Showing posts with label perola do atlantico. Show all posts
Showing posts with label perola do atlantico. Show all posts

Wednesday, March 7

Sítio da Rocha do Navio



A Reserva Natural do Sítio da Rocha do Navio tem uma área total de 1710 hectares e um comprimento total de 6259 metros. É exclusivamente marinha e delimitada entre a Ponta do Clérigo a leste e a Ponta de São Jorge a oeste e entre a linha definida pela preia-mar máxima e a batimétrica dos 100 metros, incluindo o Ilhéu da Rocha das Vinhas e o Ilhéu da Viúva.
Esta Reserva foi criada em 1997 e encontra-se integrada na rede ecológica europeia de zonas especiais de conservação - Rede Natura 2000.

Wednesday, October 26

Curral das Freiras

É a maior freguesia do concelho de Câmara de Lobos, mas os 25 quilómetros quadrados do Curral das Freiras, são demasiado acidentados para existir uma agricultura sustentável. Fica a castanha, que serve de pretexto à festa anual de uma freguesia que, apesar do túnel ter encurtado distâncias, continua a sentir-se demasiado isolada.
No total são pouco mais de 1.600 habitantes que vivem desamparados sem uma esquadra de polícia que os proteja, sem uma escola secundária que evite as viagens longas dos filhos da terra, sem ligações que quebrem o isolamento. Ironicamente foi esse mesmo isolamento que baptizou a freguesia quando, em meados do século XV, segundo alguns historiadores, ou século XVI, de acordo com outros autores, as religiosas do convento de Santa Clara refugiaram-se no Curral das Freiras durante o saque dos corsários franceses à cidade do Funchal. Ficou o isolamento, mas perdeu-se a segurança, que hoje tanto aflige a população.
De resto, com excepção da já falada escola secundária, e do facto de existir uma única caixa 'multibanco' na vila, a maioria dos habitantes gosta de lá viver. Existe uma farmácia, segurança social, centro de saúde, uma secção dos Bombeiros Voluntários de Câmara de Lobos e a casa do povo, que tenta dinamizar uma população que, tal como na maioria das freguesias madeirenses, tende para o envelhecimento.


Fonte: DN Madeira

Wednesday, August 24

Lobo Marinho

Lembre-se que o Lobo Marinho é:
 
Um animal selvagem e deve ser tratado como tal, evitando o contacto com este;
Um animal que, por natureza, não é agressivo mas poderá sê-lo ao sentir-se ameaçado;
Um animal de grande porte, existindo uma enorme desproporção entre o seu tamanho e o do Homem;
Um animal curioso que poderá procurar interagir com as pessoas que o rodeiam. Manter a distância e evitar perturbá-lo será o mais adequado.

Fonte: DN Madeira

Wednesday, August 17

Faial


A freguesia do Faial teve a sua origem numa fazenda existente no local, constituindo esses os primeiros terrenos povoados na parte norte da ilha da Madeira. Foi Lançarote Teixeira, quarto filho de Tristão Vaz, primeiro donatário de Machico, quem tomou para si as terras onde hoje existe a freguesia do Faial. Foi a partir de uma capela dedicada à Natividade da Virgem, também referida como Nossa Senhora do Faial, com capelão desde 1531, que viria a surgir a igreja. Um alvará régio de 20 de Fevereiro de 1550 institui a freguesia do Faial. A igreja, que ficou pronta em 1875, sofreu um incêndio a 12 de Setembro de 1960, ocorrido pouco antes das 22 horas, ficando o edifício destruído quase na totalidade.
O nome 'Faial' deriva do facto de nessa localidade existir muita faia, família de plantas cuja tipo é a mírica. A exemplo do que sucede com a ilha açoriana do Faial. De notar que na freguesia de Santa Maria Maior (Funchal) existe, também, um sítio chamado Faial.


Fonte: DN Madeira 

Wednesday, August 10

Cuidados a ter na serra

Hoje temos uma crónica diferente desta Pérola do Atlântico que é a Madeira. Peço a vossa atenção par alguns cuidados a ter nas nossas idas à serra, principalmente neste tempo mais quente e convidativo a ir ao natural da Criação.

Higiene e Segurança Pessoal
 Se pretende passar o dia na serra, tem de levar um vestuário confortável, bem como calçado adequado. No Verão, não esquecer o casaco, porque nas serras da Madeira a temperatura costuma mudar de forma repentina.
Apesar de estar a quilómetros do mar, a exposição solar na serra deve ser também protegida com a aplicação de protectores, principalmente nas partes do corpo mais expostas, como a face e braços. Devem ser utilizados também chapéus e sombras.
Nas caminhadas a pé, convém que sejam feitas em grupo, para o caso de haver um precalço, como uma entorse, e assim há pessoas que podem prestar auxílio e outros efectuarem o alerta. Se não for adepto de grupos grandes, o ideal é de cerca de seis pessoas.
Procure não colocar a sua integridade física em risco não se colocando desnecessariamente em zonas de abismo ou áreas que evidenciem riscos para os caminhantes.
Um outro cuidado que as pessoas que fazem longas caminhadas devem ter é o de desligar o telemóvel, para que quando precisarem do aparelho terem a garantia de possuir bateria.

Conservação da natureza
Acima de tudo, é preciso preservar a floresta, não deitando qualquer tipo de lixo. Além disso, se encontrar despojos nas serras, convém que recolham ou então contactem a polícia florestal.
Não acenda fogueiras fora dos sítios apropriados, porque está sujeito a uma intervenção das autoridades e será autuado.
Mesmo nos locais indicados para acedender uma fogueira, há que ter cuidado, especialmente se nesse dia estiver vento e temperaturas anormalmente altas. Para não correr risco, nestes dias o melhor mesmo é levar o farnel de casa.
Além disso, as recomendações dos guardas florestais devem ser seguidas e na serra a população deve também participar de forma cívica na conservação destes espaços verdes de uso múltiplo, como são os parques de merendas.

Wednesday, August 3

Beco do Pintor

Augusto Cândido da Silva, pintor de profissão, vivia neste acesso, localizado junto à Calçada da Caboqueira.
A 12 de Maio de 1893, por Decreto de Sua Majestade, e atendendo ao importante acto de abnegação e filantropia que praticou, com risco de vida, por ocasião de um desmoronamento parcial de um prédio na Rua da Queimada de Cima, salvando um dos habitantes, este homem foi distinguido. A sua família ainda possui exemplares deste documento e guarda fotos deste homem que, posteriormente, veio a dar nome ao beco onde viveu.
Na altura “Sua Majestade, El Rei” orndenou às autoridades e mais pessoas a quem o conhecimento deste diploma pertencer, que o cumpram e guardem o que nele se contém, permittindo ao agraciado, usar livremente da referida medalha de dinsticção. Não pagou direitos de Mercê, nem imposto de selo e emolumentos por não os dever, diz a distinção assinada no Paço das Necessidades a 25 de Maio de 1893.
Diz-se que o nome atribuído ao referido acesso é uma homenagem ao homem que salvou um habitante num desmoronamento da Rua da Queimada. No mesmo dia e pelas mesmas razões, foi homenageado Alfredo César de Oliveira, empregado da secretaria da Câmara Municipal do Funchal, que também salvou uma outra vítima do mesmo desmoronamento.
O documento em causa e o facto de a Câmara Municipal do Funchal ter vindo a recuperar todos os nomes antigos das ruas e sítios da capital da Madeira, levam a crer que o homem que recebeu a distinção e prémio filantropia e generosidade é o mesmo que deu o nome ao beco do Pintor na Calçada da Caboqueira.

Fontes: Jornal da Madeira 

Wednesday, July 27

Figueira-do-inferno

Nome comum: Figueira-do-inferno; alindres
Nome científico: Euphorbia mellifera
Família: Euphorbiaceae
Distribuição e Habitat: Endémica da Macaronésia, característica da Laurissilva da Madeira, crescendo em lugares húmidos e ravinas abrigadas, principalmente entre os 400 e os 1100 m. Esta espécie pode ser observada em alguns locais da Tabúa, do Paúl do Mar e de Santana. Espécie endémica da Madeira e das Canárias.
Descrição: Arbusto ou pequena árvore que pode atingir os 8 m de altura, de caule cinzento e macio, com inflorescências mais ricas em flores (vermelhas) que em frutos. Apresenta folhas lanceoladas, estreitas, as quais se encontram agrupadas na extremidade dos ramos. As suas flores são pequenas, agrupadas em inflorescências terminais com glândulas involucrais vermelho-purpúreas.
Estatuto de Conservação e Ameaças: Espécie abundante, ao abrigo dos estatutos atribuídos à floresta Laurissilva. Época de floração de De Fevereiro a Julho.
Etnofarmacologia: Usada para envenenar peixes.

Fontes:
http://www.dnoticias.pt
http://www.madeiranature.com
http://www3.uma.pt/biopolis/index.php

Wednesday, July 20

Taxus baccata (Teixo)



Nome comum: Teixo
Nome científico: Taxus baccata
Espécie indígena da Madeira, Europa, Ásia Ocidental e Norte de África. Trata-se de uma árvore que pode atingir 15 metros de altura, muito rara que, na Madeira, vive em escarpas rochosas do Maciço Montanhoso Central. As suas folhas são lineares, planas, de 1 a 3 centímetros de comprimento. Floresce de Março a Abril.


Fotos retiradas do Blog http://bisbis.blogspot.com
e do DN Madeira http://www.dnoticias.pt/

Wednesday, July 13

Calendula maderensis


Espécie endémica da Madeira. Trata-se de uma herbácea, perene, rara e que floresce de Dezembro a Junho. Espécie que vive em locais expostos da Ponta de São Lourenço e do litoral Norte da ilha da Madeira e também ocorre nas Desertas. Os seus caules são ramificados e lenhosos na base e as folhas são um pouco carnudas. Designada também por vacoa ou vaqueira.

Foto retirada do site: http://bisbis.blogspot.com

Wednesday, February 16

Erva branca


Nome Científico: Sideritis candicans var. crassifolia Lowe
Família: lamiaceae (labiatae)
Espécie endémica da Madeira, que ocorre em locais rochosos e secos da Ponta de São Lourenço e das Desertas. Trata-se de um arbusto perene, densamente coberto por um tomento esbranquiçado acinzentado. As folhas são ovadas ou ovado-arredondadas e as flores são pequenas dispostas em inflorescências densas, curtas e pouco ramificadas. Floresce de Março a Julho.

Wednesday, January 5

Lapinha e presépios na Madeira

Os termos lapinha e presépio são dois termos distintos mas representam o mesmo: o Nascimento do Menino Jesus. A lapinha, onde o Menino Jesus é colocado de pé, reforça a divindade, a adoração ao Menino, é uma manjedoura. O presépio tem mais a ver com a representação evangélica.
O presépio clássico é a recriação do Nascimento do Menino Jesus. O Menino está deitado na manjedoura, na companhia de Maria, José e os Anjos. A estes elementos, a fé e a devoção dos crentes juntaram-lhes as figuras da vaquinha, do burrinho e dos Reis Magos com oferendas a Jesus. Os presépios diferem de povo para povo, de cultura para cultura, mas a representação é a mesma.
Na Madeira, a lapinha, na sua génese, está relacionada com o ambiente rural, em que se reuniam todos os elementos da Natureza, reflexo dos usos e costumes como o trabalho no campo, os produtos da terra, etc. A mentalidade de outrora e conforme tradição que permanece até hoje, representava o Nascimento do Deus Menino com uma rochinha”ornamentada com diversos elementos naturais, com um arco de ramos de alegra-campo, flores e cadeias de papel de cor. Além disso, destacava-se uma escadinha no cimo da qual se colocava a imagem do Menino, de pé. Sobre a escadinha e a mesa eram colocados os pastores, as cabrinhas, o ensaião, as searinhas, os brindeiros (pães para as crianças), e fruta (laranjas, maçãs, anonas, etc).
Seja através da Lapinha ou do Presépio, o Nascimento do Menino Jesus é celebrado tanto no meio rural como no urbano.

Adaptação livre de um artigo do Jornal da Madeira

Wednesday, December 29

Bolo de Mel


Não há madeirense que se preze que não conheça o bolo de mel. Esta doçaria cuja receita tem mais de 500 anos é o ex-libris da culinária madeirense e tem uma particularidade: não se parte com a faca mas sim à mão.
A receita foi sofrendo algumas introduções ao longo destes cinco séculos mas há ingredientes que nunca poderão mudar: o mel de cana-de-açúcar.
As duas receitas de referência do bolo de mel da Madeira são dos séculos XV-XIX e do século XIX até 1920 e foram alvo de uma pesquisa por parte do historiador e Mestre Dr. João José Abreu de Sousa, com a colaboração do Dr. João Dionísio, da Associação Memórias Gastronómicas que lançaram o livro "O bolo de mel, ex-libris da doçaria madeirense".
Este livro é mais do que um documentário material ao longos destes séculos pois evoca toda a nossa linguagem sentimental e espiritual com os produtos da terra e que temos de os transformar numa linguagem mnemónica, sensível e civilizacional, e que traz a cada um de nós, habituados desde tenra idade a conhecê-los nas cozinhas dos nossos pais, um rol de emoções a que não são alheios, sem dúvida o toque e o cheiro que esses produtos têm, aos quais se juntava a cor e o gosto do genuíno mel de cana de açúcar da ilha que envolvia esses mesmos produtos e o tempo... por aqui se vê que 'bolo de mel', para um madeirense, é sempre 'bolo de mel de cana de açúcar!
A história do mel de cana e do açúcar, o papel dos próprios doces no quotidiano, os rituais à mesa e a preparação e apresentação da comida que entrava na dieta dos madeirenses são ali tratados, juntamente com a definição do quadro económico e social da Madeira de então.
Os engenhos, a lenha, a colheita das canas e os impostos também entram nesta obra que fala do Funchal dos séculos XV e XVI, da revolução do doce, que permitiu à generalidade da população desfrutar de um prazer até então reservado a uma minoria.
O poder de conservação do mel de cana foi uma das razões que o tornaram precioso e a exportação dos doces também ficou na História. Nas receitas de referência do Bolo de Mel encontram-se duas do Convento de Santa Clara, o primeiro convento feminino da ilha da Madeira: uma do século XV - XIX e outra do Séc. XIX. Da primeira para a segunda foi introduzida a soda, que fez passar o tempo de fermentação de três para dois dias. Desta última para a receita do Séc. XX recolhida e também apresentada na obra foi incluído o leite. Segundo este livro, o Bolo de Mel foi criado na Madeira 'em honra à grande Festa da Família que é o Natal'. O facto de ser um bolo difícil de fazer por uma única pessoa incentivava a reunião familiar para a sua preparação.
O gosto e a maneira de fazer a receita evoluiu tendo no século XIX sido introduzida a soda. Reza a história que o bolo de mel de cana-de-açúcar surgiu no Convento de Monchique e, na Madeira, foi evoluindo de acordo com os progressos económicos.
No sentido de proteger esta iguaria regional, a AMG presta apoio jurídico à adesão ao uso da marca colectiva de certificado “Bolo de Mel de Cana da Madeira”, criada pelo Decreto Legislativo Regional n.º 20/M/2006, de 12/06.
Para mais informações vejam o site da Associação Cultural - Memórias Gastronómicas (AMG) em http://asmemoriasgastronomicas.blogspot.com.

Receita
Farinha - 4 Kg
Mel de Cana - 3 L
Açúcar de Cana - 1,5 Kg
Canela Moída - 125 gr
Erva-doce moída - 125 gr
Cravinho moído - 30 gr
Manteiga - 1 Kg
banha - 500 gr
Fermento - 2 pães (em massa)
Nozes - a gosto
Amêndoas - a gosto
Passas - a gosto
Cidra - a gosto
Levedura - um pouco
(Os bolos são cozidos três dias depois de amassados. O mel é usado bem quente, sem ferver)


Fontes: Dn Madeira, Jornal da Madeira, gastronomias da madeira e Associação memórias gastronómicas

Wednesday, November 10

Pico da Cova

O Pico da Cova é um dos montes de São Vicente e um dos símbolos desta freguesia. O sítio é admirado por ter uma Capela que tem uma torre com 14 metros de altura e é sem dúvida um lugar soberbo com uma vista aberta e singular para os quatro cantos da freguesia sede de concelho.
A norte ergue-se uma imponente cordilheira de montanhas quase sempre verdes, sendo possível ver na estação das chuvas as muitas quedas de água que jorram pela encosta abaixo.
A Capela foi construída em 1942 pelo povo em honra de Nossa Senhora de Fátima. No dia 25 de Julho de 1948 foi celebrada a primeira missa. Aí acorrem muitas pessoas em romaria para rezar especialmente no dia treze de cada mês. Para ali chegarem os devotos, precisam andar por uma vereda estreita que mais parece um risco, tal os ziguezagues atrás uns dos outros.
A coroa do Pico coberto de pinheiros cresciam a custo por causa dos ventos e da secura do terreno, foi no entanto, desbastada a golpes de enxada e de picareta pelos trabalhadores voluntariosos que fizeram, ao longo de muitos dias, um chão largo e espalmado nas alturas sobranceiro à freguesia que nota ao fundo.

Adaptação do texto de Vítor Hugo do Diário de Notícias da Madeira e foto de Emanuel Rocha

Wednesday, October 20

Sítio dos Alecrins


Este sítio fica em Santo António, não se sabendo bem qual a origem do nome. No entanto, pensa-se que poderá ter a ver logicamente com a existência no local da planta muito frequente na Madeira de seu nome alecrim.
O que se sabe é que existia naquele sítio uma capela de invocação a Nossa Senhora da Quietação, pelo facto da capela ter um orago que representava mistério do sossego e tranquilidade que gozava a Virgem Maria, na companhia de seu filho, o Menino Jesus. O fundador desta capela foi Lourenço de Matos Coutinho e sua esposa Maria de Ornelas de Vasconcelos, em 1670 no morgadio que herdou de seu pai, Bento de Matos Coutinho.


Fonte: Jornal da Madeira

Wednesday, October 13

Avenida Zarco

A Avenida Zarco - que liga a Avenida do Mar e das Comunidades Madeirenses ao Largo da Igrejinha (no início das ruas da Carreira e das Pretas e no final da Rua Câmara Pestana) - é uma homenagem a João Gonçalves Zarco, que procedeu ao descobrimento oficial das ilhas da Madeira e Porto Santo. Era escudeiro da Casa do Infante D. Henrique e foi o 1º Capitão Donatário da Capitania do Funchal.
A Avenida Zarco foi alargada em 1938, o que implicou a demolição de parte da fachada do Hospital da Misericórdia, edifício onde funcionou a Junta Geral do Distrito e funcionam, actualmente, algumas Secretarias do Governo Regional. Anteriormente, esta rua chamou-se Rua da Saúde.
Nesta artéria, existem importantes monumentos, como sejam a Fortaleza Palácio de São Lourenço (declarada monumento nacional por decreto de 26 de Setembro de 1940), o monumento a João Gonçalves Zarco (inaugurado em 1934) e que já esteve na exposição de Sevilha.

Fonte: Jornal da Madeira

Wednesday, March 24

Funchal

O Funchal foi a primeira cidade fora da Europa, instituída pela coroa portuguesa. Passou de vila a cidade por necessidade de el-rei D. Manuel criar um bispado para os Descobrimentos. Foi designada a sede do mesmo, cuja autoridade ia do Atlântico ao Índico. A 21 de Agosto de 1508, D. Manuel I, por carta régia, determinou que a vila (do Funchal) passasse a cidade. O nome, Funchal, facilmente se percebe, dado o extenso arvoredo - sobretudo funcho - encontrado pelos descobridores, comandados por Gonçalves Zarco. Funchal significa uma plantação de funchos. 
Cedo o Funchal ganhou importância, sobretudo como porto, tendo o seu povoamento se iniciado em 1424, recebendo o primeiro foral em 1452, elevado a vila em 1454.


Fonte: DN Madeira

Wednesday, March 10

Pitanga

Segundo a obra 'Fruticultura Tropical - Espécies com frutos comestíveis' do Professor Engenheiro José Mendes Ferrão, esta planta é oriunda da América tropical, mais propriamente do Brasil. Aí menciona-se que, actualmente está dispersa pelas regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo, bem como em zonas temperadas onde as geadas são pouco comuns. Como curiosidade, é referido que foram os portugueses que difundiram a pitangueira no Oriente. 
Apesar desta espécie ser conhecida desde longa data pelos madeirenses, desconhece-se quando é que foi introduzida na Região. O 'Elucidário Madeirense' de 1940 do Pe. Fernando Augusto da Silva e Carlos Azevedo de Meneses, dá conta que esta pequena árvore era muito cultivada no Funchal. Ainda hoje, é frequente verem-se pitangueiras nos quintais das casas, em pés dispersos ou como sebe viva, pois estas além de produzirem frutos, têm uma vertente ornamental muito apreciada, especialmente na rebentação e floração.
Na Madeira, encontra as melhores condições de frutificação até aos 280 metros de altitude na costa sul e 100 metros na encosta norte. Tradicionalmente, a pitangueira é propagada por semente, o que origina uma grande diversidade genética, não havendo por isso, uma garantia de ter-se um bom exemplar. Em finais da década de 90 do século passado, a Divisão de Fruticultura da Direcção Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural, seleccionou as melhores variedades deste fruto no que respeita à qualidade e produtividade, sendo possível adquirir lá, plantas enxertadas de inegável valor. Como consequência deste trabalho e do interesse por parte da indústria agro-alimentar, surgiram alguns pomares desta espécie.
Em termos de fitossanidade, a praga mais importante é a mosca da fruta ou 'bicho' da fruta, não havendo registo de nenhuma doença que a afecte.
A colheita decorre ao longo do ano, apresentando dois picos de produção na Primavera e no Outono. Existem duas variedades de pitanga, a 'vermelha' e a 'negra', em função da cor dos frutos maduros. Ao paladar, a primeira é ligeiramente mais ácida que a segunda, pelo que esta última é mais adequada para o consumo em fresco. A 'vermelha' tem um grande potencial de transformação, obtendo-se derivados deliciosos como o 'doce', gelado, pudim, entre outros. É possível produzir pasta de pitanga com recurso ao descaroçamento, congelando a polpa para utilização posterior, sem perda das suas características excepcionais de aroma, sabor e textura.
Embora alguns hotéis e restaurantes já incluam este fruto ou o transformado nas suas ementas, é fundamental que muitos mais o façam, pois trata-se de um produto regional de excelência, que é desconhecido da maioria dos nossos turistas. Este e outros momentos gastronómicos, proporcionam ao visitante experiências e memórias, que não esquecerá e certamente desejará repeti-las.


Wednesday, February 24

Capela das Neves

A capela das neves, em honra de Nossa Senhora das Neves, está na origem da freguesia de São Gonçalo. Uma construção que data do século XVI e que foi mandada construir por Catarina de Sá, viúva de João Afonso Mealheiro, um dos primeiros povoadores da Madeira. A capela de Nossa Senhora das Neves chegou a ser a sede da paróquia de São Gonçalo, cujos terrenos inicialmente pertenceram à freguesia de Santa Maria Maior. A capela passou por vários donos, tendo pertencido, em finais do século XIX, a John Blandy, integrando a propriedade conhecida como 'Palheiro Ferreiro'. 
A Capela das Neves deu nome ao sítio, onde actualmente se destaca um importante núcleo de Dragoeiros. E foi a origem da freguesia de São Gonçalo que, entretanto, 'ganhou' uma igreja maior.

Fonte: DN Madeira

PS: Quem tiver mais imagens ou informações sobre esta Capela, por favor envie para o meu mail...

Wednesday, January 27

Tarântula (Hogna insularum)

Nome comum: Tarântula
Nome científico: Hogna insularum
Espécie endémica da Madeira, que existe na Madeira, Porto Santo e Desertas. Tem cerca de 6 centímetros de envergadura de patas, não faz teia e vive debaixo de pedras. É nocturna e faz a sua postura nos meses de Primavera e de Verão ocorrendo o acasalamento nestes meses. A sua picada assemelha-se à de uma abelha.


Fonte: DN Madeira

Wednesday, January 20

Rua do Bom Jesus (Cidade do Funchal)

A Rua do Bom Jesus situa-se entre a Rua 31 de Janeiro e a Rua das Hortas. A parte norte desta artéria pertence à freguesia de Santa Luzia, enquanto que a parte sul pertence à freguesia da Sé.
O nome desta rua tem origem na existência na mesma do Recolhimento e Capela do Senhor do Bom Jesus da Ribeira, dotado a 20 de Dezembro de 1655 pelo então Arcediago da Sé do Funchal, Dr. Simão Gonçalves Cidrão (o qual nada tem a ver com o Cidrão que deu nome à Rampa com o mesmo nome no Funchal).
As obras do Recolhimento começaram por volta de 1655. A 9 de Outubro de 1673, foram feitas novas doações a recolhimento em causa pelos herdeiros do Dr. Simão Gonçalves Cidrão.
Esta rua já teve o nome de Travessa do Bom Jesus.


Fonte: Jornal da Madeira