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Sunday, May 10

Domingo V da Páscoa

 

Reflexão
Não convém que deixemos de pregar a Palavra de Deus, para servirmos às mesas! Os Doze Apóstolos têm consciência de que precisam tempo para escutar e anunciar a Palavra de Deus.
A Igreja, todos nós, somos um edifício em construção permanente. As primeiras comunidades cristãs procuram encontrar novas respostas, em novos ministérios e serviços, como por exemplo, o dos diáconos, para a dinamização da Caridade.
Pelo Baptismo, tornamo-nos pedras vivas na construção deste templo espiritual. Damo-nos conta de que há muitos modos de celebrar e de viver a presença de Cristo: na oração, na escuta e na vivência da Palavra de Deus, na dádiva da vida, na partilha fraterna, na missão de cada um. Presença real e substancial da Eucaristia.
Neste Templo do Espírito Santo, cada um de nós é uma pedra viva e participa na sua construção com o que tem, o que sabe, no seu estado ou condição de vida. Todos frágeis, necessários, importantes, carecidos de Deus e carentes dos outros.
Jesus dá-nos a Sua Paz: Não se perturbe o vosso coração! Tenhamos confiança. Porque, na base da construção da Igreja, Templo santo de Deus, está Cristo como Pedra Angular! Nesta construção espiritual, nesta renovação inadiável todos têm lugar! Na Igreja e no mundo, Cristo tem um lugar preparado para cada um de nós.
Jesus é Caminho (comprometer-se com Ele, guia da nossa fé), Verdade (escutá-Lo, Ele é fiel, Ele é a Palavra de Deus, em pessoa) e Vida (dá força e alegria de viver). Ser cristão é seguir o próprio Jesus e percorrer um caminho novo e vivo.

Sunday, March 29

Domingo V da Quaresma

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2899

Reflexão
O Evangelho fala-nos de uma família amiga de Jesus que morava em Betânia e que O acolhia. Dessa família apenas conhecemos três irmãos: Marta, Maria e Lázaro. Porém, houve um acontecimento que abalou a vida desta família: Lázaro estava gravemente doente. As irmãs ficam preocupadas e informam Jesus.
É interessante que Jesus não vai imediatamente para lá e até parece que vai atrasar-se de propósito. Jesus deixa então que a morte física do amigo aconteça. É provável que tal aconteça para dizer que Jesus não veio para alterar o ciclo normal da vida do ser humano e fazer com que não morra mas veio sim para dar um novo sentido à morte física e para oferecer a vida eterna.
Depois de dois dias, Ele resolve ir ao encontro do amigo e ao chegar a Betânia, encontrou-o sepultado há já quatro dias: indica que já estava mesmo morto e assim dar mais relevo ao milagre de Jesus.
Marta veio ao seu encontro e disse-lhe: Se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido. Jesus irá dizer-lhe que o seu irmão ressuscitaria mas ela pensava que as palavras de Jesus eram apenas palavras de ocasião e banais e que Ele estava a falar na crença dos fariseus na ressurreição segundo a qual se dizia que os mortos haveriam de reviver no final dos tempos.
Jesus vai então visitar o túmulo e chorar. E assim mostra o sofrimento pela morte do seu amigo Lázaro. Até as pessoas ao verem, irão afirmar: Vede como ele era seu amigo. É de alguma forma para nos dizer que é muito normal que nós choremos perante certos acontecimentos tais como o falecimento de um familiar ou amigo mas não devemos viver totalmente escravos da morte.
Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, é a imagem, a encarnação do Deus que é amor, misericórdia e ternura paterna e materna do Deus que é Vida. Por isso, disse a Marta: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá. Proclama que, quem acredita n’Ele, terá a vida para sempre; depois de morrer, viverá para sempre uma vida nova. Esta é a grande notícia que Jesus nos traz hoje: estar com Ele, permanecer e escutar a Sua vontade é ter a vida para sempre. E acrescentou: Crês nisto? É uma pergunta que Jesus dirige a cada um de nós, que ultrapassa a nossa compreensão exige que confiemos n’Ele. A resposta de Marta é exemplar: Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo. Significa que acredita, apesar das suas dúvidas e incertezas porque Ele tem palavras de vida eterna e dá a vida.
Jesus, ao restituir a vida a Lázaro, diz-nos que tem mais força que a morte e é capaz de a derrotar: Lázaro volta a ter vida. A família de Betânia é também a representante da comunidade cristã, que é formada por irmãos e irmãs que são amigos de Jesus e que O acolhem na sua casa e na sua vida. Esta família faz a experiência da morte mas sabe que Ele é a Ressurreição e a Vida e que a dá aos seus porque a morte é apenas a passagem para a eternidade. Podemos chorar a saudade pela partida de um irmão, mas temos de saber que ao deixar este mundo, ele encontrou a vida eterna na glória de Deus. A ressurreição de Lázaro foi então o último sinal que Jesus deu antes do grande sinal da Sua própria Ressurreição.
Lázaro, sai para fora é o brado de Jesus, que parece ressoar, em toda a Igreja, desafiada a sair, para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo, sobretudo aos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida.
Lázaro, sai para fora é o brado de Jesus, a todos nós. Para que possamos, como Lázaro, ressuscitar cada dia com gestos e palavras de amor, com atitudes cristãs e com mudança de vida. Vivamos desta maneira nesta Quaresma esperando também a nossa Ressurreição.

Sunday, March 13

Domingo V da Quaresma



Reflexão
O Evangelho que escutamos neste 5º domingo da Quaresma apresenta-nos Jesus no templo a ensinar ao povo. Os escribas e os fariseus apresentaram-lhe uma mulher surpreendida em adultério. Esta mulher tinha cometido um grande pecado e para os escribas e fariseus, trata-se de uma grande oportunidade para testar a fidelidade de Jesus às exigências da Lei.
Jesus, porém, começa a escrever com o dedo no chão procurando apelar à reflexão e a examinar a consciência dos acusadores desta mulher. Quem não tiver pecados atire a primeira pedra. Jesus faz com que cada um olhe para si próprio. Cada um deve ser juiz de si mesmo e pouco apressado a julgar os outros.
Jesus denuncia a lógica daqueles que se sentem perfeitos, santos e bons, sem reconhecerem que estão todos a caminho e que, enquanto caminham, são imperfeitos e limitados. É preciso reconhecer, com humildade e simplicidade, que necessitamos todos da ajuda do amor e da misericórdia de Deus. A única atitude que faz sentido é assumir para com os nossos irmãos a tolerância e a misericórdia de Deus.
Nem Eu não te condeno. Vai e não tornes a pecar. Sem excluir ninguém, Jesus promoveu os desclassificados, deu-lhes dignidade, tornou-os pessoas, libertou-os, apontou-lhes o caminho da vida nova. É uma dinâmica de misericórdia, pois só o amor transforma e permite a superação dos limites humanos.
Aquela mulher passou da morte à vida. Graças ao perdão e à misericórdia de Jesus, a mulher adúltera em vez de ser condenada foi salva. Esta é uma belíssima imagem da passagem da morte à vida que todos somos convidados a viver, seguindo os ensinamentos de Jesus. O perdão de Jesus leva à mudança, à conversão, à vida nova e à renovação.

Sunday, March 17

Domingo V da Quaresma


A liturgia de hoje fala-nos (outra vez) de um Deus que ama e cujo amor nos desafia a ultrapassar as nossas escravidões para chegar à vida nova, à ressurreição.
A primeira leitura apresenta-nos o Deus libertador, que acompanha com solicitude e amor a caminhada do seu Povo para a liberdade. Esse “caminho” é o paradigma dessa outra libertação que Deus nos convida a fazer neste tempo de Quaresma e que nos levará à Terra Prometida onde corre a vida nova.
A segunda leitura é um desafio a libertar-nos do “lixo” que impede a descoberta do fundamental: a comunhão com Cristo, a identificação com Cristo, princípio da nossa ressurreição.
O Evangelho diz-nos que, na perspectiva de Deus, não são o castigo e a intolerância que resolvem o problema do mal e do pecado; só o amor e a misericórdia geram activamente vida e fazem nascer o homem novo. É esta lógica – a lógica de Deus – que somos convidados a assumir na nossa relação com os irmãos.

Sunday, March 25

Domingo V da Quaresma



Na liturgia do 5º Domingo Comum ecoa, com insistência, a preocupação de Deus no sentido de apontar ao homem o caminho da salvação e da vida definitiva. A Palavra de Deus garante-nos que a salvação passa por uma vida vivida na escuta atenta dos projectos de Deus e na doação total aos irmãos.
Na primeira leitura, Jahwéh apresenta a Israel a proposta de uma nova Aliança. Essa Aliança implica que Deus mude o coração do Povo, pois só com um coração transformado o homem será capaz de pensar, de decidir e de agir de acordo com as propostas de Deus.
A segunda leitura apresenta-nos Jesus Cristo, o sumo-sacerdote da nova Aliança, que Se solidariza com os homens e lhes aponta o caminho da salvação. Esse caminho (e que é o mesmo caminho que Jesus seguiu) passa por viver no diálogo com Deus, na descoberta dos seus desafios e propostas, na obediência radical aos seus projectos.
O Evangelho convida-nos a olhar para Jesus, a aprender com Ele, a segui-l’O no caminho do amor radical, do dom da vida, da entrega total a Deus e aos irmãos. O caminho da cruz parece, aos olhos do mundo, um caminho de fracasso e de morte; mas é desse caminho de amor e de doação que brota a vida verdadeira e eterna que Deus nos quer oferecer.