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Friday, August 7

Sexta-feira da Semana XVIII do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3031
 
Reflexão
Jesus propõe três condições a quem quiser segui-Lo: negar-se a si mesmo; carregar com a própria cruz; seguimento incondicional. Três condições, também por três razões óbvias: perder a vida por Ele é ganhá-la; a vida vale mais do que o mundo inteiro; no juízo de Deus, cada um receberá segundo as suas obras. Projecto de vida estranha ao materialismo de hoje, mas ajustada aos planos de Deus.

Wednesday, August 5

Quarta-feira da Semana XVIII do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3029
 
Reflexão
Pontos de Reflexão - Requisito essencial nos favores de Deus
A mulher cananeia, ou melhor siro-fenícia, insiste na exposição da sua necessidade urgente, a cura da sua filha. A insistência da Cananeia, a sua fé fazem com que Jesus, fazendo um público elogio à sua fé, concede-lhe como ela deseja. Desta forma fica esclarecido que a fé é uma condição de acesso aos favores de Deus, e a salvação é universal. Nesta passagem estão presentes todos os problemas teológicos colocados à Igreja primitiva, isto é o universalíssimo da salvação, pois todos os pagãos também são herdeiros das promessas messiânicas.

Monday, August 3

Segunda-feira da Semana XVIII do Tempo Comum

Liturgia da Palavra - https://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=3027

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 14, 22-36) - (Ano A)
Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-l’O na outra margem, enquanto Ele despedia a multidão. Logo que a despediu, subiu a um monte, para orar a sós. Ao cair da tarde, estava ali sozinho. O barco ia já no meio do mar, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. Na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo. Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais». Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas». «Vem!» – disse Jesus. Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!». Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?». Logo que subiram para o barco, o vento amainou. Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus e disseram-Lhe: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus». Depois fizeram a travessia e vieram para terra em Genesaré. Os homens do lugar reconheceram Jesus e mandaram avisar toda aquela região. Trouxeram-Lhe todos os doentes e pediam que os deixasse tocar ao menos na orla do seu manto. E quantos lhe tocaram foram completamente curados.

Reflexão
A 1ª leitura trata de um profeta falso: anunciava ao povo o que lhe era agradável ouvir, e o povo ia acreditando. De facto, a hora da libertação haveria de chegar, mas não ainda. Por enquanto, o exílio continuava. Por isso, a sua arrogância veio a merecer-lhe o castigo de Deus.
Como novo Moisés, Jesus, depois da multiplicação do pão, sobe à montanha e aí fica em oração ao Pai, nesse diálogo íntimo e profundo, mais do que o de Moisés sobre o Horeb. Depois atravessa o lago sobre as águas e salva Pedro que nelas se afogava por falta de fé. Jesus mostra-Se assim, de novo, Senhor da natureza e das suas leis, para firmar a fé dos discípulos. O milagre não serve apenas para causar admiração, como o seu nome significa, mas para que esta admiração leve à fé e ao amor.

Wednesday, August 7

Quarta-feira da Semana XVIII do Tempo Comum


Reflexão
A mulher cananeia, ou melhor siro-fenícia, insiste na exposição da sua necessidade urgente, a cura da sua filha. A insistência da Cananeia, a sua fé, fazem com que Jesus, fazendo um público elogio à sua fé, concede-lhe como ela deseja. Desta forma fica esclarecido que a fé é uma condição de acesso aos favores de Deus, e a salvação é universal. Nesta passagem estão presentes todos os problemas teológicos colocados à Igreja primitiva, isto é o universalíssimo da salvação, pois todos os pagãos também são herdeiros das promessas messiânicas.

Monday, August 7

Segunda-feira da Semana XVIII do Tempo Comum


Liturgia da Palavra - http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=1618

Reflexão
Jesus teve compaixão da multidão e para alimentá-la multiplicou os pães e os peixes, na perspectiva do reino de Deus. Na fome da multidão espelha-se a longa noite de espera pela liberdade messiânica. Quatro quintos da humanidade passa fome. A miséria, património quotidiano do mundo subdesenvolvido, está à espera dum grito de libertação. O lema da Igreja é a opção fundamental pelos pobres, na fidelidade a Cristo. Em cada missa celebramos a multiplicação dos pães.

Tuesday, August 2

Terça-feira da Semana XVIII do Tempo Comum



Nas crises e dúvidas deve prevalecer a fé
Jesus manifesta-se como Deus e Senhor dos elementos da natureza. A barca dos discípulos é um símbolo clássico da Igreja. Jesus conduz esta travessia de 21 séculos e não a deixará ir ao fundo. Perante as crises, as dú- vidas e o medo, deve prevalecer sempre a fé.

Wednesday, August 5

Quarta-feira da Semana XVIII do Tempo Comum



Reflexão
As leituras de hoje levam-nos a meditar sobre a fidelidade de Deus e a confiança que havemos de ter n’Ele. Deus é fiel às suas promessas. Os exploradores, enviados à terra de Canaã parecem encontrar grandes obstáculos, e o povo receia entrar nela. Pelo contrário, a mulher cananeia, apesar de uma primeira reacção negativa de Jesus, continua a pedir a cura de sua filha. Os primeiros foram impedidos por Deus de entrarem na terra prometida, enquanto a cananeia conseguiu um milagre do Senhor. Quem muito olha para os obstáculos que encontra na vida não progride. Mas, se se lembrar que para Deus não há impossíveis, vai vencendo as dificuldades.

Friday, August 8

Sexta-feira da Semana XVIII do Tempo Comum


Liturgia da Palavra

Leitura da Profecia de Naum (Naum 2, 1.3; 3, 1-3.6-7)
Vede sobre os montes os passos do mensageiro que anuncia a paz. Celebra as tuas festas, Judá, cumpre os teus votos, porque o malfeitor não voltará a passar por ti, ele foi totalmente destruído. O Senhor restaurou o esplendor de Jacob e o esplendor de Israel, porque os salteadores a tinham saqueado, devastando os seus sarmentos. Ai da cidade sanguinária, cheia de perfídia, repleta de despojos, onde não cessa a pilhagem! Ouve-se o estalar do chicote, o estrépito das rodas, o galope dos cavalos, o baloiçar dos carros. Arremetem os cavalos, brilham as espadas, cintilam as lanças. Depois, multidão de feridos, mortos sem conta, cadáveres sem fim, nos quais se tropeça! «Vou cobrir-te de imundície, lançar-te na ignomínia e expôr-te à vergonha pública – diz o Senhor –. Quem te vir fugirá de ti, dizendo: ‘Nínive está devastada! Quem terá compaixão dela?’ Onde encontrarei quem te console’».


Salmo Responsorial: Deut 32, 35cd-36ab.39abcd.41
Refrão: Eu sou o Senhor da morte e da vida.

Está próximo o dia da ruína,
iminente o seu destino,
porque o Senhor defenderá o seu povo,
terá piedade dos seus servos.

Reconhecei agora que Eu sou Deus
e não há outro além de Mim.
Sou o Senhor da morte e da vida:
nada escapa ao meu poder.

Quando desembainhar a minha espada fulgurante,
quando tomar em minhas mãos a sentença,
tirarei desforra dos meus inimigos,
retribuirei aos meus adversários.



Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 16, 24-28)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Pois quem quiser salvar a sua vida há-de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la. Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Que poderá dar o homem em troca da sua vida? O Filho do homem há-de vir na glória de seu Pai, com os seus Anjos, e então dará a cada um segundo as suas obras. Em verdade vos digo: Alguns dos que estão aqui presentes não morrerão, antes de verem chegar o Filho do homem na glória do seu reino».


Reflexão
O profeta é um mensageiro que anuncia boas novas: a cidade opressora, Nínive, tem os seus dias contados, vai cair em ruínas, o povo de Deus voltará aos seus belos dias de paz e de alegria. Mas, libertação total e definitiva, só o Filho de Deus a virá anunciar.
Depois de lhes anunciar a sua Paixão, Jesus ensina aos seus que é preciso segui-l’O também no sofrimento e na morte. Mas Ele virá e também os fará depois participantes na sua glória de Ressuscitado. E este é o maior desejo do homem: viver, superar a morte. Para salvar a vida, o homem dará tudo o mais, porque nada ganhará quem vier a perder a vida.

Thursday, August 7

Quinta-feira da Semana XVIII do Tempo Comum


Liturgia da Palavra

Leitura do Livro de Jeremias
Dias virão, diz o Senhor, em que estabelecerei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma aliança nova. Não será como a aliança que firmei com os seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egipto, aliança que eles violaram, embora Eu exercesse o meu domínio sobre eles, diz o Senhor. Esta é a aliança que estabelecerei com a casa de Israel, naqueles dias, diz o Senhor: Hei-de imprimir a minha lei no íntimo da sua alma e gravá-la-ei no seu coração. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Já não terão de se instruir uns aos outros, nem de dizer cada um a seu irmão: «Aprendei a conhecer o Senhor». Todos eles Me conhecerão, desde o maior ao mais pequeno, diz o Senhor. Porque vou perdoar os seus pecados e não mais recordarei as suas faltas.


Salmo 50 (51)
Refrão: Dai-me, Senhor, um coração puro.

Criai em mim, ó Deus, um coração puro
e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.
Não queirais repelir-me da vossa presença
e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.

Dai-me de novo a alegria da vossa salvação
e sustentai-me com espírito generoso.
Ensinarei aos pecadores os vossos caminhos
e os transviados hão-de voltar para Vós.

Não é do sacrifício que Vos agradais
e, se eu oferecer um holocausto, não o aceitareis.
Sacrifício agradável a Deus é o espírito arrependido:
não desprezeis, Senhor,
um espírito humilhado e contrito.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 16, 13-23)
Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus». Então, Jesus ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Messias. E começou a explicar aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas; que tinha de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. Pedro, tomando-O à parte, começou a contestá-l’O, dizendo: «Deus Te livre de tal, Senhor! Isso não há-de acontecer!» Jesus voltou-Se para Pedro e disse-lhe: «Vai-te daqui, Satanás. Tu és para mim uma ocasião de escândalo, pois não tens em vista as coisas de Deus, mas dos homens».


Reflexão
O texto que hoje escutamos é o testemunho espiritual de Jeremias, síntese do seu pensamento e da sua obra e síntese de toda a literatura profética: o oráculo da nova Aliança, no Livro da Consolação de Jeremias.
Esta nova Aliança será diferente da primeira, a do Sinai: Não será como a aliança que estabeleci com seus pais, quando os tomei pela mão para os fazer sair da terra do Egipto. Enquanto no Sinai as leis foram escritas em tábuas de pedra, eram leis exteriores, que não mudavam o coração do homem, agora são escritas no coração da pessoa, são leis interiores: Imprimirei a minha lei no seu íntimo e gravá-la-ei no seu coração.
Antes de anunciar aos discípulos a sua morte, Jesus pede-lhes um acto de fé n’Ele. É Pedro quem o faz. A este acto de fé, em que Pedro declara: “Tu és o Messias...”, Jesus responde imediata e directamente: Tu és Pedro, recebe de Jesus plena autoridade sobre a comunidade dos discípulos. A Igreja será edificada, como sobre uma rocha, sobre este acto de fé de Pedro. Mas, se Pedro professa a fé no Filho de Deus também recusa que Ele seja o Servo Sofredor porque o seu ponto de vista se opõe ao de Deus, e é obstáculo para Jesus cumprir a vontade do Pai.

Tuesday, August 5

Terça-feira da Semana XVIII do Tempo Comum


Liturgia da Palavra

Leitura do Livro de Jeremias (Jer 30, 1-2.12-15.18-22)
Palavra que o Senhor dirigiu ao profeta Jeremias: Eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: «Escreve num livro todas as palavras que Eu te disse. Assim fala o Senhor: É incurável a tua ferida, a tua chaga não tem remédio. Ninguém se interessa por ti, para defender a tua causa; para uma úlcera há remédios, mas para ti não existe cura. Todos os teus amigos te esqueceram e nem perguntam por ti. Porque Eu te feri como fere um inimigo e o castigo foi severo, por causa das tuas grandes culpas, dos teus inúmeros pecados. Porque te queixas da tua ferida, do teu mal que não tem cura? Foi pelas tuas grandes culpas, pelos teus inúmeros pecados, que Eu te tratei assim». Assim fala o Senhor: «Restaurarei as tendas de Jacob e terei compaixão das suas moradas. A cidade será reconstruída sobre as suas ruínas e a fortaleza reedificada no seu verdadeiro lugar. Deles sairão hinos de louvor e brados de alegria. Multiplicá-los-ei e não mais serão reduzidos; exaltá-los-ei e não mais serão humilhados. Os seus filhos serão como outrora, a sua assembleia será estável diante de Mim e castigarei todos os seus opressores. De entre eles surgirá um chefe, do meio deles sairá um soberano. Chamá-lo-ei e ele virá à minha presença. Aliás, quem arriscaria a vida aproximando-se de Mim? – diz o Senhor – Mas vós sereis o meu povo e Eu serei o vosso Deus».


Salmo 101 (102), 16-18.19-21.29 e 22-23
Refrão: Quando o Senhor restaurar Sião, manifestará a sua glória.

Os povos temerão, Senhor, o vosso nome,
todos os reis da terra a vossa glória.
Quando o Senhor reconstruir Sião
e manifestar a sua glória,
atenderá a súplica do infeliz
e não desprezará a sua oração.

Escreva-se tudo isto para as gerações futuras
e o povo que se há-de formar louvará o Senhor.
Debruçou-Se do alto da sua morada,
lá do Céu o Senhor olhou para a terra,
para ouvir os gemidos dos cativos,
para libertar os condenados à morte.

Os filhos dos vossos servos hão-de permanecer
e a sua descendência se perpetuará na vossa presença,
para ser proclamado em Sião o nome do Senhor
e em Jerusalém o seu louvor,
quando se reunirem todos os reinos
para servirem o Senhor.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 15, 1-2.10-14)
Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns fariseus e escribas, vindos de Jerusalém, e perguntaram-Lhe: «Porque desobedecem os teus discípulos à tradição dos antigos e não lavam as mãos antes de comer?». Jesus chamou a multidão para junto de Si e disse-lhes: «Ouvi-Me e procurai compreender: Não é o que entra na boca que torna o homem impuro. O que sai da boca é que o torna impuro». Então os discípulos aproximaram-se e disseram-Lhe: «Sabes que os fariseus ficaram ofendidos ao ouvirem as tuas palavras?». Mas Jesus respondeu-lhes: «Toda a planta que não foi plantada por meu Pai será arrancada. Deixai-os. São cegos a guiarem cegos. E se um cego guia outro cego, acabam por cair ambos numa cova».

Thursday, August 8

Quinta-feira da Semana XVIII do Tempo Comum


Moisés e Aarão, condutores de Israel, vêem-se, uma vez mais, envolvidos em murmurações por causa da falta de água. Mais uma vez, Moisés e Aarão se voltam para o Senhor, na tenda da reunião, lugar visível da presença e proximidade de Deus. Deus mostra-se condescendente e oferece uma solução miraculosa para a seca, ordenando a Moisés que percuta com a vara o rochedo, donde imediatamente brota água para saciar o povo e os seus rebanhos.

Quem é Jesus? Quem dizem os homens que Ele é? E, vós, quem dizeis que Eu sou? Antes de anunciar aos discípulos a sua morte, Jesus pede-lhes um acto de fé n’Ele. É Pedro quem o faz. A este acto de fé, em que Pedro declara: Tu és o Messias..., Jesus responde imediata e directamente: Tu és Pedro... A Igreja será edificada, como sobre uma rocha, sobre este acto de fé de Pedro.

Wednesday, August 7

Quarta-feira da Semana XVIII do Tempo Comum


As leituras de hoje levam-nos a meditar sobre a fidelidade de Deus e a confiança que havemos de ter n´Ele. Deus é fiel às suas promessas. Os exploradores, enviados à terra de Canaã parecem encontrar grandes obstáculos, e o povo receia entrar nela. Pelo contrário, a mulher cananeia, apesar de uma primeira reacção negativa de Jesus, continua a pedir a cura de sua filha. Os primeiros foram impedidos por Deus de entrarem na terra prometida, enquanto a cananeia conseguiu um milagre do Senhor. Quem muito olha para os obstáculos que encontra na vida não progride. Mas, se se lembrar que para Deus não há impossíveis, vai vencendo as dificuldades.

Monday, August 5

Segunda-feira da Semana XVIII do Tempo Comum


O povo, mais do que olhar para a salvação alcançada, para o dom gratuito de Deus, olha para trás com saudades do Egipto e dos bens de que lá dispunha, esquecendo os sofrimentos. Parecia-lhe melhor continuar escravo no Egipto que livre no deserto, a comer o maná, que não enchia os estômagos. Israel é um povo descontente, incapaz de reconhecer os dons de Deus: a liberdade e o pão descido do céu. A vida no deserto foi para o povo de Israel uma experiência dura e cheia de provações, que ele nem sempre soube vencer.

Ao multiplicar os pães no deserto, Jesus apresenta-Se como o novo Moisés, que alimenta o povo de Deus de maneira miraculosa; este pão é ainda o anúncio do pão eucarístico que, a seu tempo, o Senhor há-de distribuir aos seus.

Wednesday, August 8

Quarta-feira da Semana XVIII do Tempo Comum


O profeta Jeremias, quando tinha de falar duro e censurar o povo, não o fazia por mau humor ou por espírito de pessimismo. Assim agora que chegou o momento de ver a restauração de Israel, convida ao louvor e à acção de graças. Deus quer ser finalmente encontrado na alegria e na acção de graças, que é esta a atitude de quem sabe reconhecê-l’O como o Deus que ama e salva.
Deus forma a identidade do seu povo, dá-lhe uma cidade onde habitar, terra para cultivar e dela tirar o sustento. De todos estes dons, brota a alegria, manifestada ao som de instrumentos e de danças. Esta alegria de Israel vai contagiar as nações vizinhas, que hão-de convergir para Jerusalém e aí louvarão a Deus pela salvação maravilhosamente realizada por Deus.

No Evangelho, a mãe do jovem doente era pagã. No plano de Deus, a missão histórica de Jesus confinar-se-ia ao seu povo; os pagãos a quem frequentemente os judeus deram o tratamento de cães seriam objecto da evangelização feita no futuro pelos Apóstolos. Mas a presença de Jesus despertou a fé desta pagã, e a fé da pagã tocou o coração de Jesus, a fé que até é capaz de transpor montanhas!
A missão de Jesus, durante o seu ministério terreno, limitou-se ao povo judeu mas abriu uma excepção devido à grande fé da mulher. O encontro entre Jesus e a mulher cananeia anuncia, e já realiza, o encontro entre a salvação e o paganismo. Sem negar a escolha preferencial de Israel, a missão salvífica de Jesus é dirigida a todos os povos e será também a da acção da Igreja.

Tuesday, August 7

Terça-feira da Semana XVIII do Tempo Comum


Começa a ler-se hoje a parte do livro de Jeremias, chamada o livro da consolação. As duas partes de que se compõe esta leitura são impressionantemente contrastantes: na primeira, o Senhor denuncia o pecado do povo; logo na segunda, promete-lhe o perdão e a restauração. Por aqui mais uma vez se nos revela que Deus não anda à espreita do homem para o apanhar em falta, mas, se lhe sai ao encontro, é para o salvar. E sai-nos ao encontro em cada momento, mesmo quando nos parece que é para nos acusar. Então apenas nos chama mais energicamente, porque então mais precisamos.
Jeremias mostra o valor educativo do sofrimento por que passa o seu povo, obrigado ao exílio, e sob o domínio de um povo estrangeiro que irá perceber que o remédio para os seus males vem de Deus que sempre cuida do seu povo.

Como novo Moisés, Jesus, depois da multiplicação do pão, sobe à montanha e aí fica em oração ao Pai, nesse diálogo íntimo e profundo, mais do que o de Moisés sobre o Horeb. Depois atravessa o lago sobre as águas e salva Pedro que nelas se afogava por falta de fé. A tempestade surge quando os discípulos avançam sozinhos pelo mar, enquanto Jesus tinha ficado a orar na solidão. A sua chegada milagrosa gera nos discípulos perturbação e medo e a sua palavra serena-os e dá-lhes coragem. Pedro até se atreve a imitar o Mestre, descendo ao mar e tentando caminhar sobre as ondas. Mas a sua fé hesita, e Jesus tem de lhe estender a mão, e mostrar-lhe que, só apoiado n´Ele, pode chegar à salvação. A mesma experiência de salvação é feita por todos aqueles que contactam com Jesus, que assim reconhecem a sua verdadeira identidade, e podem dizer, como Pedro: Tu és, realmente, o Filho de Deus!

Friday, August 5

Sexta-feira da Semana XVIII do tempo Comum


Deuteronómio significa “Segunda Lei” e todo este livro está imaginado como um longo discurso, posto na boca de Moisés, apelando para à fidelidade à Lei, como expressão da vontade de Deus. A passagem de hoje chama a atenção para a graça extraordinária de pertencer ao povo de Deus, tendo o Senhor tão próximo como nunca nenhum outro povo O pôde sentir. É o discurso da memória. O povo deve recordar e transmitir tudo quanto viu e ouviu, deve ser testemunha viva de quanto Deus fez por ele. Moisés recorda as maravilhas da criação. O povo escutou a voz de Deus no fogo, viu com os seus próprios olhos a predilecção de Deus que o escolheu e o libertou do Egipto com braço forte, no meio de sinais e prodígios. Este Deus, poderoso e libertador, educa com a sua palavra, é um Deus cheio de amor de predilecção por Israel, é um Deus fiel à sua promessa. O povo deve corresponder com a sua fidelidade a Deus, que é único; deve observar os seus mandamentos; deve transmitir a memória das maravilhas de Deus. A fidelidade ao Senhor pode resumir-se a recordar, celebrar, viver, três atitudes fundamentais na espiritualidade do Antigo Testamento.
Depois de lhes anunciar a sua Paixão, Jesus ensina aos seus que é preciso segui-l’O também no sofrimento e na morte. Mas Ele virá e também os fará depois participantes na sua glória de Ressuscitado. Para salvar a vida, o homem dará tudo o mais, porque nada ganhará quem vier a perder a vida. A sorte dos discípulos não será diferente da do Mestre e a escala de prioridades e valores é definida pela relação com Jesus. O discípulo experimentará o paradoxo de perder para encontrar, de morrer para viver e as suas obras hão-de manifestar a opção por Jesus como centro da existência.
A fé no único Deus leva-nos a utilizar todas as coisas para nos aproximarmos d’Ele e a rejeitar o que d’Ele nos afastar. Meu Senhor e meu Deus, tira-me tudo o que me afastar de ti. Meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproximar de ti. Meu Senhor e meu Deus, desapega-me de mim mesmo, para que eu me dê todo a ti (S. Nicolau de Flue). 

Wednesday, August 3

Quarta-feira da Semana XVIII do Tempo Comum


Antes de o povo entrar na terra Prometida, foi enviado, à sua frente, um grupo de exploradores, para observar o país aonde Deus os conduzia. As notícias não agradaram, e logo começou a murmuração contra Deus e contra Moisés; em consequência, foram consumidos no deserto e nele morreram. Há quatro momentos: o envio por Moisés dos exploradores à terra prometida e a respectiva exploração, o regresso dos exploradores com os frutos e a narração do que viram; o medo entre o povo, provocado pelos exageros da narração; as lamentações do mesmo povo e o reacender das saudades do Egipto, indicativos da falta de confiança em Deus e nas suas promessas. Moisés mantém-se fiel ao Senhor, aponta ao povo a terra prometida e os seus frutos.
A mãe do jovem doente era pagã. No plano de Deus, a missão histórica de Jesus confinar-se-ia ao seu povo; os pagãos seriam objecto da evangelização feita no futuro pelos Apóstolos. Mas a presença de Jesus despertou a fé desta pagã, e a fé da pagã tocou o coração de Jesus, a fé que até é capaz de transpor montanhas!
O encontro entre Jesus e a mulher cananeia anuncia e já realiza o encontro entre a salvação e o paganismo. A missão salvífica de Jesus é dirigida a todos os povos. A luta que a mulher cananeia trava com Jesus, para alcançar o que pede, é um exemplo concreto do que Jesus mandou: Pedi… procurai… batei…
As leituras de hoje levam-nos a meditar sobre a fidelidade de Deus e a confiança que havemos de ter n´Ele. Deus é fiel às suas promessas. Os exploradores, enviados à terra de Canaã parecem encontrar grandes obstáculos, e o povo receia entrar nela. Pelo contrário, a mulher cananeia, apesar de uma primeira reacção negativa de Jesus, continua a pedir a cura de sua filha. Os primeiros foram impedidos por Deus de entrarem na terra prometida, enquanto a cananeia conseguiu um milagre do Senhor. Quem muito olha para os obstáculos que encontra na vida não progride. Mas, se se lembrar que para Deus não há impossíveis, vai vencendo as dificuldades.
 

Tuesday, August 2

Terça-feira da Semana XVIII do Tempo Comum


Moisés era o chefe do povo, a quem Deus falava directamente, para que ele transmitisse depois ao povo as suas palavras. Mas foi difícil, até aos seus irmãos, sujeitarem-se sempre a ele e acatar as suas ordens. O Senhor fez-lhes sentir então que estavam procedendo com orgulho e sem fé, e assim os chamou à penitência. O texto refere-nos a contestação de Maria e de Aarão contra Moisés, por causa do seu casamento com uma etíope. Deus está no meio deles como amigo e protector de Moisés. Aarão e Maria mostram-se incapazes de julgar Moisés na sua grandeza de eleito de Deus, pelo simples facto de se ter casado com uma etíope mas Deus defende-o. Com um juízo tão severo quanto sincero, Deus fala de Moisés, seu amigo e confidente, na tenda da reunião. O castigo de Maria é um sinal mas Moisés com uma oração cheia de confiança, pede a cura da irmã. Moisés é um amigo de Deus, que Lhe fala com a audácia.
Nesta leitura sobressai a grande amizade que o Senhor tinha a Moisés. Aqueles que cumprem a vontade do Pai e seguem o Senhor ocupam um lugar de predilecção no seu coração.
Foi difícil para muitos dos ouvintes de Jesus, em particular os do grupo dos fariseus e dos escribas, pessoas muito embrenhadas na Lei de Moisés e nos costumes que dela derivavam, entenderem a novidade que a palavra de Jesus lhes anunciava, e, por isso, facilmente se escandalizavam. Para quem já está cheio de si e das suas ideias é sempre difícil ouvir e entender coisas novas. O orgulho cega e obscurece a capacidade de compreensão. Mas para quem reconhece nas palavras de Jesus a própria palavra de Deus, antes se devia reconhecer iluminado com uma luz que é capaz de vencer até a cegueira. E o Senhor Jesus é a Luz e a sua palavra ilumina.
 

Monday, August 1

Reflexão de Segunda-feira da Semana XVIII do Tempo Comum

O povo, mais do que olhar para a salvação alcançada, para o dom gratuito de Deus, olha para trás com saudades do Egipto e dos bens de que lá dispunha, esquecendo os sofrimentos. Parecia-lhe melhor continuar escravo no Egipto que livre no deserto, a comer o maná, que não enchia os estômagos. Israel é um povo descontente, incapaz de reconhecer os dons de Deus: a liberdade e o pão descido do céu. A vida no deserto foi para o povo de Israel uma experiência dura e cheia de provações, que ele nem sempre soube vencer. Moisés, amigo de Deus, pode barafustar com Ele, que é o verdadeiro Senhor do povo e sentiu limitações diante da sua dura tarefa. O seu olhar nunca deixou de estar fixado em Deus, a Quem apresenta sempre, com humildade e confiança, a sua oração. E o Senhor salvou-o.
O povo de Israel queixou-se no deserto, por não gostar do alimento, o maná, outra figura da Eucaristia. Agradeçamos ao Senhor o pão nosso de cada dia; preparemo-nos para o recebermos com maior fé e piedade.
Como novo Moisés, Jesus, depois da multiplicação do pão, sobe à montanha e aí fica em oração ao Pai, nesse diálogo íntimo e profundo, mais do que o de Moisés sobre o Horeb. Depois atravessa o lago sobre as águas e salva Pedro que nelas se afogava por falta de fé. Jesus mostra-Se Senhor da natureza e das suas leis, para firmar a fé dos discípulos. Pedro até se atreve a imitar o Mestre, descendo ao mar e tentando caminhar sobre as ondas. Mas a sua fé hesita e Jesus tem de lhe estender a mão, e mostrar-lhe que, só apoiado n´Ele, pode chegar à salvação. A mesma experiência de salvação é feita por todos aqueles que contactam com Jesus, que assim reconhecem a sua verdadeira identidade.
Pedro começou a afundar-se porque reparou mais nas dificuldades que o rodeavam (a ventania) e esqueceu-se de se apoiar em Deus. Mas depois rectificou e pediu ajuda ao Senhor. Diariamente encontramos pequenas tempestades que são as contrariedades. Invoquemos o auxílio do Senhor, com muita fé e peçamos-Lhe que nos cure as feridas da nossa alma e dos nossos amigos.

Leituras de Segunda-feira da Semana XVIII do Tempo Comum

Leitura do Livro dos Números (Num 11, 4b-15)Naqueles dias, disseram os filhos de Israel: «Quem nos dará carne para comer? Temos saudades do peixe que no Egipto comíamos de graça e dos pepinos, melões, bolbos, cebolas e alhos. Agora temos a garganta seca; falta-nos tudo. Não vemos senão o maná». – O maná era como a semente do coentro e tinha o aspecto da goma-resina. O povo dispersava-se para o apanhar; depois passava-o pelo moinho ou pisava-o no almofariz; por fim cozia-o na panela e fazia bolos. Tinha o sabor dos bolos de azeite. Quando, à noite, o orvalho caía sobre o acampamento, caía também o maná. – Moisés ouviu chorar o povo, agrupado por famílias, cada qual à entrada da sua tenda. A ira do Senhor inflamou-se fortemente e Moisés sentiu um grande desgosto. Dirigiu-se então ao Senhor, dizendo: «Porque tratais mal o vosso servo e não encontrei graça a vossos olhos? Porque me destes o encargo de todo este povo? Porventura fui eu que concebi este povo? Fui eu que o dei à luz, para que me digais: ‘Toma este povo nos braços, como a ama leva a criança ao colo, e leva-o para a terra que Eu jurei dar a seus pais’? Onde poderei encontrar carne para dar a todo este povo, que vem chorar para junto de mim, dizendo: ‘Dá-nos carne para comer’? Não posso sozinho ter o encargo de todo este povo: é excessivamente pesado para mim. Se quereis tratar-me desta forma, dai-me antes a morte. Se encontrei graça a vossos olhos, que eu não veja mais esta desventura!».

Salmo 80 (81)
Refrão: Alegrai-vos em Deus, que é o nosso auxílio.
O meu povo não ouviu a minha voz,
Israel não Me quis obedecer.
Por isso os entreguei à dureza do seu coração
e eles seguiram os seus caprichos.

Ah, se o meu povo Me escutasse,
se Israel seguisse os meus caminhos,
num instante esmagaria os seus inimigos,
deixaria cair a mão sobre os seus adversários.

Os inimigos do Senhor obedeceriam ao meu povo,
tal seria para sempre o seu destino.
Alimentaria o meu povo com a flor da farinha
e saciá-lo-ia com o mel dos rochedos.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 14, 22-36)
Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-l’O na outra margem, enquanto Ele despedia a multidão. Logo que a despediu, subiu a um monte, para orar a sós. Ao cair da tarde, estava ali sozinho. O barco ia já no meio do mar, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. Na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo. Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais». Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas». «Vem!» – disse Jesus. Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!». Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?». Logo que subiram para o barco, o vento amainou. Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus e disseram-Lhe: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus». Depois fizeram a travessia e vieram para terra em Genesaré. Os homens do lugar reconheceram Jesus e mandaram avisar toda aquela região. Trouxeram-Lhe todos os doentes e pediam que os deixasse tocar ao menos na orla do seu manto. E quantos lhe tocaram foram completamente curados.