Thursday, January 31

Pensamento do dia: 31-01-2013

A nossa maior tragédia é não saber o que fazer com a vida. (José Saramago - 1922-2010)

Quinta-feira da Semana III do Tempo Comum


O escritor sagrado faz um grande apelo à fidelidade. São muitos os motivos da nossa esperança e, por isso, não tem sentido o desânimo nem pode haver lugar para desleixos. Jesus Cristo, o Sacerdote da nova Aliança, abriu o caminho a todos para chegarmos ao Santuário celeste. Toda a nossa vida sobre a terra há-de ser avançar, na fé, na esperança e na caridade, para esse Santuário, vivendo na Casa de Deus, que é a Igreja, na prática das boas obras, fiéis à assembleia litúrgica, onde a fé se anima e a comunidade se constrói. Chama a todos irmãos porque todos foram redimidos pelo sangue de Cristo, podem entrar em comunhão vital com Ele e uns com os outros.

No Evangelho, temos quatro pequenas parábolas resumidas. São afirmações genéricas, que podem ter aplicação em circunstâncias diversas, mas aqui parecem aplicar-se à atitude que se deve ter diante da doutrina de Jesus, a luz que é preciso difundir, generosamente, de mãos largas, que isso aproveitará a quem a recebe e a quem a dá. A palavra de Deus é como uma lâmpada; o seu sentido deve ser revelado, para que sejam manifestos aos homens os desígnios de Deus. O Evangelho é para todos na comunidade.

Wednesday, January 30

Pensamento do dia: 30-01-2013

A alegria não está nas coisas, senão em nós. (Richar Wagner - músico e poeta alemão, 1813-1883)

Quarta-feira da Semana III do Tempo Comum


Antes de Cristo, repetiam-se os sacrifícios, porque nenhum deles tinha alcance universal e eterno. Jesus, porém, ofereceu-Se a Si mesmo, e este seu sacrifício tem valor infinito, porque é o sacrifício do Filho de Deus. Por isso, Ele santifica, de uma vez para sempre, os homens que a Ele se queiram submeter, obtém-lhes o perdão dos seus pecados e garante-lhes participação na glória celeste. Esta é a Aliança nova e eterna, mais eficaz do que qualquer das alianças anteriores, que sempre se encaminhavam para este momento definitivo.

As parábolas são histórias aparentemente simples, mas com um elemento-surpresa e uma conclusão inesperada que convidam a procurar um segundo significado, para além do imediato. Esta parábola diz-nos que o Messias está próximo e descreve a abundância de graça do Reino messiânico, procura sublinhar a importância que tem o tornar-se discípulo na escola de Jesus para poder compreender-se o que é o Reino de Deus e nele entrar.
Na Sagrada Escritura não recebemos uma palavra humana mas aquilo que na realidade é: a Palavra de Deus. Procuremos ouvi-la e meditá-la com regularidade, para que não caia nos três primeiros terrenos da parábola.

Tuesday, January 29

Pensamento do dia: 29-01-2013

A alegria é o secreto gigante do Cristianismo. (Gilbert Chesterton - escritor britânico, 1874-1936)

Terça-feira da Semana III do Tempo Comum


Continuando a comparação, entre o sacrifício de Cristo e os sacrifícios do Antigo Testamento, a leitura mostra como o que dá sentido e valor à oblação de Jesus e faz dessa oblação um sacrifício novo, e de uma ordem absolutamente superior, é a atitude profunda do coração do Senhor, o amor que Ele tem ao Pai e que se manifesta na obediência à vontade d’Ele. Assim, o autor põe na boca de Jesus, desde a sua entrada neste mundo, o versículo do salmo que testemunha essa sua disposição de vir fazer a vontade do Pai.
Jesus veio ao mundo para percorrer o caminho de regresso ao Pai, abrindo também aos homens esse caminho, que é o único que leva à salvação. Sendo Filho de Deus, abaixou-Se à condição humana e fez-se obediente até à morte de cruz. Fomos santificados graças à sua entrega sacrificial obediente.

Nem a família de Jesus parece ter, a princípio, compreendido, em toda a profundidade, a sua pessoa e a sua missão. Mas Jesus, sem negar em nada os laços do sangue, proclama a profundidade ainda maior do parentesco espiritual, fruto da comunhão com a vontade de Deus. Por esta comunhão espiritual todos são chamados a entrar na família do Senhor.
Não podemos ver neste texto qualquer atitude de menosprezo pela Mãe, nem pelos afectos humanos. Todos quantos rodeiam Jesus, ainda que simples curiosos, discípulos hesitantes ou apóstolos tardos em compreender, ou mesmo traidores, são mãe e irmãos. Ser irmão de Jesus, não é questão de sangue, de mérito, mas de graça: Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe, por que se torna filho de Deus.

Monday, January 28

Pensamento do dia: 28-01-2013

As nossas tragédias são sempre de uma profunda banalidade para os outros. (Oscar Wilde - 1854-1900)

Segunda-feira da Semana III do Tempo Comum


Continuando a fazer a comparação entre o culto e a mediação de Cristo e os ritos do Antigo Testamento, a epístola afirma a superioridade absoluta de Cristo sacerdote. O seu sacrifício é único, oferecido de uma vez para sempre; ele atinge o fim dos tempos e inaugura o reino celeste, onde Cristo entrou de uma vez para sempre, como Cabeça do corpo da Igreja. É de lá que ela O espera para que Ele a associe à sua vitória pascal. Cristo é o mediador da nova aliança, sumo sacerdote da nova lei, o mediador entre Deus e a humanidade. Há continuidade entre a antiga e a nova aliança. Jesus não é apenas sacerdote da nova aliança; é também vítima. Na paixão, entregou-se a Deus pelos pecadores. Não ofereceu sangue de outros, mas o seu próprio sangue.

A falta de fé dos adversários de Jesus toca a insensatez, não os deixando reconhecer o reino de Deus presente no meio deles. Não é pelo poder do demónio, mas pelo poder de Deus que Jesus expulsa os demónios e instaura, no meio deste mundo, o reino de Deus. Negá-lo é pecar contra o Espírito Santo. O orgulho cega o homem e não o deixará nunca reconhecer a obra de Deus.
Jesus enfrenta decidida e corajosamente os seus caluniadores para os refutar. Evidencia as suas contradições: se fosse Satanás a expulsar Satanás, não era preciso estar preocupados com ele, porque o seu poder tinha chegado ao fim. Libertar os pecadores do poder de Satanás e da escravidão do pecado era um sinal claro de que Jesus actuava em nome de Deus. Dizer que actuava pelo poder do espírito maligno era blasfemar contra o Espírito Santo.

Friday, January 25

Festa da Conversão de São Paulo


Aguerrido perseguidor dos discípulos de Jesus, Paulo dirigia-se para Damasco, quando, inesperadamente, o Senhor Ressuscitado lhe aparece e Se lhe revela. Vencido pela graça, entrega-se, incondicionalmente a Cristo, que o escolhe para Seu apóstolo e o encarrega de anunciar o Evangelho.
O evento de Damasco articula-se em três momentos: um diálogo de reconhecimento mútuo entre Jesus Ressuscitado e Saulo de Tarso; a conversão de Saulo revelada na pergunta: Que hei de fazer, Senhor?; a missão e torna-se testemunha do que viu e ouviu.
Este encontro marcou profundamente a vida, o pensamento e a acção deste Apóstolo. Paulo descobriu, nesse momento, o poder extraordinário da graça, poder capaz de transformar um perseguidor em Apóstolo. Descobriu também que Jesus Ressuscitado Se identifica com os cristãos (Porque Me persegues?).
Mas este acontecimento foi de grande importância para o desenvolvimento da Igreja. O convertido de Damasco será o Apóstolo que mais virá a contribuir para a expansão missionária da Igreja entre os povos pagãos. Este encontro de Saulo com Jesus representa uma mudança completa da sua vida. A graça de Deus condu-lo à conversão e ao anúncio do Evangelho. Jesus ressuscitado, que ele perseguia, tornou-se o centro da sua espiritualidade e da sua teologia.

Thursday, January 24

S. Francisco de Sales, Bispo e Doutor da Igreja


Nasceu na Sabóia no ano 1567. Ordenado sacerdote, trabalhou muito pela restauração da fé católica na sua pátria. Esse santo oferece-nos a mais perfeita lição do quanto se pode conseguir pela bondade e pela doçura.
Foi Bispo de Genebra, na Suíça, mostrou-se verdadeiro pastor do clero e dos fiéis, instruindo-os com os seus escritos e obras, feito modelo para todos. Viu-se logo cercado pelos calvinistas que, naquele tempo, eram tomados por uma grande aversão contra tudo o que fosse católico. Ao invés de brigar e de se entregar à oposição, S. Francisco de Sales preferiu seguir o caminho de um humanismo suave. Fez valer esta máxima: Mais moscas se caçam com um pingo de mel do que com um barril de vinagre.
Ele passou a vida escrevendo e é o patrono dos jornalistas. Os seus dois livros - Tratado do Amor de Deus e Introdução à Vida Devota lêem-se com a mesma facilidade e interesse como no tempo em que foram escritos.
Fundou a Ordem da Visitação e foi capaz de interpretar o que Deus deseja e o que está no íntimo de cada coração humano.
Morreu em Lião a 28 de Dezembro de 1622, mas foi sepultado definitivamente em Annecy a 24 de Janeiro do ano seguinte.

Quinta-feira da Semana II do Tempo Comum


O sacrifício que Jesus ofereceu na Cruz é único, total e definitivo. Pelo sacrifício de Jesus Cristo, o homem morreu para o pecado e ressuscitou para a vida nova; inaugurou-se então a escatologia, o tempo do fim, os últimos tempos; atingiu-se, em Cristo, a comunhão do homem com Deus.

Jesus é procurado pelos que mais precisam e mostra-Se-lhes como a fonte da vida; por isso, cura os doentes, como sinal de que tinham chegado os tempos anunciados pelos profetas. Mas quer acima de tudo que as pessoas O encontrem na fé, e não vejam n’Ele apenas um simples benfeitor ou uma pessoa que arrasta multidões. A fé há-de nascer no coração e não na exaltação momentânea, fruto de emoção.


Wednesday, January 23

Quarta-feira da Semana II do Tempo Comum


Nesta passagem afirma-se a superioridade do sacerdócio de Cristo sobre o dos sacerdotes da Antiga Aliança, o sacerdócio levítico; Melquisedec é um rei sacerdote, diferente dos sacerdotes da tribo de Levi, a tribo sacerdotal do Antigo Testamento. O silêncio da Sagrada Escritura sobre a sua origem e os seus descendentes faz pensar num sacerdócio eterno, que é aqui tomado como figura do sacerdócio de Cristo.

Jesus procura fazer compreender o sentido profundo das observâncias religiosas, particularmente do descanso do sábado. Entra na sinagoga em dia de sábado. Há um homem doente que O espera e também quem esteja atento para apanhar Jesus em qualquer falha contra a lei. Jesus põe no centro o homem que tinha a mão paralisada e interroga os adversários sobre a liceidade de fazer ou não fazer o bem em dia de sábado. Responde com um silêncio eloquente, que causa tristeza a Jesus. Jesus continua fielmente o seu serviço profético, insistindo numa instituição sabática que sirva o homem. Fazer bem ao homem, exigirá a Deus o preço da eliminação do seu Filho.

Tuesday, January 22

Pensamento do dia: 22-01-2013

A mais bela tarefa dos homens é a tarefa de unir os homens. (Saint-Exupéry)

São Vicente de Saragoça, Diácono e Mártir

Vicente de Saragoça foi um mártir do início do século IV que sofreu o martírio em Valência (Espanha). É o santo padroeiro de Lisboa.
Durante o Império de Diocleciano, o delegado imperial Daciano moveu na Ibéria uma perseguição aos cristãos. Vicente recusou oferecer sacrifícios aos deuses e foi cruelmente martirizado até à morte, que terá ocorrido em 304.
É representado de modos diversos: com palma e evangeliário, com uma barca e um corvo, porque, de acordo com a tradição, quando, em 1173, o rei Afonso Henriques ordenou que as relíquias do santo fossem trazidas do Cabo de S. Vicente, junto a Sagres, para a cidade de Lisboa, duas daquelas aves velaram o corpo do santo que seguia a bordo da barca. É padroeiro dos vinhateiros e profissões afins.

Terça-feira da Semana II do Tempo Comum


Diante da dureza da vida e das provações a que a sua fé está sujeita, os cristãos não hão-de perder a coragem ou cair na apatia ou no desespero; antes, corajosos e firmes, hão-de apoiar-se, em todas as circunstâncias, na fidelidade de Deus às suas promessas. Para nos fazer acreditar nelas, Deus até as quis garantir com um juramento. Por isso, da fé nasce a esperança, que é aqui comparada a uma âncora, garantia de segurança inabalável. Jesus é o Sumo-sacerdote, prefigurado em Melquisedec, que penetrou no santuário, nos céus, e está sentado à direita do Pai sempre a interceder por nós.

A lei do sábado, no Antigo Testamento, e o descanso que lhe estava ligado, tinha um sentido que encontrava em Jesus a sua plenitude. Ele é Senhor do sábado: Ele é a Paz, o encontro do homem com Deus, o repouso em Deus. Este Evangelho realça a autoridade definitiva de Jesus e um dos princípios centrais do Evangelho: Jesus não veio condenar o homem, mas salvá-lo de toda a alienação e toda a lei, mesmo a mais sagrada, é em função do homem e não vice-versa.

Monday, January 21

Santa Inês, Virgem e Mártir

A Igreja venera hoje uma santa muito conhecida e amada: Santa Inês. Ela é, sem dúvida, a mais famosa de todas as virgens e mártires dos primeiros tempos do cristianismo.
Na idade de treze anos, recebeu uma proposta de casamento por parte do filho do prefeito de Roma, apaixonado pela sua beleza. Inês pertencia à nobreza romana. Mas era cristã e queria dar a Cristo todos os seus dons, juntamente com a vida.
Conta a história que, por vingança, ela foi condenada à fogueira. E o povo acrescenta que o fogo não tocou nem mesmo os seus longos e belos cabelos. Decidiram então os algozes decepar-lhe a cabeça e assim morreu (passou definitivamente para a verdadeira Vida, com Cristo, no Reino do Pai).
O Papa São Dâmaso escreveu sobre Santa Inês, exaltando-lhe as virtudes e propondo-a como modelo para as jovens cristãs de todos tempos. Adornou com versos o seu sepulcro e muitos santos Padres, seguindo S. Ambrósio, celebraram os seus louvores.

Segunda-feira da Semana II do Tempo Comum


Jesus é o Sumo-Sacerdote da Nova Aliança, semelhante aos sacerdotes da Aliança antiga no facto de ser homem, capaz de Se compadecer de seus irmãos, e de sofrer com eles e por eles; mas superior aos sacerdotes da lei antiga, porque é o próprio Filho de Deus, consagrado Sacerdote pelo mistério da sua Encarnação, fruto da acção do Espírito Santo, e obediente à vontade do Pai, até à morte. Cristo deu-nos exemplo de obediência: Apesar de ser filho aprendeu, de quanto sofrera, o que é obedecer, aprendeu, pelo sofrimento, o que é obedecer. Com orações e súplicas, com grande clamor e lágrimas, realiza a oferta de Si mesmo e agrada ao Pai pela respeitosa submissão à sua divina vontade. Então, o Pai torna-O perfeito, capaz de obter a salvação para todos aqueles que acolhem a sua Palavra. A sua experiência de sofrimento ensinou-Lhe o que significa para o homem a obediência a Deus enquanto dura a vida terrena, o sacrifício e a dor que a fidelidade a Deus lhe acarretam e é capaz de solidarizar-se com eles.
A novidade da Boa-Nova, do Evangelho, que Jesus vem proclamar, custa a ser compreendida pelos homens, que só ouvem as palavras e não chegam a compreender-lhes o sentido. A presença de Jesus no meio dos seus discípulos era qualquer coisa de novo, e muito maior do que todos os anúncios proféticos anteriores à sua vinda. Todos eles O anunciavam. Mas os discípulos só agora começavam a ter essa experiência e, em Jesus, a entrar numa aliança nova com Deus, que era para eles como a alegria de um noivado. Um dia virá a ausência do Noivo, a hora em que Ele for levado à morte. Então jejuarão, jejum este que está na origem do jejum pascal da Igreja.

Rezar a Palavra
Não posso jejuar quando o meu coração pula de alegria por te encontrar, por te acolher em mim, por experimentar que me salvas da mesquinhez da minha vã maneira de pensar e de viver. Hoje sou um homem livre e feliz. Tu vieste a mim e transformaste tudo numa vida nova que venceu o mal e apagou o pecado. Que eu seja capaz de traduzir esta alegria para renovar em ti, todos os irmãos.

Sunday, January 20

Domingo II do Tempo Comum


A liturgia de hoje apresenta a imagem do casamento como imagem que exprime de forma privilegiada a relação de amor que Deus (o marido) estabeleceu com o seu Povo (a esposa). A questão fundamental é, portanto, a revelação do amor de Deus.
A primeira leitura define o amor de Deus como um amor inquebrável e eterno, que continuamente renova a relação e transforma a esposa, sejam quais forem as suas falhas passadas. Nesse amor nunca desmentido, reside a alegria de Deus.
O Evangelho apresenta, no contexto de um casamento (cenário da aliança), um sinal que aponta para o essencial do programa de Jesus: apresentar aos homens o Pai que os ama, e que com o seu amor os convoca para a alegria e a felicidade plenas.
A segunda leitura fala dos carismas – dons, através dos quais continua a manifestar-se o amor de Deus. Como sinais do amor de Deus, eles destinam-se ao bem de todos; não podem servir para uso exclusivo de alguns, mas têm de ser postos ao serviço de todos com simplicidade. É essencial que na comunidade cristã se manifeste, apesar da diversidade de membros e de carismas, o amor que une o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Friday, January 18

Sexta-feira da Semana I do Tempo Comum


O repouso, como termo da caminhada do povo de Deus, é a vida eterna. Este repouso, que foi para os israelitas do Antigo Testamento a Terra Prometida, é a pátria celeste, onde Jesus entrou pela sua passagem pascal. A leitura exorta-nos a sermos fiéis à Boa Nova que recebemos, para que não nos aconteça como aconteceu a muitos do antigo povo de Deus, que, por causa da sua infidelidade, não chegaram a entrar no repouso da Terra da Promessa. Enquanto dura o hoje, há que não deixar endurecer o coração, afastando-se de Deus pela incredulidade. Voltar à incredulidade era quebrar relações com Deus, pecar contra a luz, recusar percorrer o único caminho que pode levar à luz e à vida, ao repouso de Deus. A promessa feita a Israel continua válida para os crentes em Cristo, mas a boa nova anunciada por Deus deve ser acolhida na fé que exige compromisso perseverante, a nível pessoal, mas também a nível eclesial, é na comunidade que a Palavra é transmitida.

Marcos oferece-nos um exemplo concreto da sua palavra actuante. Quatro homens conduzem a Jesus um paralítico. Esta iniciativa contrasta com o imobilismo dos escribas sentados, a tentarem surpreender Jesus em alguma palavra ou gesto contra a Lei. O milagre confirma a palavra de Jesus, o seu poder de reconciliação dos homens com Deus. A atenção é deslocada de um mal físico para o pecado que paralisa o homem, impedindo-o de avançar segundo o projecto de Deus. Os escribas compreendem o alcance das palavras de Jesus. mas não estão dispostos a aceitar uma tal blasfémia, porque só Deus pode perdoar os pecados. Jesus reage reforçando a sua afirmação: Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar os pecados, Eu te ordeno: levanta-te. O perdão dos pecados anda sempre ligado à Boa Nova do Reino de Deus. O perdão dos pecados é a primeira libertação de que o homem precisa para poder sair do círculo fechado em que o Mal o envolve e o angustia. A cura do paralítico é uma síntese da palavra pregada por Jesus. O reino de Deus está próximo, porque Deus decidiu oferecer o seu perdão aos homens, em Jesus. Esse perdão introduz o homem todo, corpo e espírito, na salvação. Só com a ajuda de outros que, salvos pela misericórdia de Deus, se dispõem a ajudar os irmãos.

Thursday, January 17

Pensamento do dia: 17-01-2013

A alegria é a pedra filosofal que tudo converte em ouro. (Benjamim Franklin - filósofo e físico dos Estados Unidos, 1706-1790)