Monday, March 25

Solenidade litúrgica da Anunciação do Senhor


Reflexão
A hora da salvação chegou. Os tempos do antigo testamento deram lugar ao Tempo definitivo na hora de Deus. Maria aceita livremente os planos salvadores de Deus.
Graças ao seu sim, o Filho de Deus fêz-se Filho do Homem. Deus torna-se Deus connosco, no silêncio de nove meses em gestação. As profecias tornaram-se realidade no seio de Maria. É o mesmo corpo que se imolará na Cruz e se nos dará na Eucaristia. A Anunciação é Festa de Maria, de Cristo e sobretudo a grande Festa da Humanidade.

Friday, March 22

Sexta-feira da Semana II da Quaresma


Reflexão
Estamos ante uma parábola-compêndio: a vinha, o dono, os agricultores, os criados, o filho morto e o castigo. Quem é quem nesta parábola? Este é realmente um compêndio da História da salvação, onde está patente o mistério pascal de Cristo. A vinha significa tanto o novo Israel, como o Reino de Deus. Todos os que nele estamos, temos a responsabilidade de produzir frutos de conversão e de boas obras.

Thursday, March 21

Quinta-feira da Semana II da Quaresma


Reflexão
A riqueza tem os seus perigos. No Antigo Testamento, a riqueza de bens materiais era um sinal das bênçãos de Deus. O profeta, porém, distingue duas atitudes, dois caminhos e duas consequências: a maldição e a bênção: Deus é que retribui segundo o fruto das próprias obras.
O rico avarento e o pobre Lázaro: duas vidas diferentes e duas sortes finais distintas. A sorte final é consequência do estilo de vida levado nesta vida.
A surdez à palavra de Deus e a cegueira à insensibilidade perante as carências dos irmãos, é um perigo da riqueza. O rico é condenado não por ser rico, mas por ser egoísta. A parábola é para todos: ricos e pobres. Todos temos ao nosso lado algum Lázaro mais pobre do que nós. Só o amor partilhado leva à mudança de estruturas, segundo a justiça.

Wednesday, March 20

Quarta-feira da Semana II da Quaresma


Reflexão
As lamentações de Jeremias expressam uma dolorosa experiência de sofrimento. Trata-se de um autêntico relato da Paixão de ou segundo Jeremias sete séculos antes da Paixão de Cristo.
Jesus sobe a Jerusalém consciente daquilo que lá O espera. Pela terceira, vez fala aos discípulos da sua paixão. Os discípulos não conseguem compreender e aceitar tais perspectivas e preferem cultivar as de sucesso e poder e Jesus explica-lhes o sentido da sua missão e o sentido do seguimento que lhes propõe. Quem aspira aos lugares mais elevados no Reino, terá que, como Ele, estar pronto a expiar o pecado do mundo. Ele é o Filho de Deus, veio para servir como o Servo de Deus, oferecendo a sua vida em resgate para que os homens, escravos do pecado e sujeitos à morte, sejam libertados.

Tuesday, March 19

Solenidade litúrgica de São José, esposo de Maria


Reflexão
José de Nazaré, um símbolo do trabalho. Testemunho vivo e actual para o mundo do trabalho. Amor e família, profissão e trabalho, são as duas facetas fundamentais da vida do homem neste mundo. O trabalho não é um fim em si mesmo, mas um meio de realização pessoal, um instrumento ao serviço da pessoa humana.
Dimensões do trabalho: Primazia da dimensão pessoal, com base ética dum justo ordenamento da sociedade. Urge eliminar a exploração do homem pelo homem; a escravização do homem ao trabalho; e urge ainda uma justa retribuição salarial. São José foi modelo de homem justo e trabalhador honrado.

Friday, March 15

Sexta-feira da Semana I da Quaresma

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2421

Reflexão
Deus aposta sempre na vida. Ele não quer a morte de ninguém; só quer que o pecador se converta e viva, e dá sempre uma segunda oportunidade. A nova justiça do Reino de Deus ultrapassa todo o formalismo exterior e atinge o mais profundo do ser humano.

Thursday, March 14

Andar de beiças

Estar amuado com alguém

Quinta-feira da Semana I da Quaresma


Reflexão
A eficácia da oração tem a sua raiz na bondade paternal de Deus. Na oração devemos pedir apenas e só o que Deus quer que peçamos. Rezar sempre, tem de ser o clima habitual de quem se sabe filho de Deus. Assim o têm feito legiões de santos de todos os tempos. A crise de todas as coisas não será uma crise de oração?!
A oração deve atingir toda a vida pessoal do crente, e tal como em Jesus, a oração é vivência pessoal, e só se compreende cabalmente se for vivida em profundidade.

Wednesday, March 13

Quarta-feira da Semana I da Quaresma


Reflexão
Os conterrâneos de Jesus fogem à conversão; por isso Jesus põe em confronto a sua atitude com a atitude dos que ouviram a pregação de Jonas e converteram-se. Urge acolher com ânimo contrito e humilde o convite de Deus à conversão. Esta não se baseia em milagres publicitários, mas na aceitação do grande sinal de Deus que é Jesus. Deus respeita a liberdade humana. Ele quer opções livres e não servilismo de escravos! Os sinais da conversão evangélica são: aceitação serena da cruz de cada dia; coerência com a nossa opção baptismal; ruptura com tudo o que é contrário aos critérios do Evangelho; a prova duma vida de testemunho, de comunhão com Deus e com os irmãos.

Tuesday, March 12

Terça-feira da Semana I da Quaresma


Reflexão
O perdão é resposta concreta à Palavra da Deus. A oração não é palavreado barato e sem sentido. Jesus apresenta o Pai-nosso como o modelo de oração partilhada. É resposta de fé ao Deus que nos fala por Cristo. O perdão das ofensas é caminho de Quaresma. Deus é nosso Pai. O Pai de todos, por adopção. Somos filhos pela fé, pelo baptismo e pelo espírito de filiação. A fraternidade universal fundamenta-se na Paternidade de Deus. Daí, as condições essenciais para a reza do Pai Nosso.

Friday, March 8

Sexta-feira depois das Cinzas


Reflexão
O formulismo religioso e hipócrita é alvo de denúncia. Jejuns e ritos sem justiça, são pura magia. A prática religiosa deve supor, como conteúdo, as disposições do coração.
A Igreja mantém o jejum apenas duas vezes ao ano: na Quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira Santa.
É preciso fazer jejum no egoísmo, na auto-suficiência, na intolerância, no consumismo, no ódio, para dar passo ao amor e à confraternidade universal. A penitência quaresmal é sobretudo partilha dos bens materiais e espirituais, com os mais pobres!

Thursday, March 7

Quinta-feira depois das Cinzas


Reflexão
Israel encontra-se ante o dilema: servir o Senhor ou servir a idolatria. Tal alternativa supõe liberdade e opção amadurecida e tem consequências diferentes. A condição para seguir a Cristo é perder a vida para a poder ganhar. O ponto de referência na caminhada da conversão, é a Páscoa. O caminho da Quaresma tem importância vital na conversão pessoal, numa dimensão comunitária. Entregar-se a Cristo é salvar a Vida.

Wednesday, March 6

Quarta-feira de Cinzas


Reflexão
Quatrocentos anos antes de Cristo, já o profeta Joel apela dramaticamente ao seu povo: Convertei-vos ao Senhor, vosso Deus. A conversão do coração é, portanto, fundamental e urgente. A Quaresma é um tempo favorável para a reconciliação com Deus e com os irmãos. Essa fidelidade a Deus exprime-se também pela esmola, a oração e o jejum.

Tuesday, March 5

Terça-feira da Semana VIII do Tempo Comum


Reflexão
Jesus esclarece a Pedro e a todos os que o seguirem, que a recompensa já aqui na terra, será de cem vezes mais. Certamente não na quantidade, mas sobretudo na qualidade. Deixando tudo, o discípulo encontrará na Comunidade do Reino, maior felicidade que toda a que deixou!... Felicidade que não exclui a cruz, por que esta é consubstancial ao seguimento de Cristo e garantia duma felicidade eterna incomparável. O desprendimento e o espírito de pobreza, livremente abraçados, são já uma antecipação da libertação futura.

Thursday, February 28

Quinta-feira da Semana VII do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2409

Reflexão
Jesus condena o escândalo, sobretudo se praticado junto das crianças. Tal como as riquezas, há também outras forças que dificultam a entrada no Reino. O Reino deverá estar acima de tudo, como um bem supremo que exige toda a espécie de sacrifício. O escândalo é provocar, seduzir, incitar, e estimular ao mal.

Friday, February 22

Festa litúrgica da Cadeira de São Pedro, Apóstolo


Reflexão
Pedro é Cabeça do Colégio Apostólico e Mestre supremo da verdade. O papa, sucessor de Pedro, é o fundamento perpétuo e visível da unidade da Igreja, o sacramento perene dessa unidade.
Foi essa a vontade de Cristo, e para isso deu-lhe a Sua própria autoridade e segurança. Aceitar o ensinamento do Papa é a melhor maneira de honrar a Cátedra de Pedro. A sua missão, cuidar do Rebanho.
Esta Festa de São Pedro significa a Unidade da Igreja. Cristo, pedra viva, garante à sua Igreja, edificada sobre Pedro, a vitória sobre os poderes da morte.

Thursday, February 21

Quinta-feira da Semana VI do Tempo Comum


Reflexão
Como quando da criação, também depois do dilúvio, é um mundo que surge das mãos de Deus. Deus conclui uma aliança com Noé e seus descendentes. As alianças são geralmente acompanhadas de um sinal que, sempre que venha a repetir-se, recordará e como que manterá viva essa aliança. Assim, os nossos antepassados viram no arco-íris, que surgiu depois do dilúvio e que era para eles tão misterioso, o sinal bem visível e tão belo dessa aliança, então ainda a Velha Aliança. Daí que a tradição o designou por Arco da Velha, da Velha Aliança.
A pessoa de Jesus é grande mistério que só a luz de Deus pode desvendar. Foi esta luz que abriu os olhos a Pedro e o levou direito ao essencial: Tu és o Messias, o Cristo, o Ungido de Deus. E foi esta revelação que lhe mereceu ser depois enviado por Jesus ao meio dos homens para os reconduzir a Deus, e finalmente lhe mereceu a graça suprema do testemunho até ao sangue, no seguimento do seu Senhor, que, primeiro do que ele, foi imolado na Cruz. Mas quem poderia desde já acreditá-lo? Nem Pedro; para ele, o Messias não poderia vir a sofrer e, muito menos, a ser morto pelos homens. Faltava-lhe ainda longo caminho de fé. Não tinha ainda em vista os caminhos de Deus, mas apenas os dos homens. Faltava-lhe subir do homem até Deus; isso, só a ressurreição o viria a realizar.

Wednesday, February 20

Quarta-feira da Semana VI do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2400

Reflexão
Noé, o que foi salvo do dilúvio, é a personagem principal desta narração. Narrações como esta não são para se tomarem à letra; trata-se de narrativas poéticas, cujo sentido se há-de procurar através da sua linguagem simbólica. Aqui o importante é que a aliança de Deus será sempre mais forte que a desunião e a maldade dos homens. A catástrofe passa gigantesca, mas imediatamente dela nasce uma nova ordem para o mundo, marcada pelo selo da Aliança. É já uma figura antecipada do Mistério Pascal do Senhor.
A cura dos cegos realiza à letra a palavra dos profetas, que apresentam tais prodígios como sinais dos tempos messiânicos. A cura deste cego aparece como qualquer coisa que se realiza de maneira progressiva e aparentemente difícil. Talvez o Evangelho, que a apresenta imediatamente antes da confissão de fé de Pedro, queira referir-se aos esforços de Jesus por abrir os olhos dos discípulos para que estes compreendam o que Ele lhes faz e lhes diz.

Monday, February 18

Memória litúrgica de São Teotónio, presbítero

São Teotónio
Segundo a tradição, São Teotónio nasceu em Ganfei, concelho de Valença, no Minho, em 1082. Foi confiado aos cuidados de seu tio, Crescêncio, bispo de Coimbra. Em Viseu, foi ordenado presbítero onde foi prior da Sé. Neste cargo, usou de grande influência a favor do infante Afonso Henriques na luta pela independência contra sua mãe D. Teresa. Duas vezes foi a Jerusalém e aí aprendeu o desapego pelas coisas do mundo. Quiseram que ele fosse superior da comunidade dos cónegos regrantes de Santo Agostinho em Jerusalém mas ele recusou, regressando a Portugal
Foi convidado pelo arcebispo de Coimbra a fundar naquela cidade uma nova congregação de frades agostinhos, aquilo que se veio a tornar o mosteiro de Santa Cruz, do qual Teotónio foi eleito primeiro prior. Exerceu as suas funções, dando exemplo grandioso de virtudes, entre as quais sobressaía o sua humildade, austeridade e caridade para com os pobres. Por sua intercessão, o Senhor operava um grande número de prodígios. A sua proximidade com D. Afonso Henriques tornou-o conselheiro espiritual do rei e da rainha, exortando-os à prática da caridade para com os vencidos nas batalhas e nos ataques aos castelos. Entre os seus amigos pessoais contava-se S. Bernardo de Claraval.
Em 1152 renunciou ao priorado de Santa Cruz e, em 1153, ao bispado de Coimbra, para que tinha sido convidado pelo Papa. Morreu em 1162 e a sua partida para a casa do Pai foi acompanhada, segundo a tradição, de sinais no céu e de prodigiosos milagres. Foi canonizado um ano após a sua morte.


Reflexão
O pecado gera o pecado. Quem não respeita a Deus não vai respeitar o homem. E assim, o pecado dos primeiros pais começa a alastrar pelo mundo, e logo entre os seus filhos aparece o primeiro homicídio, que testemunha, desde o início, a progressão do mal.
Os fariseus aparecem, geralmente, no Evangelho, como seita de gente conservadora, incapaz de se abrir à novidade da mensagem de Jesus: por isso, sempre O espiam, O julgam e O condenam. Hoje pedem-lhe um sinal do Céu, um sinal espectacular; mas Jesus não pretende causar impressão por meio de atitudes espectaculares ou pela propaganda consumista. O que Ele quer é a fé, e esta só pode andar ligada à boa intenção e à caridade.

Friday, February 15

Sexta-feira da Semana V do Tempo Comum


Reflexão
O primeiro acto de orgulho do homem é também o seu primeiro pecado, um atentado à soberania de Deus, uma afirmação de independência em relação ao Senhor, quando o homem é a mais bela criatura deste mundo, mas criatura. O homem tanto mais se terá realizado, quanto mais se mantiver no caminho que leva a Deus.
Jesus, ao dar vista aos cegos, ouvido aos surdos e voz aos mudos, está a dar cumprimento ao que os profetas tinham anunciado. Deste modo, ao mostrar compaixão para com os doentes e infelizes, Jesus revela-Se, ao mesmo tempo e por esse mesmo processo, o Messias, o Enviado, o Ungido de Deus. E o que se passa na ordem corporal, passa-se, ainda mais, na ordem espiritual. Quando o homem se aproxima de Jesus Cristo, Ele faz com que se possa ouvir a palavra de Deus e professar a fé que por ela nos vem. É assim que o Ritual do Baptismo o entende, quando logo depois do banho da regeneração, põe quase estas mesmas palavras na boca do ministro que baptiza.