Monday, October 26

Segunda-feira da Semana XXX do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3124

Reflexão
Lucas é o único a relatar o milagre da mulher curvada. Jesus realiza-o em dia de sábado, na sinagoga e num contexto polémico. Mais do que o milagre em si, o que ressalta à vista, é que foi realizado no sábado, provocando a indignação insensata do chefe da sinagoga. Jesus actua assim, não por desprezo da lei sabática, mas para realizar a libertação daquela mulher! A resposta de Jesus ao chefe da sinagoga, é uma clara repreensão aos chefes religiosos do povo judeu e não só! O sábado fez-se para o homem e não o homem para o sábado. É preciso libertar o homem hodierno de todas as escravidões!

Wednesday, October 21

Quarta-feira da Semana XXIX do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3120

Reflexão
São Paulo foi o Apóstolo dos gentios, dos pagãos, dos que, não sendo judeus, não eram herdeiros das promessas feitas a Abraão e aos seus descendentes, o povo judeu. Mas, em Cristo, o mistério da salvação é revelado e comunicado aos que escutam a sua palavra e lhe respondem na fé. Todos estes serão também, pela fé, filhos de Abraão. São Paulo sente-se feliz de ter sido escolhido por Deus para anunciar este mistério precisamente aos pagãos. Por isso, ele é justamente chamado Apóstolo dos gentios.
No Evangelho, Continuam hoje as palavras de Jesus sobre a vigilância, sobretudo a dos responsáveis. A vigilância é atitude que toca a todos; mas sobretudo aos pastores do povo de Deus. Para eles, a vigilância consistirá em apascentar o rebanho, fazendo chegar a cada um o dom que Deus lhes colocou nas mãos para fielmente o distribuírem. Vigilância e fidelidade vêm juntos.

Tuesday, October 20

Terça-feira da Semana XXIX do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3119

Reflexão
Os criados, convertidos em senhores, como prémio da sua vigilância activa, é uma forma bíblica de apresentar a recompensa dos pobres de Israel. A cena dá lugar a uma referência eucarística, na Ceia pascal.
A vigilância é atitude própria do amor que vela sobretudo na noite. Esta, sem contraposição ao dia, é tempo privilegiado de liberdade; em contraposição ao dia, é símbolo do mal.
A caminhada do crente é feita entre luzes e trevas. O que é preciso, é estar vigilante!

Thursday, October 15

Pensamento do dia: 15-10-2020

O verdadeiro humilde sempre duvida das próprias virtudes e considera mais seguras as que vê no próximo. (Santa Teresa de Ávila)

Memória litúrgica de Santa Teresa de Jesus

 

Santa Teresa de Jesus. Virgem e Doutora da Igreja
Nasceu em Ávila (Espanha) no ano 1515. Tendo entrado na Ordem das Carmelitas, fez grandes progressos no caminho da perfeição e teve revelações místicas. Ao empreender a reforma da sua Ordem teve de sofrer muitas tribulações, mas tudo suportou com coragem invencível. A doutrina profunda que escreveu nos seus livros é fruto das suas experiências místicas. Morreu em Alba de Tormes (Salamanca) no ano 1582.

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3115

Reflexão
Possuidores da chave do saber religioso, os doutores da Lei fecham e não abrem a porta da salvação aos simples. Deus enviou-lhes profetas e apóstolos que, segundo a tradição os perseguem e matam. A Bíblia enumera 104 profetas, dos quais 49 não deixaram nome. Hoje como ontem, a vida dos profetas não é fácil e a sua missão é, muitas vezes, rejeitada. Até o mesmo Cristo foi eliminado por esses Doutores da Lei que, lamentavelmente continuam matando os esforços das almas simples que desejam viver a sua fé.

Monday, October 12

Segunda-feira da Semana XXVIII do Tempo Comum

Reflexão
Jesus nega-se à demagogia dos milagres sem sentido. Ao condenar a incredulidade dos judeus, apenas lhes garante o sinal da ressurreição, prefigurado no sinal de Jonas. O único sinal salvador para todos é a cruz de Cristo, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos. Jesus não quer escravos de prodígios, mas homens livres e comprometidos com a sua vocação de amor e de serviço.

Thursday, October 8

Quinta-feira da Semana XXVII do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3109

Reflexão

Jesus ilustra bem a necessidade, a perseverança e a eficácia da oração. Ainda hoje parece também estar em crise este encontro pessoal com Deus. Que atitudes tomar? O desprezo, o descuido e o abandono são atitudes negativas; o amor, a estima, a prática fiel e eficaz são atitudes positivas. É fundamental rezar, à medida e semelhança de Cristo. Oração pessoal e comunitária, na intimidade ou em grupo, no trabalho ou no recolhimento. Homem sem oração é um animal sem razão, diz São Filipe de Néri. E outro santo exortava: reza como se tudo dependesse de Deus mas trabalha como se tudo dependesse de ti.

Wednesday, October 7

Memória litúrgica de Nossa Senhora do Rosário

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3108

Reflexão
Apesar de pequenas variantes, a coincidência da oração do Senhor é básica e clara, nos Evangelhos de Mateus e de Lucas. A versão de Mateus (7 petições) era mais do uso litúrgico e habitual; a de Lucas (5 petições), reflecte, porventura, com mais fidelidade as palavras do Senhor.
O Pai-nosso é uma verdadeira síntese do Evangelho. Ao chamarmos todos a Deus por Pai entramos no círculo da família trinitária. No Abbá – Papá, culmina a história da oração de todos os tempos. Todos necessitamos descobrir no Pai Nosso uma escola de oração e a sua verdadeira linguagem de filhos e de irmãos.

Tuesday, October 6

Terça-feira da Semana XXVII do Tempo Comum

 

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3107
 
Reflexão
Marta e Maria representam duas atitudes complementares de busca e de acolhimento do Reino de Deus. Maria aproveita a ocasião para escutar a palavra do Mestre, enquanto Marta se ocupa de servi-lo. Duas atitudes não contraditórias, mas complementares. É precisa a contemplação, mas não se pode descurar a acção.

Monday, October 5

Segunda-feira da Semana XXVII do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3106
 
Reflexão
Jesus insiste nos verbos amar e viver. Não se trata tanto de saber muito, mas sim de amar muito e viver melhor. Amor espontâneo, desinteressado, terno e serviçal, pessoal e eficaz. Amar a Deus e ao próximo. O próximo é aquele que tem compaixão e trata os outros, como fez o bom samaritano para com o cidadão assaltado pelos ladrões. Tratou as suas feridas e pagou-lhe a hospitalização. Vai e faz tu o mesmo. O amor do Samaritano é a imagem perfeita do próprio Jesus. Quem não ama, permanece na morte, diz João evangelista. Só quem ama é capaz de dar vida ao que está morto. Sê o próximo dos irmãos, sobretudo dos que mais sofrem.

Friday, October 2

Memória litúrgica dos Santos Anjos da Guarda

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=718
 
Reflexão
É preciso fazer-se como criança para se entrar no reino do Céu. O maior é o mais pequeno, mas ainda é maior o que ama e serve o mais humilde, como Cristo fez. O critério de Cristo é uma total inversão das regras da sociedade vigentes!... O importante é servir na humildade, a difusão da Boa Nova!
A Igreja presta homenagem aos Anjos da Guarda que, no céu vêm continuamente a rosto do Pai que está nos Céus!
Graças ao sacrifício da Cruz, os anjos estão presentes na vida do homem. É-nos impossível descobrir, com os sentidos, a sua acção e descrever a natureza da sua ajuda, mas a sua ajuda é importante e a Igreja recomenda o recurso à sua intercessão.

Thursday, October 1

Memória litúrgica de Santa Teresa do Menino Jesus

Santa Teresa do Menino Jesus
Nascida em Alençon (França) no ano 1873, foi uma jovem que entrou com 15 anos no Carmelo de Lisieux. Durante a sua breve existência, exercitou-se de modo singular na humildade, simplicidade evangélica e confiança em Deus, virtudes que também procurou inculcar especialmente nas noviças do seu mosteiro. Faleceu com 24 anos a 30 de Setembro de 1897, vítima de tuberculose, revelou bastante zelo apostólico e enorme espírito missionário oferecendo a sua vida pela salvação das almas e pela Igreja. Foi canonizada em 1925 por Pio XII que a proclamou padroeira das missões.

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3103
 
Reflexão
O anúncio do Reino de Deus e a paz vão unidos…muito embora se consigam apenas com denodados esforços.
Jesus dá conselhos práticos a todos aqueles que partem a missionar, a anunciar o Evangelho. A missionação é universal, é para todos os povos, e para o homem todo.

Tuesday, September 29

Festa litúrgica de São Miguel, São Gabriel e São Rafael, Arcanjos

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=630
 
Reflexão
O israelita sem fingimento, recebeu a garantia de ver os anjos de Deus. Entre eles, Miguel é o Príncipe dos Anjos, o Arcanjo dos supremos combates, o protector da Igreja; Gabriel é o mensageiro da Encarnação, o enviado das grandes embaixadas divinas, o revelador dos mistérios salvadores de Deus; Rafael é eficaz protetor nas provações da vida, companheiro de viagem e confidente dos segredos de Deus. Tal como na vida de Jesus, assim os anjos participam eficazmente na nossa vitória sobre as forças do mal!

Thursday, September 24

Quinta-feira da Semana XXV do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3097
 
Reflexão
Coeleth ou Eclesiastes é outro livro de sabedoria. O seu tom pode parecer um tanto estranho, porque o seu autor coloca-nos diante do sofrimento desta vida com certo pessimismo. É atitude bastante natural para o homem do Antigo Testamento, que ainda não tinha conhecido a revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo. No entanto, Coeleth coloca-se sempre nas mãos de Deus.
A visão, puramente humana, que Herodes tinha de Jesus, não lhe permitia atinar com a explicação justa para a pessoa do Senhor. Chega a pensar no regresso à vida de algum dos antigos profetas, ou até de João Baptista, que ele próprio mandara matar. E Jesus fica sendo a grande interrogação: Quem é este homem? Só a luz da fé poderá responder.

Wednesday, September 23

Quarta-feira da Semana XXV do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3096
 
Reflexão
Evangelizar é a vocação própria da Igreja e de todo o cristão. Toda a comunidade eclesial é, portanto missionária, sobretudo pela presença a pelo testemunho.
Jesus estabeleceu os condicionalismos do envio: um total desprendimento das coisas supérfluas. O envio é actual. É indispensável suscitar vocações e, sobretudo uma disponibilidade total ao serviço do Reino.
Aos que pretendem acurralar a igreja na sacristia, Jesus responde com a acção milagrosa em favor dos corpos: curar todas as doenças. A evangelização deve ter em conta o homem todo, integral.
Jesus pregou a conversão, expulsou demónios e curou os doentes. Essa é também a tarefa do Seu discípulo, de todos aqueles que o querem seguir. Se Ele fez isso no tempo em que esteve fisicamente na terra, também acreditamos que no dia de hoje Ele continua a operar a salvação para todos nós.
Antes de mais nada, Jesus ordena ao missionário que leve consigo apenas o estritamente necessário, e nada mais. É um convite à pobreza entendida como liberdade (deixar para seguir) e fé (o próprio Senhor tomará conta dos seus discípulos). Depois, vem uma norma de bom senso: o discípulo itinerante não ande de casa em casa, mas escolha uma casa digna e hospitaleira, ficando nela o tempo necessário. Finalmente, uma sugestão sobre o comportamento em caso de recusa. A recusa está, de facto, prevista: é confiado ao discípulo uma missão; mas não lhe é garantido o sucesso. Diante da recusa, deve comportar-se como Jesus: quando é recusado num lugar, vai para outro. Sacudir o pó é um gesto de juízo, não de maldição: serve para sublinhar a gravidade da recusa, da ocasião perdida.

Tuesday, September 22

Memória litúrgica do Beato João Maria da Cruz

 
Beato João Maria da Cruz, presbítero e mártir
Nasceu no dia 25 de setembro de 1891 em San Esteban de los Patos (Ávila, Espanha), numa família de agricultores, muito simples e rica em virtudes cristãs. Recebeu o nome de Mariano. Porém, já nos tempos de infância, sentia-se chamado a seguir a Cristo como sacerdote, o que veio a acontecer alguns anos mais tarde, tornando-se pároco diocesano. Mais tarde, fazendo-se religioso na Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus, tomou o nome de João Maria da Cruz, como será posteriormente conhecido. Cheio de zelo apostólico, desenvolveu grande parte do seu ministério na Escola Apostólica de Puente la Reina e como promotor vocacional. A revolução espanhola de 1936 levou-o a testemunhar a sua fé e a sua condição sacerdotal, diante do incêndio da igreja dos “Santos Juanes” de Valência. Isso fez com que depois de um mês de fecundo apostolado no cárcere, sofresse o martírio em Silla (Valência), a 23 de agosto de 1936. Foi beatificado por São João Paulo II no dia 11 de março de 2001. É o patrono das vocações dehonianas.

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3095
 
Reflexão
O Evangelho de hoje vem na sequência das parábolas do semeador e da lâmpada que definem o discípulo de Cristo, como terra fértil e luz do mundo. Às atitudes de escuta e de resposta à Palavra se remete Jesus, para designar a sua verdadeira família, segundo o Espírito do Reino de Deus. Com efeito, pertencem à sua família, quantos como Ele próprio e a sua Mãe, se entregam sem reservas à vontade de Deus. Maria foi a primeira e a melhor discípula, a primeira crente e modelo da Igreja. A reflexão de Jesus não é, certamente, um desprezo por Sua Mãe, antes inclui um louvor implícito dela. Como ela, podemos ser discípulos atentos e cumpridores da sua palavra. Que sejamos vistos como discípulos atentos e cumpridores da Palavra.

Monday, September 21

Festa litúrgica de São Mateus, Apóstolo

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia-calendario-geral/?mcat=4
 
Reflexão
São Mateus é um dos apóstolos, homem decidido e generoso desde o primeiro momento da sua vocação. Em hebreu, o seu nome significa dom de Deus. Nasceu em Cafarnaum. É evangelista, o primeiro que, por inspiração divina, pôs por escrito a mensagem de Jesus. Era um judeu que exercia as funções de cobrador de direitos de portagem ao serviço de Herodes Antipas. Um dia, Jesus saía de Cafarnaum em direcção ao Lago, olhou para ele com atenção e disse-lhe: Mateus, segue-me. Seguiu-o, foi generoso e agradecido ao mesmo tempo. Acompanhou sempre o Salvador. Foi testemunha da Ressurreição, assistiu à Ascensão e recebeu o Espírito Santo no dia de Pentecostes. A glória principal de São Mateus é o seu Evangelho, escrito em aramaico e traduzido depois para o grego e, segundo uma tradição, pregou no Oriente.
No Evangelho, Mateus ao contar-nos a história da sua vocação, mostra-se impressionado com a misericórdia de Jesus, Ele que veio para aos doentes, para os pagãos e não só para os judeus. O cobrador de impostos ao povo judeu para pagar aos romanos, era uma profissão muito mal conceituada. Mas também para esses veio o Reino de Deus. Jesus chama radical e incondicionalmente: Segue-me. A misericórdia de Jesus manifesta-se a todos, mesmo aos desprezados, como Mateus. A gratidão é indispensável perante os gestos do amor de Deus, por isso Mateus recebe-o em sua casa.

Friday, September 18

Sexta-feira da Semana XXIV do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3093
 
Reflexão
Jesus Cristo, dando a vida em oblação ao Pai pela salvação do mundo, passou deste mundo para o Pai. Ao aparecer aos seus, ressuscitado, manifestou que vivia agora na glória do Pai. Na sua humanidade, Ele é agora o Ressuscitado. É em Cristo ressuscitado que se apoia toda a nossa fé e a nossa esperança. Ele é o Primeiro dos que morreram e que entram, como homens, na glória de Deus.
Na sua vida apostólica, Jesus é acompanhado pelos Doze e por algumas mulheres, de entre as quais Maria de Magdala, que virão a encontrar-se de novo junto da Cruz, na sepultura do Senhor e diante do túmulo vazio, onde foram as primeiras a ver o Senhor ressuscitado. Porque O seguiram até à Cruz, também foram as primeiras a encontrá-l’O na ressurreição.

Thursday, September 17

Quinta-feira da Semana XXIV do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3092
 
Reflexão
O Evangelho pode resumir-se, todo ele, no mistério pascal de Jesus Cristo. Ele morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação. São Paulo sente necessidade de o recordar, de vez em quando, aos cristãos como fundamento que é da sua fé. E, para que o seu testemunho seja mais vivo, refere várias aparições do Senhor ressuscitado, ao tempo de data bem recentes, pois que ainda vivem algumas testemunhas oculares.
Todo este episódio do Evangelho de São Lucas,  cujos pormenores se compreendem facilmente no ambiente das sociedades orientais, mostra como São Lucas tanto gosta de pôr em realce a misericórdia de Jesus. Com uma breve parábola, Jesus mostra a Simão que os seus pensamentos não iam bem orientados; de facto, não se tratava de Se deixar tocar por uma pecadora, mas de acolher uma penitente e de lhe dar o perdão. (Esta penitente não deve ser confundida com Maria, irmã de Marta, nem provavelmente com Maria de Magdala, a Madalena).

Tuesday, September 15

Memória litúrgica de Nossa Senhora das Dores

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=597
 
Reflexão
Na Igreja, a piedade cristã alimentou a devoção às sete dores de Nossa Senhora. Numa homilia de Sexta-feira Santa, o Papa Francisco recordou-nos que a primeira, só 40 dias depois o nascimento de Jesus, a profecia de Simeão fala de uma espada que lhe trespassará o coração. A segunda dor, a fuga para o Egipto para salvar a vida do Filho. A terceira dor, aqueles três dias de angústia quando o jovem Jesus permaneceu no templo. A quarta dor, quando Nossa Senhora se encontra com Jesus no caminho do Calvário. A quinta dor de Nossa Senhora é a morte de Jesus, ao ver ali o seu Filho, crucificado, nu, a morrer. A sexta dor é a descida de Jesus da cruz, morto, e ela pega nele no colo como o havia feito há mais de 30 anos em Belém. A sétima dor é o sepultamento de Jesus.
Este breve texto está no centro do relato da apresentação de Jesus ao templo, onde é levado pelos pais, conforme prescrevia a Lei para os primogénitos. A espada, que trespassa a alma e atinge o coração, preanuncia os sofrimentos e as dores que Maria havia de passar. Mas, à luz de Hebreus, a palavra espada também representa a Palavra de Deus, que, tanto Cristo como a sua Mãe, escutaram, e à qual prestaram total obediência, mesmo quando foi preciso enfrentar o sofrimento e a morte.
As leituras de hoje fazem-nos pensar no sofrimento, que continua a ser uma realidade na história individual e coletiva da humanidade, mas que, de certo modo, também existe no mundo divino. Foi assumido por Deus na Incarnação do Filho, e partilhado pela sua Mãe, mulher comum e especial. A sua experiência de sofrimento humano, pode subtrair esse mesmo sofrimento à maldição e torná-lo mediação de vida salva e serviço de amor.