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Wednesday, July 28

Quarta-feira da Semana XVII do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3495

Reflexão
À falta de bancos e caixas fortes o dinheiro e as jóias eram escondidas debaixo da terra. Jesus acentua grande alegria pelo encontro desses tesouros, em função do descobrimento do Reino. Jesus acentua a enorme alegria pelo seu encontro. Os santos tudo sacrificam pelo seguimento do reino. Todos buscam um tesouro fabuloso. Mas primeiro está o Reino de Deus. A felicidade não está em ter, gastar, amontoar e consumir... mas certamente em partilhar o afecto, o dinheiro e o tempo com os outros.

Friday, July 31

Memória litúrgica de Santo Inácio de Loiola

Santo Inácio de Loiola, Presbítero
Nasceu no ano 1491 em Loiola, na Cantábria (Espanha); seguiu primeiramente a vida da corte e a vida militar. Depois, consagrando-se totalmente ao Senhor, estudou teologia em Paris e aí reuniu os primeiros companheiros, com quem mais tarde fundou em Roma a Companhia de Jesus. Exerceu intensa actividade apostólica e, particularmente com os seus escritos e com a formação de discípulos, contribuiu grandemente para a reforma da vida cristã e para a renovação da acção missionária. Morreu em Roma no ano 1556.

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3025

Reflexão
O profeta faz ouvir a palavra de Deus aos que entram no templo, para lhes dizer que o templo pode vir a cair, como, antes daquele, outro já tinha caído, a fim de que o povo compreenda que não são os templos que trazem a segurança e a salvação, mas a palavra de Deus que lá é anunciada e que há-se ser acolhida no coração e posta em prática na vida de cada momento. No entanto, os que isto ouviram irritaram-se e ameaçaram com a morte o profeta. Assim havia de acontecer a Jesus: acusação semelhante, de demolidor do templo, foi apresentada no tribunal contra o Senhor.
A fé tem de ultrapassar a experiência dos sentidos: estes podem até dificultar a fé. Foi o que aconteceu aos conterrâneos de Jesus, que, à força de O verem no meio deles, não conseguiram penetrar mais profundamente e reconhecer n’Ele o Filho de Deus. Não souberam entender os sinais de Deus que Se manifestava no seu tempo e tão junto de si. Se através dos sinais se não vai até à significação dos mesmos, não se chega à fé, mas apenas ao aspecto material da experiência.

Thursday, July 30

Quinta-feira da Semana XVII do Tempo Comum

Liturgia da Palavra -

Reflexão
Como a Moisés, Deus manifesta-se de diversos modos. O núcleo da parábola é a selecção desigual para justos e não justos, a inevitável presença de bons e maus, candidatos à posse do tanto do Reino de Deus, tanto no Reino de Deus, como no mundo e na Igreja.
A visão de conjunto do Reino de Deus pode-se concretizar em três pontos: a implantação do Reino de Deus não se faz sem dificuldades (parábola do semeador); acabará, no entanto, por triunfar (grão de mostarda e fermento); é necessário ter paciência e não precipitar o juízo de Deus (o joio e a rede).

Tuesday, July 28

Terça-feira da Semana XVII do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/xvii-semana-terca-feira-tempo-comum-anos-pares0/

Reflexão
A parábola do trigo e do joio reflecte a leitura que dela fazia a primitiva comunidade cristã. Jesus explica quem é quem na parábola. A semente tem o seu processo; germina e frutifica, desde que haja respostas a Deus. A impaciência porém é uma tentação provocada pelo mundo materialista em que vivemos. Vinte séculos de cristianismo pode ajudar-nos a descobrir, hoje os valores do Reino. Também somos actores nesta parábola.

Monday, July 27

Segunda-feira da Semana XVII do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3073

Reflexão
Os profetas anunciavam a palavra de Deus, não só por meio de palavras, mas também por acções simbólicas. São verdadeiras parábolas em acção. É assim, por meio de uma acção simbólica, que o profeta hoje mostra a que estado fica reduzido o povo que abandona Deus e se volta para outros deuses: torna-se como alguma coisa que se estragou, e já não serve senão para ser lançada fora.
Duas breves parábolas sobre o reino de Deus que se completam uma à outra: a do grão de mostarda põe em relevo o contraste entre a pequenez dos começos desse reino e o esplendor do fim que ele há-de atingir; a do fermento, que leveda toda a massa, sublinha a força e energia do fermento e ainda o contraste entre a pequena quantidade do mesmo e a grande quantidade de massa, que ele é capaz de levedar. Assim é o reino de Deus no meio deste mundo.

Friday, August 2

Sexta-feira da Semana XVII do Tempo Comum


Reflexão
Jesus é repelido como profeta, até pelos seus conterrâneos. Não querem aceitar a novidade da Sua mensagem. Tal como predissera Simeão, é sinal de contradição. Também nos nossos dias. Os profetas da conversão são arautos da verdade pura e dura. Ele encontra hoje as mesmas dificuldades e a mesma falta de fé, entre aqueles que mantêm a filosofia dos escribas e dos fariseus e daqueles que O consideram ainda o filho do Carpinteiro, em antítese à sua filiação divina: o Verbo de Deus feito Homem.

Tuesday, July 30

Terça-feira da Semana XVII do Tempo Comum


Reflexão
A parábola do trigo e do joio reflecte a leitura que dela fazia a primitiva comunidade cristã. Jesus explica quem é quem na parábola. A semente tem o seu processo; germina e frutifica, desde que haja respostas a Deus. A impaciência porém é uma tentação provocada pelo mundo materialista em que vivemos.

Thursday, August 3

Quinta-feira da Semana XVII do Tempo Comum


Reflexão
Como a Moisés, Deus manifesta-se de diversos modos. O núcleo da parábola é a selecção desigual para justos e não justos, a inevitável presença de bons e maus, tanto no Reino de Deus, como no mundo e na Igreja.
A visão de conjunto do Reino de Deus, pode-se concretizar em três pontos: a implantação do Reino de Deus não se faz sem dificuldades (parábola do semeador; acabará, no entanto, por triunfar (grão de mostarda e fermento); é necessário ter paciência e não precipitar o juízo de Deus (o joio e a rede).

Wednesday, August 2

Quarta-feira da Semana XVII do Tempo Comum



Reflexão
À falta de bancos e caixas fortes o dinheiro e as jóias eram escondidas debaixo da terra. Jesus acentua grande alegria pelo encontro desses tesouros, em função do descobrimento do Reino. Jesus acentua a enorme alegria pelo seu encontro. Os santos tudo sacrificam pelo seguimento do reino. Todos buscam um tesouro fabuloso. Mas primeiro está o Reino de Deus.
A felicidade não está em ter, gastar, amontoar e consumir... mas certamente em partilhar o afecto, o dinheiro e o tempo com os outros.

Friday, August 2

Sexta-feira da Semana XVII do Tempo Comum


Na continuação da leitura da história da salvação no tempo do Antigo Testamento, são hoje enumeradas as solenidades que marcam o ritmo do ano: a Páscoa e os Ázimos, na Primavera; a festa das semanas (Pentecostes); e, no Outono, o Dia da Expiação e a Festa dos Tabernáculos. As solenidades evocam a memória de certos acontecimentos especialmente importantes na história da salvação e também são ocasião para renovar a aliança entre Deus e o seu povo.

A fé tem de ultrapassar a experiência dos sentidos: estes podem até dificultar a fé. Foi o que aconteceu aos conterrâneos de Jesus, que, à força de O verem no meio deles, não conseguiram penetrar mais profundamente e reconhecer n’Ele o Filho de Deus. Não souberam entender os sinais de Deus que Se manifestava no seu tempo e tão junto de si. Se através dos sinais se não vai até à significação dos mesmos, não se chega à fé, mas apenas ao aspecto material da experiência.

Thursday, August 1

Quinta-feira da Semana XVII do Tempo Comum


Moisés, em obediência a Deus, constrói a tenda, a Morada do Senhor e Deus vem estabelecer-se no meio do seu povo escolhido. Depois do Sinai, é a tenda que constitui a comunidade da revelação de Deus com os homens. Ela é o lugar ideal onde cada homem pode entrar em contacto com o Senhor e dialogar com Ele. Deus opta por estabelecer morada no meio do seu povo e comunicar com Moisés, mediador carismático. Uma vez construído o Tabernáculo, o antecedente do futuro Templo em Jerusalém, a nuvem poisou sobre ele, indicando assim a especial presença de Deus naquele lugar. Deus procurou sempre tornar visível a sua presença no meio do povo através de sinais.

Uma nova parábola pretende fazer compreender o que é o reino dos Céus. Se o entenderam, os discípulos estão agora capazes de o anunciar aos outros. Esta nova parábola refere-se à presença simultânea de bons e maus no seio da comunidade cristã até ao fim dos tempos. Mas nesta parábola insiste-se particularmente no perigo que ameaça aquilo que não presta. Isso não poderá ser recebido no reino dos Céus, quando chegar a hora de se fazer a recolha da rede. Como na rede se encontram peixes bons e peixes ruins, assim também na Igreja há quem viva e acolha a palavra de Jesus e há quem a recuse ou permaneça indiferente.

Wednesday, July 31

Quarta-feira da Semana XVII do Tempo Comum


A aproximação de Deus transfigura sempre o homem. Assim aconteceu com Moisés, assim acontece com os discípulos de Cristo, que reflectem, como num espelho, a glória do Senhor, e são transformados nesta mesma imagemO texto do Êxodo fala-nos da distância e da proximidade de Deus. Foca particularmente o tema da tenda da reunião, o lugar onde Deus vem para se comunicar com Moisés e com o povo. Moisés é o privilegiado da revelação de Deus aos homens.

Jesus compara o reino de Deus a um tesouro escondido no campo e a uma pérola preciosa. O reino é o único necessário; só ele responde ao desejo mais profundo de realização do homem: imagem de Deus, o homem só n’Ele encontra o sentido da sua vida e a sua felicidade. A novidade da descoberta do reino torna tudo o mais de interesse relativo. O reino merece todas as renúncias. As parábolas do tesouro casualmente encontrado no campo, e da pérola desejada e finalmente comprada, acentuam a alegria daquele que compreendeu o valor do reino de Deus.

Tuesday, July 30

Terça-feira da Semana XVII do Tempo Comum


Durante a travessia do deserto, Deus está no meio do seu povo e manifesta-Se como seu educador e Moisés como o Intermediário, atento e fiel. Deus revela-Se como Deus clemente e compassivo, amigo do seu povo, que não só lhe revela os seus desígnios pela voz de Moisés, mas até lhe escreve a sua Lei em tábuas de pedra, para que esta se não venha a perder e o povo a possa recordar para sempre. E a presença de Deus na tenda da reunião prefigura a sua presença futura em Jesus Cristo, Deus feito homem no meio dos homens; a tenda era o lugar do encontro de Deus com os homens e dos homens com Deus.

Este mundo é o campo onde a palavra cai como semente e onde ela cresce e se desenvolve e dá fruto no coração de quem a acolhe com fé mas há outras sementes que são semeadas e crescem e que podem prejudicar a boa seara. É o mistério da vida da Igreja sobre a terra: trigo e joio a crescerem misturados e Deus, o dono da seara, na sua paciência infinita, esperando até à hora da colheita! Então, o joio, os filhos do Maligno, revelar-se-ão como palha, que só serve para o fogo, enquanto que os filhos do reino brilharão como o Sol no reino do Pai.

Friday, August 3

Sexta-feira da Semana XVII do Tempo Comum


O profeta faz ouvir a palavra de Deus aos que entram no templo, para lhes dizer que o templo pode vir a cair, como outro já tinha caído, a fim de que o povo compreenda que não são os templos que trazem a segurança e a salvação, mas a palavra de Deus que lá é anunciada e que há-se ser acolhida no coração e posta em prática na vida de cada momento. O discurso de Jeremias desagrada vivamente a todos, que o condenam à morte, reconfirma as palavras, que não são dele, mas de Quem o enviou contra a sua própria vontade. No entanto, os que ouviram isto irritaram-se e ameaçaram com a morte o profeta. Assim aconteceu a Jesus: acusação semelhante de demolidor do templo.
É necessária uma conversão para poder descobrir Deus nos acontecimentos, nas pessoas, e também na sua omnipotência: talvez eles queiram escutar e se arrependa cada um do seu mau proceder.

A fé tem de ultrapassar a experiência dos sentidos: estes podem até dificultar a fé. Foi o que aconteceu aos conterrâneos de Jesus, que, à força de O verem no meio deles, não conseguiram penetrar mais profundamente e reconhecer n’Ele o Filho de Deus. Não souberam entender os sinais de Deus que Se manifestava no seu tempo e tão junto de si, não chegaram à fé, mas apenas ao aspecto material da experiência.
A atitude dos nazarenos é significativa de todos aqueles que procuram compreender Jesus, partindo unicamente do que pode saber-se sobre Ele: é da nossa terra, filho do carpinteiro, conhecemos a sua família, estudou na nossa sinagoga… Jesus foi incompreendido e desprezado, tal como o foram os profetas... O mesmo sucederá com os seus discípulos. Esqueceram-se que Ele era o Messias. Precisamos de ter uma visão sobrenatural para descobrirmos Deus nos acontecimentos e nas pessoas do nosso dia-a-dia.

Thursday, August 2

Oração de Quinta-feira da Semana XVII do Tempo Comum

Senhor, meu Deus, hoje quero dirigir-te aquele cântico-oração, que muitos irmãos repetem em encontros de intimidade contigo: Eu quero ser, Senhor amado, como o barro do oleiro; rompe-me a vida, faz-me de novo; eu quero ser um vaso novo. Tantas vezes, tenho resistido aos teus apelos! Tantas vezes, me queixei das provações que permites, para que me recorde de Ti! Obrigado por não desistires! Obrigado continuares a cuidar de mim, deixando-me livre para orientar a minha vida como quero. No fim, olhando para mim e para o conjunto da minha vida, pronunciarás o teu juízo. Faz-me perceber que é hoje que preparo o meu futuro. Guarda-me nas tuas mãos e ajuda-me a viver na docilidade para Contigo, para com os teus dons, para com a tua palavra. Amen.

Quinta-feira da Semana XVII do Tempo Comum


Jeremias passa pela casa do oleiro. Observa o trabalho do artesão, o carinho com que modela as peças. O profeta compreende o significado do que observa e sente-se chamado a anunciar ao povo quanto observa: como o oleiro desfaz os vasos que não saem bem, e volta a modelá-los, assim Deus, Criador e Senhor dos povos, pode eliminar aqueles que não cumprem a sua vontade pois os destinos de Judá e de Israel estão na mão de Deus. Mais do que o poder de Deus, sugere-se o terno cuidado com que trata o seu povo para que corresponda à sua vocação. É aí que ele se encontra em segurança apesar da sua fragilidade pois são tentativas para que ele se deixe moldar e assim encontre a forma cada vez mais perfeita.
A Igreja é fonte de santidade no mundo e põe à nossa disposição os meios necessários para o encontro com Deus. Sejamos fiéis aos Seus ensinamentos: como o barro nas mãos do oleiro, assim estais vós na minha mão.

No Evangelho, uma nova parábola pretende fazer compreender o que é o reino dos Céus. Se o entenderam, os discípulos estão agora capazes de o anunciar aos outros. Esta nova parábola refere-se à presença simultânea de bons e maus no seio da comunidade cristã até ao fim dos tempos. Como na rede se encontram peixes bons e peixes ruins, assim também na Igreja há quem viva e acolha a palavra de Jesus, e há quem a recuse ou permaneça indiferente: A Igreja é santa no seu Fundador, nos seus meios, mas formada por homens pecadores; temos que contribuir para melhorá-la e ajudá-la a uma fidelidade sempre renovada (João Paulo II). A separação, de uns e de outros, acontecerá no fim dos tempos, e pertence a Deus fazê-la. Só então se manifestará quem é bom e quem é mau, quem confessou Cristo com o coração e os lábios e quem o confessou só por palavras, quem pertence à comunidade dos filhos de Deus e quem não pertence. Mas insiste-se no perigo que ameaça aquilo que não presta que não poderá ser recebido no reino dos Céus, quando chegar a hora de se fazer a recolha da rede.

Wednesday, August 1

Quarta-feira da Semana XVII do Tempo Comum


O profeta, em profunda crise vocacional, tem um desabafo duro, cansado, quase blasfemo. Lamenta ter nascido e sente-se impelido a proclamar a Palavra de Deus e vê-se envolvido em contendas e conflitos. O profeta lembra a alegria e o entusiasmo do primeiro encontro com a Palavra do Senhor, que se tornou o centro e o sentido da sua existência. Deus chamara-o e ele entregara-se completamente. Por causa da palavra, experimenta a solidão, não tem amigos com quem se divertir, é recusado e combatido pelos seus contemporâneos. Daí o grito de denúncia da situação, dirigido a Deus, que lhe parece semelhante a um riacho enganador de água inconstante. Deus confirma o profeta na sua vocação, pedindo-lhe total disponibilidade, renovando-lhe a promessa de êxito final na missão, garantindo a Sua presença e a confiança total n’Ele pode levá-lo a percorrer o verdadeiro caminho da alegria e da paz. A própria palavra de Deus é um tesouro e um alimento.

Jesus compara o reino de Deus a um tesouro escondido no campo e a uma pérola preciosa. O reino é o único necessário; só ele responde ao desejo mais profundo de realização do homem: imagem de Deus, o homem só n’Ele encontra o sentido da sua vida e a sua felicidade. Por isso, a novidade da descoberta do reino torna tudo o mais de interesse relativo. O reino merece todas as renúncias. Estas parábolas acentuam também a alegria daquele que compreendeu o valor do reino de Deus. Ambos os protagonistas vendem tudo o que têm para adquirirem o tesouro e a pérola. Mas o ensinamento fundamental não é o da entrega incondicional que o Reino exige com as respectivas renúncias mas a alegria que sente diante do excepcional achado.
Para entrar no Reino, Jesus exige uma opção radical: para adquirir o reino é precisão dar tudo. As palavras não bastam, exigem-se actos. Precisamos dedicar toda a vida à edificação do reino de Deus: dentro de nós (sacramentos e oração); depois à nossa volta (entregando-nos ao serviço dos outros, dando testemunho de Cristo).

Tuesday, July 31

Terça-feira da Semana XVII do Tempo Comum


Depois de ter aludido a uma grande catástrofe que se tinha abatido sobre o povo, o profeta apresenta agora, em forma de lamentação, a oração desse mesmo povo, que, arrependido, confessa as suas faltas e faz penitência. Intercede pelo povo diante de Deus e recorda a promessa de salvação e de paz, que não existem, e interpela o Senhor a não faltar à sua Aliança, a não abandonar o seu povo. Israel, embora tenha pecado, reconhece, agora, a sua infidelidade, e sente-se sem argumentos, sem méritos para apresentar e se defender dos castigos com que é ameaçado. Jeremias suplica, confiando na fidelidade de Deus e no seu modo de actuar, que não pode ser contrário à sua essência, que é amor, misericórdia, indulgência. O profeta confia em Deus e confia-Lhe o seu povo, cuja sorte lamenta vivamente.

Este mundo é o campo onde a palavra cai como semente e onde ela cresce e se desenvolve e dá fruto no coração de quem a acolhe com fé. Mas outras sementes há que nesse campo são semeadas e nele crescem, com o perigo de prejudicarem a boa seara. É o mistério da vida da Igreja sobre a terra: trigo e joio a crescerem misturados, e Deus, o dono da seara, na sua paciência infinita, esperando até à hora da colheita! Então, o joio, os filhos do Maligno, revelar-se-ão como palha, que só serve para o fogo, enquanto os filhos do reino brilharão como o Sol no reino do Pai. A Igreja não é uma comunidade de puros, de intocáveis pelo mal, mas uma comunidade de pecadores que experimentaram o amor misericordioso que perdoa e salva. Tomar consciência desta realidade é caminho para aquela humildade que atrai as complacências de Deus e a simpatia dos outros. Sentimos solidariedade com os irmãos pecadores, porque não nos julgamos melhores do que eles. E rezamos por eles, mas também por nós, para sermos confirmados na opção tomada de pertencer ao Senhor.
Esta parábola do trigo e do joio continua a ser de grande actualidade. Junto com os sinais de esperança aparecem igualmente sinais preocupantes: junto com a memória e os valores cristãos há um agnosticismo prático e indiferentismo religioso; junto com símbolos de presença cristã há afirmações de secularismo; junto com a cultura, fruto do cristianismo, há uma nova cultura influenciada pelos meios de comunicação social (cf. João Paulo II).

Monday, July 30

Segunda-feira da Semana XVII do Tempo Comum


Os profetas anunciavam a palavra de Deus, não só por meio de palavras, mas também por acções simbólicas. São verdadeiras parábolas em acção. É assim, por meio de uma acção simbólica, que o profeta hoje mostra a que estado fica reduzido o povo que abandona Deus e se volta para outros deuses: torna-se como alguma coisa que se estragou, e já não serve senão para ser lançada fora.

No Evangelho, duas breves parábolas sobre o reino de Deus que se completam uma à outra: a do grão de mostarda põe em relevo o contraste entre a pequenez dos começos desse reino e o esplendor do fim que ele há-de atingir; a do fermento, que leveda toda a massa, sublinha a força e energia do fermento e ainda o contraste entre a pequena quantidade do mesmo e a grande quantidade de massa, que ele é capaz de levedar. Assim é o reino de Deus no meio deste mundo.

Sunday, July 29

Domingo XVII do Tempo Comum


A liturgia do 17º domingo Comum dá-nos conta da preocupação de Deus em saciar a “fome” de vida dos homens. De forma especial, as leituras deste domingo dizem-nos que Deus conta connosco para repartir o seu “pão” com todos aqueles que têm “fome” de amor, de liberdade, de justiça, de paz, de esperança.
Na primeira leitura, o profeta Eliseu, ao partilhar o pão que lhe foi oferecido com as pessoas que o rodeiam, testemunha a vontade de Deus em saciar a “fome” do mundo; e sugere que Deus vem ao encontro dos necessitados através dos gestos de partilha e de generosidade para com os irmãos que os “profetas” são convidados a realizar.
O Evangelho repete o mesmo tema. Jesus, o Deus que veio ao encontro dos homens, dá conta da “fome” da multidão que O segue e propõe-Se libertá-la da sua situação de miséria e necessidade. Aos discípulos (aqueles que vão continuar até ao fim dos tempos a mesma missão que o Pai lhe confiou), Jesus convida a despirem a lógica do egoísmo e a assumirem uma lógica de partilha, concretizada no serviço simples e humilde em benefício dos irmãos. É esta lógica que permite passar da escravidão à liberdade; é esta lógica que fará nascer um mundo novo.
Na segunda leitura, Paulo lembra aos crentes algumas exigências da vida cristã. Recomenda-lhes, especialmente, a humildade, a mansidão e a paciência: são atitudes que não se coadunam com esquemas de egoísmo, de orgulho, de auto-suficiência, de preconceito em relação aos irmãos.