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Sunday, May 17

Domingo VI da Páscoa

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2958

Reflexão
As leituras deste 6º domingo da Páscoa convidam-nos a descobrir a presença de Deus na caminhada da nossa vida e na caminhada da Igreja. Jesus faz uma promessa: Não vos deixarei órfãos, Ele acompanha a nossa vida de um modo discreto, eficaz e tranquilizador.
O Evangelho é um extracto do discurso de despedida de Jesus na Última Ceia, promete o Espírito Santo aos seus discípulos, sabe que vai partir para o Pai e que os discípulos vão continuar no mundo, convida-os a seguir o mesmo caminho de entrega a Deus e os irmãos.
Jesus garante aos discípulos que não os deixará sós no mundo, vai para o Pai mas continua presente na vida deles e vai acompanhá-los nas suas alegrias e nas suas dificuldades. É preciso que eles continuem a seguir Jesus, a manifestar a sua adesão a Ele, a amá-l’O, a cumprir os mandamentos e as propostas que Ele deixou. A partir dos Seus ensinamentos, os mandamentos deixam de ser normas meramente externas que devem ser cumpridas para se tornar a expressão do amor dos discípulos e da sua adesão a Jesus; são o estilo de vida em união amorosa com Cristo.
Jesus vai estar presente ao lado dos discípulos, dando-lhes a coragem para viver segundo o amor e o dom da vida, através do envio do Paráclito, do auxiliar, do defensor, do advogado, do assistente, do protector, do consolador que estará sempre com os discípulos. Este Paráclito é o Espírito Santo, o Espírito da Verdade.
Enquanto estava na terra, Jesus ensinou os discípulos e protegeu-os; mas agora será o Espírito que ensinará e cuidará da comunidade de Jesus: conservará a memória da pessoa e dos ensinamentos de Jesus, ajudando os discípulos a interpretar esses ensinamentos à luz dos novos desafios e dará segurança aos discípulos, guiá-los-á e defendê-los-á quando eles tiverem de enfrentar o mundo.
Jesus faz esta promessa de enviar o Espírito Santo, porque sabe que os seus discípulos estão tristes, preocupados ou desconsolados perante a sua partida e este Espírito indicar-lhes-á o caminho que agora devem seguir, será o Espírito quem lhes ensinará a verdade.
Depois disso, Jesus diz aos discípulos que não os deixará órfãos no mundo, não vão ficar indefesos, pois Ele vai estar ao lado deles. Ele vai deixar o mundo, vai para o Pai; deixarão de vê-l’O pois Ele não estará fisicamente presente mas continuarão em comunhão de vida com Ele e receberão o Espírito que lhes transmitirá em cada dia a vida de Jesus ressuscitado.
A comunidade cristã está unida com o Pai, através de Jesus, numa experiência de unidade e de comunhão de vida entre Deus e o homem. É a presença de Deus no mundo, a morada de Deus, o espaço onde Deus vem ao encontro dos homens. Na comunidade dos discípulos, realiza-se a acção salvadora de Deus no mundo.

Sunday, February 12

Domingo VI do Tempo Comum


A Palavra de Deus deste 6º Domingo do Tempo Comum convida-nos a reflectir sobre o projecto que Deus nos deu para assumirmos com convicção a vida cristã.
Apela-nos à vivência da perfeição e à radicalidade de vida, a irmos ao fundamental da Sua mensagem: o cumprimento da Lei de Deus, que não passa por um cumprimento à letra e rigoroso mas a sabermos ser verdadeiramente livres e sábios para descobrirmos o amor de Deus e a caridade para com os outros.
Jesus veio propor-nos a perfeição dos mandamentos e da Lei. Ele não veio para abolir a lei que Deus ofereceu ao Seu povo no Sinai.
A proposta de Jesus é ir mais além da lei e assumir uma atitude interior de compromisso e responsabilidade com Deus tendo cumprimento na vida concreta de cada dia. Significa levar às últimas consequências e o cumprimento da Lei exige uma justiça ainda maior: se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos Céus.
Jesus apresenta-nos quatro exemplos bem concretos desta nova maneira de perceber e viver a Lei de Deus: nas relações com os outros, no adultério, no divórcio e na questão do juramento. É preciso um clima de sinceridade, de confiança, de verdade, de lealdade. A vossa linguagem deve ser: Sim, sim; não, não. O que passa disto vem do Maligno. É necessário haver uma coerência de vida, banir a mentira e guiar-se pelo Espírito de verdade e da Lei.
Peçamos ao Senhor que nos faça compreender a lei do amor. A cada um de nós é dirigida a exortação de Paulo: Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem (Rm 12, 21). E ainda: Não nos cansemos de fazer o bem (Gal 6, 9). Como diz o Papa Francisco, na Evangelii Gaudium, Não deixemos que nos roubem o ideal do amor fraterno.

Saturday, May 28

Domingo VI da Páscoa

Leituras e Reflexão no Portal dos Dehonianos

A liturgia do 6º Domingo da Páscoa convida-nos a descobrir a presença – discreta, mas eficaz e tranquilizadora – de Deus na caminhada histórica da Igreja. A promessa de Jesus – “não vos deixarei órfãos” – pode ser uma boa síntese do tema.
O Evangelho apresenta-nos parte do “testamento” de Jesus, na ceia de despedida, em Quinta-feira Santa. Aos discípulos, inquietos e assustados, Jesus promete o “Paráclito”: Ele conduzirá a comunidade cristã em direcção à verdade; e levá-la-á a uma comunhão cada vez mais íntima com Jesus e com o Pai. Dessa forma, a comunidade será a “morada de Deus” no mundo e dará testemunho da salvação que Deus quer oferecer aos homens.
A primeira leitura mostra exactamente a comunidade cristã a dar testemunho da Boa Nova de Jesus e a ser uma presença libertadora e salvadora na vida dos homens. Avisa, no entanto, que o Espírito só se manifestará e só actuará quando a comunidade aceitar viver a sua fé integrada numa família universal de irmãos, reunidos à volta do Pai e de Jesus.
A segunda leitura exorta os crentes – confrontados com a hostilidade do mundo – a terem confiança, a darem um testemunho sereno da sua fé, a mostrarem o seu amor a todos os homens, mesmo aos perseguidores. Cristo, que fez da sua vida um dom de amor a todos, deve ser o modelo que os cristãos têm sempre diante dos olhos.