Sunday, April 19

Domingo II da Páscoa



Reflexão
Neste 2º Domingo da Páscoa, a liturgia da Palavra de Deus apresenta-nos a comunidade dos primeiros cristãos em clima Pascal e a testemunhar a vivência e a transformação da vida face à Ressurreição de Jesus. A sua missão é revelar a todos esta nova vida que Jesus nos dá e são chamados a partilhar com aqueles que queiram acolher Jesus vivo e Ressuscitado.
Na 1ª leitura, faz-se a descrição de alguns aspectos importantes da vida da comunidade cristã de Jerusalém; recorda o essencial da experiência cristã e da sua maneira de viver; é a descrição da comunidade ideal que pretende servir de modelo à Igreja e a todos os cristãos de todos os tempos.
A comunidade nascida do Espírito e do testemunho dos apóstolos é uma comunidade de irmãos que vive em comunhão fraterna e resulta da identificação com Cristo. É uma comunidade assídua ao ensino dos apóstolos, empenhada em conhecer e acolher a proposta de salvação que vem de Jesus, através do testemunho dos apóstolos.
É uma comunidade que celebra a sua fé na liturgia: na fracção do pão e nas orações.
É uma comunidade que partilha os bens: da comunhão com Cristo, resulta a comunhão dos cristãos entre si.
É uma comunidade que dá testemunho. Os gestos realizados pelos apóstolos infundiam em todos aqueles que os testemunhavam a certeza da presença de Deus.
Isso mesmo também ouvimos no Evangelho de hoje em que se realça a ideia de que Jesus vivo e ressuscitado é o centro da comunidade cristã. É à volta d’Ele que a comunidade vive e cresce e é d’Ele que recebe a vida e os dons que a anima e que lhe permite enfrentar as dificuldades e os obstáculos do anúncio.
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou–Se no meio deles. Jesus depois mostra-lhes as mãos e o lado trespassado que simbolizam o seu amor e da sua entrega. 
É na comunidade que se dá a verdadeira catequese sobre a fé, é através da experiência da fé em Cristo vivo e ressuscitado, é na comunidade o lugar por excelência em que se manifesta e irradia o amor de Jesus. Tomé irá ser o representante daqueles que vivem fechados em si próprios, que está ausente da comunidade e que não participa da experiência comunitária da Ressurreição e da aparição de Jesus Cristo mas quer uma prova pessoal do acontecimento.
O episódio de Tomé poderá ser algo que aconteça a todos nós: todos temos dúvidas e incertezas na fé e na confiança em Deus. O mais importante é ultrapassá-las também com ajuda da comunidade, além da própria força do Espírito Santo que age em nós.
A comunidade tem de ser o lugar onde fazemos, verdadeiramente, a experiência do encontro com Jesus ressuscitado. É nos gestos de amor, de partilha, de serviço, de encontro, de fraternidade, que encontramos Jesus vivo, a transformar e a renovar o mundo. Que O testemunhemos na nossa vida.

Friday, April 17

Aconteceu a 17 Abril

Principais acontecimentos registados no dia 17 de abril, Dia Mundial da Hemofilia.

1961 - Forças opositoras ao regime cubano de Fidel Castro tentam, em vão, a invasão de Cuba pela Baía dos Porcos, a partir do sul dos EUA.
1970 - A Apollo XIII regressa a Terra, com os astronautas a salvo, depois da explosão dos depósitos de combustível.
1982 - Jorge Nuno Pinto da Costa é eleito presidente do FC Porto.
1999 - Milícias pró-integracionistas espalham o terror em Timor-Leste. Dezenas de civis são massacrados em Díli.
2003 - O basquetebolista norte-americano Michael Jordan disputa o seu último jogo oficial e termina a carreira.
2003 - Morre o multimilionário britânico e filantropo Paul Getty II. Tinha 70 anos
2004 - Toma posse o Governo de José Luís Zapatero, em Espanha.
2006 - A judoca portuguesa Telma Monteiro ascende ao primeiro lugar do ranking mundial na categoria até -52 kg.

Pensamento do dia: 17-04-2020

A Ressurreição de Cristo é princípio de vida nova para todo o homem e toda a mulher, porque a verdadeira renovação parte sempre do coração, da consciência. (Papa Francisco)

Sexta-feira da Oitava da Páscoa

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2924

Reflexão
A cura do coxo foi ocasião para uma longa catequese, uma mistagogia, uma catequese para iniciados sobre os mistérios da sua própria iniciação. De facto, esta semana foi sempre a semana das catequeses mistagógicas para os que receberam os Sacramentos da Iniciação Cristã na Noite Santa da Páscoa. Hoje esta catequese insiste sobre o Nome divino de Senhor, que é agora título do Homem-Deus, o Senhor Jesus, o Ressuscitado, Kyrie.
É notável a audácia com que Pedro, cheio de Espírito Santo, denuncia, no meio do Sinédrio, o crime perpetrado pelos chefes do povo e anuncia a Ressurreição de Jesus e foi em nome de Jesus que o coxo foi curado, porque, só nele, há salvação.
O Ressuscitado vai ao encontro dos discípulos usando os caminhos que eles mesmos conhecem. Hoje o evangelho fala-nos de uma pesca milagrosa, memória daquela em que, no início da sua vida pública, Jesus tinha prometido que os apóstolos seriam pescadores de homens. Se estivermos atentos aos pequenos sinais, também nós reconheceremos o Senhor.
As aparições do Senhor ressuscitado vêm frequentemente em ambiente de refeição e esta é descrita com termos semelhantes aos da celebração da Eucaristia. A celebração eucarística é o lugar privilegiado onde os cristãos reconheceram o Senhor no seu Mistério Pascal. A pesca abundante evoca a abundância de vida de que o mistério da Páscoa de Jesus é fonte e origem.
O texto descreve, de forma simbólica, a missão da Igreja primitiva e o retrato das comunidades que permanecem estéreis quando estão privadas de Cristo, mas que se tornam fecundas quando obedecem à sua palavra e vivem da sua presença. Há um convite à comunidade eclesial de todos os tempos a encontrar o sentido da sua vocação centrando-se em Jesus como Senhor da vida, porque é na dupla mesa da Palavra e da Eucaristia que a Igreja torna frutuosa a sua acção no meio dos homens.

Thursday, April 16

Aconteceu a 16 Abril

Principais acontecimentos registados neste dia, Dia Mundial da Voz.

1889 - Nasce o cineasta Charles Chaplin, Charlot, realizador, ator de teatro e cinema, figura-chave do século XX.
1917 - Lenine regressa à Rússia depois de anos de exílio na Suíça.
1948 - É assinada a Convenção de Cooperação Económica Europeia em Paris, criando a OECE, atual OCDE, de que Portugal é membro fundador.
1972 - Lançamento da nave espacial norte-americana Apollo-16.
1990 - Rosa Mota vence, pela terceira vez, a maratona de Boston.
1991 - Morre, com 83 anos, o cineasta britânico David Lean, realizador de "Lawrence da Arábia" e "Doutor Jivago".
2003 - Polónia, Hungria, República Checa, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia, Malta e Chipre assinam, em Atenas, os Tratados de Adesão à União Europeia, que se tornará efetiva a 01 de maio de 2004.
2005 – Arranque da tournée Três Desejos dos Xutos e Pontapés na Casa da Música no Porto.
2008 - Morre o matemático e meteorologista norte-americano Edward Lorenz, "pai" da Teoria do Caos. Tinha 90 anos.
2014 - Naufrágio do "ferry" Sewol, na Coreia do Sul, causa a morte de 304 pessoas, a maioria estudantes do secundário.

Pensamento do dia: 16-04-2020

A grandeza de um ser humano depende da intensidade de sua relação com Deus. (Antoine de Saint-Exupéry)

Quinta-feira da Oitava da Páscoa


Reflexão
Os Apóstolos nem queriam acreditar. Imaginavam ver um fantasma. A narração desta aparição aos Onze está na linha da aparição aos discípulos de Emaús. Ante o assombro, Jesus dá provas físicas da sua identidade e explica-lhes a necessidade de que tudo quanto estava escrito a seu respeito, tinha de cumprir-se, como de facto se cumpriu. Jesus abre-lhes a inteligência à compreensão plena das Escrituras.

Wednesday, April 15

Quarta-feira da Oitava da Páscoa


Reflexão
Dois homens, fracassados na fé, caminham para Emaús. Esperavam a libertação do seu povo, e o seu Messias resultou num fracasso. Crucificado, morto e sepultado há três dias, sem nova nem mandato. O Senhor acompanha-os, ainda que não o reconheçam, embora já sintam o seu coração a aquecer-se.
Quando O reconhecem, no partir do pão, voltam para Jerusalém, entusiasmados. Agora acreditam.
Os discípulos de Emaús são imagem de todos nós que caminhamos, duvidamos e finalmente recuperamos a alegria e a paz no encontro pessoal com Jesus ressuscitado. O dom total e a partilha do amor misericordioso de Cristo é fogo para o anúncio da Boa Nova. (Mensagem urbi et orbi de Sua Santidade Bento XVi, Páscoa 2006)

Tuesday, April 14

Aconteceu a 14 Abril

Este  é  o  centésimo  quarto  dia  do  ano.  Faltam  261  dias  para  acabar  2020. É o Dia do Cineclube.

1865 - Abraham Lincoln, 16.º Presidente dos Estados Unidos, é alvejado a tiro no Teatro Ford, em Washington. Morrerá na manhã seguinte.
1912 - O paquete Titanic embate num iceberg, no Atlântico Norte, e começa a afundar-se durante a viagem inaugural.
1934 - Inauguração, em Lisboa, do monumento a Marquês de Pombal.
1939 - Termina a Guerra Civil de Espanha com a vitória dos insurgentes franquistas.
2002 - Xanana Gusmão é eleito Presidente de Timor-Leste com 82,7 por cento dos votos.
2003 - É revelada a sequência total do genoma humano, decifrado a 26 de junho de 2000.
2005 - Abre a Casa da Música, no Porto, com um espetáculo de Lou Reed e um concerto da banda portuguesa Clã.
2010 - Um sismo de magnitude 7,1 na escala de Richter atinge a província chinesa de Qinghai, na confluência do Tibete, fazendo milhares de mortos.
2015 - Morre, aos 73 anos, Percy Sledge, cantor soul norte-americano, conhecido por interpretar o tema "When a man loves a woman".

Pensamento do dia: 14-04-2020

A perseverança é a mãe da boa sorte. (Miguel de Cervantes)

Terça-feira da Oitava da Páscoa


Reflexão
O eco das palavras de Pedro chega até nós: salvai-vos desta sociedade corrompida, aquela que deu morte a Jesus! Ao discurso de Pedro, responderam cerca de três mil fiéis, convertendo-se ao Senhor Jesus Cristo e baptizando-se.
É inútil procurar entre os mortos Aquele que vive! O amor provoca a fé viva no ressuscitado. Lágrimas de dor e sofrimento abrem caminho para ver e reconhecer o Senhor. Onde há dois ou três reunidos em Seu nome, aí se celebra o mistério pascal de Cristo!

Monday, April 13

Segunda-feira da Oitava da Páscoa

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2920

Reflexão
A Ressurreição de Jesus, momento cume da História, é o mistério central da nossa fé. Inaugura uma nova era e um mundo novo, onde a vida e não a morte, tem a última palavra.
Ilumina o problema da vida e morte do homem. O Sepulcro está vazio. Jesus aparece às duas Marias e aos discípulos. Os guardas são subornados pelos Sumos Sacerdotes. O suborno é coisa antiga, e a mentira também. Por isso diz o Apóstolo, celebremos a Festa com o pão ázimo da pureza e da verdade. Aleluia.

Sunday, April 12

Domingo de Páscoa


Reflexão
Cristo vive! Aleluia! Vai fazendo eco nos nossos corações e nos nossos ouvidos esta jubilosa notícia que ressoa na leitura do Evangelho da Páscoa.
Cristo vive! Aleluia! O acontecimento da Páscoa é o grande sinal e o pleno cumprimento de todas as Escrituras, que escutávamos longamente nesta noite. Para conhecer Jesus, para reconhecer o Ressuscitado, é necessário recordar-se das Escrituras, que apontam para Ele, ao mesmo tempo que o Ressuscitado nos remete para elas. O Ressuscitado cumpre e enche de vida as Escrituras; está no meio delas, faz com que as Escrituras possam transbordar de vida.
Cristo vive! Aleluia! Recordando as palavras, segundo as quais o Filho do Homem havia de ser entregue, crucificado e ressuscitado ao terceiro dia, aquelas mulheres aprendem a ler, nas Escrituras, os sinais do sepulcro aberto, da pedra removida, das faixas de linho no chão e do sudário enrolado noutro lugar: Não está aqui. Ressuscitou. O encontro com o Ressuscitado é inseparável das Escrituras que O profetizam e dos evangelizadores que O anunciam.
Cristo vive. Aleluia! Digamo-lo hoje e sempre porque como nos diz o Papa Francisco, corremos o risco de tomar Jesus como um bom exemplo do passado, como uma recordação. Isso não nos serviria de nada, deixar-nos-ia iguais, não nos libertaria. Aquele que nos enche com a sua graça, aquele que nos liberta, aquele que nos transforma, aquele que nos cura e nos consola é alguém que vive. É Cristo ressuscitado, cheio de vitalidade sobrenatural, vestido de uma luz infinita. Por isso dizia São Paulo: Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé. A notícia da Páscoa do Senhor é que Ele vivo e vive para sempre! Por isso, alegra-te com o teu Amigo que triunfou. Cristo vive e quer-te vivo.
Cristo vive. Aleluia. Neste dia, renova a memória das maravilhas de Deus, das quais a maior é a Ressurreição. Nessa memória enraíza a tua esperança e caminharás sem perder o rumo. Agarrado a Ele, viverás e ultrapassarás todas as formas de morte e de violência que se escondem no teu caminho. Porque Ele vive, crê que em todas as situações dolorosas há sempre uma saída. Agarra-te como aquelas mulheres, à esperança, para não andares à deriva, no meio das tempestades da vida. Agarrado à esperança, mantém vivos os teus sonhos, projectos e ideais, porque a vida é uma aventura que vale a pena viver. Em tudo e sempre, lembra-te de Jesus, ressuscitado de entre os mortos. Ele vive e quer-te vivo hoje mesmo.
Uma Santa Páscoa! Aprende a Acreditar. Jesus Ressuscitou! Aleluia. Aleluia!

Wednesday, April 8

Quarta-feira da Semana Santa


Reflexão
O servo de Deus antecipa a Paixão do Messias que, no meio dos sofrimentos, não perde a confiança no Senhor. Assim é todo o justo, quando perseguido e traído. Os planos homicidas dos judeus compram a consciência de Judas por trinta moedas de prata, o preço dum escravo, o preço da traição. Também hoje, muitos perguntam: Quanto há para isso?, vendendo a consciência ao diabo! É assim o mistério do coração humano, capaz do mais nobre e também do mais vil!...

Tuesday, April 7

Terça-feira da Semana Santa


Reflexão
A missão do servo de Deus é proclamar a Palavra do Senhor, reunir os sobreviventes de Israel, e ser luz das nações. Tarefa de salvação universal que Jesus realiza em plenitude.
Na mesa da última Ceia, presencia-se um drama de amor, ressentimentos, ambições, traição e negação. A morte de Cristo inclui já a glória da ressurreição. A teologia da cruz e da glória são duas faces da mesma moeda.

Monday, April 6

Segunda-feira da Semana Santa


Reflexão
O servo de Deus é a figura do povo de Israel e também do próprio Cristo. Trata-se dum servo compassivo e manso, ungido para proclamar a justiça e libertação dos oprimidos. Cristo é, de facto, o Servo que Deus ungiu e fez aliança com o Seu Povo, a Igreja.
Jesus descansa em casa de seus amigos, Lázaro, Marta e Maria. O ódio a Jesus também se estende a Lázaro, a quem pretendem matar. O gesto de Maria enche de fragrância aquela casa. Judas finge ser amigo dos pobres.

Sunday, April 5

Domingo de Ramos


Reflexão
O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa, que culmina com a celebração do núcleo da nossa fé: o Mistério Pascal da morte e ressurreição de Jesus Cristo, a Páscoa. Somos convocados a viver a potência do amor que dá a vida.
 No primeiro dia da Semana Santa, neste tempo tão excepcional, ao ouvir o Evangelho da Paixão segundo São Mateus, abramos o coração para procurarmos entender o mistério de Cristo. Ele é o Rei da mansidão, que renuncia aos títulos de rei e de pessoa importante, optando pela escolha consciente da não violência, do respeito e do agir pacífico. Ele não se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si próprio. Ele é o Servo Sofredor, é o Cordeiro inocente, humilde e obediente.
Este Evangelho coloca-nos perante diversos paradoxos, como o da numerosa e calorosa multidão, que acolhe o Messias no Monte das Oliveira, e uma multidão que condena um Jesus solitário e abandonado diante de Pilatos. Provavelmente, Mateus quer nos dizer que a fé como adesão a Cristo requer mais qualidade do que quantidade, mais profundidade, mais coerência, mais liberdade.
Há um convite repetido, no relato de Mateus, que, nestes dias, possui outro alcance e actualidade: Ficai aqui, enquanto Eu vou além orar; ficai aqui e vigiai comigo. O ficai aqui podia-se hoje traduzir por ficai em casa para suster a propagação deste invisível inimigo chamado coronavírus. Este é o tempo de estar em família, o que permite uma maior proximidade de cada membro, um maior convívio. Este é o tempo de estar inteiramente presente, qualquer que seja o momento: diálogo, silêncio, açcão, oração. Mas também exige um isolamento que chega a atrofiar alguns dos nossos hábitos, dos quais faz parte a presença física na comunidade paroquial e na sociedade.
Timothy Radcliffe, frade dominicano, lembra que este isolamento pode ser mais terrível do que a morte porque fere a nossa identidade: somos feitos para viver em comunhão, os contactos físicos moldam o nosso ser. Ele recorda que o centro da fé cristã também está envolvido por um total isolamento: foi erguido sobre a cruz e, acima da multidão, sem qualquer contacto, transformado em nu objecto. Naquele momento, Ele não só abraçou as nossas mortes. Ele fez totalmente sua a solidão que todos nós, por vezes, suportamos, e que milhões de pessoas estão hoje a viver.
As circunstâncias da Paixão sucedem-se para se cumprirem as Escrituras, segundo o itinerário feito pelo evangelista Mateus. A propósito disto, diz-nos o Papa Francisco que não só as Escrituras antigas tinham predito aquilo que Jesus havia de realizar, mas Ele próprio quis ser fiel àquela Palavra para tornar evidente a única história da salvação, que n’Ele encontra a sua realização.
Jesus continua a ser crucificado nos crucificados do mundo, nas vítimas dos egoísmos e das injustiças; também nos que, por estes dias, padecem com a pandemia do coronavírus. Sou capaz de ver aí mesmo o Cristo, padecente e sofredor, rosto do amor que se oferece em plenitude como vida, saúde e salvação?
Abramos o nosso coração a Cristo e vivamos esta Semana Santa na oração, no convívio, no encontro com Deus, na fraternidade que nos une como irmãos e fiquemos em casa.

Friday, April 3

Sexta-feira da Semana V da Quaresma


Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2912

Reflexão

A verdade é incómoda. Os judeus não querem aceitar que Jesus é o Filho de Deus. Por isso o repelem. A história repete-se. Os homens de hoje também julgam bastar-se a si mesmos, e julgam não precisar de Deus para nada. A Humanidade do Filho de Deus torna-o semelhante a qualquer um de nós. Por isso a dificuldade de o identificar. Só pela Fé, dom de Deus, se pode aceitar e compreender esse mistério.
Cada vez se apresenta mais negra a luta entre Cristo e os seus ouvintes, fechados à sua palavra, entrincheirados nas suas seguranças, mesmo religiosas. É difícil para o orgulho humano ver a glória de Deus através dos sinais tão humanos da pessoa, da vida e das acções de Jesus. Mas é este o caminho da Encarnação: Deus revela-Se e está perto dos homens na humildade de seu Filho, e prolonga esta revelação e esta presença na comunidade da fé, que é a Igreja. Mas, tudo isto, que devia ser aceite como sinal de aliança, torna-se, para quem não o sabe acolher, sinal obscuro, ocasião de escárnio e desprezo. E assim se dá a morte ao que se destinava a ser semente de vida. Acusa Jesus de blasfemo, por se fazer igual a Deus, sendo um homem. Jesus responde, primeiro referindo a Palavra de Deus, que todos aceitam e apelando para as obras realizadas que os seus adversários puderam testemunhar. Apela para as suas obras que são Palavra, confirmação da Sua identidade de enviado, de Messias e de Filho de Deus.

Thursday, April 2

Quinta-feira da Semana V da Quaresma

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2911

Reflexão
Abraão, que Jesus vai recordar no Evangelho, aparece como o homem com quem Deus faz Aliança e que se torna o pai de todo o futuro povo de Deus. Abraão é símbolo de todos os que se entregam, confiadamente, ao poder da palavra de Deus e se tornam instrumento providencial da acção de Deus entre os homens e objecto da sua divina intimidade.
Foi Deus quem Se revelou a Si mesmo e revelou a Abraão o nome novo: pai de inúmeros povos, de acordo com um projecto divino de salvação no qual era chamado a ser protagonista. Esta vocação e missão implicavam caminhar diante do Senhor em integridade de vida. Abraão e da sua posteridade seriam de Deus, e Deus seria O Deus de Abraão e da sua posteridade. Abraão responde à proposta divina com um gesto de adoração e de acção de graças que se torna escuta.
Toda a obra de Jesus é o que é e tem o valor que tem por Ele ser quem é: o Filho de Deus, imagem do Pai. Aquele que estabelece a aliança entre o Pai e os homens. Esta aliança já vem de longe: um dos seus grandes momentos foi quando Deus a fez com Abraão. Mas Jesus é maior do que Abraão e é antes dele e será depois dele. A aliança selada no sangue da sua cruz é aliança eterna, que havemos de recordar perpetuamente, como também Ele jamais a esquecerá.
Jesus afirma, com solenidade, que a sua Palavra é vida e dá a vida a quem a acolhe. Jesus vai respondendo indirectamente às perguntas provocatórias que lhe são feitas. Mas, das suas respostas, emerge a clara afirmação de que é o Filho de Deus, cuja glória procura. É Deus que o leva a falar. Só reconhecendo a Deus, que se manifesta no seu Filho feito homem, se pode ter a vida. Há uma perfeita comunhão entre o Pai e o Filho. É para ela que se encaminha a história da salvação, prometida a Abraão que, na fé, entreviu a sua realização.
Jesus diz-nos que o segredo da liberdade é a obediência à sua palavra e a saber acolhê-la na vida. Abraão é exemplo disso. Também nós somos chamados, neste tempo, a ver o dia de Jesus e a permanecer na alegria. A fé n'Ele exige um contacto pessoal com Ele, com um amor incarnado e serviço aos irmãos.

Wednesday, April 1

Quarta-feira da Semana V da Quaresma


Reflexão
Cristo liberta-nos: pela sua Palavra que é a verdade; pela sua vida de amor e testemunho. No mundo de hoje, só os critérios do Evangelho nos levarão à verdadeira liberdade. Hoje só existe a escravatura daquele que se quer escravizar a falsos deuses, a vícios, como o álcool, a droga, a prostituição, o dinheiro, o egocentrismo, etc. Sentir-se e ser filho de Deus, é realmente tornar-se livre. Quem ainda não o sentiu, que o experimente!