Friday, July 24

Sexta-feira da Semana XVI do Tempo Comum


Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_semanal_ver.asp?liturgiaid=959

Entre os elementos que entram na aliança de Deus com o seu povo está o Decálogo, isto é, os Dez Mandamentos, resumo da lei de Deus. Os mandamentos estão aliás no coração de cada homem; eles são aí já a voz de Deus, sempre a fazer ouvir-se. Mas mais e maior que a lei dada por meio de Moisés é a Graça e a Verdade que vieram por Jesus Cristo. Jesus não veio destruir a lei, mas levá-la à perfeição.
Jesus dá a explicação da parábola do semeador. A semente é sempre boa, porque é a palavra de Deus, mas o fruto depende do acolhimento que a terra lhe dá, da atenção que ela encontra no coração de cada homem.

Wednesday, July 22

Santa Maria Madalena


Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_semanal_ver.asp?liturgiaid=959


Maria Madalena é uma personagem feminina do Novo Testamento. Provavelmente natural de Magdala (daí o nome Madalena), foi uma das piedosas mulheres que acompanhavam Jesus, que a havia libertado de sete demónios. Assistiu à crucifixão e à deposição de Cristo e foi testemunha da Ressurreição do Mestre. Tradicionalmente é identificada com a anónima pecadora arrependida de que fala Lucas, aquela que perfumou os pés de Jesus, banhou-os com as suas lágrimas e enxugou-os com os próprios cabelos; a sua figura representa, para a cristandade, o símbolo da penitente. A Igreja romana, seguindo são Gregório Magno, além de a identificar com a pecadora, também a confunde frequentemente com Maria de Betânia, irmã de Lázaro, e celebra as três Marias com uma única festa. A Igreja grega, ao contrário, seguindo Orígenes, distingue as três figuras, celebrando três festas diferentes.

Tuesday, July 21

Terça-feira da Semana XVI do Tempo Comum



Reflexão
Todos temos a imensa alegria de podermos pertencer à família de Jesus, na medida em que cumprirmos a vontade divina. Jesus deu-nos exemplo quando disse que o seu alimento era fazer a vontade do Pai.
Os egípcios, ao perseguirem os filhos de Israel, foram dizimados. Pelo contrário, os filhos de Israel receberam muitos benefícios da parte do Senhor, quando Moisés executou aquilo que Deus lhe mandara fazer. Para cumprirmos a vontade de Deus, escutemos a sua palavra e procuremos levá-la à prática.

Saturday, July 18

Pensamento do dia: 18-07-2015

Queres ser feliz? Aprende primeiro a sofrer. (Ivan Turgueniev: 1818-1883)

Friday, July 17

Sexta-feira da Semana XV do Tempo Comum



Reflexão
A leitura do Livro do Êxodo passa agora à celebração da ceia pascal, à libertação do povo de Israel do Egipto. A ceia pascal judaica prefigura a Páscoa de Jesus. Na véspera da sua passagem deste mundo para o Pai, Ele instituiu, a partir daquela ceia pascal judaica, a Ceia da nova Aliança, não com o sangue do cordeiro pascal que Moisés já imolara, mas com o seu próprio Sangue, pois é Ele o verdadeiro Cordeiro pascal. É a festa da libertação, mesmo no seio da opressão. O que Moisés prescreveu para essa noite é o que se cumpre, ainda hoje, no ritual tradicional da ceia pascal hebraica, com que se comemora a libertação dos Hebreus na noite da Páscoa. É também o rito subjacente à última ceia de Jesus com os Apóstolos, antes da sua morte e da nossa missa.

Tuesday, July 14

Terça-feira da Semana XV do Tempo Comum




Reflexão
Como mandara o faraó, todos os recém-nascidos eram afogados no rio Nilo. Mas Deus, que é Aquele que verdadeiramente dirige a história, está atento à sorte de um desses meninos, Moisés, que, de modo inesperado e surpreendente é salvo das águas. Este menino, salvo da morte, será o salvador do seu povo. Moisés é abandonado num cesto de papiro, no lugar onde a filha do faraó costuma ir banhar-se. Ao ver o menino, enternece-se e decide adoptá-lo como filho. Entretanto, a irmã de Moisés, Maria, convence a filha do faraó a procurar uma mãe de leite entre as mulheres israelitas. Acaba por ser a verdadeira mãe a alimentar o pequeno Moisés.
Depois do desmame, a princesa do Egipto a criança para a corte, fazendo dela um filho e dando-lhe o nome de Moisés. Mais tarde, Moisés dá-se conta da sorte dos seus irmãos Hebreus e toma a sua defesa.

Monday, July 13

Segunda-feira da Semana XV do Tempo Comum


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Reflexão
O Livro do Êxodo dá continuidade ao do Génesis, e descreve a situação dos israelitas no Egipto e a sua saída desse país, para eles terra de escravidão. Êxodo significa precisamente saída. É um livro de interesse excepcional na história do povo de Deus. Todo ele está impregnado da grande profissão de fé no Senhor, Deus único, que fez sair Israel do Egipto. Esta libertação do povo de Deus do país da escravidão, é a figura antecipada e anunciadora da futura Páscoa de Jesus Cristo, libertadora do povo que Deus veio a congregar na sua Igreja.
Cristo é, no mundo, sinal de contradição. Os critérios do reino não se compadecem com a estreiteza dos nossos limites humanos. Ele vem trazer a paz, mas muitos, que não compreenderão essa sua missão, até por causa d’Ele se hão-de envolver em guerra e perseguir quem O quisera seguir.

Friday, July 10

Sexta-feira da Semana XIV do Tempo Comum




Reflexão
O reencontro de José com os seus irmãos e a reunificação da família de Jacob é o tema central da longa história do Génesis. O itinerário de Jacob torna-se uma última etapa decisiva na história da salvação de Israel. É uma caminhada que aguarda a sua realização no regresso à terra de Canaã. Essa nova etapa será aberta pelo livro do Êxodo. O Senhor renova as suas promessas a Jacob; estará com o povo no Egipto, e estará com ele também no êxodo futuro.
Jesus dá algumas instruções aos Apóstolos em ordem à sua actividade missionária, põe-os de sobreaviso em relação às perseguições futuras que virão a sofrer, como Ele as havia de sofrer também. Mas promete-lhes a sua presença junto deles até ao fim, depois de lhes fazer compreender que o testemunho que eles derem é já antecipação do último juízo de Deus. Não foi fácil a missão dos Apóstolos, como ainda hoje o não é a da Igreja. A palavra de Deus desencadeia sempre, ao lado do bom acolhimento de alguns, a indiferença, a irritação e até a perseguição de muitos.

Thursday, July 9

Quinta-feira da Semana XIV do Tempo Comum

 


Reflexão
Na primeira parte do texto que escutamos, Judá, desconhecendo estar na presença do irmão José, tenta persuadi-lo a ficar com ele e não com Benjamim, por causa da promessa feita ao pai. Na segunda parte narra o modo como José se deu a conhecer aos irmãos. A atitude e as palavras de Judá, assinalam uma verdadeira mudança, uma conversão. Ele, com os irmãos, não teve escrúpulos de vender José aos ismaelitas, mas, agora, não está disposto a deixar Benjamim longe do velho pai. Diante dessa atitude, José acaba por revelar a sua identidade aos irmãos.
Aqueles que Deus envia são portadores da Salvação de Deus o por isso acolhê-los ou rejeitá-los é acolher ou rejeitar Aquele de quem são mensageiros. Os discípulos devem anunciar a presença do Reino, tal como fizera João Baptista e Jesus. Quem acreditar que o Reino é o Senhor, e viver como Ele, torna-se “sinal” da sua presença e pode realizar curas, ressuscitar mortos, curar leprosos, expulsar demónios.

Wednesday, July 8

Quarta-feira da Semana XIV do Tempo Comum




Reflexão
Encarna a imagem do sábio, tal como os egípcios a entendiam: um homem que pela sua sabedoria ascende a altos cargos e os desempenha com destreza e é imagem de todo o homem que, na fé, sabe que Deus não abandona os seus eleitos. Tendo obtido o mais elevado sucesso, não aproveita para exercer qualquer vingança sobre os irmãos. O seu modo de agir tem por objectivo levar os irmãos a um profundo exame de consciência sobre o que tinham feito contra ele e a dar-se conta de que a vida não pode gastar-se na violência. José é figura de Jesus, o Salvador de seus irmãos, a quem perdoa e dá o alimento.
No Evangelho, aparece a lista dos doze Apóstolos. Este número corresponde no Novo Testamento aos doze patriarcas das doze tribos de Israel do Antigo Testamento. Jesus, novo Moisés, funda o novo povo de Deus, a Igreja. O povo de Deus na Igreja é o ponto de chegada do povo eleito que vinha já do Antigo Testamento. Os Doze são enviados e levam em si a própria missão de Jesus e são chamados para estarem com o Senhor e ser enviados por Ele aos irmãos.

Tuesday, July 7

Terça-feira da Semana XIV do Tempo Comum


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Reflexão
Na estranha personagem com quem entra em luta, Jacob descobre a presença do próprio Deus, e não descansa enquanto d’Ele não obtém a bênção. Este acontecimento misterioso, pretende, em última análise, explicar o significado do nome de Israel, forte contra Deus, e indicar que a bênção que Jacob recebe de Deus se estenderá a todo o povo que levará o seu nome, o povo de Israel.
Para ser capaz de reconhecer a intervenção de Deus é necessário ter-se um coração simples, como o de uma criança. Foi assim já no tempo de Jesus: os simples tinham fé, os entendidos negavam-se até ao que era evidente. Jesus nem por isso desiste de anunciar o reino de Deus; só lamenta que poucos se entreguem ao trabalho que este reino exige. Mas esses serão sempre um dom de Deus; é necessário, pois, pedir que Ele os envie. Sem a luz da Palavra de Deus, os homens transviam-se e perdem-se.

Monday, July 6

Segunda-feira da Semana XIV do Tempo Comum




Reflexão

Na noite que passou nos campos de Betel (Casa de Deus) a caminho da casa do seu tio Labão, Jacob dormiu e teve o célebre sonho da escada que ligava a Terra ao Céu por onde subiam e desciam Anjos de Deus. E Deus falou-lhe para renovar, a ele, a promessa já feita a Abraão, de lhe dar aquela mesma terra em herança. Assim se vai actualizando de geração em geração a promessa de Deus.
Jesus faz dois milagres, um para salvar na doença, outro para livrar da morte, dois sinais de que Ele é quem salva e dá a vida, de que Ele tem a Vida em Si mesmo, de que Ele mesmo é a Vida. No reino de Deus, a morte deixará de existir, e não mais haverá luto. Os milagres de Jesus são sinais desse reino, que já começou, mas que ainda se não revelou em toda a sua plenitude.

Thursday, July 2

Quinta-feira da Semana XIII do Tempo Comum




Reflexão
Pela fé, Abraão posto à prova ofereceu Isaac, seu filho único, que havia recebido as promessas. Pensava ele que Deus era até capaz de ressuscitar alguém de entre os mortos; e assim ele recobrou o filho, como figura das realidades futuras (Hebr 11, 17-19). O relato do sacrifício de Isaac, uma obra-prima da arte narrativa da Bíblia, engloba diversos pontos fortes, amplamente sobrepostos: prova da fé de Abraão, rejeição do sacrifício humano, promessa de descendência, terra e bênção, fio condutor das tradições patriarcais. Estamos perante uma provação pela qual Deus experimenta a fé e a obediência de Abraão, que prontamente responde Aqui estou! e toma o filho muito amado para cumprir a paradoxal exigência de Deus.
Vendo Jesus a fé deles, disse ao paralítico: Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados. Jesus tem poder para perdoar os pecados. A cura do paralítico prova-o e sabe o que os escribas estavam a pensar, sem que ninguém lho tivesse dito.
Muitas pessoas dão a vida para eu ter a vida. Vou reconhecer o bem que me fazem os que estão a meu lado. E vou recolher-me nas palavras de Jesus: Filho, tem confiança; os teus pecados estão perdoados.

Wednesday, July 1

Quarta-feira da Semana XIII do Tempo Comum


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Reflexão
O confronto do filho da escrava com o filho da esposa de Abraão faz-nos compreender o amor com que Deus olha para nós, de quem fez filhos seus, por pura misericórdia, não por mérito nosso. Assim, Ele Se revelara já no nascimento de Isaac, e ainda, embora de outra maneira, nas promessas feitas a Ismael.
O objectivo desta narrativa é mostrar que o projecto de Deus avança, apesar da mesquinhez humana.
O importante do Evangelho é o triunfo de Jesus sobre os demónios. Realizando este exorcismo em terra pagã, Jesus antecipa a vitória do seu Mistério Pascal do fim dos tempos, que há-de pôr termo a toda a acção demoníaca sobre os homens remidos com o seu sangue.
Pretende descrever um encontro de Jesus com os pagãos, dominados pelas forças do mal, mas enquanto o centurião acreditou e aceitou Jesus, os habitantes de Gádara não crêem e rejeitam-no.

Tuesday, June 30

Terça-feira da Semana XIII do Tempo Comum




Reflexão
Sodoma e Gomorra são o símbolo do pecado e da impiedade, e o castigo que sofreram manifesta que Deus não pode pactuar com o mal, mas que, mesmo no meio das maiores catástrofes, Ele sabe sempre salvar e libertar. Sodoma, e a sua terrível destruição, realçam o contraste entre a hospitalidade de Abraão e a falta de hospitalidade dos seus habitantes. Lot, que escolheu a melhor parte, perde tudo: terra, bens, mulher.
Abraão tendo confiado na promessa de Deus, terá uma descendência numerosa e possuirá a terra.
Mateus refere o episódio da tempestade acalmada. A Igreja é uma barca em tormenta, onde está Jesus e os discípulos. Dizer a Jesus: Desperta, Senhor, porque dormes? e Senhor, salva-nos, que perecemos!, significa reencontrar-se como crentes, como fiéis, como discípulos, e encontrar Jesus como Senhor e Cristo. Na sua presença não há tempestade, não há paixão, não há morte que resistam. A sua autoridade e o seu poder restauram a ordem da graça. Os discípulos nem sempre correspondem com fé e confiança ao senhorio de Jesus.
Os discípulos mostraram-se homens de pouca fé, ao pensarem que Jesus a dormir não os poderia salvar! Homens de pouca fé, também nós o somos, quando, no meio das calamidades da vida, não percebemos que o Senhor continua presente e não O invocamos, a Ele que está sempre pronto a salvar-nos.

Monday, June 29

Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos


Liturgia da Palavra

Leitura dos Actos dos Apóstolos (Actos 12, 1-11)
Naqueles dias, o rei Herodes começou a perseguir alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João, e, vendo que tal procedimento agradava aos judeus, mandou prender também Pedro. Era nos dias dos Ázimos. Mandou-o prender e meter na cadeia, entregando-o à guarda de quatro piquetes de quatro soldados cada um, com a intenção de o fazer comparecer perante o povo, depois das festas da Páscoa. Enquanto Pedro era guardado na prisão, a Igreja orava instantemente a Deus por ele. Na noite anterior ao dia em que Herodes pensava fazê-lo comparecer, Pedro dormia entre dois soldados, preso a duas correntes, enquanto as sentinelas, à porta, guardavam a prisão. De repente, apareceu o Anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela da cadeia. O Anjo acordou Pedro, tocando-lhe no ombro, e disse-lhe: «Levanta-te depressa». E as correntes caíram-lhe das mãos. Então o Anjo disse-lhe: «Põe o cinto e calça as sandálias». Ele assim fez. Depois acrescentou: «Envolve-te no teu manto e segue-me». Pedro saiu e foi-o seguindo, sem perceber a realidade do que estava a acontecer por meio do Anjo; julgava que era uma visão. Depois de atravessarem o primeiro e o segundo posto da guarda, chegaram à porta de ferro, que dá para a cidade, e a porta abriu-se por si mesma diante deles. Saíram, avançando por uma rua, e subitamente o Anjo desapareceu. Então Pedro, voltando a si, exclamou: «Agora sei realmente que o Senhor enviou o seu Anjo e me libertou das mãos de Herodes e de toda a expectativa do povo judeu».

Salmo 33 (34)
Refrão: O Senhor libertou-me de toda a ansiedade.

A toda a hora bendirei o Senhor,
o seu louvor estará sempre na minha boca.
A minha alma gloria-se no Senhor:
escutem e alegrem-se os humildes.

Enaltecei comigo ao Senhor
e exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,
libertou-me de toda a ansiedade.

Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,
o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.
Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,
salvou-o de todas as angústias.

O Anjo do Senhor protege os que O temem
e defende-os dos perigos.
Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que n’Ele se refugia.


Leitura da Segunda Epístola do apóstolo São Paulo a Timóteo (2 Tim 4, 6-8.17-18)
Caríssimo: Eu já estou oferecido em libação e o tempo da minha partida está iminente. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. E agora já me está preparada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me há-de dar naquele dia; e não só a mim, mas a todos aqueles que tiverem esperado com amor a sua vinda. O Senhor esteve a meu lado e deu-me força, para que, por meu intermédio, a mensagem do Evangelho fosse plenamente proclamada e todos os pagãos a ouvissem; e eu fui libertado da boca do leão. O Senhor me livrará de todo o mal e me dará a salvação no seu reino celeste. Glória a Ele pelos séculos dos séculos. Amen.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 16, 13-19)
Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus».


Reflexão
Na Solenidade dos apóstolos S. Pedro e S. Paulo, a liturgia convida-nos a reflectir sobre estas duas figuras e a considerar o seu exemplo de fidelidade a Jesus Cristo e de testemunho do projecto libertador de Deus. Pedro foi o primeiro dos apóstolos. No evangelho, Jesus diz. Tu és Pedro: sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. Pelo facto de Pedro ter sido o primeiro do grupo dos Doze, hoje, o Papa é considerado o sucessor de Pedro. Simão era um pescador, um homem simples, mas um homem apaixonado que viu em Jesus o sentido da sua vida; por isso, seguiu-O. Frágil como nós, experimentou a dificuldade de reconhecer a fé e negou Jesus por três vezes, mas depois, deu testemunho de Jesus, até entregar a sua vida, sendo feito prisioneiro e morrendo mártir em Roma.
Pedro e Paulo são os dois grandes apóstolos, são os fundamentos da Igreja. Foram dois homens simples, cada um com a sua história, com as suas fraquezas e dificuldades; foram testemunhas firmes de Jesus, até dar a vida no martírio em Roma. De Pedro e de Paulo procede a nossa fé que se foi transmitindo de geração em geração na unidade da Igreja. Nós somos homens e mulheres simples, frágeis, por vezes com dificuldade em acreditar e em ser autênticos discípulos de Jesus. Mas em Pedro e Paulo encontramos um modelo, um exemplo, ânimo para sermos verdadeiros discípulos de Jesus, verdadeiros membros da Sua Igreja.

Sunday, June 28

Domingo XIII do Tempo Comum: Jesus é o Senhor da vida


Leituras: Sab 1, 13-15: 2, 23-24; Sal 29 (30), 2 e 4. 5-6. 11-12a e 13b; 2 Cor 8, 7. 9. 13-15; Mc 5, 21-43

O Evangelho mostra-nos Jesus como o Senhor da vida, que está no meio do povo, que nada o impede de fazer o bem, que não impede que os pobres e os desprezados se aproximem d’Ele.
Jesus partilha as angústias do povo e diz-nos que não há nenhuma doença que possa levar as pessoas a sentirem-se rejeitadas pelos irmãos e indignas de se aproximarem de Deus.
Pelo contrário, são nesses momentos que Deus cuida do homem com mais atenção e carinho e que os irmãos devem também fazer o mesmo a quem se encontra em dificuldades ou em estado frágil.
“A tua fé te salvou” deve ser para nós uma certeza em todos os momentos de desânimo, na certeza de que acreditamos neste Deus de amor e de paz.
Acreditar em Jesus Cristo supõe descobri-lo como Senhor da Vida, esperar contra toda a esperança, confiar nEle mesmo quando muitos desistem. Quando tudo à nossa volta for um convite a desfalecer, deixemos que Jesus venha em nosso auxílio e nos possa dizer: “Não temas. Basta teres fé.”
Deus criou-nos para uma vida de relação - Jesus Cristo, nosso Salvador, veio dizer-nos que a vida é um dom, é fruto do amor de Deus. A minha vida é sempre uma vida de relação.
Já começamos o Verão, tempo de descanso, de passeio, de praia, de um maior convívio familiar, de repouso, de retemperar as forças, de festas, de encontros. Não esqueçamos o encontro e a festa com Deus e a atenção àqueles que nos rodeiam. Bom Verão na companhia de Deus!

Friday, June 26

Sexta-feira da Semana XII do Tempo Comum


Liturgia da Palavra

Leitura do Livro do Génesis (Gen 17, 1.9-10.15-22)
Quando Abraão tinha noventa e nove anos de idade, o Senhor apareceu-lhe e disse-lhe: «Eu sou o Deus todo-poderoso. Anda na minha presença e sê perfeito». Deus disse ainda a Abraão: «Guardarás a minha aliança, tu e a tua descendência, de geração em geração. Esta é a aliança que estabeleço contigo e com os teus descendentes e que deveis observar: todos os homens serão circuncidados». Deus disse a Abraão: «A Sarai, tua esposa, nunca mais lhe chamarás Sarai; o seu nome é Sara. Eu a abençoarei e por ela te darei um filho. Eu a abençoarei e ela dará origem a nações; dela sairão reis de povos». Abraão prostrou-se com o rosto em terra e começou a rir, dizendo: «Como pode nascer um filho a um homem de cem anos? Como pode Sara aos noventa anos ser mãe?». Abraão disse a Deus: «Ao menos viva Ismael na vossa presença». Mas Deus respondeu-lhe: «Não é isso. Sara, tua esposa, dar-te-á um filho e tu lhe porás o nome de Isaac. Estabelecerei com ele a minha aliança, como aliança perpétua com a sua descendência. Quanto a Ismael, também te ouvi: Eu o abençoarei e tornarei fecundo e o farei multiplicar-se sem medida. Será pai de doze chefes e farei dele um grande povo. Mas estabelecerei a minha aliança com Isaac, que Sara dará à luz, por este mesmo tempo, no próximo ano». Quando acabou de falar, Deus retirou-se de junto de Abraão.

Salmo 127 (128), 1-2.3.4-5 (R. 4)
Refrão: Será abençoado o homem que teme o Senhor.

Feliz de ti, que temes o Senhor
e andas nos seus caminhos.
Comerás do trabalho das tuas mãos,
serás feliz e tudo te correrá bem.

Tua esposa será como videira fecunda
no íntimo do teu lar;
teus filhos serão como ramos de oliveira
ao redor da tua mesa.

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.
De Sião te abençoe o Senhor:
vejas a prosperidade de Jerusalém
todos os dias da tua vida.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 8, 1-4)
Ao descer Jesus do monte, seguia-O uma grande multidão. Veio então prostrar-se diante d’Ele um leproso, que Lhe disse: «Senhor, se quiseres, podes curar-me». Jesus estendeu a mão e tocou-o, dizendo: «Eu quero: fica curado». E imediatamente ficou curado da lepra. Disse-lhe Jesus: «Não digas nada a ninguém; mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés ordenou, para que lhes sirva de testemunho».


Reflexão
Deus estabelece com Abraão uma aliança. É este um dos momentos maiores da história da salvação. A circuncisão foi o sinal da aliança com Abraão. Deus apresenta-se a Abraão e pede-lhe para caminhar diante dele e pertencer-Lhe totalmente. A aliança com Deus obriga a pertencer-Lhe, a ser povo de Deus. Abraão, prostrado diante de Deus, recebe a renovação da promessa de uma numerosa descendência. Deus muda-lhe também o nome, de Abrão para Abraão; dar nome a uma pessoa é tomar posse delas.
Ao curar o leproso, Jesus manifesta-Se como Senhor da vida e da morte, cheio de compaixão para com os que sofrem, e ainda como Aquele que reconduz os homens à comunhão na unidade do povo de Deus. Tudo o que por fora acontecer é sinal do que acontece por dentro. A simplicidade que envolve este milagre de Jesus manifesta, por um lado, o poder da palavra do Senhor e, por outro, a força da fé do homem que O invocava.

Thursday, June 11

São Barnabé, Apóstolo


Liturgia da Palavra

Leitura dos Actos dos Apóstolos (Actos 11, 21b-26; 13, 1-3)
Naqueles dias, foi grande o número dos que abraçaram a fé e se converteram ao Senhor. A notícia chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém e mandaram Barnabé a Antioquia. Quando este chegou e viu a acção da graça de Deus, encheu-se de alegria e exortou a todos a que se conservassem fiéis ao Senhor, de coração sincero; era realmente um homem bom e cheio do Espírito Santo e de fé. Assim uma grande multidão aderiu ao Senhor. Então Barnabé foi a Tarso procurar Saulo e, tendo-o encontrado, trouxe-o para Antioquia. Passaram juntos nesta Igreja um ano inteiro e ensinaram muita gente. Foi em Antioquia que, pela primeira vez, se deu aos discípulos o nome de «cristãos». Na Igreja de Antioquia havia profetas e doutores: Barnabé, Simeão, chamado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaen, irmão colaço do tetrarca Herodes e Saulo. Estando eles a celebrar o culto e a jejuar, disse-lhes o Espírito Santo: «Separai Barnabé e Saulo para o trabalho a que os chamei». Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir.

Salmo 97 (98), 1.2-3ab.3c-4.5-6 (R. cf. 2b)
Refrão: O Senhor manifestou a salvação a todos os povos.

Cantai ao Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória.

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.

Os confins da terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.
Aclamai o Senhor, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.

Cantai ao Senhor ao som da cítara,
ao som da cítara e da lira;
ao som da tuba e da trombeta,
aclamai o Senhor, nosso Rei.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 10, 7-13)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus Apóstolos: «Ide e proclamai que está próximo o reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça; dai de graça. Não adquirais ouro, prata ou cobre, para guardardes nas vossas bolsas; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; porque o trabalhador merece o seu sustento. Quando entrardes em alguma cidade ou aldeia, procurai saber de alguém que seja digno e ficai em sua casa até partirdes daquele lugar. Ao entrardes na casa, saudai-a, e se for digna, desça a vossa paz sobre ela; mas se não for digna, volte para vós a vossa paz».


São Barnabé
José, cognominado Barnabé, isto é, filho da consolação, é chamado apóstolo embora não tenha pertencido ao grupo dos Doze. Era membro da comunidade judaica de Chipre, em Jerusalém. Não conheceu pessoalmente Jesus, mas converteu-se logo nos primeiros anos do Cristianismo, e teve um papel importante na expansão da Igreja. Daí ser chamado apóstolo. Foi ele que apresentou Paulo à comunidade de Jerusalém, garantindo-lhe a sua recente conversão. Conduziu Paulo a Antioquia, apresentando-o também lá à comunidade dos fiéis. Acompanhou o Apóstolo na sua primeira viagem missionária, cerca do ano 60. Depois, separou-se de Paulo, regressando a Chipre onde terá sido martirizado no ano 60.

Wednesday, June 10

Santo Anjo da Guarda de Portugal


Liturgia da Palavra

Leitura da Profecia de Daniel (Dan 10, 2a, 5-6.12-14ab)
Naqueles dias, ergui os olhos e vi um homem vestido de linho, com um cinturão de ouro puro. O seu corpo era semelhante ao topázio e o rosto tinha o fulgor do relâmpago; os olhos eram como fachos ardentes, os braços e as pernas eram brilhantes como o bronze polido e o som das suas palavras era como o rumor duma multidão. Ele disse-me: «Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração para compreender e te humilhaste diante do teu Deus, as tuas palavras foram ouvidas. É por causa das tuas palavras que eu venho. O chefe do reino da Pérsia resistiu-me durante vinte e um dias. Então Miguel, um dos chefes principais, veio em meu auxílio. Eu estive lá, a fazer frente ao chefe dos reis da Pérsia, e vim para te explicar o que vai suceder ao teu povo, no fim dos tempos».
Salmo 90 (91)
Refrão: O Senhor mandará aos seus Anjos que te guardem em todos os teus caminhos.

Tu, que habitas sob a protecção do Altíssimo,
moras à sombra do Omnipotente.
Ele te livrará do laço do caçador
e do flagelo maligno.

Não temerás o pavor da noite,
nem a seta que voa de dia;
nem a epidemia que se propaga nas trevas,
nem a peste que alastra em pleno dia.

Nenhum mal te acontecerá,
nem a desgraça se aproximará da tua morada.
Porque o Senhor mandará aos seus Anjos
que te guardem em todos os teus caminhos.

«Porque confiou em Mim, hei-de salvá-lo;
hei-de protegê-lo, pois conheceu o meu nome.
Quando Me invocar, hei-de atendê-lo,
estarei com ele na tribulação,
hei-de libertá-lo e dar-lhe glória».

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 2, 8-14)
Naquele tempo, havia naquela região uns pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos. O Anjo do Senhor aproximou-se deles e a glória do Senhor cercou-os de luz; e eles tiveram grande medo. Disse-lhes o Anjo: «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura». Imediatamente juntou-se ao Anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados».


Santo Anjo da Guarda de Portugal
Os anjos, que fazem parte do mundo invisível a que se estende também a acção criadora de Deus, vivem inteiramente dedicados ao louvor e ao serviço de Deus. A inteligência humana tem dificuldade em exprimir a natureza dessas criaturas espirituais. A sua missão, porém, é-nos conhecida através da Bíblia, que, em tantos passos, dá testemunho acerca da existência dos Anjos.
Em Portugal a devoção ao Anjo da Guarda é muito antiga. Tomou, porém, incremento especial com as aparições do Anjo, em Fátima, aos Pastorinhos. Pio XII mandou inserir esta comemoração no Calendário Litúrgico português.
Mensageiros de Deus, em momentos decisivos da História da Salvação, os Anjos estão encarregados da guarda dos homens e da proteção da Igreja. A fé cristã crê também possuir cada nação em particular um Anjo encarregado de velar por ela. Peçamos ao Anjo de Portugal que nos livre de todas as adversidades, nos defenda nas adversidades, dirija os nossos passos, como nação, no caminho da salvação e da paz.