Monday, January 24

Sunday, January 23

Reflectindo: Domingo III do Tempo Comum

A vocação, o chamamento dos discípulos não é algo que eles escolhem ou que pedem. Não são eles que tomam a iniciativa de ir atrás de Jesus, como Mestre muito importante e célebre daquela altura. A iniciativa é de Jesus, que chama os discípulos que Ele próprio escolheu, com as suas qualidades mas também com os seus defeitos, com o seu entusiasmo mas também com a sua falta de vontade; é Ele quem os convida a estar com Ele e a segui-l’O e lhes dá uma missão, um serviço, um ensino do Evangelho que é a Sua própria vida e pessoa.
Eles, sem dizerem nada, respondem ao Senhor e renunciam à família, ao seu trabalho, à sua vida já destinada e seguem Jesus sem condições e sem reservas. Eles tomam uma opção radical por Cristo, pelo Seu Reino e pelo Seu anúncio.
Os discípulos agora já não serão pescadores de peixes mas serão os pescadores de homens. O mar, para os judeus, era o lugar dos demónios, da morte, era um lugar muito assustador e simbolizava tudo o que era contra a felicidade e o bem. Os discípulos de Jesus terão então a missão de libertar os homens desse ambiente, libertar o homem da morte, do mal e do pecado e conduzi-los ao mais importante e essencial da nossa vida: Jesus Cristo.
Tal como os discípulos, nós somos chamados a responder afirmativamente à vocação e à missão que Deus nos deu e convidados a sermos testemunhas da vida e da salvação de Deus a toda a humanidade. Todos somos chamados por Jesus a ser pescadores de homens, a ajudar os outros a conhecer e a amar Deus e a subir para a barca de Jesus. Ao sermos pescadores de homens, deveremos levar connosco um grande entusiasmo evangelizador e missionário que pode passar também pela promoção da unidade entre todos os cristãos e principalmente entre aqueles que fazem parte da nossa família e da nossa comunidade cristã.

Domingo III do Tempo Comum

Leituras e Reflexão

Arrependei-vos, porque o reino de Deus está próximo.

Friday, January 21

Paisagem verde 04


Pensamento do dia: 21-01-2011

A confiança não se impõe, ganha-se.

Sexta-feira da Semana II do Tempo Comum

Leituras e Reflexão (Portal dos Dehonianos)

Celebramos Santa Inês

Celebramos uma virgem: imitemos a sua integridade. Celebramos a mártir: ofereçamos sacrifícios.
Celebramos Santa Inês. Conta-se que teria sofrido o martírio com doze anos. Quanto mais detestável se mostra a crueldade que nem a infantil idade poupou, tanto maior é a força da fé que até naquela idade encontrou testemunho.
Em corpo tão pequeno haveria sequer espaço para os sofrimentos? Mas aquela que quase não tinha tamanho para ser ferida pela espada, teve forças para vencer a espada. E contudo, as meninas desta idade não suportam sequer o rosto zangado dos pais e choram como se de feridas se tratasse por causa da picada de um alfinete.
Mas Inês permanece impávida entre as mãos dos cruéis algozes, imóvel perante o pesado e estridente arrastar das cadeias. Oferece o corpo à espada do soldado furibundo, sem saber o que é a morte, mas pronta para ela; levada à força até ao altar dos ídolos, estende as mãos para Cristo entre as chamas de fogo, e no próprio lume do sacrilégio assinala o troféu do Senhor vitorioso; por fim introduz o pescoço e as mãos nos aros de ferro, mas nenhum elo é suficientemente apertado para reter membros tão pequenos.
Novo género de martírio! Ainda não apta para o sofrimento e já madura para a vitória; mal pode combater e facilmente triunfa; dá uma lição de fortaleza, apesar da sua tão tenra idade. Nenhuma noiva se adiantaria para o leito nupcial com aquela alegria com que a virgem avançou para o lugar do suplício, levando a cabeça enfeitada não de tranças mas de Cristo, e coroada não de flores mas de virtudes.
Todos choram, só ela não tem lágrimas. Todos se admiram de que tão generosamente entregue a sua vida quem ainda não a começara a gozar, como se já a tivesse vivido plenamente. A todos espanta que se levante já como testemunha de Deus uma criança, que, pela idade, não podia ainda dar testemunho de si mesma. E afinal foi fidedigno o testemunho que deu acerca de Deus esta criança que ainda não podia testemunhar a respeito de um homem; porque o que ultrapassa a natureza, pode fazê-lo o Autor da natureza.
Quantas ameaças do algoz para que ela se atemorizasse, quantas seduções para que se convencesse, quantas promessas para que o desposasse! Mas a sua resposta foi esta: «É uma ofensa ao Esposo fazer-se esperar; aquele que primeiro me escolheu para Si, esse é que me receberá. Porque demoras, verdugo? Pereça este corpo, que pode ser amado por quem eu não quero». Levantou-se, rezou, inclinou a cabeça.
Terias podido ver o carrasco perturbar-se, como se fosse ele o condenado; tremer a mão direita do verdugo; empalidecerem-se os rostos, temerosos do perigo alheio, enquanto a jovem não temia o próprio.
Tendes numa única vítima dois martírios, o da pureza e o da fé. Permaneceu virgem e foi mártir.


Fonte: Liturgia das Horas

Santa Inês

A Igreja venera hoje uma santa muito conhecida e amada: Santa Inês.
Ela é, sem dúvida, a mais famosa de todas as virgens e mártires dos primeiros tempos do cristianismo. Viveu por volta de 304-306. Sua lembrança e seu culto nunca foram interrompidos.
Na idade de treze anos, recebeu uma proposta de casamento por parte do filho do prefeito de Roma, apaixonado pela sua beleza. Inês pertencia à nobreza romana. Mas era, acima de tudo, cristã. E queria dar a Cristo todos os seus dons, juntamente com a vida.
Conta a história que, por vingança, ela foi condenada à fogueira. E o povo acrescenta que o fogo não tocou nem mesmo os seus longos e belos cabelos. Decidiram então os algozes decepar-lhe a cabeça. Só então ela morreu. Ou melhor, não morreu, mas passou definitivamente para a verdadeira Vida, com Cristo, no Reino do Pai.
O Papa São Dâmaso escreveu sobre Santa Inês, exaltando-lhe as virtudes e propondo-a como modelo para as jovens cristãs de todos tempos.
O Evangelho, bem o sabemos, leva os jovens a fazerem a sua grande opção. Tudo receberam de Deus! Tudo a Deus podem dar!

Thursday, January 20

Atremar

Ver, compreender

Pensamento do dia: 20-01-2011

A ciência é a potência do homem, e o amor, a sua força; o homem só se torna homem pela inteligência, mas só é homem pelo coração.
Amiel

Quinta-feira da Semana II do Tempo Comum

Leituras e Reflexão deste dia (Portal dos Dehonianos)

Wednesday, January 19

Ribeira do Natal

A origem do nome Ribeira do Natal (ou como aparece nalguns escritos Ribeira de Natal) não se apresenta consensual, retirando que o Natal junto à Ribeira tem a ver, de facto, com esta altura do ano...
Mesmo assim, existem pelo menos duas versões que sustentam o nome: uma refere que como foi a primeira ribeira encontrada pelos descobridores da Madeira lhe chamaram Natal; outra aponta para a coincidência de nesse local as pessoas do Caniçal se reunirem por alturas do Natal a fim de comemorarem a quadra festiva. Daí a 'ponte do Natal' - que é bem antiga -, praia do Natal e a Ribeira do Natal.


Fonte: DN Madeira

Pensamento do dia: 19-01-2011

A chama e o fumo simbolizam a Deus; a chama, por ser brilhante e quase imaterial e o fumo por ser impenetrável à vista, representavam a invisibilidade de Deus.
E. F. Sutcliffe

Quarta-feira da Semana II do tempo Comum

Leitura e Reflexão do dia

Monday, January 17

Memória de Santo Antão, Abade

Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro nos Céus. Depois vem e segue-Me.
Este insigne pai do monaquismo nasceu no Egipto cerca do ano 250. Depois da morte de seus pais, distribuiu os seus haveres pelos pobres e retirou-se para o deserto, onde começou a sua vida de penitente. Teve numerosos discípulos e trabalhou em defesa da Igreja, animando os confessores na perseguição de Diocleciano e apoiando S. Atanásio na luta contra os arianos. Morreu no ano 356.

Domingo II do Tempo Comum

João Baptista conta-nos a experiência que o levou a reconhecer Jesus: É d’Ele que eu dizia: Depois de mim vem um homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim. Eu não O conhecia, mas para Ele Se manifestar a Israel é que eu vim baptizar em água). Tudo o que aconteceu no Baptismo de Jesus (a abertura dos céus, o dom do Espírito Santo na figura duma pomba e a voz de Deus) confirmou a identidade e a missão d’Aquele que é o Filho de Deus.
Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. (Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Ele é o Servo sofredor, o Cordeiro que é levado para o matadouro, que assume os pecados da humanidade e realiza a Sua expiação. Ele é o Cordeiro Pascal, é o símbolo da acção libertadora de Deus em favor de Israel, Ele é imolado para tirar o pecado do mundo, Ele liberta os homens dos seus pecados e de tudo aquilo que não os deixa ser livres.
A Sua missão é eliminar o pecado do mundo. Os homens estavam sobrecarregados com os seus pecados, com a recusa da proposta de vida que Deus quis oferecer a todos, queriam resistir à salvação recusando a luz de Jesus Cristo. Ao ver este clima de mal e de desvio do essencial da vida humana, Deus enviou ao mundo o Seu Filho com a missão de levar os homens à verdadeira liberdade que só Deus pode dar.
Jesus é o Filho de Deus que possui a plenitude do Espírito Santo e que baptiza no Espírito (João deu mais este testemunho: Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e repousar sobre Ele. Eu não O conhecia, mas quem me enviou a baptizar em água é que me disse: Aquele sobre quem vires o Espírito Santo descer e repousar é que baptiza no Espírito Santo. Ora, eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus).
Jesus é o Filho de Deus, é o Deus que se faz pessoa, que vem ao encontro dos homens, que vem montar a sua tenda no meio dos homens para lhes oferecer a verdadeira vida divina. A sua missão é eliminar todo o pecado que nos escraviza e que nos impede de abrir o nosso coração a Deus.

Tuesday, January 11

Vieste para nos arruinar?

«Mas livrai-nos do mal». Nesta petição, o Mal não é uma abstracção, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O «Diabo» («dia-bolos») é aquele que «se atravessa» no desígnio de Deus e na sua «obra de salvação» realizada em Cristo. «Assassino desde o princípio, [...] mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44), «Satanás, que seduz o universo inteiro» (Ap 12, 9), foi por ele que o pecado e a morte entraram no mundo, e é pela sua derrota definitiva que toda a criação será «liberta do pecado e da morte» (Missal Romano). «Sabemos que ninguém que nasceu de Deus peca, porque o preserva Aquele que foi gerado por Deus, e o Maligno, assim, não o atinge. Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro está sujeito ao Maligno» (1 Jo 5, 18-19). [...]
A vitória sobre o «príncipe deste mundo» (Jo 14, 30) foi alcançada, duma vez para sempre, na «Hora» em que Jesus livremente Se entregou à morte para nos dar a sua vida. Foi o julgamento deste mundo, e o príncipe deste mundo foi «lançado fora» (Jo 12, 31). «Pôs-se a perseguir a Mulher» (Ap 12, 13-16), mas não logrou alcançá-la: a nova Eva, «cheia da graça» do Espírito Santo, foi preservada do pecado e da corrupção da morte [...]. Então, «furioso contra a Mulher, foi fazer guerra contra o resto da sua descendência» (Ap 12, 17). Eis porque o Espírito e a Igreja rogam: «Vem, Senhor Jesus!» (Ap 22, 17.20), já que a Sua vinda nos libertará do Maligno.
Ao pedirmos para sermos libertados do Maligno, pedimos igualmente para sermos livres de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor ou instigador. Nesta última petição, a Igreja leva à presença do Pai toda a desolação do mundo. Com a libertação dos males que pesam sobre a humanidade, a Igreja implora o dom precioso da paz e a graça da espera perseverante do regresso de Cristo. Orando assim, antecipa na humildade da fé a recapitulação de todos e de tudo n'Aquele que «tem as chaves da morte e da morada dos mortos» (Ap 1, 18), «Aquele que é, que era e que há-de vir, o Todo-Poderoso» (Ap 1, 8)
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Catecismo da Igreja Católica, §§ 2851-2854