Wednesday, April 2

Quarta-feira da Semana IV da Quaresma


Leituras: Is 49, 8-15; Sl 144 (145), 8-9. 13cd-14. 17-18; Jo 5, 17-30

Deus dá nova coragem ao seu Servo experimentado pelo sofrimento e dilata os confins da sua missão a toda a terra. A sua acção consistirá na libertação dos Israelitas do Egipto, porque chegou o tempo da misericórdia, o dia da salvação. Deus entra no curso da história humana para a transformar. O Servo é como Moisés: mediador da Aliança. Como Josué, restaurará e redistribuirá a terra, será o arauto de um novo êxodo. Os exilados enchem-se de esperança porque nosso Deus não é um deus longínquo, um juiz implacável mas é um Deus próximo e solícito.
Deus está sempre disposto a ajudar-nos e chega a dizer-nos que nunca nos abandona, nem nos esquecerá, pois o seu amor é mais forte do que o de uma mãe para com seus filhos. Esse amor leva-o a comunicar-nos a sua vida, principalmente através dos sacramentos.

Aos judeus, que O perseguem por curar em dia de sábado, Jesus revela a sua identidade de Filho de Deus e coloca-se acima da Lei. E mostra que se conforma em tudo ao agir de Deus: o Filho, por si mesmo, não pode fazer nada, senão o que vir fazer ao Pai. A total unidade de acção entre o Pai e o Filho resulta da total obediência do Filho, que ama o Pai e partilha do seu amor pelos homens pecadores. O Pai doa ao Filho o que só a Ele pertence, o poder sobre a vida e a autoridade no juízo. Esta íntima relação entre o Pai e o Filho pode alargar-se aos homens pela escuta obediente da palavra de Jesus.

Thursday, March 27

Quinta-feira da Semana III da Quaresma


Leituras: Jer 7, 23-28; Sl 94 (95), 1-2. 6-7. 8-9; Lc 11, 14-23

A Quaresma é tempo de conversão ao Senhor; é tempo de exame de consciência, de revisão de vida à luz da palavra de Deus. Esta palavra nos acuse, nos desmascare, nos queira tocar no mais fundo do coração. 
Ao condenar o formalismo do culto, o profeta condena a surdez de Israel à voz de Deus, escutada no momento da Aliança, no monte Sinai. Só na escuta o povo de Israel pode conhecer o seu Deus, diferente de todas as outras divindades. Por isso, o primeiro mandamento é: escuta, Israel. Os verdadeiros profetas apelam continuamente a essa escuta.

Deus não se cansa de falar ao seu povo. Enviou muitos profetas, desde a saída do Egipto até ao aparecimento de Cristo, a quem compete proclamar a Boa Nova. O povo não escutava a voz do Senhor e até se opunha a Cristo. Procuremos não fechar os nossos corações aos ensinamentos do Senhor. Recebamos a Boa Nova, tal como a Igreja no-la propõe. Assimilemos os seus ensinamentos para que sejam vida da nossa vida. Guardemo-los nos nossos corações e transmitamo-los aos nossos familiares e amigos.

Wednesday, March 26

Quarta-feira da Semana III da Quaresma


Leituras: Dt 4, 1.5-9; Sl 147 (148), 12-13. 15-16. 19-20; Mt 5, 17-19

Na primeira leitura de hoje, Moisés começa por evocar a história de Israel e por recordar ao povo a fidelidade de Deus à Sua aliança. Moisés observa que é necessário corresponder com o cumprimento fiel das leis e preceitos, é uma condição para entrar na terra prometida: Agora, Israel, escuta os preceitos que Vos dou a conhecer e põe-nos em prática, para que vivais e entreis na posse da terra que vos dá o Senhor, Deus dos vossos pais. E é também uma vocação a realizar: Ensinei-vos estas leis e preceitos, conforme o Senhor, meu Deus, me ordenara, a fim de os praticardes na terra de que ides tomar posse.
Nós, hoje, somos chamados a seguir as mesmas pegadas a que os israelitas foram também chamados. Como eles também nós temos fraquezas, desânimos, tropeções e precisamos de apoio para a nossa caminhada. Os preceitos e as leis do Senhor devem ser constantemente actualizados na vida de cada um de nós. Somos todos os dias convidados a cumprir a vontade de Deus, presente na pessoa das outras pessoas, daqueleas com quem nos relacionamos. Somos interpelados a seguir Jesus tendo sempre presente o Seu convite a sermos o Seu povo eleito e a responder sempre com amor e dedicação ao Seu serviço.

No Evangelho, Jesus apresenta-se como a perfeição da Lei e dos Profetas; Ele interpreta a lei em função do homem, não o homem em função da lei. Mateus, que escreve para uma comunidade judeo-cristã apresenta Jesus como um novo Moisés que promulga a nova lei: as Bem-aventuranças.
A Lei e os Profetas não são abolidos; em Cristo atingem o pleno cumprimento: ajudaram Israel a preparar-se para a comunhão com Deus; comunhão essa que é oferecida, por graça e em plenitude.
Jesus está connosco, caminha sempre a nosso lado e n’Ele encontramos a plena liberdade e felicidade, na observância aos preceitos antigos e novos, que se resumem no amor a Deus e ao próximo, um amor que se faz dom gratuito e livre, em todas as circunstâncias.

Monday, March 24

Segunda-feira da Semana III da Quaresma


Leituras: 2 Re 5, 1-115a; Sl 41 (42), 2-3; 42 (43), 3. 4; Lc 4, 24-30

A saúde restituída a um leproso por meio de simples banho no rio é figura do Baptismo, que, num gesto tão simples, é sacramento de uma graça espiritual tão grande, que nele, de simples homens naturais, nos tornamos filhos de Deus, participantes da vida e da glória de Cristo ressuscitado. E esta graça é oferecida a todos os homens: Naamã era estrangeiro e pagão, e foi curado. 

A recusa dos habitantes de Nazaré em receber Jesus tem o seu melhor comentário na frase de João: Veio ao que era seu, mas os seus não O receberem. A revelação do filho de José, vai-se transformando, de admiração e espanto, em incredulidade hostil e mesmo em ódio homicida: levaram-no ao cimo do monte a fim de o precipitarem dali abaixo. É o destino de todos os profetas: Nenhum profeta é bem recebido na sua pátria. Os preconceitos, religiosos, culturais, nacionalistas, impedem ou dificultam o acolhimento humilde da revelação de Deus. Mas a viúva de Sarepta e Naaman, estrangeiros e pagãos, acolhem a salvação, que os seus primeiros destinatários recusam; e estão abertos às iniciativas surpreendentes de Deus.

Friday, March 21

Sexta-feira da Semana II da Quaresma

Leituras: Gn 37, 3-4. 12-13a; Sl 104, (105) 16-17. 18-19. 20-21; Mt 21, 33-43. 45-46

A liturgia deste dia oferece um paralelo entre o Antigo e o Novo Testamento, entre a figura e a realidade, entre José e Jesus: ambos foram inocentes, ambos traídos pelos seus irmãos, ambos trocados por dinheiro, ambos amados pelo pai e desprezados pelos irmãos a ponto de desejarem a morte, mas ambos finalmente restituídos à vida, depois de terem sofrido a humilhação e a condenação. Esta parábola dos agricultores bem como os maus tratos infligidos a José pelos irmãos, é um anúncio dos sofrimentos de Jesus na sua Paixão e que culminaram na sua morte. É assim o processo do Mistério Pascal.

O Evangelho de hoje também mostra a má vontade de uns lavradores que por avareza matam o filho do dono da vinha, ou seja, Jesus Cristo. A vinha é Israel, dono Deus, arrendatários chefes do povo judeu, os criados os profetas, o filho morto é Jesus e o castigo de justiça é destruição de Jerusalém e a entrega da vinha a outros, o anúncio do Reino de Deus aos povos pagãos.
Este texto é uma espécie de resumo da Sagrada Escritura, é a síntese da história da salvação e da história que Deus faz connosco no nosso dia-a-dia: história de libertação, de amor, de perdão e misericórdia.

Thursday, March 20

Quinta-feira da Semana II da Quaresma

Leituras: Jer 17, 5-10; Sl 1, 1-2. 3. 4. 6; Lc 16, 19-31

Esta leitura procura ajudar-nos a descobrir a verdadeira sabedoria, a que nos ensina a encontrar o caminho da vida e da salvação. Jeremias ensina que é a força de Deus e não o poder humano quem pode salvar, embora o coração humano, o que há de mais astucioso e incorrigível, tente encontrar nos seus sentimentos mais íntimos a resposta para as suas interrogações. Só Deus experimenta e avalia com justiça os comportamentos e frutos de cada um dos homens, porque só Ele conhece o coração do homem e o pode curar.

No Evangelho, apresenta-nos 3 cenas: situação de vida do rico e de Lázaro, cena depois da morte, diálogo do rico com Abraão. Com esta história, Jesus não quer dizer que os ricos não vão para o céu. O rico não é condenado pelo simples facto de o ser mas porque não respeita Deus, prescinde de Deus, abandona os caminhos de Deus, é egoísta e não partilha os seus bens com aqueles que precisam. Lázaro não se salva porque é pobre mas porque está aberto a Deus e espera d’Ele a salvação. Afirma-se o perigo da riqueza porque pode criar o esquecimento de Deus, a surdez à Palavra de Deus e fechamento ao próximo. 

A parábola leva-nos a pensar que hoje temos à nossa volta pessoas necessitadas, como Lázaro. Precisamos partilhar com eles os bens materiais e o afecto, a amizade, a compreensão, as palavras de estímulo...

Tuesday, March 18

Terça-feira da Semana II da Quaresma

Leituras: Is 1, 10.16-20; Sl 49, (50), 8-9. 16bc-17. 21. 23: Mt 23, 1-12

Com frequência a palavra de Deus declara em que vem a consistir a conversão. A fé vive-se em toda a vida e não apenas em certos momentos. Mas a Quaresma é um tempo particularmente denso, no qual havemos de aprender, de novo, a viver, todos os dias, da fé. Só assim poderemos ter parte na Ressurreição, no termo da grande caminhada. O profeta insiste na necessidade de mudança, para acolher o perdão oferecido por Deus. A nossa conversão interior está intimamente ligada às boas obras

Seguir o caminho de justiça e de santidade é estar na escola que leva a Deus. De contrário, estaríamos condenados juntamente com os escribas e fariseus, que dizem e não fazem, ainda que ocupem a cadeira de mestres, ou então o que fazem é por ostentação, para serem tidos por grandes. A conclusão não pode ser deixar de escutar a Palavra proclamada por chefes incoerentes, mas usar o discernimento para fazer o que eles dizem, e não fazer o que fazem. O Mestre divino, começou primeiro a fazer a depois a ensinar e contrasta o seu modo de actuar com o dos escribas e fariseus.

Monday, March 17

Segunda-feira da Semana II da Quaresma

Leituras: Dan 9, 4b-10; Sal 78 (79), 8. 9. 11. 13; Lc 6, 36-38

O primeiro passo na conversão é o reconhecimento, diante de Deus, da situação de pecador. E logo surge a oração humilde e confiante de quem pede o perdão, como a de Daniel, o cativo da Babilónia. Daniel volta-se para Deus relendo a história à luz da tradição deuteronomista: à infidelidade do povo segue o castigo. Mas, até quando terá Deus que castigar o seu povo? Só Ele sabe. Por isso é que o profeta faz a pergunta a Deus e limita-se a reconhecer que o castigo é merecido. Mas a confissão e o arrependimento do profeta não o levam ao desesperar, mas a esperar confiadamente o perdão divino.

O homem, feito em santidade à imagem de Deus, também agora, ao suplicar o perdão de seus pecados, há-de imitar o Pai das misericórdias, há-de perdoar a quem o ofendeu, como numa cadeia de amor, de Deus ao pecador, deste ao seu irmão. Como praticar esta misericórdia. É o que nos indicam os versículos que hoje escutamos. Quando nos arrependemos dos nossos pecados, nos dispomos a arrepiar caminho, e nos abrimos ao amor misericordioso do Pai, o seu perdão é um dom superabundante e por isso, também nos convém ser generosos no perdão aos nossos irmãos.

Thursday, March 13

Quinta-feira da Semana I da Quaresma

À medida que experimentamos a nossa insuficiência, vamos sentindo, cada vez mais, a necessidade de recorrer ao Senhor, que é a nossa força. Em tais circunstâncias, só o orgulhoso não sabe dirigir-se a Deus e rezar. Em momento especialmente difícil da vida do seu povo, Ester, a israelita condenada à morte com todos os demais, presa de angústia mortal, procurou refúgio no Senhor. A rainha, na tentativa de salvar o povo a que pertencia, decide expor-se ao perigo, intercedendo por ele junto do marido. Mas, antes de se apresentar ao rei, apresenta-se ao Senhor, numa atitude de penitência e de oração. 

A oração é uma das formas de vivermos a penitência quaresmal, com o jejum e a esmola. O coração aprende a orar na fé… Jesus pode pedir-nos que procuremos e batamos à porta, porque Ele é a porta e o caminho. Se precisamos de rezar não é para convencer a Deus das nossas necessidades, mas para transformarmos os nossos desejos e fazê-los coincidir com a vontade divina que quer o nosso bem.
No Evangelho é o próprio Jesus que insiste em que devemos pedir, procurar, bater à porta. Orar ao Senhor é acto de confiança, afirmação de fé, caminho de paz. Jesus também pediu ao Pai nas horas difíceis. Só o braço poderoso de Deus nos pode fazer passar da escravidão à libertação, da morte à vida. Jesus ensina a necessidade da oração de súplica e que é escutada. O Pai sabe, mas é preciso assumir a atitude do mendigo e reconhecer a própria condição de fraqueza e dependência de Deus.

Sunday, February 23

Lenda oriental: O amor tudo cria… e recria

O Pai ofereceu um brilhante de grande valor  ao filho que demonstrasse ser o mais valente de seus três filhos.
O primeiro matou o dragão! Um gesto heróico.
O segundo matou os seus inimigos! Um feito extraordinário.
O terceiro, o mais pequeno, deixou dormir placidamente o inimigo que encontrou no caminho.
E o brilhante, foi para o mais pequeno dos filhos… 
 Não é mais valente o que domina os furacões de fora mas as tempestades de dentro… 
Não é mais herói o que mata o inimigo mas a inimizade… 
Não é maior o que mais odeia mas o que mais ama… 
O ódio tudo destrói.
O amor tudo cria… e recria.

Domingo VII do Tempo Comum

No domingo passado, falamos sobre a reconciliação como verdadeiro compromisso com Deus e com os irmãos. Hoje o Evangelho procura apresentar-nos mais alguns exemplos de atitudes verdadeiramente cristãs.
Ao contrário da lei de talião (Olho por olho e dente por dente), Jesus propõe acabar com a violência, ter uma atitude pacífica e não responder às provocações. E para explicar isso, dá 4 casos concretos: pede que não se responda da mesma maneira àquele que nos agride fisicamente, mas que se ofereça a outra face; recomenda que, diante de uma grande exigência se responda entregando ainda mais; se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, acompanha-o durante duas; recomenda que não se deixe de atender àquele que pede dinheiro emprestado.
O que Jesus nos quer dizer é que cada um de nós como cristão e membro da comunidade de Jesus deve manifestar a todos, um amor sem medida, que vai muito além daquilo que é humanamente exigido e que está na lei e nas normas civis e religiosas. Este amor deve atingir até os inimigos pois não basta amar aquele que está próximo ou a quem estou ligado por questões étnicas, sociais, familiares ou religiosas.
Diz-nos Pagolla, teólogo espanhol, que quando Jesus fala do amor ao inimigo não está a pensar num sentimento de afecto e de carinho para com ele, e menos ainda de uma entrega apaixonada, mas de uma relação radicalmente humana, de interesse positivo pela sua pessoa.
Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito é viver segundo os ensinamentos de Jesus Cristo que exige a comunhão com Deus, deixando que a vida de Deus se manifeste na vida quotidiana e nas relações com os outros.

Thursday, February 6

São Paulo Miki e Companheiros

São Paulo Miki e Companheiros (tirada do site Evangelho Quotidiano)
Paulo Miki, jesuíta japonês, é um dos 26 mártires que, a 5 de Fevereiro de 1597, morreram crucificados em Nagasaki. A evangelização do Japão, iniciada por S. Francisco Xavier (1549-1551), tinha dado os seus grupos e a comunidade cristã ia crescendo. O imperador, que inicialmente tinha favorecido os missionários, decretou a expulsão dos jesuítas e mandou prender 6 franciscanos espanhóis e três jesuítas japoneses. Foi um tempo de dura repressão.
Paulo Miki era filho de um oficial. Foi educado num colégio jesuíta e, em 1580, entrou na Companhia de Jesus. Tornou-se muito conhecido pela qualidade da sua vida e pela sua capacidade de evangelizar. Ainda não era sacerdote quando foi martirizado com outros 25 cristãos: 6 missionários franciscanos espanhóis, um escolástico e um irmão, jesuítas japoneses, e 17 leigos também japoneses. Foram canonizados por Pio IX, em 1862.

Quinta-feira da Semana IV do Tempo Comum

David chega ao fim dos seus dias. À hora da morte dirige as últimas palavras a seu filho Salomão. Tem consciência da missão a que está chamada a sua dinastia: guardar e transmitir às gerações seguintes as promessas de Deus ao seu povo. Por isso, faz recomendações ao filho, para que ele, por sua vez, as faça aos filhos dele, a fidelidade aos caminhos do Senhor. A história dos homens traz em si a salvação, se o homem a souber entender e ser-lhe fiel.

Jesus envia os Doze em missão, a anunciar a Boa Nova: 1 - Dá orientações quanto ao estilo de vida dos missionários: não devem levar provisões, mas confiar na generosidade daqueles a quem se dirigem; 2 - Define o método de pregação: deter-se em casa de quem os acolhe, mas abandonar sem lamentações as daqueles que os não recebam; 3 - Execução: os discípulos partem, pregam a conversão, fazem exorcismos e curas com sucesso.
Contentar-se com o essencial da vida, que se apoia na absoluta confiança no Senhor, é condição indispensável para estar ao serviço da Palavra: a própria Igreja não só há-de ser Igreja dos pobres, mas também Igreja pobre. Que o mundo, pela pregação da Igreja, escutando possa crer, crendo possa esperar, e esperando possa amar (Santo Agostinho).

Tuesday, December 31

Receita para um Ano Feliz

Tome 12 meses completos.
Limpe-os cuidadosamente de toda a amargura, ódio e inveja.
Corte cada mês em 28, 30, ou 31 pedaços diferentes, mas não cozinhe todos ao mesmo tempo.
Prepare um dia de cada vez com os seguintes ingredientes:
- Uma parte de fé
- Uma parte de paciência
- Uma parte de coragem
- Uma parte de trabalho
Junte a cada dia uma parte de esperança, de felicidade e amabilidade.
Misture bem, com uma parte de oração, uma parte de meditação e uma parte de entrega.
Tempere com uma dose de bom espírito, uma pitada de alegria, um pouco de acção, e uma boa medida de humor.
Coloque tudo num recipiente de amor.
Cozinhe bem, ao fogo de uma alegria radiante.
Guarneça com um sorriso e sirva sem reserva.

Texto encontrado na net

Friday, December 6

Pensamento do dia: 06-12-2013

Está nas vossas mãos fazer do mundo um lugar melhor. (Nelson Mandela)

Thursday, November 28

Quinta-feira da Semana XXXIV do Tempo Comum

Por meio de uma história simbólica, a história de Daniel na cova dos leões, sublinha-se o testemunho da fidelidade do profeta a Deus e da resistência às tentações de idolatria e a figura do povo de Deus perseguido, mas sempre defendido e salvo pelo poder e pela misericórdia do Senhor. Este texto é a proclamação de louvor e acção de graças a Deus, posta estranhamente na boca do rei estrangeiro e pagão, mas que tinha testemunhado a acção de Deus em favor de Daniel.

Toda a passagem do Evangelho de hoje está cheia de alusões a outras passagens bíblicas. Anunciam-se aqui as provações por que há-de passar o povo de Deus, umas vindas da parte dos pagãos, outras das próprias circunstâncias naturais. São todas elas formas de purificação; mas nunca são nem um fim em si mesmas, nem acontecimentos sem sentido. Deus é Senhor dos acontecimentos, e faz que tudo concorra para o bem dos seus eleitos. Por isso, no meio de toda esta desolação, levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima. É o anúncio do mundo novo que há-de vir. O crente nada tem a temer, ainda que a descrição desse momento o induza ao temor de Deus. De facto, o regresso do Senhor caracteriza-se por grande poder e glória. Mas será nesse regresso que irá trazer aos fiéis o dom da libertação definitiva, o dom da redenção.

Wednesday, November 27

Quarta-feira da Semana XXXIV do Tempo Comum

A estranha aparição, que Daniel vai interpretar para o rei, revela a justiça de Deus, que não deixa impune a acção sacrílega da profanação do templo, anuncia o fim do império caldeu e manifesta Deus como o Senhor da história dos homens. O rei Baltasar, filho e sucessor de Nabucodonosor, durante um banquete, na Babilónia, manda pôr na mesa os vasos sagrados trazidos de Jerusalém por Nabucodonosor. A profanação dos vasos sagrados desencadeia um prodígio que espalha o terror na sala do banquete: uma mão prodigiosa escreve palavras incompreensíveis na parede. 

No Evangelho, a destruição do templo e da cidade será acompanhada da perseguição. O que aconteceu aos habitantes de Jerusalém, como é descrito nesta leitura, repetiu-se, algum tempo depois, em todo o império romano. Nesta passagem anuncia-se um fim, fim que o foi para os perseguidores, não para os perseguidos, que, a esses, o Nome do Senhor por quem sofriam os salvou. A perseguição é sinal da autenticidade da fé em Jesus, porque os crentes participam do seu destino pascal. É também um sinal de que está perto o reino de Deus e de que é preciso estar atento e preparado para o acolher. O dom da fé implica a missão. Jesus indica o método e o estilo dessa missão. O testemunho dos discípulos, para ser eficaz, deve ser ao estilo pascal do testemunho de Jesus.


Friday, November 22

Sexta-feira da Semana XXXIII do Tempo Comum

Judas Macabeu e os irmãos foram purificar o Lugar Santo e fazer a dedicação. Jesus também fez uma limpeza do Templo que estava cheio de vendedores. O templo ou a igreja é um lugar de oração. Procuremos evitar todas as conversas inúteis, vivamos esses momentos com espírito de recolhimento, falemos com Deus pois a nossa alma também é templo de Deus, expulsemos tudo o que não é digno da presença de Deus. A Eucaristia há-de impregnar toda a nossa existência e em cada acto da sua vida o cristão é chamado a manifestar o verdadeiro culto a Deus.

Santa Cecília, virgem, mártir, séc. III ou IV

Segundo a Passio Sanctae Caeciliae, Santa Cecília pertencia à mais antiga nobreza romana. A seu respeito diz a Liturgia das Horas: O culto de Santa Cecília, em honra da qual no século quinto foi construída em Roma uma basílica, difundiu-se por causa de sua Paixão (descrição de seu martírio). Nela, Santa Cecília é exaltada como o modelo mais perfeito de mulher cristã, que por amor a Cristo professou a virgindade e sofreu o martírio. Segundo esta Paixão, ela havia-se consagrado a Deus. No dia das núpcias, participou essa decisão ao marido, dizendo-lhe que um anjo velava noite e dia por ela. Valeriano, seu marido, disse que somente acreditaria se visse o anjo. Santa Cecília aconselhou-o a visitar o papa Urbano, que se havia refugiado nas catacumbas. Deste encontro resultou a conversão do marido e de Tibúrcio, seu irmão, os quais sofreram o martírio logo depois, por sepultarem os corpos dos mártires.
Santa Cecília recolheu os corpos do esposo e do cunhado e sepultou-os na sua propriedade, na via Ápia. Isto lhe valeu o martírio. Morreu decapitada, por ter sobrevivido à morte por asfixia no caldário. 
Santa Cecília foi uma das santas mais veneradas durante a Idade Média. O seu nome vem citado no cânon da missa. Dentre as santas é a que maior número de basílicas teve em Roma. A nenhuma outra santa a cristandade consagrou tantas igrejas quanto a ela. É também a padroeira dos músicos.

Tuesday, November 19

Terça-feira da Semana XXXIII do Tempo Comum

Nas leituras de hoje temos dois exemplos de homens de comportamento exemplar: 
- Eleazar sofreu cruéis tormentos no seu corpo, mas com prazer na sua alma, por ser fiel ao cumprimento da vontade de Deus. 
- Zaqueu deu aos pobres metade dos seus bens e restituiu quatro vezes mais aqueles a quem tinha causado prejuízo, pois era chefe dos publicanos e rico. O arrependimento e a conversão são precedidos do encontro com Jesus.

Zaqueu tinha grande vontade de ver Jesus e Eleazar deixou um exemplo de coragem e uma nobre lição de virtude preferindo o martírio para unir-se a Deus.