Thursday, March 31

Quinta-feira da Oitava da Páscoa



Reflexão
Os Apóstolos nem queriam acreditar. Imaginavam ver um fantasma. A narração desta aparição aos Onze está na linha da aparição aos discípulos de Emaús. Ante o assombro, Jesus dá provas físicas da sua identidade e explica-lhes a necessidade de que tudo quanto estava escrito a seu respeito, tinha de cumprir-se, como de facto se cumpriu. Jesus abre-lhes a inteligência à compreensão plena das Escrituras.

Wednesday, March 30

Quarta-feira da Oitava da Páscoa


Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_semanal_ver.asp?liturgiaid=755

Reflexão
Dois homens, fracassados na fé, caminham para Emaús. Esperavam a libertação do seu povo, e o seu Messias resultou num fracasso. Crucificado, morto e sepultado há três dias, sem nova nem mandato. O Senhor acompanha-os, ainda que não o reconheçam, embora já sintam o seu coração a aquecer-se.
Quando O reconhecem, no partir do pão, voltam para Jerusalém, entusiasmados. Agora acreditam.

Monday, March 28

Segunda-feira da Oitava da Páscoa



Reflexão
A Ressurreição de Jesus, momento cume da História, é o mistério central da nossa fé. Inaugura uma nova era e um mundo novo, onde a vida e não a morte, tem a última palavra.
Ilumina o problema da vida e morte do homem. O Sepulcro está vazio. Jesus aparece às duas Marias e aos discípulos. Os guardas são subornados pelos Sumos Sacerdotes. O suborno é coisa antiga, e a mentira também. Por isso diz o Apóstolo, celebremos a Festa com o pão ázimo da pureza e da verdade. Aleluia.

Wednesday, March 23

Quarta-feira da Semana Santa



Reflexão
O servo de Yhavé antecipa a Paixão do Messias que, no meio dos sofrimentos, não perde a confiança no Senhor. Assim é todo o justo, quando perseguido e traído. Os planos homicidas dos judeus compram a consciência de Judas por trinta moedas de prata, o preço dum escravo, o preço da traição. Também hoje, muitos perguntam: Quanto há para isso?, vendendo a consciência ao diabo! É assim o mistério do coração humano, capaz do mais nobre e também do mais vil!...

Tuesday, March 22

Terça-feira da Semana Santa



Reflexão
A missão do servo de Yhavé é proclamar a Palavra do Senhor, reunir os sobreviventes de Israel, e ser luz das nações. Tarefa de salvação universal que Jesus realiza em plenitude.
Na mesa da última Ceia, presencia-se um drama de amor, ressentimentos, ambições, traição e negação. A morte de Cristo inclui já a glória da ressurreição. A teologia da cruz e da glória são duas faces da mesma moeda.

Monday, March 21

Segunda-feira da Semana Santa



Reflexão
O servo de Yhavé é a figura do povo de Israel e também do próprio Cristo. Trata-se dum servo compassivo e manso, ungido para proclamar a justiça e libertação dos oprimidos. Cristo é, de facto, o Servo que Deus ungiu e fez aliança com o Seu Povo, a Igreja.
Jesus descansa em casa de seus amigos, Lázaro, Marta e Maria. O ódio a Jesus também se estende a Lázaro, a quem pretendem matar. O gesto de Maria enche de fragrância aquela casa. Judas finge ser amigo dos pobres.

Thursday, March 17

Quinta-feira da Semana V da Quaresma


Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_semanal_ver.asp?liturgiaid=744

Reflexão
Abraão, que Jesus vai recordar no Evangelho, aparece como o homem com quem Deus faz Aliança e que se torna o pai de todo o futuro povo de Deus. Abraão é símbolo de todos os que se entregam, confiadamente, ao poder da palavra de Deus e se tornam instrumento providencial da acção de Deus entre os homens e objecto da sua divina intimidade.
Toda a obra de Jesus é o que é e tem o valor que tem por Ele ser quem é: o Filho de Deus, imagem do Pai. Aquele que estabelece a aliança entre o Pai e os homens. Esta aliança já vem de longe: um dos seus grandes momentos foi quando Deus a fez com Abraão. Mas Jesus é maior do que Abraão e é antes dele e será depois dele. A aliança selada no sangue da sua cruz é aliança eterna, que havemos de recordar perpetuamente, como também Ele jamais a esquecerá.

Monday, March 14

Segunda-feira da Semana V da Quaresma


Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_semanal_ver.asp?liturgiaid=741

Reflexão
O episódio da jovem e bela Susana, assediada por dois anciãos de Israel, no tempo do exílio em Babilónia, é uma história edificante colocada em apêndice ao livro de Daniel. Encontramos aí o próprio profeta, como vidente muito jovem, que faz ver a todos a inocência de Susana, desmascarando a corrupção dos dois anciãos.
Para se manter fiel a Deus e ao marido, Susana enfrenta o perigo da lapidação, quer ceda ao adultério, quer resista às torpes propostas dos anciãos e seja caluniada. Susana prefere morrer inocente a consentir no mal. Tendo posta a sua confiança nas mãos de Deus, pôde verificar que Ele escuta a voz dos seus fiéis e vem em seu auxílio com prontidão e força.
Por cima do juízo dos homens, sobretudo da sua falta de justiça em julgar, está o juízo de Deus, que é sempre um juízo justo e salvador. Susana, falsamente acusada, julgada e condenada, é imagem da Igreja caluniada e condenada. Deus vem em seu auxílio e a liberta, como faz a cada um de nós, que esperamos da misericórdia de Deus a absolvição dos nossos pecados e a reintegração no seu povo. Deus ampara sempre aqueles que n’Ele confiam, umas vezes de forma patente, outras vezes nos segredos dos Seus desígnios.

Sunday, March 13

Domingo V da Quaresma



Reflexão
O Evangelho que escutamos neste 5º domingo da Quaresma apresenta-nos Jesus no templo a ensinar ao povo. Os escribas e os fariseus apresentaram-lhe uma mulher surpreendida em adultério. Esta mulher tinha cometido um grande pecado e para os escribas e fariseus, trata-se de uma grande oportunidade para testar a fidelidade de Jesus às exigências da Lei.
Jesus, porém, começa a escrever com o dedo no chão procurando apelar à reflexão e a examinar a consciência dos acusadores desta mulher. Quem não tiver pecados atire a primeira pedra. Jesus faz com que cada um olhe para si próprio. Cada um deve ser juiz de si mesmo e pouco apressado a julgar os outros.
Jesus denuncia a lógica daqueles que se sentem perfeitos, santos e bons, sem reconhecerem que estão todos a caminho e que, enquanto caminham, são imperfeitos e limitados. É preciso reconhecer, com humildade e simplicidade, que necessitamos todos da ajuda do amor e da misericórdia de Deus. A única atitude que faz sentido é assumir para com os nossos irmãos a tolerância e a misericórdia de Deus.
Nem Eu não te condeno. Vai e não tornes a pecar. Sem excluir ninguém, Jesus promoveu os desclassificados, deu-lhes dignidade, tornou-os pessoas, libertou-os, apontou-lhes o caminho da vida nova. É uma dinâmica de misericórdia, pois só o amor transforma e permite a superação dos limites humanos.
Aquela mulher passou da morte à vida. Graças ao perdão e à misericórdia de Jesus, a mulher adúltera em vez de ser condenada foi salva. Esta é uma belíssima imagem da passagem da morte à vida que todos somos convidados a viver, seguindo os ensinamentos de Jesus. O perdão de Jesus leva à mudança, à conversão, à vida nova e à renovação.

Wednesday, March 9

Quarta-feira da Semana IV da Quaresma


Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_semanal_ver.asp?liturgiaid=737

Reflexão
Jesus continua a manifestar-Se como Aquele que é a Vida e que dá a Vida. Tal como o Pai, segundo a poética descrição do Génesis, faz a criação em seis dias e, no último, dá a vida ao homem, assim Jesus ressuscita e dá a Vida no último dia. Mas esse dia é para já aquele que se inaugura na sua ressurreição, e, para cada um de nós no Baptismo. Nele se exerce o juízo de Deus, condenando o pecado e chamando à graça, destruindo a morte e dando a Vida. Assim se revela a compaixão, o Seu amor por nós.
Aos judeus, que O perseguem por curar em dia de sábado, Jesus revela a sua identidade de Filho de Deus e coloca-se acima da Lei. E mostra que se conforma em tudo ao agir de Deus: o Filho, por si mesmo, não pode fazer nada, senão o que vir fazer ao Pai. A total unidade de acção entre o Pai e o Filho resulta da total obediência do Filho, que ama o Pai e partilha do seu amor pelos homens pecadores. O Pai doa ao Filho o que só a Ele pertence, o poder sobre a vida e a autoridade no juízo. Esta íntima relação entre o Pai e o Filho pode alargar-se aos homens pela escuta obediente da palavra de Jesus.

Monday, March 7

Segunda-feira da Semana IV da Quaresma


Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_semanal_ver.asp?liturgiaid=735

Reflexão
Aproxima-se a Páscoa. O triunfo de Jesus sobre a morte, é também o nosso, desde que vivamos a nossa opção baptismal. O funcionário é exemplo de fé: fé no poder de Jesus, fé na sua palavra e fé na sua Pessoa.
O contacto com Cristo é fonte de vida e nova criação. A oração de petição, como a do funcionário, é o reconhecimento humilde das nossas carências. A oração de louvor e acção de graças deve ser o clima normal da nossa vida.

Thursday, March 3

Quinta-feira da Semana III da Quaresma




Reflexão
Para o profeta Jeremias, o pecado do povo é, sobretudo, a desobediência e obstinação nos seus erros. É a negação da Aliança que leva consigo a ruína. (a 1ª deportação para Babilónia no ano 597 a. C.)
Cristo encontra a mesma obstinação, a mesma cegueira voluntária ante os seus milagres e sinais messiânicos.
A opção é por Cristo ou contra Cristo, pedra de escândalo e sinal de contradição. Não há lugar para titubeio ou divisões.

Wednesday, March 2

Quarta-feira da Semana III da Quaresma



Reflexão
A Lei de Deus é Lei de vida. Cumpre os mandamentos e viverás. Jesus veio dar plenitude à Lei e aos Profetas, acentuou a sua importância e criticou a interpretação que dela fizeram as escolas rabínicas. A alternativa que Jesus propõe não é a abolição, mas uma maior perfeição e exigência. Essa será a nova justiça do Reino de Deus.
A Lei nova de Cristo é a Lei do Espírito e fundamenta uma nova moral. Cristo é o cumprimento pleno da Lei e dos Profetas da Antiga Aliança. A primeira Lei da Igreja e do cristão é o amor sem limites, à medida de Cristo.

Tuesday, March 1

Terça-feira da Semana III da Quaresma



Reflexão
O sacrifício que agrada a Deus é a imolação espiritual de cada um de nós. O perdão de Deus é conseguido não através de sacrifícios de carneiros ou de touros, mas sim o sacrifício espiritual da própria vida de cada um de nós. O perdão concedido aos irmãos é condição e medida do perdão que Deus nos concede. Um perdão fraterno e universal.