Reflexão
O servo de Yhavé é a figura do povo de Israel e também do próprio Cristo. Trata-se dum servo compassivo e manso, ungido para proclamar a justiça e libertação dos oprimidos. Cristo é, de facto, o Servo que Deus ungiu e fez aliança com o Seu Povo, a Igreja.
Jesus descansa em casa de seus amigos, Lázaro, Marta e Maria. O ódio a Jesus também se estende a Lázaro, a quem pretendem matar. O gesto de Maria enche de fragrância aquela casa. Judas finge ser amigo dos pobres.
Monday, March 30
Segunda-feira da Semana Santa
Friday, March 27
Sexta-feira da Semana V da Quaresma
Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=5708
Reflexão
A verdade é incómoda. Os judeus não querem aceitar que Jesus é o Filho de Deus. Por isso o repelem. A história repete-se. Os homens de hoje também julgam bastar-se a si mesmos, e julgam não precisar de Deus para nada. A Humanidade do Filho de Deus torna-o semelhante a qualquer um de nós. Por isso a dificuldade de o identificar. Só pela Fé, dom de Deus, se pode aceitar e compreender esse mistério.
Thursday, March 26
Quinta-feira da Semana V da Quaresma
Reflexão
Abraão, que Jesus vai recordar no Evangelho, aparece aqui como o homem com quem Deus faz Aliança e que, por isso mesmo, se torna o pai de todo o futuro povo de Deus. Abraão é igualmente o símbolo de todos os que se entregam, confiadamente, ao poder da palavra de Deus, e, por isso, se tornam instrumento providencial da acção de Deus entre os homens e objecto da sua divina intimidade.
Toda a obra de Jesus é o que é e tem o valor que tem por Ele ser quem é: o Filho de Deus, imagem do Pai. Aquele que estabelece a aliança entre o Pai e os homens. Esta aliança já vem de longe: um dos seus grandes momentos foi quando Deus a fez com Abraão. Mas Jesus é maior do que Abraão, e é antes dele e será depois dele. Por isso, a aliança selada no sangue da sua cruz é aliança eterna, que havemos de recordar perpetuamente, como também Ele jamais a esquecerá.
Wednesday, March 25
Solenidade da Anunciação do Senhor
Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=1992
Anunciação do Senhor
Deus que no decorrer dos séculos, tinha encarregado os profetas de transmitir aos homens a Sua palavra, ao chegar a plenitude dos tempos, determina enviar-lhes o Seu próprio Filho, o Seu Verbo, a Palavra feita Carne.
Contudo, o Pai das misericórdias quis que a Incarnação fosse precedida da aceitação por parte daquela que Ele predestinara para Mãe, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida (Lumen gentium, 56).
No momento da Anunciação, através do Anjo Gabriel, Deus expõe portanto, a Maria os Seus desígnios. E Maria, livre, consciente e generosamente, aceita a vontade do Senhor a seu respeito, realizando-se assim o mistério da Incarnação do Verbo. Nesse momento, com efeito, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade começa a Sua existência humana. O filho de Deus faz-Se Filho do Homem. O Deus Altíssimo torna-Se o Deus connosco.
Ao celebrar este mistério, precisamente nove meses antes do Natal, a Solenidade da Anunciação orienta-nos já para o Nascimento de Cristo. No entanto, a Incarnação está intimamente unida à Redenção. Por isso, as Leituras (especialmente a segunda) introduzem-nos já no Mistério da Páscoa.
Essencialmente festa do Senhor, a Anunciação não pode deixar de ser, ao mesmo tempo, uma festa perfeitamente mariana. Na verdade, foi pelo sim de Maria que a Incarnação se realizou, a nova Aliança se estabeleceu e a Redenção do mundo pecador ficou assegurada.
Reflexão
A hora da salvação chegou. Os tempos do Antigo Testamento deram lugar ao Tempo definitivo na hora de Deus. Maria aceita livremente os planos salvadores de Deus.
Graças ao seu sim, o Filho de Deus fez-se Filho do Homem. Deus torna-se Deus connosco, no silêncio de nove meses em gestação. As profecias tornaram-se realidade no seio de Maria. É o mesmo corpo que se imolará na Cruz e se nos dará na Eucaristia. A Anunciação é Festa de Maria, de Cristo e sobretudo a grande Festa da Humanidade.
Thursday, March 19
Solenidade de São José, Esposo da Virgem Santa Maria
Esta comemoração litúrgica, com carácter de solenidade, no dia 19 de Março, vem desde os tempos de Gregório XV que a generalizou a toda Igreja. É tão importante para a Igreja que se impõe à liturgia da féria quaresmal.
Esta devoção despontou na Igreja a partir do século IV. Nos três primeiros séculos, a Igreja dedicou-se em especial à Cristologia e à Mariologia. Convinha que irradiasse com todo o esplendor a luz da divindade do Verbo. Por isso mesmo as festas mais antigas do ano litúrgico estão relacionadas mais intimamente com o mistério da salvação e redenção, como a Páscoa, a Epifania e o Baptismo. Logo o período áureo da Mariologia, a partir do Concílio de Éfeso, (+431) que foi fecundo inspirador de festas, procissões, mosteiros, catedrais e basílicas dedicados a Nossa Senhora Mãe de Deus, com destaque especial para as festas da Natividade, Apresentação no Templo e Dormição da Virgem.
Depois da Virgem, é José a personagem mais importante na vida do Verbo encarnado. Não sendo o pai biológico de Jesus, exerceu sobre ele a autoridade paterna, e foi seu pai legal para todos os efeitos. Foi o verdadeiro depositário da autoridade do Eterno Pai, revestido do poder paterno dentro da Sagrada Família de Nazaré. A ele se dirige o anjo, em todas as vicissitudes: na concepção por obra do Espírito Santo, na ida para Belém, no nascimento, na apresentação no Templo, na fuga para o Egipto e no regresso e ainda no encontro do Menino aos doze anos no Tempo de Jerusalém, entre os doutores da Lei. Praticamente durante toda a infância de Jesus, José aparece ao lado de Maria e de Jesus, como seu guarda e guia, exercendo todos os atributos de pai, como estrela de primeira grandeza. Não sendo o pai biológico de Jesus, a sociedade escolheu-o para modelo dos pais, de tal forma que no seu dia se celebra o Dia do Pai.
Os Padres da Igreja louvam-no em imensas oportunidades. São Jerónimo louva a virgindade de São José; São João Crisóstomo fala com ternura dos seus gozos e das suas dores; Santo Agostinho descreve-o como verdadeiro pai de Jesus, com exceção do nascer fisicamente dele.
Em Belém fala-se duma igreja dedicada em sua honra no século IV, por Sana Helena e duma festa geral a partir do século IX.
No Ocidente o culto é mais tardio, encontrando-se já no século XII entre os Beneditinos. No século XIII, os Carmelitas propagam-no pela Europa. No século XV, João Gerson e São Bernardino de Sena são os seus fervorosos propagandistas. No século XVI Santa Teresa de Jesus encarregou-se de dar a conhecer as glórias de São José, a sua eficácia no céu e o seu patrocínio na terra. Ela mesma o afirma: «não me lembro de ter-me dirigido a S. José, sem que tivesse obtido o que pedia». Desde então, a luz que envolve a imagem do Patriarca, com o Menino ao colo e a varinha da sua virgindade, cresce constante, como a do sol que sobre do Oriente e chega ao zénite.
A Igreja do Oriente celebra São José desde o século IX, no domingo a seguir ao Natal; os Coptas no dia 20 de Julho. Os Carmelitas introduziram a devoção na Igreja ocidental. Os Franciscanos, em 1399, já festejavam o Santo Patriarca.
Sisto IV (+1481) insere a Festa de São José no breviário e no missal romanos. Gregório XV generaliza-a a toda a Igreja. Clemente XI compõe o ofício, com os hinos, para o dia 19 de Março e coloca as missões da China sob a proteção de S. José. Pio IX introduz, em 1847, a festa do Patrocínio de S. José e em 1871 declara-o padroeiro da Igreja universal. Leão XIII e Bento XV recomendam a devoção especial a São José, chegando este último Papa a inserir no missal um prefácio próprio. Pio XII estabelece, em 1955, a Festa de São José Operário que ainda vigora no 1º de Maio. João XXIII inclui o nome de São José no Cânone da Missa.
Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=294
Reflexão
A profecia de Natã acena a Salomão, filho de David e construtor do templo. Mas as palavras: manterei depois de ti a descendência que nascerá de ti e consolidarei o seu reino, indicam uma longa descendência no trono de Judá. Esta descendência teve um fim histórico, recebendo força profética na alusão velada ao Messias, descendente de David. Ele reinará para sempre. Mas o seu reino não será deste mundo. Será um reino espiritual para salvação da humanidade. A tradição cristã sempre aplicou este texto a Jesus, Messias descendente de David, e a José, o último elo da genealogia davídica.
Paulo evoca a figura de Abraão, pai dos crentes, que reconheceu a sua indigência e acreditou em Deus recebendo a justificação. A liturgia aplica a São José o elogio de Paulo a Abraão. A fé do esposo de Maria, submetida a duras provas, manteve-se firme, fazendo dele homem justo e pai adoptivo de Jesus. A sua resposta de fé manteve-se durante toda a sua vida, colaborou com disponibilidade e generosidade no projecto de salvação de Deus.
A lei judaica mandava que os primogénitos, sendo sagrados, deviam ser entregues a Deus ou sacrificados. Como o sacrifício humano era proibido, a lei obrigava a fazer uma espécie de troca, em vez do menino, era oferecido um animal puro (cordeiros, pombas). Com a substituição do sacrifício, oferecem-se duas pombas, é evidenciado o facto de Jesus ser apresentado ao Senhor, solenemente oferecido ao Pai. O sentido deste oferecimento só se compreende à luz da cena do calvário, onde Jesus já não pode ser substituído e morrerá como autêntico primogénito, que se entrega ao Pai pela salvação dos homens.
Como pai adoptivo, José preocupa-se por tudo quanto diz respeito a Jesus. Embora não lhe seja dado penetrar completamente no mistério das relações de Jesus com o Pai, e também não compreendendo tudo quanto Jesus faz e diz, deixa-se no entanto, conduzir por Deus, com uma fé dócil e silenciosa. A sua máxima, à semelhança da de Jesus e da de Maria, poderia ser: Ecce servus tuus, eis o teu servo.
Friday, March 13
Sexta-feira da Semana III da Quaresma
Reflexão
Amar acima de tudo, é o resumo de todos os mandamentos.
Amar a Deus e ao próximo vale mais que todos os holocaustos e sacrifícios.
Ao nível institucional, a estrutura eclesial poderá parecer um emaranhado de preceitos. Mas sob essa estrutura corre a vida: é o amor que devemos a Deus e ao próximo.





.jpg)

