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Sunday, August 2

Domingo XVIII do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2969

Reflexão

O Evangelho de hoje está relacionado com o Sacramento que estamos a celebrar: a Eucaristia. Os gestos de Jesus na multiplicação dos pães são litúrgicos, são os mesmos que são usados na Eucaristia: tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos e os discípulos deram-nos à multidão. Todos comeram e ficaram saciados. Na Eucaristia, celebramos o memorial da morte e da ressurreição de Jesus, da Sua entrega por todos nós. Partilhar o pão com os pobres tem todo o seu sentido na Eucaristia, como também o sentido da Eucaristia se encontra numa vida partilhada e doada aos outros. A nossa participação na Eucaristia não deverá ser apenas o cumprimento dum rito ou fazer algo que está estabelecido pelos mandamentos da Santa Igreja. O cristão é chamado a configurar a Sua vida com Jesus e a fazer da sua vida uma Eucaristia permanente.

Sunday, April 12

Domingo de Páscoa


Reflexão
Cristo vive! Aleluia! Vai fazendo eco nos nossos corações e nos nossos ouvidos esta jubilosa notícia que ressoa na leitura do Evangelho da Páscoa.
Cristo vive! Aleluia! O acontecimento da Páscoa é o grande sinal e o pleno cumprimento de todas as Escrituras, que escutávamos longamente nesta noite. Para conhecer Jesus, para reconhecer o Ressuscitado, é necessário recordar-se das Escrituras, que apontam para Ele, ao mesmo tempo que o Ressuscitado nos remete para elas. O Ressuscitado cumpre e enche de vida as Escrituras; está no meio delas, faz com que as Escrituras possam transbordar de vida.
Cristo vive! Aleluia! Recordando as palavras, segundo as quais o Filho do Homem havia de ser entregue, crucificado e ressuscitado ao terceiro dia, aquelas mulheres aprendem a ler, nas Escrituras, os sinais do sepulcro aberto, da pedra removida, das faixas de linho no chão e do sudário enrolado noutro lugar: Não está aqui. Ressuscitou. O encontro com o Ressuscitado é inseparável das Escrituras que O profetizam e dos evangelizadores que O anunciam.
Cristo vive. Aleluia! Digamo-lo hoje e sempre porque como nos diz o Papa Francisco, corremos o risco de tomar Jesus como um bom exemplo do passado, como uma recordação. Isso não nos serviria de nada, deixar-nos-ia iguais, não nos libertaria. Aquele que nos enche com a sua graça, aquele que nos liberta, aquele que nos transforma, aquele que nos cura e nos consola é alguém que vive. É Cristo ressuscitado, cheio de vitalidade sobrenatural, vestido de uma luz infinita. Por isso dizia São Paulo: Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé. A notícia da Páscoa do Senhor é que Ele vivo e vive para sempre! Por isso, alegra-te com o teu Amigo que triunfou. Cristo vive e quer-te vivo.
Cristo vive. Aleluia. Neste dia, renova a memória das maravilhas de Deus, das quais a maior é a Ressurreição. Nessa memória enraíza a tua esperança e caminharás sem perder o rumo. Agarrado a Ele, viverás e ultrapassarás todas as formas de morte e de violência que se escondem no teu caminho. Porque Ele vive, crê que em todas as situações dolorosas há sempre uma saída. Agarra-te como aquelas mulheres, à esperança, para não andares à deriva, no meio das tempestades da vida. Agarrado à esperança, mantém vivos os teus sonhos, projectos e ideais, porque a vida é uma aventura que vale a pena viver. Em tudo e sempre, lembra-te de Jesus, ressuscitado de entre os mortos. Ele vive e quer-te vivo hoje mesmo.
Uma Santa Páscoa! Aprende a Acreditar. Jesus Ressuscitou! Aleluia. Aleluia!

Sunday, April 5

Domingo de Ramos


Reflexão
O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa, que culmina com a celebração do núcleo da nossa fé: o Mistério Pascal da morte e ressurreição de Jesus Cristo, a Páscoa. Somos convocados a viver a potência do amor que dá a vida.
 No primeiro dia da Semana Santa, neste tempo tão excepcional, ao ouvir o Evangelho da Paixão segundo São Mateus, abramos o coração para procurarmos entender o mistério de Cristo. Ele é o Rei da mansidão, que renuncia aos títulos de rei e de pessoa importante, optando pela escolha consciente da não violência, do respeito e do agir pacífico. Ele não se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si próprio. Ele é o Servo Sofredor, é o Cordeiro inocente, humilde e obediente.
Este Evangelho coloca-nos perante diversos paradoxos, como o da numerosa e calorosa multidão, que acolhe o Messias no Monte das Oliveira, e uma multidão que condena um Jesus solitário e abandonado diante de Pilatos. Provavelmente, Mateus quer nos dizer que a fé como adesão a Cristo requer mais qualidade do que quantidade, mais profundidade, mais coerência, mais liberdade.
Há um convite repetido, no relato de Mateus, que, nestes dias, possui outro alcance e actualidade: Ficai aqui, enquanto Eu vou além orar; ficai aqui e vigiai comigo. O ficai aqui podia-se hoje traduzir por ficai em casa para suster a propagação deste invisível inimigo chamado coronavírus. Este é o tempo de estar em família, o que permite uma maior proximidade de cada membro, um maior convívio. Este é o tempo de estar inteiramente presente, qualquer que seja o momento: diálogo, silêncio, açcão, oração. Mas também exige um isolamento que chega a atrofiar alguns dos nossos hábitos, dos quais faz parte a presença física na comunidade paroquial e na sociedade.
Timothy Radcliffe, frade dominicano, lembra que este isolamento pode ser mais terrível do que a morte porque fere a nossa identidade: somos feitos para viver em comunhão, os contactos físicos moldam o nosso ser. Ele recorda que o centro da fé cristã também está envolvido por um total isolamento: foi erguido sobre a cruz e, acima da multidão, sem qualquer contacto, transformado em nu objecto. Naquele momento, Ele não só abraçou as nossas mortes. Ele fez totalmente sua a solidão que todos nós, por vezes, suportamos, e que milhões de pessoas estão hoje a viver.
As circunstâncias da Paixão sucedem-se para se cumprirem as Escrituras, segundo o itinerário feito pelo evangelista Mateus. A propósito disto, diz-nos o Papa Francisco que não só as Escrituras antigas tinham predito aquilo que Jesus havia de realizar, mas Ele próprio quis ser fiel àquela Palavra para tornar evidente a única história da salvação, que n’Ele encontra a sua realização.
Jesus continua a ser crucificado nos crucificados do mundo, nas vítimas dos egoísmos e das injustiças; também nos que, por estes dias, padecem com a pandemia do coronavírus. Sou capaz de ver aí mesmo o Cristo, padecente e sofredor, rosto do amor que se oferece em plenitude como vida, saúde e salvação?
Abramos o nosso coração a Cristo e vivamos esta Semana Santa na oração, no convívio, no encontro com Deus, na fraternidade que nos une como irmãos e fiquemos em casa.

Sunday, March 22

Domingo IV da Quaresma

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2848

Reflexão
1. Banho de luz na piscina de Siloé - A cura do cego de nascença é uma catequese sobre o Baptismo, como nova criação, como sacramento da iluminação cristã e assim tornámo-nos filhos da luz!

2. Somos desafiados a viver a fé como um dom que oferece uma nova visão. Quando somos configurados com Jesus, recebemos o olhar adequado para O ver. A fé torna-se luz para os nossos olhos.

3. A luz do olhar de Jesus ilumina os olhos do nosso coração; ensina-nos a ver tudo à luz da sua verdade e da sua compaixão, para com os homens. A fé em Cristo dá-nos um novo olhar, capaz de iluminar toda a existência humana, que reconhece no rosto do outro a imagem de Deus e a Sua presença.

4. Peçamos ao Senhor que nos cure, com a sua luz, da cegueira do pecado que nos impede de ver o outro, de ver para além das aparências e de ver tudo superficialmente.
Quem acredita vê com uma luz que ilumina todo o percurso da estrada, porque essa luz nos vem de Cristo ressuscitado, Estrela da manhã, que não tem ocaso.

Sunday, November 18

Domingo XXXIII do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2284

Reflexão
O Evangelho de hoje vai ao encontro da descoberta dos sinais de esperança no mundo e na Igreja. Marcos procura ensinar aos cristãos como é que eles devem viver neste mundo: mesmo nos momentos mais tristes devem descobrir os sinais do Reino que se aproxima.
Jesus não quer meter medo aos discípulos, mas consolá-los. O mundo do mal está a chegar ao seu fim. O Filho do Homem está para vir com grande poder e glória para instaurar o reino em que não haverá nem fome, nem dor, nem doenças. Ele tomará conta dos discípulos nos momentos mais difíceis.
Jesus exorta-nos a não ligar muito às pessoas que anunciam catástrofes e a iminência do fim do mundo, mas ensina-nos a espalhar sempre o optimismo à nossa volta. No caminho do mundo em que há ainda muito ódio, sofrimento e lágrimas, não nos deixemos afundar no desespero porque Jesus vem abrir os corações à esperança, e as comunidades cristãs são chamadas a ser sinais de esperança, fonte de amor e de paz. A palavra de Jesus é anúncio de felicidade e salvação para todos e a seguir o caminho do bem, a fazer surgir o dia novo da salvação e da liberdade eternas.

Sunday, May 14

Domingo V da Páscoa



Reflexão
Vivemos a feliz experiência da visita do Papa Francisco ao Santuário de Fátima. Uma grande multidão dos fiéis em oração, contando sempre com a presença de Maria. Francisco e Jacinta Marto foram canonizados 100 anos depois da 1ª aparição de Nossa Senhora em Fátima! São as primeiras crianças não martirizadas a serem declaradas modelos de santidade. Por isso é possível, desde pequeno, conhecer a beleza da vida em Deus e corresponder ao seu amor: duas candeias, que Deus acendeu para alumiar a humanidade (São João Paulo II), que a própria Palavra de Deus se reflecte neles
Com Francisco e Jacinta, somos chamados à santidade na caridade porque são testemunhas da misericórdia de Deus, continuam a levedar a história com o amor que transforma os corações.

Sunday, June 28

Domingo XIII do Tempo Comum: Jesus é o Senhor da vida


Leituras: Sab 1, 13-15: 2, 23-24; Sal 29 (30), 2 e 4. 5-6. 11-12a e 13b; 2 Cor 8, 7. 9. 13-15; Mc 5, 21-43

O Evangelho mostra-nos Jesus como o Senhor da vida, que está no meio do povo, que nada o impede de fazer o bem, que não impede que os pobres e os desprezados se aproximem d’Ele.
Jesus partilha as angústias do povo e diz-nos que não há nenhuma doença que possa levar as pessoas a sentirem-se rejeitadas pelos irmãos e indignas de se aproximarem de Deus.
Pelo contrário, são nesses momentos que Deus cuida do homem com mais atenção e carinho e que os irmãos devem também fazer o mesmo a quem se encontra em dificuldades ou em estado frágil.
“A tua fé te salvou” deve ser para nós uma certeza em todos os momentos de desânimo, na certeza de que acreditamos neste Deus de amor e de paz.
Acreditar em Jesus Cristo supõe descobri-lo como Senhor da Vida, esperar contra toda a esperança, confiar nEle mesmo quando muitos desistem. Quando tudo à nossa volta for um convite a desfalecer, deixemos que Jesus venha em nosso auxílio e nos possa dizer: “Não temas. Basta teres fé.”
Deus criou-nos para uma vida de relação - Jesus Cristo, nosso Salvador, veio dizer-nos que a vida é um dom, é fruto do amor de Deus. A minha vida é sempre uma vida de relação.
Já começamos o Verão, tempo de descanso, de passeio, de praia, de um maior convívio familiar, de repouso, de retemperar as forças, de festas, de encontros. Não esqueçamos o encontro e a festa com Deus e a atenção àqueles que nos rodeiam. Bom Verão na companhia de Deus!

Sunday, July 14

Domingo XV do Tempo Comum


Vai e faz o mesmo: é um convite claro de Jesus para que cada um de nós se torne próximo do outro, abrindo os olhos sobre a sua situação e servindo do mesmo modo que Jesus serviu. De qualquer pessoa me posso e devo fazer próximo. O amor que Jesus apregoa é um amor universal. Fazer o mesmo quer dizer deixar-se conduzir pela mesma ternura e bondade do coração. Quer dizer não ficar indiferente diante de ninguém.

O Ano da fé é também ocasião propícia para o testemunho da caridade. A fé autêntica frutifica sempre em amor e só, pela fé, podemos descortinar no outro, o verdadeiro rosto de Cristo. Que a luz da fé, nos faça olhar para o irmão, com os olhos de Jesus, como nos diz o Papa Francisco e que essa mesma luz nos ensine a ver que, em cada homem, há uma bênção para mim; que a luz do rosto de Deus, me ilumina através do rosto do irmão e se crês assim, faz isso e viverás!

Sunday, June 23

Domingo XII do Tempo Comum


O Evangelho de hoje ajuda-nos então a entender o que é tomar a cruz do amor, da doação, da entrega aos irmãos, a partir dum viver na simplicidade, no serviço humilde, na generosidade.

Precisamos todos, como os discípulos, de fazer a experiência do encontro com Jesus, a experiência da intimidade com Ele. Há três grandes meios fundamentais para esse encontro:
1º A prática diária e fiel da Oração: Ele reza com os discípulos e ensina-os a rezar. Não podemos ser discípulos, sem a experiência da oração.
2º A participação dominical na Eucaristia. A Eucaristia é o lugar privilegiado, onde Jesus nos dá a Sua Palavra e o Seu Pão. Sem a participação da Eucaristia, a Sua Vida não permanece em nós.
3º Levar com amor a cruz de todos os dias. No esforço diário, no sacrifício, na vontade de fazer o bem, seguimos Jesus no caminho da Cruz e tendo sentimentos de humildade, de serviço e de amor.

Sunday, June 16

Domingo XI do Tempo Comum


 Deste Evangelho, podemos tirar algumas pistas de reflexão para a nossa vida. Não é necessário afirmar que somos justos, como o fariseu; é necessário reconhecer a nossa condição de pecadores, como o fazemos, sobretudo, no início das nossas celebrações eucarísticas. Assim, seremos alvos da misericórdia de Deus, em Jesus Cristo. Jesus diz-nos que não devemos ter medo de viver com os pecadores. É preciso que os cristãos se deixem tocar por Jesus e também tenham a coragem de tocar o mal, de sujar as mãos, ou seja, aproximando-se de todos sem distinção, para que os pecadores possam ter uma experiência concreta do amor dos cristãos. A graça do perdão gera a gratidão, a retribuição. A vida cristã consiste em retribuir com amor ao amor de Deus, que se manifesta no perdão em Jesus Cristo. É um amor que se manifesta na paz, na alegria e no serviço aos irmãos, a todos aqueles que Deus ama.
Como nos disse Bento XVI, a quem muito ama, Deus tudo perdoa. Quem confia em si mesmo e nos próprios sentimentos está como que cego pelo seu eu e o seu coração endurece-se no pecado. Ao contrário, quem se reconhece frágil e pecador confia em Deus e d'Ele obtém graça e perdão.

Sunday, May 5

Domingo VI da Páscoa


A comunhão do crente com o Pai e com Jesus não resulta de momentos mágicos nos quais, através da recitação de certas fórmulas, a vida de Deus bombardeia e inunda o cristão; mas a intimidade e a comunhão com Jesus e com o Pai estabelece-se percorrendo o caminho do amor e da entrega, numa doação total aos irmãos. Quem quiser encontrar-se com Jesus e com o Pai, tem de sair do egoísmo e aprender a fazer da sua vida um dom aos homens, seus irmãos.

Neste primeiro domingo de Maio, olhamos para Maria, e somos convidados a perceber como Ela acolhe, com alegria, a Palavra semeada no seu coração. Ela guardava, ponderava, meditava, relacionava, dialogava, dentro de si mesma com todas as palavras e acontecimentos da vida de Jesus e irá transmitir à Igreja, quando o Seu Filho ressuscitado partir para o Pai. Os apóstolos, que estavam reunidos, na sala da última Ceia, para receberem o Espírito Santo, contavam com a presença e a companhia de Maria, que lhes transmitia as recordações de Jesus, aquelas que Ela mesma guardara fielmente no seu coração materno. Ela é a memória viva da Igreja, uma espécie de álbum de recordações de Jesus.
Que cada um de nós saiba viver como as primeiras comunidades cristãs e que as mães possam ensinar a viver a Palavra como Maria, Mãe de Jesus e Nossa Mãe.

Sunday, April 28

Domingo V da Páscoa


O amor que os discípulos manifestam entre si será visível para todos os homens: Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros. Esse será o distintivo da comunidade de Jesus. Os discípulos de Jesus não são apenas aqueles que têm uma doutrina, uma ideologia, uma observância das leis ou que cumprem uns determinados ritos, mas são aqueles que, pelo amor que partilham, vão ser um sinal vivo do Deus que ama, que acolhe, que se faz serviço, que respeita a liberdade, que não discrimina nem marginaliza, que se faz dom total até à morte para dar a vida eterna.
O amor é possível e podemos alcançá-lo, se abrirmos, no coração, a porta da fé. Pela fé, conheceremos o amor que Deus nos tem. Na sua forma mais simples e íntima, a fé é aquele momento do Amor em que reconhecemos que nós mesmos precisamos de ser amados e que não podemos ser e fazer tudo sozinhos. Ter fé é aceitar que temos um enorme deficit de amor e abrir as nossas mãos e acolher os dons de Deus. A fé está presente no verdadeiro amor. A Eucaristia é a grande escola do amor, em que Jesus nos introduz na dinâmica daquele amor, que se faz dom, serviço e se oferece até ao fim. Será que ao sairmos da Eucaristia, sentimos este amor que Deus nos tem e que nos reconhecerão como discípulos de Jesus Cristo?

Sunday, April 21

Domingo IV da Páscoa


O 4º Domingo do Tempo Pascal é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como Bom Pastor. É, portanto, este o tema central que a Palavra de Deus hoje nos propõe.
O Evangelho apresenta Cristo como o Bom Pastor, cuja missão é trazer a vida plena às ovelhas do seu rebanho; as ovelhas, por sua vez, são convidadas a escutar o Pastor, a acolher a sua proposta e a segui-l’O. É dessa forma que encontrarão a vida em plenitude.
A primeira leitura propõe-nos duas atitudes diferentes diante da proposta que o Pastor (Cristo) nos apresenta. De um lado, estão essas ovelhas cheias de auto-suficiência, satisfeitas e comodamente instaladas nas suas certezas; de outro, estão outras ovelhas, permanentemente atentas à voz do Pastor, que estão dispostas a arriscar segui-l’O até às pastagens da vida abundante. É esta última atitude que nos é proposta.
A segunda leitura apresenta a meta final do rebanho que seguiu Jesus, o Bom Pastor: a vida total, de felicidade sem fim.

Hoje, Jesus convida-nos a sermos ovelhas do Seu rebanho, não "carneiros que andam atrás uns dos outros", mas a escutar a Sua Palavra, a celebrar a Eucaristia, a fazer a experiência pessoal com Cristo para nos deixarmos conduzir e orientar por Ele. Nestes dias de sol, agradeçamos ao Senhor o dom da vida, da luz, da alegria e da partilha com todos os nossos irmãos, filhos dum mesmo Pai, o nosso Deus.

Sunday, April 14

Domingo III da Páscoa


A liturgia deste 3º Domingo do Tempo Pascal recorda-nos que a comunidade cristã tem por missão testemunhar e concretizar o projecto libertador que Jesus iniciou; e que Jesus, vivo e ressuscitado, acompanhará sempre a sua Igreja em missão, vivificando-a com a sua presença e orientando-a com a sua Palavra.
A primeira leitura apresenta-nos o testemunho que a comunidade de Jerusalém dá de Jesus ressuscitado. Embora o mundo se oponha ao projecto libertador de Jesus testemunhado pelos discípulos, o cristão deve antes obedecer a Deus do que aos homens.
A segunda leitura apresenta Jesus, o “cordeiro” imolado que venceu a morte e que trouxe aos homens a libertação definitiva; em contexto litúrgico, o autor põe a criação inteira a manifestar diante do “cordeiro” vitorioso a sua alegria e o seu louvor.
O Evangelho apresenta os discípulos em missão, continuando o projecto libertador de Jesus; mas avisa que a acção dos discípulos só será coroada de êxito se eles souberem reconhecer o Ressuscitado junto deles e se deixarem guiar pela sua Palavra.


Sunday, April 7

Domingo II da Páscoa


A liturgia deste domingo põe em relevo o papel da comunidade cristã como espaço privilegiado de encontro com Jesus ressuscitado.
O Evangelho sublinha a ideia de que Jesus vivo e ressuscitado é o centro da comunidade cristã; é à volta d’Ele que a comunidade se estrutura e é d’Ele que ela recebe a vida que a anima e que lhe permite enfrentar as dificuldades e as perseguições. Por outro lado, é na vida da comunidade (na sua liturgia, no seu amor, no seu testemunho) que os homens encontram as provas de que Jesus está vivo.
A segunda leitura insiste no motivo da centralidade de Jesus como referência fundamental da comunidade cristã: apresenta-O a caminhar lado a lado com a sua Igreja nos caminhos da história e sugere que é n’Ele que a comunidade encontra a força para caminhar e para vencer as forças que se opõem à vida nova de Deus.
A primeira leitura sugere que a comunidade cristã continua no mundo a missão salvadora e libertadora de Jesus; e quando ela é capaz de o fazer, está a dar testemunho desse Cristo vivo que continua a apresentar uma proposta de redenção para os homens.

Sunday, March 10

Domingo IV da Quaresma


A liturgia de hoje convida-nos à descoberta do Deus do amor, empenhado em conduzir-nos a uma vida de comunhão com Ele.
O Evangelho apresenta-nos o Deus/Pai que ama de forma gratuita, com um amor fiel e eterno, apesar das escolhas erradas e da irresponsabilidade do filho rebelde. E esse amor lá está, sempre à espera, sem condições, para acolher e abraçar o filho que decide voltar. É um amor entendido na linha da misericórdia e não na linha da justiça dos homens.
A segunda leitura convida-nos a acolher a oferta de amor que Deus nos faz através de Jesus. Só reconciliados com Deus e com os irmãos podemos ser criaturas novas, em quem se manifesta o homem Novo.
A primeira leitura, a propósito da circuncisão dos israelitas, convida-nos à conversão, princípio de vida nova na terra da felicidade, da liberdade e da paz. Essa vida nova do homem renovado é um dom do Deus que nos ama e que nos convoca para a felicidade.

Sunday, February 10

Domingo V do Tempo Comum


A liturgia deste domingo leva-nos a reflectir sobre a nossa vocação: somos todos chamados por Deus e d’Ele recebemos uma missão para o mundo.
Na primeira leitura, encontramos a descrição plástica do chamamento de um profeta – Isaías. De uma forma simples e questionadora, apresenta-se o modelo de um homem que é sensível aos apelos de Deus e que tem a coragem de aceitar ser enviado.
No Evangelho, Lucas apresenta um grupo de discípulos que partilharam a barca com Jesus, que acolheram as propostas de Jesus, que souberam reconhecê-l’O como seu “Senhor”, que aceitaram o convite para ser “pescadores de homens” e que deixaram tudo para seguir Jesus… Neste quadro, reconhecemos o caminho que os cristãos são chamados a percorrer.
A segunda leitura propõe-nos reflectir sobre a ressurreição: trata-se de uma realidade que deve dar forma à vida do discípulo e levá-lo a enfrentar sem medo as forças da injustiça e da morte. Com a sua acção libertadora – que continua a acção de Jesus e que renova os homens e o mundo – o discípulo sabe que está a dar testemunho da ressurreição de Cristo.

Sunday, February 3

Domingo IV do Tempo Comum


O tema da liturgia deste domingo convida a reflectir sobre o “caminho do profeta”: caminho de sofrimento, de solidão, de risco, mas também caminho de paz e de esperança, porque é um caminho onde Deus está. A liturgia de hoje assegura ao “profeta” que a última palavra será sempre de Deus: “não temas, porque Eu estou contigo para te salvar”.
A primeira leitura apresenta a figura do profeta Jeremias. Escolhido, consagrado e constituído profeta por Jahwéh, Jeremias vai arrostar com todo o tipo de dificuldades; mas não desistirá de concretizar a sua missão e de tornar uma realidade viva no meio dos homens a Palavra de Deus.
O Evangelho apresenta-nos o profeta Jesus, desprezado pelos habitantes de Nazaré (eles esperavam um Messias espectacular e não entenderam a proposta profética de Jesus). O episódio anuncia a rejeição de Jesus pelos judeus e o anúncio da Boa Nova a todos os que estiverem dispostos a acolhê-la – sejam pagãos ou judeus.
A segunda leitura parece um tanto desenquadrada desta temática: fala do amor – o amor desinteressado e gratuito – apresentando-o como a essência da vida cristã. Pode, no entanto, ser entendido como um aviso ao “profeta” no sentido de se deixar guiar pelo amor e nunca pelo próprio interesse… Só assim a sua missão fará sentido.

Sunday, January 20

Domingo II do Tempo Comum


A liturgia de hoje apresenta a imagem do casamento como imagem que exprime de forma privilegiada a relação de amor que Deus (o marido) estabeleceu com o seu Povo (a esposa). A questão fundamental é, portanto, a revelação do amor de Deus.
A primeira leitura define o amor de Deus como um amor inquebrável e eterno, que continuamente renova a relação e transforma a esposa, sejam quais forem as suas falhas passadas. Nesse amor nunca desmentido, reside a alegria de Deus.
O Evangelho apresenta, no contexto de um casamento (cenário da aliança), um sinal que aponta para o essencial do programa de Jesus: apresentar aos homens o Pai que os ama, e que com o seu amor os convoca para a alegria e a felicidade plenas.
A segunda leitura fala dos carismas – dons, através dos quais continua a manifestar-se o amor de Deus. Como sinais do amor de Deus, eles destinam-se ao bem de todos; não podem servir para uso exclusivo de alguns, mas têm de ser postos ao serviço de todos com simplicidade. É essencial que na comunidade cristã se manifeste, apesar da diversidade de membros e de carismas, o amor que une o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Sunday, December 23

Domingo IV do Advento


Nestes últimos dias antes do Natal, a mensagem fundamental da Palavra de Deus gira à volta da definição da missão de Jesus: propor um projecto de salvação e de libertação que leve os homens à descoberta da verdadeira felicidade.
O Evangelho sugere que esse projecto de Deus tem um rosto: Jesus de Nazaré veio ao encontro dos homens para apresentar aos prisioneiros e aos que jazem na escravidão uma proposta de vida e de liberdade. Ele propõe um mundo novo, onde os marginalizados e oprimidos têm lugar e onde os que sofrem encontram a dignidade e a felicidade. Este é um anúncio de alegria e de salvação, que faz rejubilar todos os que reconhecem em Jesus a proposta libertadora que Deus lhes faz. Essa proposta chega, tantas vezes, através dos limites e da fragilidade dos “instrumentos” humanos de Deus; mas é sempre uma proposta que tem o selo e a força de Deus.
A primeira leitura sugere que este mundo novo que Jesus, o descendente de David, veio propor é um dom do amor de Deus. O nome de Jesus é “a Paz”: Ele veio apresentar uma proposta de um “reino” de paz e de amor, não construído com a força das armas, mas construído e acolhido nos corações dos homens.
A segunda leitura sugere que a missão libertadora de Jesus visa o estabelecimento de uma relação de comunhão e de proximidade entre Deus e os homens. É necessário que os homens acolham esta proposta com disponibilidade e obediência – à imagem de Jesus Cristo – num “sim” total ao projecto de Deus.