, 1a. 12-22; Sal 33 (34), 17-18. 19-20. 21 e 23; Jo 7, 1-2. 10. 25-30

O eterno conflito entre o bem e o mal, entre o pecado e a graça, entre o mundo (no sentido de aqueles que não são iluminados pela palavra da salvação) e Deus, reclama finalmente um julgamento, um juízo. E esse juízo vai ser a morte e a ressurreição de Jesus. É aqui que se revela, em toda a sua maldade, o pecado, mas também é aí que ele fica condenado, e se manifesta, em todo o seu esplendor, a verdade, a graça e a vida. 

A pessoa de Jesus suscita interrogações e inquietações crescentes nos seus contemporâneos, enquanto os chefes Judeus, movidos pela sua aversão, decidem rnatá-lO. Jesus aguarda serenamente a hora do Pai. Ele sabia bem donde vinha: Eu não venho de mim mesmo; há um outro, verdadeiro, que me enviou, e que vós não conheceis. Eu é que o conheço, porque procedo dele e foi Ele que me enviou. Com subtil ironia, afirma que a sua origem é efectivamente desconhecida dos que julgam saber muito e, por isso, não o reconhecem como enviado de Deus. Estas palavras ecoam nos ouvidos dos adversários como ironia, insulto e blasfémia. Tentam apoderar-se dEle, mas não conseguem, pois é Ele o Senhor do tempo e das circunstâncias. Submeteu-se totalmente aos desígnios do Pai, e a sua hora ainda não tinha chegado.

Thursday, April 3

Pensamento do dia: 03-04-2014

A misericórdia escuta verdadeiramente com o coração de Deus e quer acompanhar a alma no caminho da reconciliação. A Confissão não é um tribunal de condenação, mas experiência de perdão e de misericórdia! (Papa Francisco)

Wednesday, April 2

Quarta-feira da Semana IV da Quaresma


Leituras: Is 49, 8-15; Sl 144 (145), 8-9. 13cd-14. 17-18; Jo 5, 17-30

Deus dá nova coragem ao seu Servo experimentado pelo sofrimento e dilata os confins da sua missão a toda a terra. A sua acção consistirá na libertação dos Israelitas do Egipto, porque chegou o tempo da misericórdia, o dia da salvação. Deus entra no curso da história humana para a transformar. O Servo é como Moisés: mediador da Aliança. Como Josué, restaurará e redistribuirá a terra, será o arauto de um novo êxodo. Os exilados enchem-se de esperança porque nosso Deus não é um deus longínquo, um juiz implacável mas é um Deus próximo e solícito.
Deus está sempre disposto a ajudar-nos e chega a dizer-nos que nunca nos abandona, nem nos esquecerá, pois o seu amor é mais forte do que o de uma mãe para com seus filhos. Esse amor leva-o a comunicar-nos a sua vida, principalmente através dos sacramentos.

Aos judeus, que O perseguem por curar em dia de sábado, Jesus revela a sua identidade de Filho de Deus e coloca-se acima da Lei. E mostra que se conforma em tudo ao agir de Deus: o Filho, por si mesmo, não pode fazer nada, senão o que vir fazer ao Pai. A total unidade de acção entre o Pai e o Filho resulta da total obediência do Filho, que ama o Pai e partilha do seu amor pelos homens pecadores. O Pai doa ao Filho o que só a Ele pertence, o poder sobre a vida e a autoridade no juízo. Esta íntima relação entre o Pai e o Filho pode alargar-se aos homens pela escuta obediente da palavra de Jesus.

Thursday, March 27

Quinta-feira da Semana III da Quaresma


Leituras: Jer 7, 23-28; Sl 94 (95), 1-2. 6-7. 8-9; Lc 11, 14-23

A Quaresma é tempo de conversão ao Senhor; é tempo de exame de consciência, de revisão de vida à luz da palavra de Deus. Esta palavra nos acuse, nos desmascare, nos queira tocar no mais fundo do coração. 
Ao condenar o formalismo do culto, o profeta condena a surdez de Israel à voz de Deus, escutada no momento da Aliança, no monte Sinai. Só na escuta o povo de Israel pode conhecer o seu Deus, diferente de todas as outras divindades. Por isso, o primeiro mandamento é: escuta, Israel. Os verdadeiros profetas apelam continuamente a essa escuta.

Deus não se cansa de falar ao seu povo. Enviou muitos profetas, desde a saída do Egipto até ao aparecimento de Cristo, a quem compete proclamar a Boa Nova. O povo não escutava a voz do Senhor e até se opunha a Cristo. Procuremos não fechar os nossos corações aos ensinamentos do Senhor. Recebamos a Boa Nova, tal como a Igreja no-la propõe. Assimilemos os seus ensinamentos para que sejam vida da nossa vida. Guardemo-los nos nossos corações e transmitamo-los aos nossos familiares e amigos.

Wednesday, March 26

Quarta-feira da Semana III da Quaresma


Leituras: Dt 4, 1.5-9; Sl 147 (148), 12-13. 15-16. 19-20; Mt 5, 17-19

Na primeira leitura de hoje, Moisés começa por evocar a história de Israel e por recordar ao povo a fidelidade de Deus à Sua aliança. Moisés observa que é necessário corresponder com o cumprimento fiel das leis e preceitos, é uma condição para entrar na terra prometida: Agora, Israel, escuta os preceitos que Vos dou a conhecer e põe-nos em prática, para que vivais e entreis na posse da terra que vos dá o Senhor, Deus dos vossos pais. E é também uma vocação a realizar: Ensinei-vos estas leis e preceitos, conforme o Senhor, meu Deus, me ordenara, a fim de os praticardes na terra de que ides tomar posse.
Nós, hoje, somos chamados a seguir as mesmas pegadas a que os israelitas foram também chamados. Como eles também nós temos fraquezas, desânimos, tropeções e precisamos de apoio para a nossa caminhada. Os preceitos e as leis do Senhor devem ser constantemente actualizados na vida de cada um de nós. Somos todos os dias convidados a cumprir a vontade de Deus, presente na pessoa das outras pessoas, daqueleas com quem nos relacionamos. Somos interpelados a seguir Jesus tendo sempre presente o Seu convite a sermos o Seu povo eleito e a responder sempre com amor e dedicação ao Seu serviço.

No Evangelho, Jesus apresenta-se como a perfeição da Lei e dos Profetas; Ele interpreta a lei em função do homem, não o homem em função da lei. Mateus, que escreve para uma comunidade judeo-cristã apresenta Jesus como um novo Moisés que promulga a nova lei: as Bem-aventuranças.
A Lei e os Profetas não são abolidos; em Cristo atingem o pleno cumprimento: ajudaram Israel a preparar-se para a comunhão com Deus; comunhão essa que é oferecida, por graça e em plenitude.
Jesus está connosco, caminha sempre a nosso lado e n’Ele encontramos a plena liberdade e felicidade, na observância aos preceitos antigos e novos, que se resumem no amor a Deus e ao próximo, um amor que se faz dom gratuito e livre, em todas as circunstâncias.

Monday, March 24

Segunda-feira da Semana III da Quaresma


Leituras: 2 Re 5, 1-115a; Sl 41 (42), 2-3; 42 (43), 3. 4; Lc 4, 24-30

A saúde restituída a um leproso por meio de simples banho no rio é figura do Baptismo, que, num gesto tão simples, é sacramento de uma graça espiritual tão grande, que nele, de simples homens naturais, nos tornamos filhos de Deus, participantes da vida e da glória de Cristo ressuscitado. E esta graça é oferecida a todos os homens: Naamã era estrangeiro e pagão, e foi curado. 

A recusa dos habitantes de Nazaré em receber Jesus tem o seu melhor comentário na frase de João: Veio ao que era seu, mas os seus não O receberem. A revelação do filho de José, vai-se transformando, de admiração e espanto, em incredulidade hostil e mesmo em ódio homicida: levaram-no ao cimo do monte a fim de o precipitarem dali abaixo. É o destino de todos os profetas: Nenhum profeta é bem recebido na sua pátria. Os preconceitos, religiosos, culturais, nacionalistas, impedem ou dificultam o acolhimento humilde da revelação de Deus. Mas a viúva de Sarepta e Naaman, estrangeiros e pagãos, acolhem a salvação, que os seus primeiros destinatários recusam; e estão abertos às iniciativas surpreendentes de Deus.

Friday, March 21

Sexta-feira da Semana II da Quaresma

Leituras: Gn 37, 3-4. 12-13a; Sl 104, (105) 16-17. 18-19. 20-21; Mt 21, 33-43. 45-46

A liturgia deste dia oferece um paralelo entre o Antigo e o Novo Testamento, entre a figura e a realidade, entre José e Jesus: ambos foram inocentes, ambos traídos pelos seus irmãos, ambos trocados por dinheiro, ambos amados pelo pai e desprezados pelos irmãos a ponto de desejarem a morte, mas ambos finalmente restituídos à vida, depois de terem sofrido a humilhação e a condenação. Esta parábola dos agricultores bem como os maus tratos infligidos a José pelos irmãos, é um anúncio dos sofrimentos de Jesus na sua Paixão e que culminaram na sua morte. É assim o processo do Mistério Pascal.

O Evangelho de hoje também mostra a má vontade de uns lavradores que por avareza matam o filho do dono da vinha, ou seja, Jesus Cristo. A vinha é Israel, dono Deus, arrendatários chefes do povo judeu, os criados os profetas, o filho morto é Jesus e o castigo de justiça é destruição de Jerusalém e a entrega da vinha a outros, o anúncio do Reino de Deus aos povos pagãos.
Este texto é uma espécie de resumo da Sagrada Escritura, é a síntese da história da salvação e da história que Deus faz connosco no nosso dia-a-dia: história de libertação, de amor, de perdão e misericórdia.

Thursday, March 20

Quinta-feira da Semana II da Quaresma

Leituras: Jer 17, 5-10; Sl 1, 1-2. 3. 4. 6; Lc 16, 19-31

Esta leitura procura ajudar-nos a descobrir a verdadeira sabedoria, a que nos ensina a encontrar o caminho da vida e da salvação. Jeremias ensina que é a força de Deus e não o poder humano quem pode salvar, embora o coração humano, o que há de mais astucioso e incorrigível, tente encontrar nos seus sentimentos mais íntimos a resposta para as suas interrogações. Só Deus experimenta e avalia com justiça os comportamentos e frutos de cada um dos homens, porque só Ele conhece o coração do homem e o pode curar.

No Evangelho, apresenta-nos 3 cenas: situação de vida do rico e de Lázaro, cena depois da morte, diálogo do rico com Abraão. Com esta história, Jesus não quer dizer que os ricos não vão para o céu. O rico não é condenado pelo simples facto de o ser mas porque não respeita Deus, prescinde de Deus, abandona os caminhos de Deus, é egoísta e não partilha os seus bens com aqueles que precisam. Lázaro não se salva porque é pobre mas porque está aberto a Deus e espera d’Ele a salvação. Afirma-se o perigo da riqueza porque pode criar o esquecimento de Deus, a surdez à Palavra de Deus e fechamento ao próximo. 

A parábola leva-nos a pensar que hoje temos à nossa volta pessoas necessitadas, como Lázaro. Precisamos partilhar com eles os bens materiais e o afecto, a amizade, a compreensão, as palavras de estímulo...

Tuesday, March 18

Terça-feira da Semana II da Quaresma

Leituras: Is 1, 10.16-20; Sl 49, (50), 8-9. 16bc-17. 21. 23: Mt 23, 1-12

Com frequência a palavra de Deus declara em que vem a consistir a conversão. A fé vive-se em toda a vida e não apenas em certos momentos. Mas a Quaresma é um tempo particularmente denso, no qual havemos de aprender, de novo, a viver, todos os dias, da fé. Só assim poderemos ter parte na Ressurreição, no termo da grande caminhada. O profeta insiste na necessidade de mudança, para acolher o perdão oferecido por Deus. A nossa conversão interior está intimamente ligada às boas obras

Seguir o caminho de justiça e de santidade é estar na escola que leva a Deus. De contrário, estaríamos condenados juntamente com os escribas e fariseus, que dizem e não fazem, ainda que ocupem a cadeira de mestres, ou então o que fazem é por ostentação, para serem tidos por grandes. A conclusão não pode ser deixar de escutar a Palavra proclamada por chefes incoerentes, mas usar o discernimento para fazer o que eles dizem, e não fazer o que fazem. O Mestre divino, começou primeiro a fazer a depois a ensinar e contrasta o seu modo de actuar com o dos escribas e fariseus.

Monday, March 17

Segunda-feira da Semana II da Quaresma

Leituras: Dan 9, 4b-10; Sal 78 (79), 8. 9. 11. 13; Lc 6, 36-38

O primeiro passo na conversão é o reconhecimento, diante de Deus, da situação de pecador. E logo surge a oração humilde e confiante de quem pede o perdão, como a de Daniel, o cativo da Babilónia. Daniel volta-se para Deus relendo a história à luz da tradição deuteronomista: à infidelidade do povo segue o castigo. Mas, até quando terá Deus que castigar o seu povo? Só Ele sabe. Por isso é que o profeta faz a pergunta a Deus e limita-se a reconhecer que o castigo é merecido. Mas a confissão e o arrependimento do profeta não o levam ao desesperar, mas a esperar confiadamente o perdão divino.

O homem, feito em santidade à imagem de Deus, também agora, ao suplicar o perdão de seus pecados, há-de imitar o Pai das misericórdias, há-de perdoar a quem o ofendeu, como numa cadeia de amor, de Deus ao pecador, deste ao seu irmão. Como praticar esta misericórdia. É o que nos indicam os versículos que hoje escutamos. Quando nos arrependemos dos nossos pecados, nos dispomos a arrepiar caminho, e nos abrimos ao amor misericordioso do Pai, o seu perdão é um dom superabundante e por isso, também nos convém ser generosos no perdão aos nossos irmãos.

Thursday, March 13

Quinta-feira da Semana I da Quaresma

À medida que experimentamos a nossa insuficiência, vamos sentindo, cada vez mais, a necessidade de recorrer ao Senhor, que é a nossa força. Em tais circunstâncias, só o orgulhoso não sabe dirigir-se a Deus e rezar. Em momento especialmente difícil da vida do seu povo, Ester, a israelita condenada à morte com todos os demais, presa de angústia mortal, procurou refúgio no Senhor. A rainha, na tentativa de salvar o povo a que pertencia, decide expor-se ao perigo, intercedendo por ele junto do marido. Mas, antes de se apresentar ao rei, apresenta-se ao Senhor, numa atitude de penitência e de oração. 

A oração é uma das formas de vivermos a penitência quaresmal, com o jejum e a esmola. O coração aprende a orar na fé… Jesus pode pedir-nos que procuremos e batamos à porta, porque Ele é a porta e o caminho. Se precisamos de rezar não é para convencer a Deus das nossas necessidades, mas para transformarmos os nossos desejos e fazê-los coincidir com a vontade divina que quer o nosso bem.
No Evangelho é o próprio Jesus que insiste em que devemos pedir, procurar, bater à porta. Orar ao Senhor é acto de confiança, afirmação de fé, caminho de paz. Jesus também pediu ao Pai nas horas difíceis. Só o braço poderoso de Deus nos pode fazer passar da escravidão à libertação, da morte à vida. Jesus ensina a necessidade da oração de súplica e que é escutada. O Pai sabe, mas é preciso assumir a atitude do mendigo e reconhecer a própria condição de fraqueza e dependência de Deus.

Sunday, February 23

Lenda oriental: O amor tudo cria… e recria

O Pai ofereceu um brilhante de grande valor  ao filho que demonstrasse ser o mais valente de seus três filhos.
O primeiro matou o dragão! Um gesto heróico.
O segundo matou os seus inimigos! Um feito extraordinário.
O terceiro, o mais pequeno, deixou dormir placidamente o inimigo que encontrou no caminho.
E o brilhante, foi para o mais pequeno dos filhos… 
 Não é mais valente o que domina os furacões de fora mas as tempestades de dentro… 
Não é mais herói o que mata o inimigo mas a inimizade… 
Não é maior o que mais odeia mas o que mais ama… 
O ódio tudo destrói.
O amor tudo cria… e recria.

Domingo VII do Tempo Comum

No domingo passado, falamos sobre a reconciliação como verdadeiro compromisso com Deus e com os irmãos. Hoje o Evangelho procura apresentar-nos mais alguns exemplos de atitudes verdadeiramente cristãs.
Ao contrário da lei de talião (Olho por olho e dente por dente), Jesus propõe acabar com a violência, ter uma atitude pacífica e não responder às provocações. E para explicar isso, dá 4 casos concretos: pede que não se responda da mesma maneira àquele que nos agride fisicamente, mas que se ofereça a outra face; recomenda que, diante de uma grande exigência se responda entregando ainda mais; se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, acompanha-o durante duas; recomenda que não se deixe de atender àquele que pede dinheiro emprestado.
O que Jesus nos quer dizer é que cada um de nós como cristão e membro da comunidade de Jesus deve manifestar a todos, um amor sem medida, que vai muito além daquilo que é humanamente exigido e que está na lei e nas normas civis e religiosas. Este amor deve atingir até os inimigos pois não basta amar aquele que está próximo ou a quem estou ligado por questões étnicas, sociais, familiares ou religiosas.
Diz-nos Pagolla, teólogo espanhol, que quando Jesus fala do amor ao inimigo não está a pensar num sentimento de afecto e de carinho para com ele, e menos ainda de uma entrega apaixonada, mas de uma relação radicalmente humana, de interesse positivo pela sua pessoa.
Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito é viver segundo os ensinamentos de Jesus Cristo que exige a comunhão com Deus, deixando que a vida de Deus se manifeste na vida quotidiana e nas relações com os outros.

Thursday, February 6

São Paulo Miki e Companheiros

São Paulo Miki e Companheiros (tirada do site Evangelho Quotidiano)
Paulo Miki, jesuíta japonês, é um dos 26 mártires que, a 5 de Fevereiro de 1597, morreram crucificados em Nagasaki. A evangelização do Japão, iniciada por S. Francisco Xavier (1549-1551), tinha dado os seus grupos e a comunidade cristã ia crescendo. O imperador, que inicialmente tinha favorecido os missionários, decretou a expulsão dos jesuítas e mandou prender 6 franciscanos espanhóis e três jesuítas japoneses. Foi um tempo de dura repressão.
Paulo Miki era filho de um oficial. Foi educado num colégio jesuíta e, em 1580, entrou na Companhia de Jesus. Tornou-se muito conhecido pela qualidade da sua vida e pela sua capacidade de evangelizar. Ainda não era sacerdote quando foi martirizado com outros 25 cristãos: 6 missionários franciscanos espanhóis, um escolástico e um irmão, jesuítas japoneses, e 17 leigos também japoneses. Foram canonizados por Pio IX, em 1862.

Quinta-feira da Semana IV do Tempo Comum

David chega ao fim dos seus dias. À hora da morte dirige as últimas palavras a seu filho Salomão. Tem consciência da missão a que está chamada a sua dinastia: guardar e transmitir às gerações seguintes as promessas de Deus ao seu povo. Por isso, faz recomendações ao filho, para que ele, por sua vez, as faça aos filhos dele, a fidelidade aos caminhos do Senhor. A história dos homens traz em si a salvação, se o homem a souber entender e ser-lhe fiel.

Jesus envia os Doze em missão, a anunciar a Boa Nova: 1 - Dá orientações quanto ao estilo de vida dos missionários: não devem levar provisões, mas confiar na generosidade daqueles a quem se dirigem; 2 - Define o método de pregação: deter-se em casa de quem os acolhe, mas abandonar sem lamentações as daqueles que os não recebam; 3 - Execução: os discípulos partem, pregam a conversão, fazem exorcismos e curas com sucesso.
Contentar-se com o essencial da vida, que se apoia na absoluta confiança no Senhor, é condição indispensável para estar ao serviço da Palavra: a própria Igreja não só há-de ser Igreja dos pobres, mas também Igreja pobre. Que o mundo, pela pregação da Igreja, escutando possa crer, crendo possa esperar, e esperando possa amar (Santo Agostinho).