Thursday, July 21

Quinta-feira da Semana XVI do Tempo Comum

Leituras e Reflexão no Portal dos Dehonianos

Outro sinal da presença de Deus no meio do seu povo foi a revelação no monte Sinai: a nuvem, a tempestade, a aparição a Moisés e as palavras comunicadas ao povo por meio de Moisés, sinais precursores de uma realidade mais profunda, a aliança que Deus quer estabelecer com os homens em Jesus Cristo. O acontecimento é preparado com abundância de pormenores, que servem para realçar a majestade de Deus, a sua absoluta soberania, o respeito que inspira, a atitude de temor e de reverência que suscita no povo. O Deus do Sinai é ainda um Deus que infunde temor, é um Ser que permanece sempre para além e acima de nós e das nossas concepções. É um Deus que revela a bondade, a graça, o perdão, a paternidade divina manifestada em Jesus.
Uma parábola é como uma paisagem ou uma história que pode ver-se só como paisagem ou escutar-se só como história, ou compreender-lhe o seu sentido profundo. Para a entender é necessário pedir ao Mestre a explicação, penetrar dentro do sentido profundo que ela pretende comunicar, porque ela é sempre uma revelação do mistério da salvação. Que pretendia Jesus, ao servir-se de parábolas que os seus ouvintes não podiam entender? Há quem esteja disponível e há quem resista à palavra de Jesus. Há quem se converta e atinja a bem-aventurança e há quem não se converta, ouvindo sem compreender e vendo sem perceber.
Jesus convida a entrar no seu Reino, por meio de parábolas, um elemento muito característico do seu ensino: Jesus e a presença do Reino neste mundo estão secretamente no coração das parábolas. É preciso entrar no reino, quer dizer, tornar-se discípulo de Cristo, para conhecer os mistérios do seu Reino.

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