Thursday, December 19

Quinta-feira da Semana III do Advento




Reflexão
O nascimento de João Baptista em circunstâncias extraordinárias atraiu o de Sansão em circunstâncias semelhantes. Em ambos é de Deus que vem a salvação. O que aos homens é impossível é possível para Deus. Não é apenas uma afirmação de poder, como de alguma coisa que nos possa esmagar; em Deus, o poder é a força do seu amor. O nascimento de certos personagens, que tiveram grande importância na história do Povo de Israel, é relatado na Bíblia segundo um determinado género literário que se tornou clássico. O filho que nasce é claramente um dom de Deus, com uma missão salvífica em favor do povo. Aos chamados, Deus apenas pede uma total colaboração, uma alegre simplicidade e uma completa fidelidade ao projecto de salvação.
Na aurora do Novo Testamento, o anúncio do nascimento do Precursor manifesta, mais ainda que o do nascimento de Sansão, os insondáveis caminhos de Deus, sempre cheios de misericórdia e portadores da salvação para os homens. Esta só não atingirá quem não a acolher na fé, como, a princípio, aconteceu com Zacarias, que, por isso, ficou mudo.
A narrativa do nascimento de João Baptista oferece-nos pormenores que encontramos já no Antigo Testamento, nomeadamente no nascimento de Sansão: aparição do anjo, perturbação e temor na pessoa visitada, comunicação da mensagem celeste; um sinal de reconhecimento.

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