Tuesday, May 31

Festa da Visitação de Nossa Senhora


Oração
Maria, Mãe de Cristo e Mãe da Igreja! Ao preparar-nos para a missão evangelizadora que nos cabe continuar, alargar e aprimorar, pensamos em ti. Mas de modo especial pensamos em ti pelo modelo perfeito de acção de graças que é o hino que cantaste, quando tua prima, Santa Isabel, mãe de João Baptista, te proclamou a mais feliz de entre todas as mulheres. Não paraste em tua felicidade, pensaste na humanidade inteira. Pensaste em todos. Mas assumiste uma clara opção pelos pobres, como teu Filho faria depois. Anunciaste a deposição dos poderosos e a elevação dos humildes; o saciamento dos que têm fome e o esvaziamento dos ricos. E ninguém ousa julgar-te subversiva ou olhar-te com suspeição. Empresta-nos a tua voz, canta connosco! Pede a teu Filho que em todos nós se realizem, plenamente, os planos do Pai! (adaptação de uma oração de Dom Hélder Câmara)

Monday, May 30

Segunda-feira da Semana IX do Tempo Comum


Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_semanal_ver.asp?liturgiaid=177

Reflexão
Esta é a história do Povo de Israel. Matou os profetas enviados por Deus e, finalmente, o seu próprio Filho. Cada pessoa é uma vinha, objecto dos desvelos amorosos de Deus. Matamos a Deus quando o sujeitamos aos nossos caprichos (ainda na semana passada encontrei escrito na parede da Sé de Aveiro: Deus morreu), e damos mau exemplo, com comportamentos inaceitáveis e inadmissíveis a herdeiros do Pai do Céu!

Friday, May 27

Sexta-feira da Semana VIII do Tempo Comum



Reflexão
Jesus começa a actividade em Jerusalém com a expulsão dos vendilhões do templo. Jesus fala de Si mesmo como novo Templo, para o exercício duma religião e aliança novas… Com o seu gesto violento, declara abolidos o Templo antigo e o seu culto. Ele, Jesus, é agora o centro cultual do novo Povo de Deus, a Igreja, que é, por sua vez, casa de oração aberta a todos os povos.

Tuesday, May 24

Terça-feira da Semana VIII do Tempo Comum



Reflexão
Jesus esclarece a Pedro e a todos os que o seguirem, que a recompensa já aqui na terra, será de cem vezes mais. Certamente não na quantidade, mas sobretudo na qualidade. Deixando tudo, o discípulo encontrará na Comunidade do Reino, maior felicidade que toda a que deixou!... Felicidade que não exclui a cruz, por que esta é consubstancial ao seguimento de Cristo e garantia duma felicidade eterna incomparável. O desprendimento e o espírito de pobreza, livremente abraçados, são já uma antecipação da libertação futura.

Tuesday, May 17

Terça-feira da Semana VII do Tempo Comum



Reflexão
Os discípulos nada entendiam sobre o anúncio da Paixão do Senhor. Jesus instrui-os com muita paciência. Neles há ainda o desejo de ser grande e, em comparação com os outros, de ser o maior. É a ambição humana, latente até nos mais puros e religiosos. No entanto, a ambição não deixa de ser o cancro do amor serviçal, a tentação do poder, mesmo entre os apóstolos ou os discípulos. Entre os crentes, porém, o poder, é serviço. Enquanto o mercenário serve-se, e não serve, o cristão tem como apanágio, servir e não servir-se. O exemplo e a medida é o mesmo Cristo que, sendo Senhor e Mestre, serve. Assim também o testemunho do crente e da comunidade, no serviço aos outros, em especial dos mais pequeninos, como as crianças e os mais pobres.

Wednesday, May 11

Quarta-feira da Semana VII da Páscoa



Reflexão
Consagra-nos na Verdade: antes de Se ausentar, Jesus intercede pelos Seus amigos, diante do Pai; promete-lhes o Espírito Santo, que será a Sua presença permanente entre eles; agora pede ao Pai que os consagre na Verdade, como Ele próprio Se consagrou por eles. Estamos no meio do mundo: o mundo é o reino da mentira, e os discípulos precisam de estar unidos pelo amor, como Cristo com o Pai e o Espírito; com esse amor, hão-de vencer o ódio do mundo, apesar da tensão inevitável; na mente evangélica de João, o mundo é tudo aquilo que se contrapõe a Cristo e aos Seus amigos. Para dar testemunho da Verdade: a Verdade que é Cristo, centra-se no amor; o amor, que é a nova vida com Cristo escondida em Deus, terá que ser vivido numa atitude de consagração.

Monday, May 9

Segunda-feira da Semana VII da Páscoa



Reflexão
O Espírito Santo, um ilustre desconhecido: O Espírito Santo, o grande desconhecido na vida dos cristãos; Falta de formação catequética e sacramental, sobre a vida e acção do Espírito Santo na Igreja; A inexperiência vivencial da Sua presença amorosa, na vida pessoal e comunitária; Abuso das explicações da Sua actuação quase mágica nos sacramentos, e normal dificuldade na captação dos símbolos. O Templo do Espírito Santo: Ele é o suporte da Igreja, com a Sua acção eficaz na vida da Comunidade eclesial; O Espírito Santo define-Se pela Sua presença e acção libertadora; Assim O descobrimos na vida de Jesus e na vida da Igreja.

Wednesday, May 4

Quarta-feira da Semana VI da Páscoa


Reflexão
O Espírito Santo não veio revelar verdades novas, senão somente confirmar a verdade de Jesus. Ele guiará para a Verdade total no sentido quantitativo e qualitativo. Essa é a tarefa perene do Espírito na Comunidade eclesial.
A Igreja é a Comunidade do Espírito Santo. Ele acompanha-a sempre na ausência física de Jesus; recorda-lhe as suas palavras e dá testemunho d'Ele; julga as injustiças do mundo e guia os discípulos de Cristo para a Verdade total; num mundo vazio de Espírito, a Igreja é o seu espaço natural de acção entre os homens.

Thursday, April 28

Quinta-feira da Semana V da Páscoa



Reflexão
A ideia central deste pequeno trecho é a união permanente do discípulo com Jesus, mediante o amor que se prova na obediência da fé.
Amor e vida, duas realidades equivalentes no Evangelho de João. A permanência no amor de Cristo exige o cumprimento dos Seus mandamentos.
Jesus é Senhor da alegria, graças ao amor e fidelidade que Ele manifesta ao Pai. Faz falta ao mundo uma Igreja portadora da alegria pascal de Cristo, que saiba rir, porque ama, que saiba cantar, porque é fiel. A obediência no amor gera a alegria. O amor chora com os que choram e alegra-se com os que se alegram. A plenitude da alegria do cristão está em testemunhar na vida o pleno gozo pascal.

Monday, April 4

Solenidade da Anunciação do Senhor



Reflexão
A solenidade da Anunciação do Senhor é a celebração do grande mistério cristão da Encarnação do Verbo de Deus. A data de 25 de Março está em função do Nascimento de Jesus, que é celebração exactamente nove meses depois. A catequese sempre fez coincidir a Anunciação e a Encarnação. Estes mistérios começaram a ser celebrados liturgicamente provavelmente depois da edificação da basílica constantiniana sobre a casa de Maria, em Nazaré, no século IV. A celebração no Oriente e no Ocidente data do século VII. Durante séculos, esta solenidade teve sobretudo carácter mariano. Mas Paulo VI devolveu-lhe o título de Anunciação do Senhor, repondo o seu carácter predominantemente cristológico. Em síntese, trata-se de uma celebração (que) era e é festa de Cristo e da Virgem: do Verbo que se torna filho de Maria e da Virgem que se torna Mãe de Deus (Marialis cultus 6).

Thursday, March 31

Quinta-feira da Oitava da Páscoa


Reflexão
Os Apóstolos nem queriam acreditar. Imaginavam ver um fantasma. A narração desta aparição aos Onze está na linha da aparição aos discípulos de Emaús. Ante o assombro, Jesus dá provas físicas da sua identidade e explica-lhes a necessidade de que tudo quanto estava escrito a seu respeito, tinha de cumprir-se, como de facto se cumpriu. Jesus abre-lhes a inteligência à compreensão plena das Escrituras.

Wednesday, March 30

Quarta-feira da Oitava da Páscoa



Reflexão
Dois homens, fracassados na fé, caminham para Emaús. Esperavam a libertação do seu povo, e o seu Messias resultou num fracasso. Crucificado, morto e sepultado há três dias, sem nova nem mandato. O Senhor acompanha-os, ainda que não o reconheçam, embora já sintam o seu coração a aquecer-se.
Quando O reconhecem, no partir do pão, voltam para Jerusalém, entusiasmados. Agora acreditam.

Monday, March 28

Segunda-feira da Oitava da Páscoa


Reflexão
A Ressurreição de Jesus, momento cume da História, é o mistério central da nossa fé. Inaugura uma nova era e um mundo novo, onde a vida e não a morte, tem a última palavra.
Ilumina o problema da vida e morte do homem. O Sepulcro está vazio. Jesus aparece às duas Marias e aos discípulos. Os guardas são subornados pelos Sumos Sacerdotes. O suborno é coisa antiga, e a mentira também. Por isso diz o Apóstolo, celebremos a Festa com o pão ázimo da pureza e da verdade. Aleluia.

Wednesday, March 23

Quarta-feira da Semana Santa



Reflexão
O servo de Yhavé antecipa a Paixão do Messias que, no meio dos sofrimentos, não perde a confiança no Senhor. Assim é todo o justo, quando perseguido e traído. Os planos homicidas dos judeus compram a consciência de Judas por trinta moedas de prata, o preço dum escravo, o preço da traição. Também hoje, muitos perguntam: Quanto há para isso?, vendendo a consciência ao diabo! É assim o mistério do coração humano, capaz do mais nobre e também do mais vil!...

Tuesday, March 22

Terça-feira da Semana Santa



Reflexão
A missão do servo de Yhavé é proclamar a Palavra do Senhor, reunir os sobreviventes de Israel, e ser luz das nações. Tarefa de salvação universal que Jesus realiza em plenitude.
Na mesa da última Ceia, presencia-se um drama de amor, ressentimentos, ambições, traição e negação. A morte de Cristo inclui já a glória da ressurreição. A teologia da cruz e da glória são duas faces da mesma moeda.

Monday, March 21

Segunda-feira da Semana Santa



Reflexão
O servo de Yhavé é a figura do povo de Israel e também do próprio Cristo. Trata-se dum servo compassivo e manso, ungido para proclamar a justiça e libertação dos oprimidos. Cristo é, de facto, o Servo que Deus ungiu e fez aliança com o Seu Povo, a Igreja.
Jesus descansa em casa de seus amigos, Lázaro, Marta e Maria. O ódio a Jesus também se estende a Lázaro, a quem pretendem matar. O gesto de Maria enche de fragrância aquela casa. Judas finge ser amigo dos pobres.

Thursday, March 17

Quinta-feira da Semana V da Quaresma


Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_semanal_ver.asp?liturgiaid=744

Reflexão
Abraão, que Jesus vai recordar no Evangelho, aparece como o homem com quem Deus faz Aliança e que se torna o pai de todo o futuro povo de Deus. Abraão é símbolo de todos os que se entregam, confiadamente, ao poder da palavra de Deus e se tornam instrumento providencial da acção de Deus entre os homens e objecto da sua divina intimidade.
Toda a obra de Jesus é o que é e tem o valor que tem por Ele ser quem é: o Filho de Deus, imagem do Pai. Aquele que estabelece a aliança entre o Pai e os homens. Esta aliança já vem de longe: um dos seus grandes momentos foi quando Deus a fez com Abraão. Mas Jesus é maior do que Abraão e é antes dele e será depois dele. A aliança selada no sangue da sua cruz é aliança eterna, que havemos de recordar perpetuamente, como também Ele jamais a esquecerá.

Monday, March 14

Segunda-feira da Semana V da Quaresma

Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_semanal_ver.asp?liturgiaid=741

Reflexão
O episódio da jovem e bela Susana, assediada por dois anciãos de Israel, no tempo do exílio em Babilónia, é uma história edificante colocada em apêndice ao livro de Daniel. Encontramos aí o próprio profeta, como vidente muito jovem, que faz ver a todos a inocência de Susana, desmascarando a corrupção dos dois anciãos.
Para se manter fiel a Deus e ao marido, Susana enfrenta o perigo da lapidação, quer ceda ao adultério, quer resista às torpes propostas dos anciãos e seja caluniada. Susana prefere morrer inocente a consentir no mal. Tendo posta a sua confiança nas mãos de Deus, pôde verificar que Ele escuta a voz dos seus fiéis e vem em seu auxílio com prontidão e força.
Por cima do juízo dos homens, sobretudo da sua falta de justiça em julgar, está o juízo de Deus, que é sempre um juízo justo e salvador. Susana, falsamente acusada, julgada e condenada, é imagem da Igreja caluniada e condenada. Deus vem em seu auxílio e a liberta, como faz a cada um de nós, que esperamos da misericórdia de Deus a absolvição dos nossos pecados e a reintegração no seu povo. Deus ampara sempre aqueles que n’Ele confiam, umas vezes de forma patente, outras vezes nos segredos dos Seus desígnios.

Sunday, March 13

Domingo V da Quaresma



Reflexão
O Evangelho que escutamos neste 5º domingo da Quaresma apresenta-nos Jesus no templo a ensinar ao povo. Os escribas e os fariseus apresentaram-lhe uma mulher surpreendida em adultério. Esta mulher tinha cometido um grande pecado e para os escribas e fariseus, trata-se de uma grande oportunidade para testar a fidelidade de Jesus às exigências da Lei.
Jesus, porém, começa a escrever com o dedo no chão procurando apelar à reflexão e a examinar a consciência dos acusadores desta mulher. Quem não tiver pecados atire a primeira pedra. Jesus faz com que cada um olhe para si próprio. Cada um deve ser juiz de si mesmo e pouco apressado a julgar os outros.
Jesus denuncia a lógica daqueles que se sentem perfeitos, santos e bons, sem reconhecerem que estão todos a caminho e que, enquanto caminham, são imperfeitos e limitados. É preciso reconhecer, com humildade e simplicidade, que necessitamos todos da ajuda do amor e da misericórdia de Deus. A única atitude que faz sentido é assumir para com os nossos irmãos a tolerância e a misericórdia de Deus.
Nem Eu não te condeno. Vai e não tornes a pecar. Sem excluir ninguém, Jesus promoveu os desclassificados, deu-lhes dignidade, tornou-os pessoas, libertou-os, apontou-lhes o caminho da vida nova. É uma dinâmica de misericórdia, pois só o amor transforma e permite a superação dos limites humanos.
Aquela mulher passou da morte à vida. Graças ao perdão e à misericórdia de Jesus, a mulher adúltera em vez de ser condenada foi salva. Esta é uma belíssima imagem da passagem da morte à vida que todos somos convidados a viver, seguindo os ensinamentos de Jesus. O perdão de Jesus leva à mudança, à conversão, à vida nova e à renovação.

Wednesday, March 9

Quarta-feira da Semana IV da Quaresma


Reflexão
Jesus continua a manifestar-Se como Aquele que é a Vida e que dá a Vida. Tal como o Pai, segundo a poética descrição do Génesis, faz a criação em seis dias e, no último, dá a vida ao homem, assim Jesus ressuscita e dá a Vida no último dia. Mas esse dia é para já aquele que se inaugura na sua ressurreição, e, para cada um de nós no Baptismo. Nele se exerce o juízo de Deus, condenando o pecado e chamando à graça, destruindo a morte e dando a Vida. Assim se revela a compaixão, o Seu amor por nós.
Aos judeus, que O perseguem por curar em dia de sábado, Jesus revela a sua identidade de Filho de Deus e coloca-se acima da Lei. E mostra que se conforma em tudo ao agir de Deus: o Filho, por si mesmo, não pode fazer nada, senão o que vir fazer ao Pai. A total unidade de acção entre o Pai e o Filho resulta da total obediência do Filho, que ama o Pai e partilha do seu amor pelos homens pecadores. O Pai doa ao Filho o que só a Ele pertence, o poder sobre a vida e a autoridade no juízo. Esta íntima relação entre o Pai e o Filho pode alargar-se aos homens pela escuta obediente da palavra de Jesus.