Thursday, February 21

Quinta-feira da Semana VI do Tempo Comum


Reflexão
Como quando da criação, também depois do dilúvio, é um mundo que surge das mãos de Deus. Deus conclui uma aliança com Noé e seus descendentes. As alianças são geralmente acompanhadas de um sinal que, sempre que venha a repetir-se, recordará e como que manterá viva essa aliança. Assim, os nossos antepassados viram no arco-íris, que surgiu depois do dilúvio e que era para eles tão misterioso, o sinal bem visível e tão belo dessa aliança, então ainda a Velha Aliança. Daí que a tradição o designou por Arco da Velha, da Velha Aliança.
A pessoa de Jesus é grande mistério que só a luz de Deus pode desvendar. Foi esta luz que abriu os olhos a Pedro e o levou direito ao essencial: Tu és o Messias, o Cristo, o Ungido de Deus. E foi esta revelação que lhe mereceu ser depois enviado por Jesus ao meio dos homens para os reconduzir a Deus, e finalmente lhe mereceu a graça suprema do testemunho até ao sangue, no seguimento do seu Senhor, que, primeiro do que ele, foi imolado na Cruz. Mas quem poderia desde já acreditá-lo? Nem Pedro; para ele, o Messias não poderia vir a sofrer e, muito menos, a ser morto pelos homens. Faltava-lhe ainda longo caminho de fé. Não tinha ainda em vista os caminhos de Deus, mas apenas os dos homens. Faltava-lhe subir do homem até Deus; isso, só a ressurreição o viria a realizar.

Wednesday, February 20

Quarta-feira da Semana VI do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2400

Reflexão
Noé, o que foi salvo do dilúvio, é a personagem principal desta narração. Narrações como esta não são para se tomarem à letra; trata-se de narrativas poéticas, cujo sentido se há-de procurar através da sua linguagem simbólica. Aqui o importante é que a aliança de Deus será sempre mais forte que a desunião e a maldade dos homens. A catástrofe passa gigantesca, mas imediatamente dela nasce uma nova ordem para o mundo, marcada pelo selo da Aliança. É já uma figura antecipada do Mistério Pascal do Senhor.
A cura dos cegos realiza à letra a palavra dos profetas, que apresentam tais prodígios como sinais dos tempos messiânicos. A cura deste cego aparece como qualquer coisa que se realiza de maneira progressiva e aparentemente difícil. Talvez o Evangelho, que a apresenta imediatamente antes da confissão de fé de Pedro, queira referir-se aos esforços de Jesus por abrir os olhos dos discípulos para que estes compreendam o que Ele lhes faz e lhes diz.

Monday, February 18

Memória litúrgica de São Teotónio, presbítero

São Teotónio
Segundo a tradição, São Teotónio nasceu em Ganfei, concelho de Valença, no Minho, em 1082. Foi confiado aos cuidados de seu tio, Crescêncio, bispo de Coimbra. Em Viseu, foi ordenado presbítero onde foi prior da Sé. Neste cargo, usou de grande influência a favor do infante Afonso Henriques na luta pela independência contra sua mãe D. Teresa. Duas vezes foi a Jerusalém e aí aprendeu o desapego pelas coisas do mundo. Quiseram que ele fosse superior da comunidade dos cónegos regrantes de Santo Agostinho em Jerusalém mas ele recusou, regressando a Portugal
Foi convidado pelo arcebispo de Coimbra a fundar naquela cidade uma nova congregação de frades agostinhos, aquilo que se veio a tornar o mosteiro de Santa Cruz, do qual Teotónio foi eleito primeiro prior. Exerceu as suas funções, dando exemplo grandioso de virtudes, entre as quais sobressaía o sua humildade, austeridade e caridade para com os pobres. Por sua intercessão, o Senhor operava um grande número de prodígios. A sua proximidade com D. Afonso Henriques tornou-o conselheiro espiritual do rei e da rainha, exortando-os à prática da caridade para com os vencidos nas batalhas e nos ataques aos castelos. Entre os seus amigos pessoais contava-se S. Bernardo de Claraval.
Em 1152 renunciou ao priorado de Santa Cruz e, em 1153, ao bispado de Coimbra, para que tinha sido convidado pelo Papa. Morreu em 1162 e a sua partida para a casa do Pai foi acompanhada, segundo a tradição, de sinais no céu e de prodigiosos milagres. Foi canonizado um ano após a sua morte.


Reflexão
O pecado gera o pecado. Quem não respeita a Deus não vai respeitar o homem. E assim, o pecado dos primeiros pais começa a alastrar pelo mundo, e logo entre os seus filhos aparece o primeiro homicídio, que testemunha, desde o início, a progressão do mal.
Os fariseus aparecem, geralmente, no Evangelho, como seita de gente conservadora, incapaz de se abrir à novidade da mensagem de Jesus: por isso, sempre O espiam, O julgam e O condenam. Hoje pedem-lhe um sinal do Céu, um sinal espectacular; mas Jesus não pretende causar impressão por meio de atitudes espectaculares ou pela propaganda consumista. O que Ele quer é a fé, e esta só pode andar ligada à boa intenção e à caridade.

Friday, February 15

Sexta-feira da Semana V do Tempo Comum


Reflexão
O primeiro acto de orgulho do homem é também o seu primeiro pecado, um atentado à soberania de Deus, uma afirmação de independência em relação ao Senhor, quando o homem é a mais bela criatura deste mundo, mas criatura. O homem tanto mais se terá realizado, quanto mais se mantiver no caminho que leva a Deus.
Jesus, ao dar vista aos cegos, ouvido aos surdos e voz aos mudos, está a dar cumprimento ao que os profetas tinham anunciado. Deste modo, ao mostrar compaixão para com os doentes e infelizes, Jesus revela-Se, ao mesmo tempo e por esse mesmo processo, o Messias, o Enviado, o Ungido de Deus. E o que se passa na ordem corporal, passa-se, ainda mais, na ordem espiritual. Quando o homem se aproxima de Jesus Cristo, Ele faz com que se possa ouvir a palavra de Deus e professar a fé que por ela nos vem. É assim que o Ritual do Baptismo o entende, quando logo depois do banho da regeneração, põe quase estas mesmas palavras na boca do ministro que baptiza.

Thursday, February 14

Festa litúrgica de São Cirilo, monge, e São Metódio, bispo, Padroeiros da Europa




Reflexão
A seara do mundo é o vasto campo de trabalho do apóstolo evangelizador, tão necessário para a Igreja de hoje.
Para que haja mais trabalhadores disponíveis, Jesus recomenda a oração insistente ao Dono da seara.
Cirilo e Metódio, os missionários da Morávia e da Croácia, são exemplo e modelo de fidelidade ao mandato missionário do Senhor. João Paulo II declarou-os co-patronos da Europa.
Conjuntamente com São Bento, constituem a origem cristã do velho continente europeu, ainda que os políticos prefiram não falar dela.

Wednesday, February 13

Quarta-feira da Semana V do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2392

Reflexão
Na 1ª leitura de hoje apresenta-se a criação do homem, sem referência à criação do mundo. É uma narrativa de origem diferente da do 1º capítulo. Deus é representado como o oleiro que modela o barro e depois lhe dá a vida. O homem deve agora reconhecer Deus como sua origem, seu Criador. O fruto proibido é outra maneira poética de apresentar a soberania de Deus e a faculdade de decisão de que o homem deve usar para se conduzir, reconhecendo a sua situação em relação a Deus. E não há outra maneira de ele se realizar.

Tuesday, February 12

Terça-feira da Semana V do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2391

Reflexão

Jesus recrimina os fariseus a quem chama hipócritas por cumprirem tradições dos homens e desprezarem as leis de Deus, apelando desta forma a uma religião autêntica, reprovando todo o formalismo estéril, em favor de uma tradição autêntica que é fonte de vida. A novidade do cristianismo é ser religião em espírito e verdade, não atada a devoções e práticas de piedade vazias de sentido, ainda que representem tradições antigas! Também aqui devemos fazer uma revisão profunda das nossas devoções e práticas quotidianas de piedade de que, muitas vezes, já lhes perdemos o sentido, o vigor, e a consciencialização. A letra e os ritos das orações têm de estar cheios de Deus!

Monday, February 11

Segunda-feira da Semana V do Tempo Comum


Reflexão
Começamos hoje a ler, em leitura semi-contínua, o primeiro livro da Bíblia, chamado Génesis, que quer dizer Origens. De uma forma poética, toda imaginativa, o autor apresenta a criação inteira saindo das mãos de Deus. À medida que o tempo caminha nós vamos captando o sentido último da criação, desde a criatura mais simples até ao mais alto grau da vida, que só em Jesus Cristo se alcança, porque Ele é o próprio Deus encarnado numa criatura, é o novo Adão, é o Primeiro e o Último, como se lê no Apocalipse.
De novo, Jesus Se revela como a fonte da vida: todos os que O tocam são curados. Mas não é o gesto, em si mesmo, de O tocar materialmente que os aproxima de Jesus, mas a fé que lhes move o coração e lhes faz ver para além daquilo aonde os olhos podem chegar. Os milagres de Jesus vêm sempre remediar situações deficientes do homem. Assim, Jesus vai anunciando desde já, pelos sinais que vai realizando, a sua Páscoa, que levará a cabo a nova criação.

Friday, February 8

Sexta-feira da Semana IV do Tempo Comum


Reflexão
O martírio de João Baptista tem o valor de sinal para Jesus e para os apóstolos: é a sorte de todos os verdadeiros profetas do Reino de Deus! João e Jesus: ambos profetas, justos e santos; ambos escutados e temidos; ambos mortos, vítimas do ódio e testemunhas da verdade!

Thursday, February 7

Festa litúrgica das Cinco Chagas do Senhor


Reflexão
O culto das Cinco Chagas do Senhor, as feridas que Cristo recebeu na cruz e manifestou aos Apóstolos depois da ressurreição, foi sempre uma devoção muito viva entre os portugueses, desde os começos da nacionalidade. São testemunho a literatura religiosa e a onomástica referente a pessoas e instituições. Os Lusíadas sintetizam o simbolismo que tradicionalmente relaciona as armas da bandeira nacional com as Chagas de Cristo. Os Papas, a partir de Bento XIV, concederam para Portugal uma festa particular, que ultimamente veio a ser fixada neste dia. A contemplação das Chagas do Senhor deu particular atenção ao Lado aberto, conduzindo os místicos medievais e posteriores à contemplação do Coração trespassado, a mais viva expressão do seu amor. Essa contemplação move-nos espontaneamente à correspondência, amor com amor se paga.

Friday, February 1

Sexta-feira da Semana III do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2383

Reflexão
O testemunho dos homens de fé não é prerrogativa dos antigos. Ela tem as suas testemunhas em todos os tempos, e de que forma, no século XXI. Na actualidade, abundam ainda as perseguições, as intolerâncias e os testemunhos heróicos de fé.
Jesus continua a sua catequese sobre o Reino, utilizando pequenas parábolas.

Wednesday, January 30

Quarta-feira da Semana III do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2381

Reflexão
Antes de Cristo, repetiam-se os sacrifícios, porque nenhum deles tinha alcance universal e eterno. Jesus, porém, ofereceu-Se a Si mesmo, e este seu sacrifício tem valor infinito, porque é o sacrifício do Filho de Deus. Por isso, Ele santifica, de uma vez para sempre, os homens que a Ele se queiram submeter, obtém-lhes o perdão dos seus pecados e garante-lhes participação na glória celeste. Esta é a Aliança nova e eterna, mais eficaz do que qualquer das alianças anteriores, que sempre se encaminhavam para este momento definitivo.
A parábola do semeador abre a secção das parábolas evangélicas. Longa, cheia de pormenores, primeiro dita, depois explicada, esta parábola procura sublinhar a importância que tem o tornar-se discípulo na escola de Jesus para poder compreender-se o que é o Reino de Deus e nele entrar. A parábola sublinha, ao mesmo tempo, a exigência de uma boa terra para se receber a sementeira da palavra de Deus, e a força e vitalidade dessa mesma palavra, que, desde que a terra onde é semeada a saiba receber, sempre dá fruto abundante.

Tuesday, January 29

Terça-feira da Semana III do Tempo Comum




Reflexão
O que move a Deus não é o sangue, mas o amor, a obediência de Jesus ao Pai, por amor. Jesus abre o círculo do parentesco com Ele, ao dar prioridade aos valores do Reino sobre os da carne. A nova família de Jesus está fundada na obediência filial à vontade do Pai, que prevalece sobre a autoridade paterna: Quem fizer a vontade de Deus é que é Meu irmão, Minha irmã e Minha mãe.

Friday, January 25

Festa litúrgica da Conversão de São Paulo, Apóstolo


Reflexão
São Paulo é o melhor exemplo do mandato de Cristo de anunciar a Palavra. Jesus censura sempre a obstinação dos incrédulos no testemunho daqueles que O tinham visto ressuscitado. A Igreja missionária não se coaduna com a ideia duma igreja instalada.
O mandato de anunciar a Palavra é perene, tanto para a comunidade eclesial, como para cada um dos seus membros, sobretudo através do testemunho de vida. Como São Paulo todo o cristão é enviado a evangelizar, incarnando no mundo os valores do Reino. Por isso é urgente a desinstalação dos cristãos acomodados e passivistas.

Thursday, January 24

Quinta-feira da Semana II do Tempo Comum


Reflexão
Cristo não se deixa embriagar pelo entusiasmo das multidões que O procuram, mais pelos milagres do que pela conversão, pelo poder de taumaturgo do que pela mensagem de salvação. Ele não veio para os aplausos triunfalistas que tanto almejam os políticos; o seu interesse é anunciar a libertação do reino de Deus. Por isso o fenómeno da concentração de massas, não é suficiente para uma pertença pessoal à Igreja. Jesus pede mais: uma resposta pessoal de fé e uma adesão efectiva ao Seu próprio projecto salvador.

Wednesday, January 23

Quarta-feira da Semana II do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2375

Reflexão
Jesus procura fazer compreender o sentido profundo das observâncias religiosas, particularmente do descanso do sábado. Entra na sinagoga em dia de sábado. Há um homem doente que O espera e também quem esteja atento para apanhar Jesus em qualquer falha contra a lei. Jesus põe no centro o homem que tinha a mão paralisada e interroga os adversários sobre a liceidade de fazer ou não fazer o bem em dia de sábado. Responde com um silêncio eloquente, que causa tristeza a Jesus. Jesus continua fielmente o seu serviço profético, insistindo numa instituição sabática que sirva o homem. Fazer bem ao homem, exigirá a Deus o preço da eliminação do seu Filho.

Tuesday, January 22

Terça-feira da Semana II do Tempo Comum


Reflexão
Jesus intervém com a Sua autoridade messiânica: relativiza a lei intocável do sábado, fazendo com que os seus discípulos participem da Sua liberdade e senhorio, pois a lei fez-se para promover o homem e não para o escravizar. É o homem que dá valor e medida à lei do sábado, pois a religião verdadeira ou é libertadora do homem ou não é religião. A lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade só nos vieram por Cristo, que é o sim total a Deus.

Thursday, January 17

Memória litúrgica de Santo Antão, Abade


Santo Antão, Abade
Este insigne pai do monaquismo nasceu no Egipto cerca do ano 250. Depois da morte de seus pais, distribuiu os seus haveres pelos pobres e retirou-se para o deserto, onde começou a sua vida de penitente. Teve numerosos discípulos e trabalhou em defesa da Igreja, animando os confessores na perseguição de Diocleciano e apoiando S. Atanásio na luta contra os arianos. Morreu no ano 356.

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2357

Reflexão
Segundo a Bíblia a lepra incluía diversas doenças da pele, além da doença propriamente dita. O leproso era votado à marginalização total, social e religiosa. Este homem, porém, não se resigna à sua sorte e acode a Jesus. E Jesus cura-o e restitui-o à comunidade de salvação. É assim o amor e a misericórdia de Deus: não tem fronteiras. Através dos discípulos, Ele continua a dar vista aos cegos, a curar os leprosos, a ressuscitar os mortos! Só é preciso ir ter com Ele!
A lepra que aflige hoje o homem é todo o submundo da injustiça, da prostituição e da droga. Perante esta sociedade de consumo que nos oprime e só produz ricos e pobres, o que é que vemos? O descarado passivismo duma sociedade sem alma.

Wednesday, January 16

Pensamento do dia: 16-01-2019

A pior das loucuras é, sem dúvida, pretender ser sensato num mundo de doidos. (Erasmo de Roterdão)

Quarta-feira da Semana I do Tempo Comum


Reflexão
Jesus tem actividade intensa e itinerante, curando doentes de toda a espécie, tendo como base a oração. Assim têm de ser os seus discípulos, missionários, também hoje. Ao serviço da humanidade que sofre, que luta e precisa de redenção. Jesus não é curandeiro algum, nem para os discípulos nem para ninguém. Por isso rejeita qualquer tipo de instrumentalização oportunista. Ele quer sentir-se sobretudo solidário com a humanidade que sofre. Por isso carregou com as nossas dores.