Nenhum indício melhor se pode ter a respeito de um homem do que a companhia que frequenta: o que tem companheiros decentes e honestos adquire, merecidamente, bom-nome, porque é impossível que não tenha alguma semelhança com eles.
Maquiavel
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Nenhum indício melhor se pode ter a respeito de um homem do que a companhia que frequenta: o que tem companheiros decentes e honestos adquire, merecidamente, bom-nome, porque é impossível que não tenha alguma semelhança com eles.
Maquiavel
É uma rua que liga a Rua dos Netos ao Largo da Cruz Vermelha. Nessa zona existia um convento invocativo de Nossa Senhora das Mercês. Fundado no século XVII para fazer face ao aumento demográfico e procurando dar resposta à acomodação das mulheres da nobreza que não casavam, acabaria demolido logo depois da implantação da República, com os terrenos onde estava a serem cedidos à Câmara Municipal do Funchal. A ideia inicial da parte camarária foi aí construir a nova cadeia, pelo que o convento começou a ser demolido em 1911. Contudo, tal acabaria por não se verificar com parte dos terrenos a serem cedidos ao 'Auxílio Maternal'. Foi-se o convento mas a rua ficou com o seu nome.Com a devida vénia aqui fica um texto do Pe José Luís Rodrigues que sintetiza o meu pensamento acerca da Bíblia. Um texto tirado da Carta do Leitor de ontem:
A polémica levantada por José Saramago trouxe à ribalta uma série de pessoas, arredadas das questões religiosas, com opiniões muito interessantes sobre a Bíblia e sobre a religião. Graças a José Saramago por isso. Mas, temo que no fim nada reste senão mais uma polémica, onde cada um colocou a sua opinião e não chegamos a conclusão nenhuma nem muito menos restará uma síntese sobre as diversas visões.
Senti necessidade de expressar o meu ponto de vista e não pretendo opinar sobre o livro em causa, que ainda não li, mas que lerei oportunamente. Quero salientar que está a tornar-se perigoso separar a Bíblia em dois blocos estanques, Antigo Testamento e Novo Testamento. Não há um Deus do Antigo e outro Deus do Novo Testamento. Por isso, o Papa Bento XVI chama a atenção para dois aspectos muito importantes para a compreensão da Bíblia. Primeiro, é «fundamental para a compreensão teológica dos livros sagrados, a unidade das Escrituras. Segundo, é preciso dar «atenção aos géneros literários, o estudo do contexto histórico e o exame do que habitualmente se designa por Sitz im Leben (contexto vital)». O documento do Concílio Vaticano II sobre a Palavra de Deus a «Constituição Dogmática sobre a revelação divina» (Dei Verbum), confirma esta necessidade. Todos os estudos sobre a Bíblia também o atestam como caminho elementar para compreender a Revelação de Deus. Ainda cito, como prova disso, o teólogo católico talvez mais importante do século 20, a saber Karl Rahner que, de modo único, escreveu em 1957 o artigo importante «Antigo Testamento como período da história da salvação».
É perigoso defender e ficarmos com a ideia de que o Deus do Antigo Testamento é o Deus tirânico e sádico, o Deus do Novo Testamento é o Deus bonzinho de Jesus Cristo, o Deus amor. Esta visão está errada e não serve para ninguém. Toda a Bíblia na sua diversidade é um todo e manifesta uma unidade convergente para a Pessoa e projecto de Jesus Cristo. Assim, encontrar a Palavra de Deus é encontrar a Cristo, dizia São Jerónimo. Sem ela, o Cristianismo torna-se vago, insustentável, insuficiente.
Nos dois Testamentos, descobre-se um Deus amor, compassivo e justo para todos e, especialmente, para as vítimas. Toda a história de Israel é, num face, uma história idêntica a todos os povos, cheia de sangue e de morte. Na outra, está um Deus bondoso, compassivo e justo que acompanha o seu povo e o conduz para a Terra Prometida - lembremo-nos da travessia do deserto, os Profetas e o Cântico dos Cânticos a título de exemplo.
O Antigo Testamento conduz para o Novo e este encontra as suas raízes históricas no Antigo. Jesus Cristo é o ponto de encontro dos dois Testamentos. Na verdade, em Jesus Cristo realizam-se as grandes aspirações do Antigo Testamento, do mesmo modo, que ele é o alicerce dos conteúdos do Novo. O Novo Testamento dá testemunho da ressurreição de Jesus Cristo e do dom do Espírito Santo que faz de nós membros da Família de Deus (cf. Rm 8, 14-16; Ga 4, 4-7). Mas este dom realizado em Cristo e proclamado pelo Novo Testamento tinha sido profetizado pelo Antigo Testamento (cf Jer 31, 31-33; Ez 36, 26-27). Assim, temos a Revelação de Deus em dois testamentos, com 73 livros, mas numa só Bíblia.
Partiu sem assistir à canonização dos videntes Jacinta e Francisco Marto, mas o seu nome ficará para sempre ligado à história da mensagem de Fátima. O vice-postulador para a Causa da Canonização dos Pastorinhos, padre Luís Kondor, de 81 anos, morreu ontem, pelas 14h00, na sua casa, em Fátima."Estava consciente e faleceu sereno, no seu quartinho", contou ao CM a irmã Ângela Coelho, uma das pessoas que acompanharam os últimos momentos de vida do sacerdote. Acamado desde Julho, após dois anos a lutar contra uma doença oncológica, manteve sempre a lucidez e o espírito lutador que o caracterizavam. Não conseguiu vencer esta batalha, mas deixou um testemunho de determinação que fica perpetuado em algumas das fases mais importantes da história de Fátima, sobretudo no que se refere à divulgação das Aparições da Cova da Iria.
"Ele amava o Francisco e a Jacinta e entregou-se apaixonadamente à mensagem de Fátima. Era um exemplo de persistência e de sentido de entrega", adiantou Ângela Coelho, a futura vice-postuladora da Causa da Canonização.
Vocacionado para o sacerdócio "desde a infância", como o próprio confessou nas celebrações das suas bodas de ouro sacerdotais, abandonou a Hungria para escapar às invasões soviéticas.
Em Fátima, encontrou alimento para as suas convicções. Tornou--se confidente da Irmã Lúcia e um apaixonado pela mensagem da Virgem Maria, que prometera a conversão da Rússia. Foi um dos principais impulsionadores na beatificação de Jacinta e Francisco Marto, começou a trabalhar na canonização, mas acabou por morrer antes de ver concluído o processo.
O corpo está em câmara ardente na capela do Seminário do Verbo Divino, na Cova da Iria. O funeral realiza-se amanhã, a partir das 11h00, na Basílica do Santuário, ficando o corpo sepultado no cemitério de Fátima.
in Correio da Manhã
O Funchal foi a primeira cidade fora da Europa, instituída pela coroa portuguesa, passando de vila a cidade por necessidade de el-rei D. Manuel criar um bispado para os Descobrimentos. Foi designada a sede do mesmo, cuja autoridade ia do Atlântico ao Índico. A 21 de Agosto de 1508, D. Manuel I, por carta régia, determinou que a vila (do Funchal) passasse a cidade. O nome, Funchal, facilmente se percebe, dado o extenso arvoredo - sobretudo funcho - encontrado pelos descobridores, comandados por João Gonçalves Zarco. Funchal significa, de facto, 'plantio de funchos'.Fonte: DN Madeira