Monday, April 6

Segunda-feira da Semana Santa


Reflexão
O servo de Deus é a figura do povo de Israel e também do próprio Cristo. Trata-se dum servo compassivo e manso, ungido para proclamar a justiça e libertação dos oprimidos. Cristo é, de facto, o Servo que Deus ungiu e fez aliança com o Seu Povo, a Igreja.
Jesus descansa em casa de seus amigos, Lázaro, Marta e Maria. O ódio a Jesus também se estende a Lázaro, a quem pretendem matar. O gesto de Maria enche de fragrância aquela casa. Judas finge ser amigo dos pobres.

Sunday, April 5

Domingo de Ramos


Reflexão
O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa, que culmina com a celebração do núcleo da nossa fé: o Mistério Pascal da morte e ressurreição de Jesus Cristo, a Páscoa. Somos convocados a viver a potência do amor que dá a vida.
 No primeiro dia da Semana Santa, neste tempo tão excepcional, ao ouvir o Evangelho da Paixão segundo São Mateus, abramos o coração para procurarmos entender o mistério de Cristo. Ele é o Rei da mansidão, que renuncia aos títulos de rei e de pessoa importante, optando pela escolha consciente da não violência, do respeito e do agir pacífico. Ele não se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si próprio. Ele é o Servo Sofredor, é o Cordeiro inocente, humilde e obediente.
Este Evangelho coloca-nos perante diversos paradoxos, como o da numerosa e calorosa multidão, que acolhe o Messias no Monte das Oliveira, e uma multidão que condena um Jesus solitário e abandonado diante de Pilatos. Provavelmente, Mateus quer nos dizer que a fé como adesão a Cristo requer mais qualidade do que quantidade, mais profundidade, mais coerência, mais liberdade.
Há um convite repetido, no relato de Mateus, que, nestes dias, possui outro alcance e actualidade: Ficai aqui, enquanto Eu vou além orar; ficai aqui e vigiai comigo. O ficai aqui podia-se hoje traduzir por ficai em casa para suster a propagação deste invisível inimigo chamado coronavírus. Este é o tempo de estar em família, o que permite uma maior proximidade de cada membro, um maior convívio. Este é o tempo de estar inteiramente presente, qualquer que seja o momento: diálogo, silêncio, açcão, oração. Mas também exige um isolamento que chega a atrofiar alguns dos nossos hábitos, dos quais faz parte a presença física na comunidade paroquial e na sociedade.
Timothy Radcliffe, frade dominicano, lembra que este isolamento pode ser mais terrível do que a morte porque fere a nossa identidade: somos feitos para viver em comunhão, os contactos físicos moldam o nosso ser. Ele recorda que o centro da fé cristã também está envolvido por um total isolamento: foi erguido sobre a cruz e, acima da multidão, sem qualquer contacto, transformado em nu objecto. Naquele momento, Ele não só abraçou as nossas mortes. Ele fez totalmente sua a solidão que todos nós, por vezes, suportamos, e que milhões de pessoas estão hoje a viver.
As circunstâncias da Paixão sucedem-se para se cumprirem as Escrituras, segundo o itinerário feito pelo evangelista Mateus. A propósito disto, diz-nos o Papa Francisco que não só as Escrituras antigas tinham predito aquilo que Jesus havia de realizar, mas Ele próprio quis ser fiel àquela Palavra para tornar evidente a única história da salvação, que n’Ele encontra a sua realização.
Jesus continua a ser crucificado nos crucificados do mundo, nas vítimas dos egoísmos e das injustiças; também nos que, por estes dias, padecem com a pandemia do coronavírus. Sou capaz de ver aí mesmo o Cristo, padecente e sofredor, rosto do amor que se oferece em plenitude como vida, saúde e salvação?
Abramos o nosso coração a Cristo e vivamos esta Semana Santa na oração, no convívio, no encontro com Deus, na fraternidade que nos une como irmãos e fiquemos em casa.

Friday, April 3

Sexta-feira da Semana V da Quaresma


Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2912

Reflexão

A verdade é incómoda. Os judeus não querem aceitar que Jesus é o Filho de Deus. Por isso o repelem. A história repete-se. Os homens de hoje também julgam bastar-se a si mesmos, e julgam não precisar de Deus para nada. A Humanidade do Filho de Deus torna-o semelhante a qualquer um de nós. Por isso a dificuldade de o identificar. Só pela Fé, dom de Deus, se pode aceitar e compreender esse mistério.
Cada vez se apresenta mais negra a luta entre Cristo e os seus ouvintes, fechados à sua palavra, entrincheirados nas suas seguranças, mesmo religiosas. É difícil para o orgulho humano ver a glória de Deus através dos sinais tão humanos da pessoa, da vida e das acções de Jesus. Mas é este o caminho da Encarnação: Deus revela-Se e está perto dos homens na humildade de seu Filho, e prolonga esta revelação e esta presença na comunidade da fé, que é a Igreja. Mas, tudo isto, que devia ser aceite como sinal de aliança, torna-se, para quem não o sabe acolher, sinal obscuro, ocasião de escárnio e desprezo. E assim se dá a morte ao que se destinava a ser semente de vida. Acusa Jesus de blasfemo, por se fazer igual a Deus, sendo um homem. Jesus responde, primeiro referindo a Palavra de Deus, que todos aceitam e apelando para as obras realizadas que os seus adversários puderam testemunhar. Apela para as suas obras que são Palavra, confirmação da Sua identidade de enviado, de Messias e de Filho de Deus.

Thursday, April 2

Quinta-feira da Semana V da Quaresma

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2911

Reflexão
Abraão, que Jesus vai recordar no Evangelho, aparece como o homem com quem Deus faz Aliança e que se torna o pai de todo o futuro povo de Deus. Abraão é símbolo de todos os que se entregam, confiadamente, ao poder da palavra de Deus e se tornam instrumento providencial da acção de Deus entre os homens e objecto da sua divina intimidade.
Foi Deus quem Se revelou a Si mesmo e revelou a Abraão o nome novo: pai de inúmeros povos, de acordo com um projecto divino de salvação no qual era chamado a ser protagonista. Esta vocação e missão implicavam caminhar diante do Senhor em integridade de vida. Abraão e da sua posteridade seriam de Deus, e Deus seria O Deus de Abraão e da sua posteridade. Abraão responde à proposta divina com um gesto de adoração e de acção de graças que se torna escuta.
Toda a obra de Jesus é o que é e tem o valor que tem por Ele ser quem é: o Filho de Deus, imagem do Pai. Aquele que estabelece a aliança entre o Pai e os homens. Esta aliança já vem de longe: um dos seus grandes momentos foi quando Deus a fez com Abraão. Mas Jesus é maior do que Abraão e é antes dele e será depois dele. A aliança selada no sangue da sua cruz é aliança eterna, que havemos de recordar perpetuamente, como também Ele jamais a esquecerá.
Jesus afirma, com solenidade, que a sua Palavra é vida e dá a vida a quem a acolhe. Jesus vai respondendo indirectamente às perguntas provocatórias que lhe são feitas. Mas, das suas respostas, emerge a clara afirmação de que é o Filho de Deus, cuja glória procura. É Deus que o leva a falar. Só reconhecendo a Deus, que se manifesta no seu Filho feito homem, se pode ter a vida. Há uma perfeita comunhão entre o Pai e o Filho. É para ela que se encaminha a história da salvação, prometida a Abraão que, na fé, entreviu a sua realização.
Jesus diz-nos que o segredo da liberdade é a obediência à sua palavra e a saber acolhê-la na vida. Abraão é exemplo disso. Também nós somos chamados, neste tempo, a ver o dia de Jesus e a permanecer na alegria. A fé n'Ele exige um contacto pessoal com Ele, com um amor incarnado e serviço aos irmãos.

Wednesday, April 1

Quarta-feira da Semana V da Quaresma


Reflexão
Cristo liberta-nos: pela sua Palavra que é a verdade; pela sua vida de amor e testemunho. No mundo de hoje, só os critérios do Evangelho nos levarão à verdadeira liberdade. Hoje só existe a escravatura daquele que se quer escravizar a falsos deuses, a vícios, como o álcool, a droga, a prostituição, o dinheiro, o egocentrismo, etc. Sentir-se e ser filho de Deus, é realmente tornar-se livre. Quem ainda não o sentiu, que o experimente!

Tuesday, March 31

Terça-feira da Semana V da Quaresma


Reflexão
A serpente de bronze é sinal da cruz de Cristo, Mediador mais excelso que Moisés. Jesus revela a sua origem, a sua condição divina e a sua próxima morte. Cristo é sinal de contradição; há que optar a favor ou contra Cristo.
Na leitura evangélica, Jesus vai fazer referência ao momento em que Ele será levantado, erguido ou exaltado na Cruz. Será então que eles O hão-de reconhecer como o Enviado do Pai, fonte de salvação para quem para Ele olhar com fé. Esta palavra do Evangelho atraiu esta outra passagem em que a serpente de bronze, elevada no poste, se tornou para os filhos de Israel, mordidos pelas serpentes venenosas, sinal de cura, sinal de salvação para quem a olha com fé, sinal que encontra continuidade e realização no Evangelho, sinal da misericórdia de Deus que dá remédio ao castigo.
Jesus é a manifestação do Pai, mas é a sua manifestação encarnada, a mais próxima do homem; mas também, por isso mesmo, é manifestação que não será entendida da mesma maneira por todos. Tudo dependerá da fé ou da falta da mesma com que os homens vão olhar para Ele. Assim, alguns chegarão a dar-Lhe a morte, a elevá-lO. Será elevado na cruz, quando Lhe derem a morte: será, ao mesmo tempo, esse o caminho por onde Ele será elevado, exaltado, mas agora na glória do Pai. Será esse também o grande sinal por onde todos poderão reconhecer quem Ele é e de onde veio. Jesus convida à fé, que eleva o olhar do homem para o alto, Ele é sinal de contradição. Ao realizar o projecto de salvação, revelará os pensamentos secretos dos corações e manifestará definitivamente a sua identidade de Filho, que diz e cumpre a vontade do Pai.

Monday, March 30

Segunda-feira da Semana V da Quaresma


Reflexão
Jesus quis mostrar como era o coração de Deus: condena o pecado, mas absolve o pecador. Jesus devolve à mulher a vida regenerada e a sua dignidade pessoal.
A Páscoa é o juízo salvador de Deus, porque é a vitória definitiva de Cristo sobre o pecado e a morte. Por isso Jesus perdoa à mulher adúltera. Por isso desmascara os seus acusadores e desmonta todos os nossos juízos.

Sunday, March 29

Domingo V da Quaresma

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2899

Reflexão
O Evangelho fala-nos de uma família amiga de Jesus que morava em Betânia e que O acolhia. Dessa família apenas conhecemos três irmãos: Marta, Maria e Lázaro. Porém, houve um acontecimento que abalou a vida desta família: Lázaro estava gravemente doente. As irmãs ficam preocupadas e informam Jesus.
É interessante que Jesus não vai imediatamente para lá e até parece que vai atrasar-se de propósito. Jesus deixa então que a morte física do amigo aconteça. É provável que tal aconteça para dizer que Jesus não veio para alterar o ciclo normal da vida do ser humano e fazer com que não morra mas veio sim para dar um novo sentido à morte física e para oferecer a vida eterna.
Depois de dois dias, Ele resolve ir ao encontro do amigo e ao chegar a Betânia, encontrou-o sepultado há já quatro dias: indica que já estava mesmo morto e assim dar mais relevo ao milagre de Jesus.
Marta veio ao seu encontro e disse-lhe: Se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido. Jesus irá dizer-lhe que o seu irmão ressuscitaria mas ela pensava que as palavras de Jesus eram apenas palavras de ocasião e banais e que Ele estava a falar na crença dos fariseus na ressurreição segundo a qual se dizia que os mortos haveriam de reviver no final dos tempos.
Jesus vai então visitar o túmulo e chorar. E assim mostra o sofrimento pela morte do seu amigo Lázaro. Até as pessoas ao verem, irão afirmar: Vede como ele era seu amigo. É de alguma forma para nos dizer que é muito normal que nós choremos perante certos acontecimentos tais como o falecimento de um familiar ou amigo mas não devemos viver totalmente escravos da morte.
Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, é a imagem, a encarnação do Deus que é amor, misericórdia e ternura paterna e materna do Deus que é Vida. Por isso, disse a Marta: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá. Proclama que, quem acredita n’Ele, terá a vida para sempre; depois de morrer, viverá para sempre uma vida nova. Esta é a grande notícia que Jesus nos traz hoje: estar com Ele, permanecer e escutar a Sua vontade é ter a vida para sempre. E acrescentou: Crês nisto? É uma pergunta que Jesus dirige a cada um de nós, que ultrapassa a nossa compreensão exige que confiemos n’Ele. A resposta de Marta é exemplar: Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo. Significa que acredita, apesar das suas dúvidas e incertezas porque Ele tem palavras de vida eterna e dá a vida.
Jesus, ao restituir a vida a Lázaro, diz-nos que tem mais força que a morte e é capaz de a derrotar: Lázaro volta a ter vida. A família de Betânia é também a representante da comunidade cristã, que é formada por irmãos e irmãs que são amigos de Jesus e que O acolhem na sua casa e na sua vida. Esta família faz a experiência da morte mas sabe que Ele é a Ressurreição e a Vida e que a dá aos seus porque a morte é apenas a passagem para a eternidade. Podemos chorar a saudade pela partida de um irmão, mas temos de saber que ao deixar este mundo, ele encontrou a vida eterna na glória de Deus. A ressurreição de Lázaro foi então o último sinal que Jesus deu antes do grande sinal da Sua própria Ressurreição.
Lázaro, sai para fora é o brado de Jesus, que parece ressoar, em toda a Igreja, desafiada a sair, para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo, sobretudo aos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida.
Lázaro, sai para fora é o brado de Jesus, a todos nós. Para que possamos, como Lázaro, ressuscitar cada dia com gestos e palavras de amor, com atitudes cristãs e com mudança de vida. Vivamos desta maneira nesta Quaresma esperando também a nossa Ressurreição.

Friday, March 27

Sexta-feira da Semana IV da Quaresma

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2889

Reflexão
O eterno conflito entre o bem e o mal, entre o pecado e a graça, entre o mundo (no sentido de aqueles que não são iluminados pela palavra da salvação) e Deus, reclama finalmente um julgamento, um juízo. E esse juízo vai ser a morte e a ressurreição de Jesus. É aqui que se revela, em toda a sua maldade, o pecado, mas também é aí que ele fica condenado, e se manifesta, em todo o seu esplendor, a verdade, a graça e a vida.
A pessoa de Jesus suscita interrogações e inquietações crescentes nos seus contemporâneos, enquanto os chefes Judeus, movidos pela sua aversão, decidem rnatá-lO. Jesus aguarda serenamente a hora do Pai. Ele sabia bem donde vinha: Eu não venho de mim mesmo; há um outro, verdadeiro, que me enviou, e que vós não conheceis. Eu é que o conheço, porque procedo dele e foi Ele que me enviou. Com subtil ironia, afirma que a sua origem é efectivamente desconhecida dos que julgam saber muito e, por isso, não o reconhecem como enviado de Deus. Estas palavras ecoam nos ouvidos dos adversários como ironia, insulto e blasfémia. Tentam apoderar-se dEle, mas não conseguem, pois é Ele o Senhor do tempo e das circunstâncias. Submeteu-se totalmente aos desígnios do Pai, e a sua hora ainda não tinha chegado.
Peçamos ao Senhor que nos dê um coração simples e aberto às suas iniciativas surpreendentes para tomarmos a atitude dos justos e rejeitarmos a dos pecadores.

Thursday, March 26

Quinta-feira da Semana IV da Quaresma

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2888

Reflexão
Diante das obras de Jesus, só o orgulho e a má fé podem fechar o coração. Tudo e todos dão testemunho a seu favor: João Baptista, as Escrituras, Moisés... Só um povo de cabeça dura poderá não se abrir a Deus que Se revela na palavra e nas obras de Jesus. O Filho de Deus veio ao mundo como revelação do Pai; a sua missão é revelar o Pai aos homens e levar os homens ao Pai. Em Cristo, Deus deixou de ser distante para os homens, e que graça maior devia haver do que ter Deus junto de si e ser levado a Deus pelo próprio Filho de Deus feito homem! A Quaresma é tempo particularmente oportuno para nos encontrarmos em Cristo e por Ele sermos levados ao Pai. Jesus apresenta-nos quatro testemunhos que deveriam levar os seus ouvintes a reconhecê-lo como Messias, enviado pelo Pai, como Filho de Deus: as palavras de João Baptista, homem enviado por Deus; as obras que ele mesmo realizou por mandado de Deus; a voz do Pai; e, finalmente, as Escrituras. Estes testemunhos têm duas características que os unem: remetem para o agir salvífico de Deus e não dizem nada de realmente novo.

Wednesday, March 25

Solenidade da Anunciação do Senhor


Reflexão
A hora da salvação chegou. Os tempos do antigo testamento deram lugar ao Tempo definitivo na hora de Deus. Maria aceita livremente os planos salvadores de Deus.
Graças ao seu sim, o Filho de Deus fêz-se Filho do Homem. Deus torna-se Deus connosco, no silêncio de nove meses em gestação. As profecias tornaram-se realidade no seio de Maria. É o mesmo corpo que se imolará na Cruz e se nos dará na Eucaristia. A Anunciação é Festa de Maria, de Cristo e sobretudo a grande Festa da Humanidade.

Tuesday, March 24

Terça-feira da Semana IV da Quaresma

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2886

Reflexão
No Antigo Testamento a água é sinal da bênção de Deus e da sua presença salvadora, ou então dos bens messiânicos e da sabedoria, como sucede nos livros proféticos e sapienciais. No Novo testamento a água é o símbolo de vida, ressurreição e anúncio baptismal. O paralítico é imagem da humanidade doente, que aspira pela água da salvação. Também hoje Cristo pergunta-nos se queremos curar-nos das nossas doenças! Para isso urge rever a nossa opção baptismal, viver de novo o caminho da água e da fé recebida no baptismo.


Monday, March 23

Segunda-feira da Semana IV da Quaresma


Reflexão
Com esta semana, começa a segunda parte da Quaresma. Embora, do ponto de vista litúrgico, não se pretenda estabelecer uma divisão deste tempo em dois, o facto é que nestas últimas semanas, com a aproximação da Páscoa, se intensifica a preparação para este termo. A partir de hoje leremos, de maneira contínua e até ao fim do Tempo Pascal, o Evangelho de São João. A liturgia da palavra sublinha fortemente a perspectiva pascal: a Páscoa de Jesus é a nova criação, a passagem a novos céus e nova terra, onde os mais ambiciosos desejos humanos encontrarão a sua realização, se eles forem segundo a vontade de Deus, que tem alegria no seu povo renovado. E o salmo, que será de novo cantado na Vigília pascal, desde já dá graças pela libertação da morte. Assim, a Quaresma orienta-se claramente para a Ressurreição.
O sinal extraordinário, o prodígio de Jesus é a Palavra. Quem acredita nela e lhe obedece, experimenta milagres. O funcionário acolheu a palavra: Vai, que o teu filho está salvo. Acreditou, obedeceu, partiu para sua casa. E vieram-lhe ao encontro os servos que lhe dizem: O teu filho está salvo. A fé, que caminhou na obscuridade cresceu: Acreditou ele e todos os da sua casa.
A cura de que fala o Evangelho é apresentada por São João, (diferentemente dos Sinópticos), como um sinal, sinal de que Jesus é a Vida e fonte da Vida. Mas não é Ele o Verbo por quem tudo foi feito? É também Ele por quem agora tudo é refeito como nova criação.

Sunday, March 22

Domingo IV da Quaresma

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2848

Reflexão
1. Banho de luz na piscina de Siloé - A cura do cego de nascença é uma catequese sobre o Baptismo, como nova criação, como sacramento da iluminação cristã e assim tornámo-nos filhos da luz!

2. Somos desafiados a viver a fé como um dom que oferece uma nova visão. Quando somos configurados com Jesus, recebemos o olhar adequado para O ver. A fé torna-se luz para os nossos olhos.

3. A luz do olhar de Jesus ilumina os olhos do nosso coração; ensina-nos a ver tudo à luz da sua verdade e da sua compaixão, para com os homens. A fé em Cristo dá-nos um novo olhar, capaz de iluminar toda a existência humana, que reconhece no rosto do outro a imagem de Deus e a Sua presença.

4. Peçamos ao Senhor que nos cure, com a sua luz, da cegueira do pecado que nos impede de ver o outro, de ver para além das aparências e de ver tudo superficialmente.
Quem acredita vê com uma luz que ilumina todo o percurso da estrada, porque essa luz nos vem de Cristo ressuscitado, Estrela da manhã, que não tem ocaso.

Friday, March 20

Sexta-feira da Semana III da Quaresma


Reflexão
O mandamento fundamental de toda a lei era, já no Antigo Testamento, reconhecer a Deus como o único Senhor e amá-l’O como tal. Foi assim a resposta do escriba, e Jesus no Evangelho confirmou que estava certa a resposta. É essa a porta de entrada no reino de Deus: reconhecê-l’O e amá-l’O. Caminhar para a Páscoa supõe a descoberta contínua deste primeiro mandamento, a redescoberta de Deus nos caminhos da nossa vida, que a Ele finalmente nos conduzem. Jesus soube ir logo ao fundo da questão, ao citar o Deuteronómio: Escuta, Israel. A este mandamento, Jesus acrescenta outro, tirado do Levítico: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. A originalidade desta resposta de Jesus está na união destes dois mandamentos. O escriba reconheceu nela uma verdadeira síntese da Lei e do culto. Jesus elogia-o e acrescenta outra novidade: a proximidade do reino de Deus, cuja lei fundamental é o amor. Jesus confirma que Deus é o único Senhor e que é necessário amá-lo sobre todas as coisas e com todo o empenho. Nesta Quaresma pede-nos que voltemos para Deus, que o procuremos amar mais, colocando-o à frente de tudo, fazendo um esforço maior.

Thursday, March 19

Solenidade de São José, Esposo da Virgem Santa Maria


Reflexão
Nos desígnios de Deus, José foi o homem escolhido para ser o pai adoptivo de Jesus. É no seio da sua família modestíssima que se realiza, com efeito, o Ministério da Incarnação do Verbo. Intimamente unido à Virgem-Mãe e ao Salvador, José situa-se num plano muito superior ao dos mais profundos místicos: amando Jesus, amava o Seu Deus; toda a ternura respeitosa, com que envolvia Maria, dirigia-se à Imaculada Mãe de Deus.
Figura perfeita do justo do Antigo Testamento, homem de uma fé a toda a prova, no cumprimento da sua missão, mostrará sempre uma disponibilidade total, mesmo nos acontecimentos mais desconcertantes.
Protector providencial de Cristo, continua a sê-lo do Seu Corpo Místico. O exemplo da sua vida é sempre actual para todos quantos querem situar a sua vida na âmbito dos desígnios de salvação do Senhor.

Wednesday, March 18

Quarta-feira da Semana III da Quaresma


Reflexão
A Lei de Deus é Lei de vida. Cumpre os mandamentos e viverás. Jesus veio dar plenitude à Lei e aos Profetas, acentuou a sua importância e criticou a interpretação que dela fizeram as escolas rabínicas. A alternativa que Jesus propõe não é a abolição, mas uma maior perfeição e exigência. Essa será a nova justiça do Reino de Deus.
A Lei nova de Cristo é a Lei do Espírito e fundamenta uma nova moral. Cristo é o cumprimento pleno da Lei e dos Profetas da Antiga Aliança. A primeira Lei da Igreja e do cristão é o amor sem limites, à medida de Cristo.

Tuesday, March 17

Terça-feira da Semana III da Quaresma


Reflexão
O sacrifício que agrada a Deus é a imolação espiritual de cada um de nós. O perdão de Deus é conseguido não através de sacrifícios de carneiros ou de touros, mas sim o sacrifício espiritual da própria vida de cada um de nós. O perdão concedido aos irmãos é condição e medida do perdão que Deus nos concede. Um perdão fraterno e universal.

Monday, March 16

Segunda-feira da Semana III da Quaresma



Reflexão
Como Naaman, todos podem alcançar os favores de Deus. Como Elias ou Eliseu, Jesus sabe-se enviado a todos os homens. Ao monopólio judeu sobre a salvação, Jesus opõe a redenção universal! Salvação hoje continuada por mediação da Igreja, animada pelo Espírito Santo. Jesus não é recebido na sua cidade. No entanto, segue o seu caminho. De nada serviu nem serve, tentar obstaculizar a sua acção salvífica e libertadora da humanidade!

Friday, March 13

Sexta-feira da Semana II da Quaresma


Reflexão
Estamos ante uma parábola-compêndio: a vinha, o dono, os agricultores, os criados, o filho morto e o castigo. Este é realmente um compêndio da História da salvação, onde está patente o mistério pascal de Cristo. A vinha significa tanto o novo Israel, como o Reino de Deus. Todos os que nele estamos, temos a responsabilidade de produzir frutos de conversão e de boas obras.

Tuesday, March 10

Terça-feira da Semana II da Quaresma



Reflexão
O culto a Deus deve traduzir a conversão pessoal e comunitária, tanto no antigo como no novo Testamento. A verdade tem um caminho, e só quem o segue, tem a salvação de Deus.
A interiorização religiosa foi um processo lento na vida do povo de Israel e também na nossa. O que está em causa é a conversão de todos nós.
Todo o crente sente a tentação de um sistema de mentira, ou então de se circunscrever à observância do estritamente legal. O muito que falta por converter no nosso coração! A coerência de uma vida de testemunho.

Friday, March 6

Sexta-feira da Semana I da Quaresma





Reflexão
Deus aposta sempre na vida. Ele não quer a morte de ninguém; só quer que o pecador se converta e viva, e dá sempre uma segunda oportunidade. A nova justiça do Reino de Deus ultrapassa todo o formalismo exterior e atinge o mais profundo do ser humano.

Thursday, March 5

Quinta-feira da Semana I da Quaresma

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2894

Reflexão

A eficácia da oração tem a sua raiz na bondade paternal de Deus. Na oração devemos pedir apenas e só o que Deus quer que peçamos. Rezar sempre, tem de ser o clima habitual de quem se sabe filho de Deus. Assim o têm feito legiões de santos de todos os tempos. A crise de todas as coisas não será uma crise de oração?!
A oração deve atingir toda a vida pessoal do crente, e tal como em Jesus, a oração é vivência pessoal, e só se compreende cabalmente se for vivida em profundidade.

Wednesday, March 4

Quarta-feira da Semana I da Quaresma

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2893

Reflexão
Os conterrâneos de Jesus fogem à conversão; por isso Jesus põe em confronto a sua atitude com a atitude dos que ouviram a pregação de Jonas e converteram-se.
Urge, portanto, acolher com ânimo contrito e humilde o convite de Deus à conversão. Esta não se baseia em milagres publicitários, mas na aceitação do grande sinal de Deus que é Jesus. Deus respeita a liberdade humana. Ele quer opções livres e não servilismo de escravos! Os sinais da conversão evangélica são: aceitação serena da cruz de cada dia; coerência com a nossa opção baptismal; ruptura com tudo o que é contrário aos critérios do Evangelho; a prova duma vida de testemunho, de comunhão com Deus e com os irmãos.

Tuesday, March 3

Terça-feira da Semana I da Quaresma


Reflexão
O perdão é resposta concreta à Palavra da Deus. A oração não é palavreado barato e sem sentido. Jesus apresenta o Pai-nosso como o modelo de oração partilhada. É resposta de fé ao Deus que nos fala por Cristo. O perdão das ofensas é caminho de Quaresma. Deus é nosso Pai. O Pai de todos, por adopção. Somos filhos pela fé, pelo baptismo e pelo espírito de filiação. A fraternidade universal fundamenta-se na Paternidade de Deus. Daí, as condições essenciais para a reza do Pai Nosso.

Monday, March 2

Segunda-feira da Semana I da Quaresma

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2891

Reflexão
A primeira leitura apresenta a toda a comunidade de Israel o mandamento da santidade. Deus é o Totalmente Outro, radicalmente diferente do que é o homem. Mas quere-o participante da sua santidade. Depois deste mandamento, seguem algumas normas de moral pessoal e social. O respeito pela santidade de Deus deve inspirar o respeito pelo próximo, particularmente pelos mais fracos e os deficientes. Às exortações negativas: Não fareis isto ou aquilo…, seguem exortações prepositivas destinadas a construir uma sociedade humana mais fraterna: amarás o teu próximo como a ti mesmo. O amor pelos outros, fundamentado em Deus, edifica a comunidade humana na santidade.
O texto de Mateus está na linha da tradição apocalíptica bíblica e judaica: é uma revelação relativa às coisas últimas, ao juízo universal. Nela aparece o Filho de homem, figura simultaneamente humana e celeste e que tem um papel fundamental na instauração do reino de Deus e na recondução dos eleitos para Deus. Jesus identifica-se com esta personagem gloriosa. Ele virá encerrar a história, e assumir a realeza que foi escondida no tempo.

Tuesday, February 25

Terça-feira da Semana VII do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2870

Reflexão
Os discípulos nada entendiam sobre o anúncio da Paixão do Senhor. Jesus instrui-os com muita paciência. Neles há ainda o desejo de ser grande e, em comparação com os outros, de ser o maior. É a ambição humana, latente até nos mais puros e religiosos. No entanto, a ambição não deixa de ser o cancro do amor serviçal, a tentação do poder, mesmo entre os apóstolos ou os discípulos. Entre os crentes, porém, o poder, é serviço. Enquanto o mercenário serve-se, e não serve, o cristão tem como apanágio, servir e não servir-se. O exemplo e a medida é o mesmo Cristo que, sendo Senhor e Mestre, serve. Assim também o testemunho do crente e da comunidade, no serviço aos outros, em especial dos mais pequeninos, como as crianças e os mais pobres.

Monday, February 24

Segunda-feira da Semana VII do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2869

Reflexão
A cura do menino epiléptico e surdo-mudo, é uma manifestação pública do poder de Jesus sobre a doença e o demónio: é também um convite à fé em Cristo e à oração. Noutra passagem do Evangelho, o mesmo Jesus afirmou que a fé pode transformar ou transplantar montanhas. Desta vez foi a saúde do menino.

Friday, February 21

Sexta-feira da Semana VI do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2864

Reflexão
Quem diz ter fé há-de viver conforme a essa fé; de outra maneira nem se poderá afirmar que tem fé. Vive-se segundo o que se pensa; é por isso que é na vida que se manifesta aquilo em que se crê. A fé está na raiz das obras, e as obras são frutos da fé; por isso se diz que, se a fé não leva às obras, é sinal de que essa fé está morta. A fé e as obras são inseparáveis. Não é suficiente proclamar a fé com palavras. Para ser cristãos, não é suficiente acreditar. O verdadeiro crente, tal como Abraão, confirma nas obras aquilo que conhece. A fé sem obras é morta, é um corpo sem alma. Paulo tinha diante de si judeo-cristãos que procuravam a salvação nas obras da lei, contrapondo-lhes a salvação realizada por Cristo e acolhida na fé. Tiago sublinha a necessidade de que a fé não permaneça apenas teórica, mas se manifeste de modo activo e em obras. É muito difícil estarmos fielmente unidos a Cristo, aceitando as suas palavras, sem que as nossas obras sejam coerentes com a fé.
Procuremos guardar a fé, viver dela, dar testemunho dela e propagá-la. Uma boa concretização é levar à prática o conselho do Senhor: quem quiser salvar a própria vida há-de perdê-la.
O Evangelho apresenta algumas das condições fundamentais para seguir Jesus: arriscar a própria vida, como Jesus fez, Ele que foi até à Cruz; não colocar os interesses maiores em coisas que valem menos do que a própria vida. Quem quiser seguir Jesus não pode pretender para si o lugar central, mas há-de cedê-lo a Jesus, dando-Lhe o primado em tudo, também sobre a própria vida. Há que tomar a cruz e, seguindo os passos de Jesus, sair com Ele da cidade, rumo ao suplício. Só ganha a Vida quem estiver disposto a renunciar a si mesmo. O juízo último de Deus porá a claro os verdadeiros valores da vida. Felizes os que sabem nortear a vida pelos valores que a Boa Nova nos revela.
É agora, durante a nossa vida terrena, que somos chamados a dar testemunho de Cristo. Há que carregar a cruz e segui-lo, para que se realize em nós o seu mistério até à morte e à ressurreição pois só assim a fé nos salvará e nos fará salvadores com Ele.

Thursday, February 20

Memória litúrgica de Santos Francisco e Jacinta Marto


Santos Francisco e Jacinta Marto
Francisco Marto nasceu em Aljustrel, Fátima, no dia 11 de Junho de 1908, e sua irmã Jacinta Marto nasceu na mesma localidade, no dia 11 de Março de 1910. Na sua humilde família aprenderam a conhecer e louvar a Deus e a Virgem Maria. Em 1916 viram três vezes um Anjo e em 1917 seis vezes a Santíssima Virgem que os exortavam a rezar e a fazer penitência pela remissão dos pecados, para obter a conversão dos pecadores e a paz para o mundo. Ambos quiseram imediatamente responder com todas as suas forças a estas exortações. Inflamados cada vez mais no amor a Deus e às almas, tinham uma só aspiração: rezar e sofrer de acordo com os pedidos do Anjo e da Virgem Maria. Francisco faleceu no dia 4 de Abril de 1919 e Jacinta no dia 20 de Fevereiro de 1920. O papa S. João Paulo II deslocou-se a Fátima no dia 13 de Maio de 2000 para os beatificar. O papa Francisco deslocou-se a Fátima no dia 13 de Maio de 2017, no centenário das aparições e canonizou as duas primeiras crianças não mártires.

Friday, February 14

Festa litúrgica de São Cirilo, monge, e São Metódio, bispo, Padroeiros da Europa


Reflexão
A seara do mundo é o vasto campo de trabalho do apóstolo evangelizador, tão necessário para a Igreja de hoje.
Para que haja mais trabalhadores disponíveis, Jesus recomenda a oração insistente ao Dono da seara.
Cirilo e Metódio, os missionários da Morávia e da Croácia, são exemplo e modelo de fidelidade ao mandato missionário do Senhor. João Paulo II declarou-os co-patronos da Europa.
Conjuntamente com São Bento, constituem a origem cristã do velho continente europeu, ainda que os políticos prefiram não falar dela.

Thursday, February 13

Quinta-feira da Semana V do Tempo Comum


Reflexão
A mulher siro-fenícia acaba com o monopólio que os judeus aspiravam para si sobre a Salvação. Nela se abre à universalidade a mensagem da Salvação. Ela contentar-se-ia com as migalhas. Mas Cristo faz-se o milagre solicitado, atendendo à sua fé. Sempre houve bons pagãos ao lado de maus crentes. Só pela fé se pode entrar no novo Povo de Deus. Com a sua persistência, ela é modelo de oração. As condições para uma oração eficaz são: fé, confiança e perseverança.

Wednesday, February 12

Quarta-feira da Semana V do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2855

Reflexão
As tradições humanas valem por si mesmas. As estruturas humanas são obra dos homens. A umas suceder-se-ão outras, mas todas serão da mesma índole. O que interessa é mudar o coração do homem. É dentro do mesmo homem que germinam e se cultivam as purezas ou impurezas da mesma humanidade. Por isso Cristo insiste no coração, no interior da alma humana. Aqui é onde está a questão.

Friday, February 7

Festa litúrgica das Cinco Chagas de Cristo


Reflexão
O culto das Cinco Chagas de Jesus que marcaram violentamente o corpo de Jesus Cristo tem uma história antiga e viva entre os portugueses. Vários textos literários próximos do início da nacionalidade comprovam-no. Essa importância está demonstrada com a inscrição das cinco chagas na bandeira nacional.
O Evangelho é retirado do relato dos momentos finais da vida terrena de Jesus Cristo no evangelho de João. A morte de Jesus é a maior de todas as chagas. Deus, em Jesus Cristo, assumiu em pleno a nossa humanidade. Deus humanizou-se até ao limite, cujo ponto máximo é a experiência da morte.
Este relato é uma leitura pascal do evangelista. Ele dá testemunho, ele sabe que o seu testemunho é verdadeiro, para que também vós acrediteis. Cada um de nós, também pode fazer a mesma experiência de fé. A morte (a nossa morte) é uma chaga brutal mas é sempre iluminada pela luz da ressurreição, pela presença do Senhor Jesus Cristo ressuscitado e vivo.
Ao celebrar as cinco Chagas, não fiques preso à contemplação do sofrimento de Jesus Cristo. Deixa-te também iluminar pela luz da Vida.

Friday, January 24

Memória litúrgica de São Francisco de Sales



São Francisco de Sales, Bispo e Doutor da Igreja
Nasceu na Sabóia no ano 1567. Ordenado sacerdote, trabalhou muito pela restauração da fé católica na sua pátria. Eleito bispo de Genebra, mostrou-se verdadeiro pastor do clero e dos fiéis, instruindo-os com os seus escritos e obras, feito modelo para todos. Morreu em Lião a 28 de Dezembro de 1622, mas foi sepultado definitivamente em Annecy a 24 de Janeiro do ano seguinte.


Reflexão
A aliança do Sinai era imperfeita, porque centrava-se na observância de leis exteriores. A Nova Aliança é perfeita porque foi inscrita no coração dos homens e não em tábuas de pedra. A Nova Aliança foi selada entre Deus e o seu Filho Jesus Cristo, com o sacrifício da Cruz, e para sempre.
Com a escolha dos doze, Jesus prepara os pilares do novo Povo de Deus, a sua Igreja, associando-os à sua vida, à sua missão e à sua autoridade e poder. De entre eles, Simão Pedro ocupa o primeiro lugar. Jesus confiou-lhe uma missão única: a de defender esta fé para que nunca desfaleça e de nela confirmar os irmãos. A Unidade dos Cristãos não pode ignorar a pessoa do Papa como sucessor de Pedro.

Thursday, January 23

Quinta-feira da Semana II do Tempo Comum



Reflexão
Cristo não se deixa embriagar pelo entusiasmo das multidões que O procuram, mais pelos milagres do que pela conversão, mais pelo poder de taumaturgo do que pela mensagem de salvação. Em realidade, Ele não veio para os aplausos triunfalistas que tanto almejam os políticos; o seu interesse é anunciar a libertação do reino de Deus.
Por isso o fenómeno da concentração de massas, - Fátima, Lurdes, Roma, Terra Santa, Jubileus, etc. - não é suficiente para uma pertença pessoal à Igreja. Jesus pede mais: uma resposta pessoal de fé e uma adesão efectiva ao Seu próprio projecto salvador.

Wednesday, January 22

Quarta-feira da Semana II do Tempo Comum


Reflexão
Os fariseus enfermavam duma esclerose mental, herdada das velhas tradições mosaicas, que irá reflectir-se nos conflitos entre a Igreja nascente com a Sinagoga, e entre os mesmos cristãos que se têm dividido, ao longo dos séculos. É difícil a essa esclerose mental entender que Cristo veio libertar o homem da escravidão da lei mosaica e da velha Aliança, e que é o único fundamento da sua Igreja. A religião autêntica defendida por Jesus, que deve ser entendida por todas as gerações, é, portanto, uma religião em espírito e em verdade, em que a letra mata e o espírito vivifica, baseada na amorosa iniciativa de Deus, que quer salvar o homem, e, por isso, faz-se Homem.
A unidade dos cristãos, desejada em teoria, encontra na prática, muitos corações endurecidos. Para a conseguir, precisa-se duma conversão permanente da Igreja e duma conversão do coração, segundo o Evangelho.

Tuesday, January 21

Memória litúrgica de Santa Inês, Virgem e Mártir

Santa Inês, Virgem e Mártir
Foi martirizada em Roma na segunda metade do século III ou, mais provavelmente, no princípio do século IV. O papa São Dâmaso adornou com versos o seu sepulcro e muitos santos Padres, seguindo Santo Ambrósio, celebraram os seus louvores.
O seu nome vem do grego, que significa pura e em latim é Agnes, associado a agnus, que significa cordeiro.
Ela é a padroeira das jovens, das noivas, das prometidas em matrimónio, da pureza e dos jardineiros.

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2816

Reflexão
Jesus intervém com a Sua autoridade messiânica: relativiza a lei intocável do sábado, fazendo com que os seus discípulos participem da Sua liberdade e senhorio, pois a lei fez-se para promover o homem e não para o escravizar. É portanto, o homem que dá valor e medida à lei do sábado, pois a religião verdadeira ou é libertadora do homem ou não é religião. A lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade só nos vieram por Cristo, que é o sim total a Deus. Assim deverá ser, portanto, o seu discípulo.

Monday, January 20

Segunda-feira da Semana II do Tempo Comum

Para o judaísmo oficial, o jejum era prática fundamental; para Cristo e os seus discípulos, não tinha importância de maior. Por isso Cristo responde com as parábolas do pano e do vinho novos. Na mente de Jesus, o jejum é símbolo do Antigo Testamento, do velho estilo religioso, enquanto o Evangelho e o Reino de Deus são o pano e o vinho novos. Cristo não se preocupou em reformar a sinagoga e o velho culto. Fundou o novo Povo de Deus, a Igreja, e deu-lhe um novo culto.