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Friday, August 23

Sexta-feira da Semana XX do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=4696

Reflexão
O Espírito Santo é o sopro de vida, que faz surgir de entre os que estão mortos pelo pecado o novo povo de Deus como o Pai fez surgir de entre os mortos o Senhor que havia sido crucificado.
Não deixa de ser muito impressionante que toda a Lei de Deus se venha a resumir no amor a Deus e ao próximo, realizando assim a aliança mais perfeita que jamais existiu, e que é afinal todo o desígnio de Deus sobre o mundo: uma Aliança de amor perfeita e eterna.

Thursday, August 18

Quinta-feira da Semana XX do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3918

Reflexão
Se o Senhor permitiu que o seu povo fosse humilhado diante dos pagãos, Ele irá trazê-lo, de novo, do cativeiro em que se encontra, e de todos os recantos do mundo por onde andar disperso, e a todos reunirá na sua terra. Mais ainda do que esta libertação exterior, Deus dará ao seu povo um coração novo e dar-lhe-á o seu próprio Espírito, simbolizado, por sua vez, na imagem da água que purifica e renova. Tudo isto se realiza ainda hoje e de maneira mais plena na Igreja de Cristo.
As núpcias são uma das imagens simbólicas para significar a união feliz de Deus com o seu povo, sobretudo em Jesus Cristo, que é chamado o Esposo, bem como a Igreja é chamada a Esposa. O convite para as bodas, e consequentemente o convite para entrar na Igreja de Cristo, a sua Esposa, é dirigido a todos os homens. Esta parábola mostra a generosidade de Deus que a todos convida, mas também a necessidade de responder ao convite de Deus e de tomar parte no seu banquete.

Wednesday, August 17

Quarta-feira da Semana XX do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3917

Reflexão
O núcleo na parábola da vinha põe em foco a generosidade de Deus. O dono da vinha é Deus e os trabalhadores são os homens. O trabalho na vinha é o serviço pelo Reino. A generosidade de Deus supera a justiça, sem a lesar. Se pagasse menos aos últimos, teria sido justo; mas pagando-lhes mais, foi além disso, generoso. Não falha a justiça, senão que impera a generosidade. Podemos ver aqui o espelho da vida quotidiana da comunidade cristã.

Thursday, August 23

Quinta-feira da Semana XX do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2183

Reflexão
Se o Senhor permitiu que o seu povo fosse humilhado diante dos pagãos, Ele irá trazê-lo, de novo, do cativeiro em que se encontra, e de todos os recantos do mundo por onde andar disperso, e a todos reunirá na sua terra. Mais ainda do que esta libertação exterior, Deus dará ao seu povo um coração novo e dar-lhe-á o seu próprio Espírito, simbolizado, por sua vez, na imagem da água que purifica e renova. Tudo isto se realiza ainda hoje e de maneira mais plena na Igreja de Cristo.
As núpcias são uma das imagens simbólicas para significar a união feliz de Deus com o seu povo, sobretudo em Jesus Cristo, que é chamado o Esposo, bem como a Igreja é chamada a Esposa. O convite para as bodas, e consequentemente o convite para entrar na Igreja de Cristo, a sua Esposa, é dirigido a todos os homens. Esta parábola mostra a generosidade de Deus que a todos convida, mas também a necessidade de responder ao convite de Deus e de tomar parte no seu banquete.

Friday, August 21

Sexta-feira da Semana XX do Tempo Comum



Reflexão
Rute, estrangeira ao povo de Deus por sua origem, nele entrou pelo casamento com um filho de israelitas enviuvou, mas, depois de enviuvar, não quis voltar para o seu povo de origem, os moabitas, como podia ter feito, mas preferiu voltar com a sogra para a terra desta, Belém. Aí casou de novo com outro israelita, Booz, e assim veio a tornar-se uma das ascendentes do rei David, e, por este, do Messias.
Não deixa de ser muito impressionante que toda a Lei de Deus se venha a resumir no amor a Deus e ao próximo, realizando assim a aliança mais perfeita que jamais existiu, e que é afinal todo o desígnio de Deus sobre o mundo: uma Aliança de amor perfeita e eterna.

Thursday, August 20

Quinta-feira da Semana XX do Tempo Comum



Reflexão
Esta narração, de carácter muito antigo, mostra uma determinada maneira de encarar os conceitos religiosos em tempos ainda muito primitivos, mas que o Evangelho viria a esclarecer e a espiritualizar. Deus nunca exigiu sacrifícios humanos, que estiveram em uso entre os povos vizinhos do povo de Deus. Ainda havia muito caminho a fazer, até que o povo de Deus se libertasse de formas de religiosidade perigosas e equívocas, que não respeitavam a pessoa humana nem a relação com o Deus da aliança do Sinai.
As núpcias são uma das imagens simbólicas para significar a união feliz de Deus com o seu povo, sobretudo em Jesus Cristo, que é chamado o Esposo, bem como a Igreja é chamada a Esposa. O convite para as bodas e o convite para entrar na Igreja de Cristo, a sua Esposa, é dirigido a todos os homens. Esta parábola mostra a generosidade de Deus que a todos convida, mas também a necessidade de responder ao convite de Deus e de tomar parte no seu banquete.

Wednesday, August 19

Quarta-feira da Semana XX do Tempo Comum



Reflexão
Esta fábula, que apresenta aqui as árvores a falar, chama-se um apólogo e é raro na Bíblia, embora frequente noutros países antigos. Aqui vem a propósito num momento de sucessão difícil, talvez mesmo a prevenir contra o regime da realeza, concretamente neste momento da história de Israel. Gedeão, convidado a tornar-se rei, responde: Não reinarei sobre vós, nem eu nem meu filho; o Senhor é que será vosso rei. Temia-se que interpondo uma figura humana, um rei, entre Javé e o povo, resfriasse a fidelidade de Israel para com Deus. Foi o que aconteceu, quando se estabeleceu a monarquia em Israel. Só o senhorio de Deus garante plena dignidade e satisfaz os desejos de paz e de liberdade do seu povo.
Na parábola do Evangelho, Jesus quer fazer-nos compreender que a bondade de Deus ultrapassa muito os critérios humanos. Os trabalhadores da última hora receberam tanto como os da primeira. Estes não foram tratados com injustiça: receberam o que tinha sido ajustado. Mas a parábola tem certamente alcance mais vasto: a Igreja dos pagãos, chegados no fim dos judeus, e que foram igualmente acolhidos por misericórdia!

Tuesday, August 18

Terça-feira da Semana XX do Tempo Comum




Reflexão
De origem modesta, Gedeão é chamado por Deus para salvar o seu povo. É sempre Deus quem salva; basta-Lhe que os que Ele envia sejam dóceis à sua voz. De facto, a força do homem está na força de Deus, quando ele se sabe colocar nas suas mãos.
O Senhor não condena nem os ricos nem as riquezas; mas adverte os seus discípulos do perigo que correm, se lhes entregarem o coração. Em contrapartida, a atitude desprendida de Pedro e dos outros Apóstolos é caminho certo para entrar no reino de Deus. O mundo novo que o Filho de Deus nos revelou na sua morte e ressurreição inaugurou a regeneração do Universo, em que tudo é julgado por outros critérios.

Thursday, August 21

Quinta-feira da Semana XX do Tempo Comum


Liturgia da Palavra

Leitura da Profecia de Ezequiel (Ez 36, 23-28)
Eis o que diz o Senhor: «Manifestarei a santidade do meu grande nome, profanado por vós entre as nações para onde fostes. E as nações reconhecerão que Eu sou o Senhor – oráculo do Senhor Deus – quando a seus olhos Eu manifestar a minha santidade, a vosso respeito. Então retirar-vos-ei de entre as nações, reunir-vos-ei de todos os países, para vos restabelecer na vossa terra. Derramarei sobre vós água pura e ficareis limpos de todas as imundícies; e purificar-vos-ei de todos os falsos deuses. Dar-vos-ei um coração novo e infundirei em vós um espírito novo. Arrancarei do vosso peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Infundirei em vós o meu espírito e farei que vivais segundo os meus preceitos, que observeis e ponhais em prática as minhas leis. Habitareis na terra que dei a vossos pais; sereis o meu povo e Eu serei o vosso Deus».


Salmo 50 (51), 12-13.14-15.18-19
Refrão: Derramarei sobre vós água pura e ficareis limpos de toda a iniquidade.

Criai em mim, ó Deus, um coração puro
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
Não queirais repelir-me da vossa presença
e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.

Dai-me de novo a alegria da vossa salvação
e sustentai-me com espírito generoso.
Ensinarei aos pecadores os vossos caminhos
e os transviados hão-de voltar para Vós.

Não é do sacrifício que Vos agradais
e, se eu oferecer um holocausto, não o aceitareis.
Sacrifício agradável a Deus é o espírito arrependido:
não desprezeis, Senhor,
 um espírito humilhado e contrito.



Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 22, 1-14)
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se de novo aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo e, falando em parábolas, disse-lhes: «O reino dos Céus pode comparar-se a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho. Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram vir. Mandou ainda outros servos, ordenando-lhes: ‘Dizei aos convidados: Preparei o meu banquete, os bois e cevados foram abatidos, tudo está pronto. Vinde às bodas’. Mas eles, sem fazerem caso, foram um para o seu campo e outro para o seu negócio; os outros apoderaram-se dos servos, trataram-nos mal e mataram-nos. O rei ficou muito indignado e enviou os seus exércitos, que acabaram com aqueles assassinos e incendiaram a cidade. Disse então aos servos: ‘O banquete está pronto, mas os convidados não eram dignos. Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes’. Então os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala do banquete encheu-se de convidados. O rei, quando entrou para ver os convidados, viu um homem que não estava vestido com o traje nupcial e disse-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?’. Mas ele ficou calado. O rei disse então aos servos: ‘Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o às trevas exteriores; aí haverá choro e ranger de dentes’. Na verdade, muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos».


Reflexão
Se o Senhor permitiu que o seu povo fosse humilhado diante dos pagãos, Ele irá trazê-lo, de novo, do cativeiro em que se encontra, e de todos os recantos do mundo por onde andar disperso, e a todos reunirá na sua terra. Mais ainda do que esta libertação exterior, Deus dará ao seu povo um coração novo e dar-lhe-á o seu próprio Espírito, simbolizado, por sua vez, na imagem da água que purifica e renova. Tudo isto se realiza ainda hoje e de maneira mais plena na Igreja de Cristo.
As núpcias são uma das imagens simbólicas para significar a união feliz de Deus com o seu povo, sobretudo em Jesus Cristo, que é chamado o Esposo, bem como a Igreja é chamada a Esposa. O convite para as bodas, e consequentemente o convite para entrar na Igreja de Cristo, a sua Esposa, é dirigido a todos os homens. Esta parábola mostra a generosidade de Deus que a todos convida, mas também a necessidade de responder ao convite de Deus e de tomar parte no seu banquete.

Wednesday, August 20

Quarta-feira da Semana XX do Tempo Comum


Liturgia da Palavra

Leitura da Profecia de Ezequiel (Ez 34, 1-11)
O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo: «Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel, profetiza e diz a esses pastores: Assim fala o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel, que se apascentam a si mesmos! Não deviam os pastores apascentar o rebanho? Vós, porém, bebeis o leite, vestis-vos com a lã, matais as ovelhas mais gordas, mas não apascentais o rebanho. Não fortalecestes as ovelhas débeis, não tratastes as que andavam doentes, nem curastes as que estavam feridas. Não reconduzistes a ovelha tresmalhada, nem procurastes a que andava perdida, mas a todas dominastes com crueldade e violência. Elas dispersaram-se por falta de pastor e na debandada tornaram-se presa de todos os animais selvagens. As minhas ovelhas andam errantes por toda a parte, sobre as montanhas e sobre as colinas, dispersaram-se por toda a superfície da terra. Ninguém se interessa por elas, ninguém as procura. Por isso, pastores, escutai a palavra do Senhor: Pela minha vida – diz o Senhor Deus – Eu vos asseguro: Porque as minhas ovelhas, por falta de pastor, foram entregues à pilhagem e se tornaram presa de todos os animais selvagens; porque os meus pastores não se preocupam com o meu rebanho, mas apascentam-se a si mesmos, em vez de apascentar as minhas ovelhas; por isso, pastores, escutai a palavra do Senhor: Assim fala o Senhor Deus: Eu vou pedir contas aos pastores, vou exigir-lhes que entreguem as minhas ovelhas; hei-de impedi-los de apascentar o meu rebanho e os pastores não mais se apascentarão a si mesmos. Salvarei as minhas ovelhas da sua boca e elas deixarão de ser uma presa para eles. Assim fala o Senhor Deus: Eu próprio irei em busca das minhas ovelhas, Eu próprio cuidarei do meu rebanho».

Salmo 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 (R. 1)
Refrão: O Senhor é meu pastor: nada me faltará.

O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma.

Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo
me enchem de confiança.

Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça
e o meu cálice transborda.

A bondade e a graça hão-de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 20, 1-16a)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário, que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha. Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a sua vinha. Saiu a meia manhã, viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha e dar-vos-ei o que for justo’. E eles foram. Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde, e fez o mesmo. Saindo ao cair da tarde, encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes: ‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’. Eles responderam-lhe: ‘Ninguém nos contratou’. Ele disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha’. Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros’. Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um. Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais, mas receberam também um denário cada um. Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo: ‘Estes últimos trabalharam só uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o peso do dia e o calor’. Mas o proprietário respondeu a um deles: ‘Amigo, em nada te prejudico. Não foi um denário que ajustaste comigo? Leva o que é teu e segue o teu caminho. Eu quero dar a este último tanto como a ti. Não me será permitido fazer o que quero do que é meu? Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?’. Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos».


Reflexão
Os chefes do povo de Deus tinham-se tornado maus guias para esse povo. O Senhor anuncia agora que Ele mesmo Se vai tornar o pastor do seu povo e Ele mesmo o salvará, já que os seus chefes se tinham tornado egoístas e desinteressados; o próprio Deus Se apresenta como verdadeiro Pastor. Jesus um dia assim Se apresenta: Eu sou o Bom Pastor, e não poderá haver melhor!
Nesta parábola, Jesus quer fazer-nos compreender que a bondade de Deus ultrapassa muito os critérios humanos. Os trabalhadores da última hora receberam tanto como os da primeira. Estes, porém, não foram tratados com injustiça: receberam o que tinha sido ajustado. Mas a parábola tem certamente alcance mais vasto: a Igreja dos pagãos, chegados no fim dos judeus, e que foram igualmente acolhidos por misericórdia!

Tuesday, August 19

Terça-feira da Semana XX do Tempo Comum


Liturgia da Palavra

Leitura da Profecia de Ezequiel (Ez 28, 1-10)
O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo: «Filho do homem, diz ao soberano de Tiro: Assim fala o Senhor Deus: O teu coração encheu-se de orgulho e dizes: ‘Eu sou um deus, estou sentado em trono divino no meio dos mares’. Mas tu que és um homem e não Deus, alimentas em teu coração pretensões divinas! És então mais sábio que Daniel e nenhum segredo é obscuro para ti! Pela tua habilidade e inteligência, adquiriste grandes riquezas e acumulaste ouro e prata nos teus tesouros. Tão grande é a tua habilidade no comércio que multiplicaste a tua fortuna e com ela se encheu de orgulho o teu coração. Por isso, assim fala o Senhor Deus: Porque alimentas em teu coração pretensões divinas, vou fazer que venham estrangeiros contra ti, os mais ferozes de entre os povos. Eles brandirão a espada contra a tua fina habilidade e profanarão o teu esplendor. Far-te-ão descer à cova e morrerás de morte violenta, no meio dos mares. Ainda irás dizer na presença dos teus executores: ‘Eu sou um deus’? Mas tu és um homem e não um deus, nas mãos daqueles que vão matar-te. Terás a morte dos infiéis às mãos dos estrangeiros, porque Eu falei» – diz o Senhor Deus.


Salmo Responsorial: Deut 32, 26-27ab.27cd-28.30.35cd-36ab
Refrão: Eu sou o Senhor da morte e da vida. Repete-se

O Senhor disse: «Vou reduzi-los ao pó da terra
e apagar a sua memória de entre os homens.
Mas temi a arrogância do inimigo,
o desprezo dos seus adversários.

Porque diriam: ‘Triunfou o nosso poder,
à nossa força não resiste o seu Deus’;
porque são um povo de insensatos,
neles não há discernimento.

Como poderia um só homem perseguir mil
e dois pôr em fuga dez mil,
se o seu Protector os não tivesse abandonado,
se o Senhor não os entregasse às suas mãos?»

Está próximo o dia da ruína,
iminente o seu destino,
porque o Senhor defenderá o seu povo,
terá piedade dos seus servos.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 19, 23-30)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade vos digo: Um rico dificilmente entrará no reino dos Céus. É mais fácil passar um camelo pelo fundo duma agulha do que um rico entrar no reino de Deus». Ao ouvirem estas palavras, os discípulos ficaram muito admirados e disseram: «Quem poderá então salvar-se?». Jesus olhou para eles e respondeu: «Aos homens isso é impossível, mas a Deus tudo é possível». Então Pedro tomou a palavra e disse-Lhe: «Nós deixámos tudo para Te seguir. Que recompensa teremos?». Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: No mundo renovado, quando o Filho do homem vier sentar-Se no seu trono de glória, também vós que Me seguistes vos sentareis em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou terras, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna. Muitos dos primeiros serão os últimos e muitos dos últimos serão os primeiros».


Reflexão
O profeta profere uma série de oráculos contra os países vizinhos. Ao soberano de Tiro anuncia dias de humilhação nos quais ele poderá reconhecer que não é deus, que não passa de homem e que de nada lhe vale a sua situação política, as suas riquezas, o seu poderio. Outros o virão dominar. Só Deus é Senhor.
O Senhor não condena nem os ricos nem as riquezas; mas adverte os seus discípulos do perigo que correm, se lhes entregarem o coração. Em contrapartida, a atitude desprendida de Pedro e dos outros Apóstolos é caminho certo para entrar no reino de Deus. O mundo novo que o Filho de Deus nos revelou na sua morte e ressurreição inaugurou a regeneração do Universo, em que tudo é julgado por outros critérios.

Thursday, August 23

Quinta-feira da Semana XX do Tempo Comum


Se o Senhor permitiu que o seu povo fosse humilhado diante dos pagãos, Ele irá trazê-lo, de novo, do cativeiro em que se encontra, e de todos os recantos do mundo por onde andar disperso, e a todos reunirá na sua terra. Mais ainda do que esta libertação exterior, Deus dará ao seu povo um coração novo e dar-lhe-á o seu próprio Espírito, simbolizado, por sua vez, na imagem da água que purifica e renova. Tudo isto se realiza ainda hoje e de maneira mais plena na Igreja de Cristo.

As núpcias são uma das imagens simbólicas para significar a união feliz de Deus com o seu povo, sobretudo em Jesus Cristo, que é chamado o Esposo, bem como a Igreja é chamada a Esposa. O convite para as bodas, e consequentemente o convite para entrar na Igreja de Cristo, a sua Esposa, é dirigido a todos os homens. Esta parábola mostra a generosidade de Deus que a todos convida, mas também a necessidade de responder ao convite de Deus e de tomar parte no seu banquete.

Monday, August 20

Segunda-feira da Semana XX do Tempo Comum


O profeta é prevenido de que vai perder a sua esposa e de que deve proceder como se nada lhe tivesse acontecido. Esta atitude simbolizará a aparente insensibilidade de Deus perante a ruína da cidade de Jerusalém e o povo é convidado a imitar também esta atitude do profeta, pois toda a lamentação é agora inútil; chegou a hora de o povo sofrer as consequências de seus pecados. O povo estranha e interroga-se sobre o significado do seu comportamento. A resposta é contundente: o próprio Deus vai profanar o seu santuário. Os exilados hão-de meditar em silêncio a tragédia de Jerusalém. Pretende-se que o povo não se afaste de Deus, tal como Deus não se afasta dele. Ezequiel, mudo pela dor e pela tragédia, remete-se a um silêncio sereno, atento ao desenvolvimento dos acontecimentos, até que lhe seja comunicada a queda de Jerusalém e só então voltará a falar, para não mais se calar.

Há muitos graus no modo como se pode seguir o Mestre: mas em todos eles se hão-de observar os mandamentos de Deus. Quem for chamado a maior perfeição, escute o Mestre e siga-O até mais além. A perfeição é ideal para o qual sempre se caminhará, sem nunca o atingir totalmente. Ao jovem rico, já cumpridor do essencial da Lei, Jesus propõe um caminho mais perfeito, sem a tal o obrigar. Jesus nunca impôs aos seus discípulos o abandono dos bens terrenos; apenas lhes mostra o caminho mais perfeito, para que o possa seguir quem tiver maior amor. Todo o homem anseia pela vida e felicidade eterna e todo o homem se interroga sobre o modo para as alcançar. É um jovem que anda à procura, que quer fazer algo para alcançar a vida eterna. Jesus fica agradado com a sua boa vontade e, pouco a pouco, procura orientá-lo.

Friday, August 19

Sexta-feira da Semana XX do Tempo Comum


Rute, estrangeira ao povo de Deus por sua origem, nele entrou pelo casamento com um filho de israelitas enviuvou, mas, depois de enviuvar, não quis voltar para o seu povo de origem, os moabitas, como podia ter feito, mas preferiu voltar com a sogra para a terra desta, Belém. Aí casou de novo com outro israelita, Booz, e assim veio a tornar-se uma das ascendentes do rei David, e, por este, do Messias. A narrativa leva delicadamente o leitor a seguir os passos interiores de Rute, as opções que a levam a partilhar a fé de Noemi e do seu povo. Rute dará uma descendência à família de Elimélec. Esta estrangeira será antepassada de David, porque o seu filho, Obed será pai de Jessé, pai de David. Rute causa-nos admiração pela sua dignidade como pessoa, mas também pelo seu amor para com Noemi. É também sinal do amor universal de Deus, que todos envolve na realização do seu projecto de salvação.
No Evangelho, os fariseus, doutos e observantes, perguntam qual é o maior mandamento da Lei. Perdidos nas leis queriam saber qual o princípio supremo que tudo justifica e unifica. Mas eram movidos por uma intenção que não era recta: interrogaram Jesus para o embaraçar. Tinham resumido as muitas leis da Tora em 613 preceitos, 365 proibições e 248 mandamentos positivos. Mas, fazia sentido procurar saber qual é o maior mandamento da Lei. Na sua resposta, Jesus prefere ir à essência da Lei, orientando para o princípio que a inspira e para a disposição interior com que deve ser observada: o amor, na sua dupla vertente para com Deus e para com o próximo. Jesus refere-se à totalidade, a intensidade e a autenticidade do amor a Deus: com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Ao lado do amor a Deus, e ao mesmo nível, Jesus coloca o amor ao próximo. Não se podem separar as duas dimensões do mandamento que sintetiza toda a Lei e os Profetas.

Thursday, August 18

Quinta-feira da Semana XX do Tempo Comum


A 1º leitura mostra uma determinada maneira de encarar os conceitos religiosos em tempos ainda muito primitivos, mas que o Evangelho viria a esclarecer e a espiritualizar. Deus nunca exigiu sacrifícios humanos, que estiveram, no entanto, em uso entre os povos vizinhos do povo de Deus. Deus escolheu, como Juiz-libertador, Jefté, filho de uma prostitua, chefe de um grupo de aventureiros. O voto, feito ao Senhor por Jefté, e que o leva a sacrificar a filha, desconcerta-nos. A Lei proibia sacrifícios humanos, mas a contaminação com costumes dos pagãos, com quem Israel convivia, levaram Jefté a este acto horrível. Ainda havia muito caminho a fazer, até que o povo de Deus se libertasse de formas de religiosidade perigosas e equívocas, que não respeitavam a pessoa humana nem a relação com o Deus da aliança do Sinai.
As núpcias são uma das imagens simbólicas para significar a união feliz de Deus com o seu povo, sobretudo em Jesus Cristo, que é chamado o Esposo, bem como a Igreja é chamada a Esposa. O convite para as bodas, e consequentemente o convite para entrar na Igreja de Cristo, a sua Esposa, é dirigido a todos os homens. Esta parábola mostra a generosidade de Deus que a todos convida, mas também a necessidade de responder ao convite de Deus e de tomar parte no seu banquete. Jesus compara o reino de Deus exactamente a um banquete de núpcias. Mais ainda, compara-o ao banquete que um rei preparou para o casamento do seu filho. Era de esperar uma enorme e bem sucedida festa. Mas os convidados recusam participar. Na perspectiva teológica de Mateus, esta parábola refere-se a Israel, desde os seus princípios até à vinda do Messias. Foi sempre um povo rebelde, e acabou por recusar o Messias, com os seus dons. Os novos comensais formam o novo Israel, a Igreja, santa, mas sempre carecida de conversão, e que precisa sempre de estar atenta para conservar a veste nupcial. Esta parábola ensina-nos que o convite para a festa do banquete é uma graça, um dom que envolve e compromete seriamente toda a nossa vida, que a faz nova.

Wednesday, August 17

Quarta-feira da Semana XX do Tempo Comum


Esta fábula, que apresenta aqui as árvores a falar, chama-se um apólogo e é raro na Bíblia, embora frequente noutros países antigos. Aqui vem a propósito num momento de sucessão difícil, talvez mesmo a prevenir contra o regime da realeza, concretamente neste momento da história de Israel. Gedeão, convidado a tornar-se rei, responde: Não reinarei sobre vós, nem eu nem meu filho; o Senhor é que será vosso rei. Temia-se que interpondo uma figura humana, um rei, entre Javé e o povo, resfriasse a fidelidade de Israel para com Deus. Foi o que aconteceu, quando se estabeleceu a monarquia em Israel. Só o senhorio de Deus garante plena dignidade e satisfaz os desejos de paz e de liberdade do seu povo.
Na parábola do Evangelho, Jesus quer fazer-nos compreender que a bondade de Deus ultrapassa muito os critérios humanos. Os trabalhadores da última hora receberam tanto como os da primeira. Estes, porém, não foram tratados com injustiça: receberam o que tinha sido ajustado. Mas a parábola tem certamente alcance mais vasto: a Igreja dos pagãos, chegados no fim dos judeus, e que foram igualmente acolhidos por misericórdia!
Esta parábola contada por Jesus é um aviso ao povo de Israel para que se alegre com o surpreendente uso que o Senhor faz da liberdade em relação aos pagãos, aos pecadores. Mas é também um aviso a nós, cristãos de hoje, para que nos convertamos aos critérios de Deus. Não são os ricos e poderosos que entram, ou têm precedência no reino de Deus, mas os pobres e fracos. O reino de Deus não se conquista por méritos próprios, mas é um dom gratuito, a acolher com humildade e gratidão. É pedido a todos que se desembaracem da própria justiça, baseada em cálculos exactos, para usufruir da bondade infinita de Deus e da superabundância da sua graça.

Tuesday, August 16

Terça-feira da Semana XX do Tempo Comum


De origem modesta, Gedeão é chamado por Deus para salvar o seu povo. É sempre Deus quem salva; basta-Lhe que os que Ele envia sejam dóceis à sua voz. De facto, a força do homem está na força de Deus, quando ele se sabe colocar nas suas mãos.
O Senhor não condena nem os ricos nem as riquezas; mas adverte os seus discípulos do perigo que correm, se lhes entregarem o coração. Em contrapartida, a atitude desprendida de Pedro e dos outros Apóstolos é caminho certo para entrar no reino de Deus. O mundo novo que o Filho de Deus nos revelou na sua morte e ressurreição inaugurou a regeneração do Universo, em que tudo é julgado por outros critérios.

Saturday, August 13

Domingo XX do Tempo Comum


A liturgia do 20º Domingo do Tempo Comum reflecte sobre a universalidade da salvação. Deus ama cada um dos seus filhos e a todos convida para o banquete do Reino.
Na primeira leitura, Jahwéh garante ao seu Povo a chegada de uma nova era, na qual se vai revelar plenamente a salvação de Deus. No entanto, essa salvação não se destina apenas a Israel: destina-se a todos os homens e mulheres que aceitarem o convite para integrar a comunidade do Povo de Deus.
O Evangelho apresenta a realização da profecia do Trito-Isaías, apresentada na primeira leitura deste domingo. Jesus, depois de constatar como os fariseus e os doutores da Lei recusam a sua proposta do Reino, entra numa região pagã e demonstra como os pagãos são dignos de acolher o dom de Deus. Face à grandeza da fé da mulher cananeia, Jesus oferece-lhe essa salvação que Deus prometeu derramar sobre todos os homens e mulheres, sem excepção.
A segunda leitura sugere que a misericórdia de Deus se derrama sobre todos os seus filhos, mesmo sobre aqueles que, como Israel, rejeitam as suas propostas. Deus respeita sempre as opções dos homens; mas não desiste de propor, em todos os momentos e a todos os seus filhos, oportunidades novas de acolher essa salvação que Ele quer oferecer.